Ele há coisas do Diabo, ou como dizia uma senhora muito educada da minha família “COISAS DO CARVALHO”! Um burlão de nome Manuel Gordo, que chegou por vias imagináveis a gestor do BPN, recebeu entre 2004 e 2005, em cheques e dinheiro vivo, das mãos de um, decerto inocente padre “missionário da Consolata”, avultadas verbas para aplicações de alta rentabilidade, como lhe prometeu o bancário.
O padre, anjinho como os anjinhos do BPP, não achou estranho os juros elevados, e andou todo o tempo agradado por nem precisar de se deslocar ao banco, pois o gestor, o Gordo, ia-lhe a casa buscar as notas, as moedas e os cheques, para investir em seu nome. No BPN, como se sabe, este serviço porta a porta era apanágio da instituição.
Das mãos do padre com gula, para as do guloso do Manuel Gordo, passaram 3,584 milhões de euros (não vale a pena interrogarmo-nos donde veio tanto dinheiro) só que, e aí começam os nossos problemas, o gestor do BPN, como outros gestores do BPN, geria outras coisas para além do banco. Jogou o dinheiro do padre, que era do Instituto Missionário, em aplicações na bolsa, e perdeu. Diz ele, e convenceu os tribunais disso.
Quando o Instituto Missionário da Consolata quis saber em quanto se tinham multiplicado os depósitos, (tivemos dois bancos que faziam com notas o que dizem que Jesus fez com pães) descobriu-se a trapaça, e “Ai meu Deus”, o Manuel Gordo sujeitou-se à Justiça. Foi condenado em 2008 por burla e falsificação de documentos a quatro anos e meio de cadeia com pena suspensa.
Como os padres não viram maquia nenhuma, “Ai meu Deus”, apelaram ao Supremo, não ao Supremo a Quem se apela com rezas, mas ao Supremo da Justiça dos Homens, porque, “Ai meu Deus”, quando toca a dinheirinho os milagres só se fazem na Terra.
Vai daí, a Justiça suprema nacional, decidiu que éramos todos nós, portugueses, que tínhamos de ressarcir os anjinhos dos padres burlados. Portanto, meus caros; juntem mais 3,584 milhões de euros ao prejuízo do BPN, e nem se interroguem porque não sabem nada de nada do julgamento do caso BPN, é mais um milagre inexplicável.
Isto não fica por aqui, com base na jurisprudência deste caso, ainda vamos ver filas de padres a exigir a devolução do dinheiro das cautelas brancas da lotaria, digo eu que não percebo nada da Justiça. Mas alguém percebe? “Ai meu Deus”, e nós a arder…
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1 comentário:
Se isto fosse só literatura, tirava o chapéu de tão bem escrito que está. O pior é que é para chorar ... ou...
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