segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Investimentos e dividendos

Vão-se embora!Out2011


Ontem não publiquei nada neste blogue o que não é habitual, a ideia é um post por dia, se possível. O que tornou a escrita impossível foi ter dedicado o dia para pagar uma divida e colher dividendos dos meus investimentos, duas actividades que se podem fazer ao domingo.

As notícias do dia (que ouvi na rádio) também não ajudaram. Uma dizia que a NATO apareceu preocupada com os mísseis terra – ar desaparecidos na Líbia, (10 mil dos 20 mil existentes) assunto que já tinha aqui aflorado num dos primeiros posts de Março "Al Qaeda nas forças rebeldes da Líbia”, e novamente a meio de Setembro num outro artigo com o titulo “A Al-Qaeda obteve na Líbia mísseis terra – ar. Receiam-se ataques à aviação civil”.


O número de mísseis admitidos pela NATO como extraviados é extraordinário, e ainda é mais extraordinário que sabendo desde o princípio deste risco, tenham fornecido mais armas sem assegurar o seu destino.

A outra notícia foi sobre a Polícia de Segurança Pública (PSP) que deu fuga a um documento interno, tendo o fugitivo ido parar à redacção do Diário de Notícias. Os papéis evadidos têm um papel a desempenhar, é mais uma provocação policial com intenções intimidatórias sobre quem exerce o direito de se manifestar.

Hoje, ouvi na TSF os porta-voz da PSP e do seu sindicato, afirmarem ser apenas um documento de trabalho, e que, diz o sindico, não há contradição entre os policias que se manifestam e os mesmos polícias dispostos a carregar sobre manifestantes. Dão para os dois lados.

Sabemos que treinam dessa maneira, ora agora levas porrada, ora agora dás porrada. Enquanto se entretêm nessas práticas Sadomasoquistas voluntárias não há mal, quando viram a violência contra o povo têm de contar com as consequências. No fundo é medo das manifestações que aflige este governo, como descrevi no post,  “Passos Coelho tem medo de manifestações. E depois?”

Com o “trabalho” adiantado, dediquei o fim-de-semana a colher dividendos. Não investi em acções do BCP (já valem a fortuna de 18 cêntimos) mas em árvores de fruto, andei na apanha de nozes e amêndoas, e de uvas de mesa (estas desvalorizadas pelo ataque especulativo do míldio). E fui pagar as quotas que devia ao Desportivo de Chaves.

Ainda deu para ver o Chaves – Limianos, os minhotos não jogaram nada e o Desportivo falhou oito oportunidades de baliza aberta, o que vem dar no mesmo. Zero a zero a trazer saudades de outras equipas. Um companheiro da bancada comentava, “a equipa do ano passado era muito melhor e não recebiam ordenado”, ainda lhe perguntei se achava que era disso, e ele descansou-me, “é do treinador!”

No fim do jogo o coro de “vai-te embora” dirigido ao banco confirmava a segunda versão. Pelo menos isso, que trabalhar sem receber, com ameaças da polícia se nos manifestamos, e sujeitos a levar com um míssil da Al Qaeda em pleno voo, não é forma de viver. Só apetece gritar “vão-se embora!”

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