Na primeira parte da discussão do Orçamento de Estado para 2012 nem houve confronto de posições, António José Seguro disse que havia folgas para suavizar os sacrifícios, Passos Coelho que não, e acabou a conversa. Era esperado.
Seguro, com o anúncio antecipado de que o PS se absteria tirou condições de negociação ou veleidades de impor alterações, terá o que por boa vontade lhe concederem. Como dizia aqui na semana passada, António José Seguro apagou o Partido Socialista.
Sendo verdade que o governo está a fazer batota, “está a tomar medidas que vão além do necessário” a ter “excesso de precaução”, o facto é que os portugueses deram-lhe a maioria e o maior partido da oposição desistiu de assumir as suas responsabilidades enquanto oposição.
António José Seguro acabou a pedinchar que pelo menos o governo renegoceie com a troika os prazos e metas do acordo. É não conhecer Passos Coelho; para ele não conta se os sacrifícios são mais ou menos suportáveis, conta apenas a obediência canina à ditadura dos mercados e às exigências do “directório Merkozy”.
As cenas (para lamentar) do parlamento seguem dentro de momentos, com a certeza que a oposição tem de se assumir nas ruas, que na casa (da democracia) o ambiente é demasiado passivo para provocar mudanças.
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