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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Imposto Circulação. Caos nas repartições de Finanças.

Imposto Único de Circulação - caos nas repartições de finanças.Jun.2013

Ontem não se podia ir a uma tesouraria das Finanças, tal a multidão, hoje ainda foi pior. Razão; o governo enviou a semana passada milhares de notificações para pagamento do Imposto Único de Circulação, dos anos 2009, 2010 e 2011. 

Desde que o antigo “selo do carro” deixou de ser selo, são milhares os contribuintes com o pagamento em atraso. O ano passado foram 400 mil convocados para pagar o imposto referente a 2008, agora não conheço números, mas a rotura dos serviços é evidente. Eu vi.

O direito de audição tem o prazo de 15 dias, as Finanças querem receber dentro do actual trimestre.

A data (fim do trimestre) faz lembrar a justificação de Lobo Xavier, no último “Quadratura do Circulo” acerca do não pagamento dos subsídios de férias pelo governo. Estão a gerir ao trimestre. 

No caso dos subsídios será mais que o actual trimestre, e é mais que gerir a receita e a despesa. É um acto vingativo que vai contra a decisão do Tribunal Constitucional e por isso ilegal; é também prepotente e economicamente irracional. 

Mas que fazer? Passos Coelho disse no Parlamento que pagar os subsídios em Junho, ou Novembro, ou Dezembro, não influencia a economia. 

Passos é um vazio.

Um vazio mais esvaziado que o inexistente vazio legal, engendrado para não pagar os subsídios. 

Quer maçar… apenas, e só, maçar os portugueses. Isso vai pagar.

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Aldrabice do FMI. António Costa/Marques Mendes

Quadratura do Circulo Pacheco Pereira. Jan.2013

Relatório do FMI. Os consultores do FMI, convidados por Vítor Gaspar, queriam fazer passar um documento ideológico como um estudo técnico, mas não estão a conseguir enganar ninguém.

No último programa da SIC Notícias, “Quadratura do Círculo”, António Lobo Xavier só suscitou críticas de forma, enquanto Pacheco Pereira e António Costa evidenciaram bem as intenções do relatório e desmontaram com fortes argumentos os propósitos políticos do governo.

(O programa repete, integralmente, hoje às 13.10h na SIC Notícias. A ver.) 


Antonio Costa Quadratura do Circulo.Jan.2013

António Costa acusa o relatório de não ter “nada de técnico” e de ser “essencialmente político”, apresentando vários dados concretos que põem em causa os pressupostos do “chamado estudo”.

Pacheco Pereira coloca em causa o método do estudo que “não leva em conta a realidade portuguesa” e de ser “o programa que o governo gostaria de pôr em prática, mas não tem coragem”. Ambos consideram que o documento não tem a menor credibilidade, para servir como qualquer base de discussão.

António Costa diz mesmo que “se passasse pela cabeça do PS, sequer discutir com base neste documento, o que quer que seja, seria a explosão imediata a nível nacional”.

Marques Mendes, acusado por António Costa de ser o “chico-esperto” que já tinha anunciado estas medidas, disse na TVI 24 que o dossier da reforma do Estado (motivo do relatório) pode levar à queda do governo.

Está bem. Pode ser. 

Nesse caso, o relatório sempre servia para alguma coisa útil.

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Concertação Social sem acordo. CGTP de fora.

CGTP horas de trabalho.Jan 2012


Carvalho da Silva abandonou os trabalhos e acusa o documento em discussão de poder “ser feito pelo governo chinês”; disse estar-se “a caminhar para o capitalismo ou socialismo chinês”.

Passos Coelho acusa a CGTP de se ter colocado fora de qualquer acordo “na medida em que não aceita tão-pouco a realização de compromissos externos”.

Diga-se a propósito dos compromissos externos, que também a descida da TSU o era, e considerada uma medida estrutural, para além de obrigatória e fundamental no dizer dos representantes da troika. Não se adoptou, nada aconteceu.

A ideia peregrina e bandeirola do governo da “meia hora”, pelos vistos, também caiu – como aberração que era; aliás assinalada até pelo proeminente militante do CDS, António Lobo Xavier, como “leviana agressão a um património histórico com valor”.

O constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia (do PSD) considera que o corte unilateral de direitos dos trabalhadores como o salário ou as férias é inconstitucional. “As férias são irrenunciáveis e inalienáveis”, disse.

O abandono da Concertação Social pela CGTP deixa a UGT com enormes responsabilidades, ficou com maior capital para negociar com patrões e com o governo, mas com os olhos dos portugueses sobre ela; uma traição aos trabalhadores (como Carvalho da Silva parece prever) ser-lhe-à fatal.

Sobre as implicações do documento que vier (se vier) a ser aprovado, o melhor é aguardar. Não se espera que resulte dali motivação para os trabalhadores trabalharem com vontade, o mais certo é aumentar a motivação para lutarem pelos seus direitos.

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