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domingo, 6 de julho de 2014

O banco “tecnocrático” PSD/BES e a Europa.

Banco PSD - BES - tecnocrático e profissional.Jul.2014
LÉuropa non é dei banchieri tedeschi, ma dei cittadini europei (Matteo Renzi).

A presidência italiana da União Europeia iniciou-se com um conflito; o governo italiano, versos, o sistema bancário da Europa e os tecnocratas de Bruxelas.

Em Portugal, o chefe do governo Passos Coelho, realça o carácter “tecnocrático e profissional” da nova administração do Banco Espírito Santo. Tecnocracia PSD, novos banqueiros cooptados do partido; Paulo Mota Pinto, Vítor Bento, João Moreira Rato. Luz verde do também laranja Carlos Costa.

A família PSD adoptou a família Espírito Santo. BPN já foi…

No fórum económico da CDU, de Ângela Merkel, o presidente do Bundesbank Jens Weidmann, acompanhou os medos lançados em Estrasburgo pelo líder do PPE Manfred Weber contra o primeiro-ministro italiano.

Quando a banca se sente ameaçada, lança os políticos que criou e lhes são próximos - em sua defesa. A Europa é dos banqueiros e não dos cidadãos europeus, devido à promiscuidade entre os políticos eleitos e a alta finança.

Por isso, quando aparece alguém de dentro do sistema, com um discurso como o de Matteo Renzi, surge a esperança de emergir uma prédica diferente da oração pela Santa Banca e o seu bem-estar.

Seria normal que os países intervencionados e prejudicados pelas vigarices dos bancos (americanos e europeus) se juntassem à censura de Renzi, mas tal não é de esperar do governo Passos/Portas/Cavaco...

…Estes defenderão sempre a Banca - a Família.

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terça-feira, 25 de junho de 2013

PPP e SWAPS. Negócios milionários para os bancos.


A grande PPP de Cavaco Silva e Eduardo Catroga.Jun.2013

Negócios milionários para os bancos e ruinosos para o país.

 


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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Banqueiros não se entendem. O confisco dos depósitos.

Resgate ao Chipre foi unânime no Europrupo. Mai.2013
 
Fernando Ulrich não está com outros banqueiros portugueses; não admite o movimento de contas de depósito para cofres e considerou “boa notícia” taxar depósitos acima de 100.000 euros.

Em entrevista ao Financial Times citada pelo Público, os presidentes do BCP e do BES alertam para o perigo da propagação de “vírus de Chipre”. Mostram-se preocupados com o corte (confisco) dos depósitos acima de 100.000 euros, feitos no Chipre, e suas repercussões na banca.

As declarações de líderes políticos europeus, sobre os resgates dos bancos, põem em causa a segurança dos depósitos bancários, depreende-se das palavras dos presidentes do BCP e do BES.

Já se sabia. No entanto, a apreensão não é geral na banca portuguesa, Fernando Ulrich, presidente do BPI, disse no início deste mês, que taxar depósitos acima de 100.000 euros, era “uma boa notícia”.

O BPI desmente ter afirmado ao Financial Times ter clientes a movimentar dinheiro de depósitos para cofres, é um sinal que o BPI não quer dar e percebe-se; Uma banca que não serve - nem para emprestar, nem para guardar o dinheiro e movimentá-lo, não serve para nada.

Muito dinheiro deve estar a mexer-se, (não para cofres) para fora de Portugal; as razões não serão apenas a insegurança nos depósitos, que está instalada, mas também a desconfiança por uma banca que, embora o Banco de Portugal diga ser segura, é notícia por incobráveis e toxicidades.

O sobre-endividamento das famílias e o desemprego em crescendo, as dividas das empresas e as falências a continuarem, não dão saúde à banca. 

Há um efeito boomerang, o mundo financeiro imaginava estar imune à crise, onde controla o poder político, mas o dinheiro não é elástico, quando falta muito falta para todos. Até os banqueiros vão perceber isso.

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terça-feira, 19 de março de 2013

Eurogrupo no Chipre – Desconfiança no Euro.

Chipre manifesta-se contra a Europa.Mar.2013

Os ministros das Finanças da União Europeia podem ser maníacos, mas são uma trupe fértil e divertida. Encontram sem dúvida soluções criativas - Chipre foi só mais uma. Que não avaliem as consequências das suas decisões é apenas um pormenor. (Parece coisa do governo português).

O resgate cipriota, que em valor se aproxima dos juros de Portugal à troika em um ano, é um confisco como é próprio dos resgates troikanos. Cá, o confisco está a ser bem superior e a Europa ouve menos alarido.

O desassossego vem mais da planta de estufa do sistema financeiro, que dos desgraçados dos cipriotas; eles vão pagar de outra forma (igual a nós) o mesmíssimo valor que o Eurogrupo quis confiscar atabalhoadamente. 

Isto, se o Chipre quiser continuar com o presente envenenado do Euro, pois tem na Rússia uma solução acessível para os seus infortúnios. As suas grandes reservas de gás natural vão acabar exploradas por estrangeiros e amigos estrangeiros como os da Europa trazem desgraça certa. Geoestratégia não é o forte dos contabilistas do Eurogrupo.

Estas controvérsias permitem ver as voltas que o mundo dá. Não há por cá comentário sem apontar o receio da corrida aos bancos, do famigerado contágio, que fez polémica infindável por causa do BPN (no fundo para desculpabilizar a mafia montada por gente do PSD que ficou com o dinheiro).

O “método” português de salvação da banca é agora dado como exemplar e Teixeira dos Santos, que em 2011 já estava a passar de besta a bestial, (AQUI) tem a sua intervenção no sistema bancário sancionada por muitos dos seus críticos, vê-se reabilitado. 

O que vai ser difícil de reabilitar depois deste episódio eurocipriota é a confiança no Euro. Quem manda na moeda única é um único país, a Alemanha, e os líderes alemães de agora, não batem certo de juízo.

O Euro chega às eleições gerais alemãs? E Portugal? Afunda-se com o Euro, afunda-se por causa do Euro, ou inicia a saída do Euro?

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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Financiamento às empresas? Dívida pública é melhor.

O Plano de Ajustamento e do governo e nao da Troika. Set 2012

Arménio Carlos, da CGTP, referiu à saída do encontro (decepcionante) de hoje com a troika, que “ mil grandes empresas viram aumentado o crédito bancário em 1.000 milhões de euros, enquanto Um Milhão de pequenas e médias empresas (PME) sofreram uma redução no crédito de 4.000 milhões de euros.

Um artigo de hoje do jornal i (aqui) diz que “os bancos não estão a cumprir os planos de recapitalização assinados com o governo há dois meses no que respeita ao financiamento da economia”, o que “está a ter um efeito devastador”. O i lembra que “quando recorreram à ajuda estatal, O BCP, o BPI e também a CGD, noutros moldes, ficaram obrigados a investir 45 milhões de euros em pequenas e médias empresas e nas famílias”.

E eu lembro que em Abril deste ano, o presidente do BPI, Fernando Ulrich, disse que “os bancos portugueses têm deixado de dar crédito às empresas do Estado para comprar dívida pública portuguesa”.

O quadro (em cima, canal É) mostra a rentabilidade, segundo a agência Bloomberg divulgou em meados de Agosto, das dívidas portuguesa, alemãs e espanholas; sem dúvida o que está a dar é investir sem risco (enquanto durar o troikismo) e com grandes lucros, na compra da dívida pública nacional.

 As empresas do Estado estão em segundo plano, algumas grandes empresas ainda têm algum crédito e as PME vão para o fim da bicha - quase nada lhes chega.

O financiamento dos maiores empregadores (que são as PME) é o mais urgente problema da economia (real) portuguesa, cada dia que passa fecham mais empresas viáveis (muitas delas exportadoras) mas o governo tem mostrado total incompetência a tratar do assunto.

O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, já em 2011 tinha afirmado que a “compra da dívida pública por parte dos bancos estava a limitar a capacidade de concessão de crédito à economia”.

Os portugueses estão a passar mal para socorrer a banca, vivemos uma crise de dívida privada provocada pelas más práticas bancárias, a banca pede a 1% ao BCE para emprestar a 7% e mais; temos um banco do Estado (CGD) e o governo não consegue lidar com o problema do financiamento da economia.

Não quer. Passos Coelho assumiu uma posição passiva perante a banca, Portugal é vítima de um programa ideológico. A economia devia ser controlada pelo Estado Democrático e não pelos mercados mas com esta gente a governar não é possível.

“O plano de ajustamento é do governo e não da troika”. POIS!

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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Nova linha de crédito às empresas. Capitais próprios.

Tirem-no deste filme. Jul.2012
O ministro da Economia anunciou hoje que vai haver um reforço da linha de crédito “PME Crescimento” lançada em Janeiro, não anunciou o valor mas as condições devem ser semelhantes. A execução da anterior vai em 85%, meio ano após ter sido lançada.

Para algumas empresas será o negócio possível, para outras, um péssimo negócio. Se for como a anterior, com “spreads” superiores a 5% sobre a taxa Euribor a três meses, para a maioria das pequenas empresas não será forma de resolver os problemas de caixa. Depende do que causa os problemas.

Depois, os critérios são seleccionados pela banca, que avalia o risco da operação e decide se empresta ou não, como em qualquer outro empréstimo bancário. Aquilo a que o Ministério chama “avaliação de risco e viabilidade económica das empresas” resulta de factores que se têm deteriorado, na maioria delas, devido à política de austeridade e não da actividade empresarial. 

O governo espera receber a regularização de dívidas ao Fisco e à Segurança Social, condição necessária para aceder ao crédito, que conta com outra linha de crédito bancário paralela, destinada exclusivamente a essas dívidas.

Feitas as contas o melhor é as empresas analisarem o que as levou a terem problemas de tesouraria. Pelo que vejo na minha actividade, o facto de “ninguém pagar a ninguém” é uma causa. Falo das empresas habituadas a viver com capitais próprios, e não das que têm necessidade de recurso a créditos para o seu trabalho normal.

A minha empresa (unipessoal) tinha no banco no fim do mês passado menos de 100 euros, antes de ter reforçado a conta com um pé-de-meia que me deixou descalço. Por receber, havia em facturas vencidas (ainda há) cerca de 13.000 euros (datadas desde Novembro do ano passado) de um cliente que fornece o Estado e me diz que não recebe, o que acredito. O IVA dessas facturas já o Estado recebeu e o meu cliente descontou enquanto eu ainda não vi um Euro.

Fraude fiscal é o Estado cobrar o IVA antes de recebido, e as coimas e penhoras provocadas pelo incumprimento contractual do Estado com as empresas que o fornecem. Para viverem com capitais próprios as empresas precisam que o Estado deixe de as descapitalizar.

Portanto Sr. Ministro Álvaro, em vez de ir para a televisão palestrar sobre o “paradigma financeiro do tecido empresarial português” e a necessidade de irem para a bolsa, deixe de nos ir ao bolso e paguem o que devem às empresas. 

Passe bem Sr. Ministro – longe, de preferência.

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sexta-feira, 1 de junho de 2012

António Borges diz ser urgente diminuir salários.

António Borges e os salários dos outros.Jun.2012

Marc Roche, correspondente do “Le Monde” e autor do livro “O Banco – Como a Goldman Sachs Dirige o Mundo”, prémio de melhor livro de economia de 2010, da Associação de Jornalistas Económicos e Financeiros de França, afirmou à Rádio Renascença que, “o FMI disse-me que se livrou de António Borges porque não estava à altura do trabalho”. Desmente o que correu aquando da sua demissão, dizia-se que teria sido por razões de saúde, aliás, António Borges teve condições de saúde para de imediato se encarregar das privatizações em Portugal.

O mesmo Roche, em entrevista à Visão de 24 de Maio, sobre se António Borges não teria sido uma oportunidade para a Goldman Sachs (GS) na sua relação com Portugal, responde, “ o que ele fez no FMI, como economista-chefe – e não foi muito bom no desempenho dessa função, a avaliar pelo que foi dito pelo fundo para justificar o seu afastamento –, não teria dado muito a ganhar ao Goldman”. Aqui, a incompetência de Borges terá provavelmente salvo Portugal de se ter envolvido de forma semelhante à Grécia, com o Goldman.

A jornalista Mafalda de Avelar do Diário Económico (DE) transcreve hoje parte da entrevista ao canal ETV, de Marc Roche, que será transmitida terça-feira: «Ainda sobre o português (António Borges) diz o autor (Marc Roche) que descobriu, agora, que “Borges é cabeça das privatizações em Portugal”. “Será que ele vem limpo do seu passado na GS?”, “O que é que Borges fazia na GS?” são questões que os portugueses devem colocar ao economista, segundo este jornalista de investigação financeira, que defende que Borges “não deveria estar em posição de escolher os bancos na privatização porque sempre existe – algures – um Alumni* da GS”.»

António Borges foi apresentado como candidato a líder do PSD, antes das eleições internas ganhas por Passos Coelho, voltou-se a falar dele quando foi corrido do FMI como reserva para o mesmo cargo e tem as relações conhecidas com os interesses financeiros internacionais. Não se sabe o que o futuro lhe reserva (e por consequência, a nós) mas Marc Roche tem razão, o perfil de António Borges não aconselha a função que tem nas privatizações (se devia haver ou não estas privatizações é outro assunto).

Sobre a diminuição dos salários dos portugueses, que o DE chama para a primeira página de hoje, o melhor é não ligar – se ainda fosse a diminuição do salário dele…

(* Alumni, do latim, aluno – no contexto - da “escola” Goldman Sachs)

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A banca vai ter-nos como sócios, mas sócios passivos.

oclarinet.blogspot.com Out2011

Passos Coelho já decidiu a posição dos portugueses em relação à “sua” banca – posição passiva. Deixou ao critério de cada um a postura; deitado, de cócoras, de pé ou de ladinho, a seco ou oleado, fica conforme o gosto. A parte séria é que vamos novamente ajudar a financiar a banca, sem que esta fique com a obrigação de ajudar a financiar a economia. Se do porco oferecido sobrar uma unha talvez haja coentrada.

A “posição passiva” de que fala Passos Coelho, vai contra as instruções da própria troika que obriga o Estado a entrar no capital, particularmente para impedir que sejam distribuídos dividendos pelos accionistas, como tem acontecido durante o curso da crise financeira. Já não é a equidade nos sacrifícios é a pouca vergonha da austeridade de quem trabalha, para suprir as asneiras do sistema financeiro.

Esta conversa de que a banca é essencial para a economia e por isso temos de a manter saudável, paleio que levou ao endividamento dos Estados, não pode continuar. Tem de haver contrapartidas para a economia e não podem ser deixadas à boa vontade dos banqueiros.

Estamos numa fase da crise financeira em que a Europa pede ajuda ao FMI, vai pedir dinheiro ao mundo, BRIC e Árabes, porque a crise é global e não europeia, como é europeia e não dos países do sul, como é de Portugal e não dos funcionários públicos portugueses. São naturais as exigências entre as partes, quem empresta quer assegurar que não perde o dinheiro, seguir, quando não controlar, o caminho do empréstimo. Só o mãos largas do nosso primeiro-ministro está disposto a dar capital à banca e virar as costas.

O próprio Belmiro de Azevedo dizia em 2008 que “um sistema financeiro sem actividade económica da nada serve”, era 2008 agora está calado. Como estão a ser concretizadas as linhas de apoio, estão a ir para a economia? O que se nota no aparelho produtivo é que pouco chega às empresas e a juros proibitivos. Se os empréstimos do Estado à banca não se repercutem em crédito às empresas, e não, para que servem? Para manter a saúde da banca e a prosperidade económica dos banqueiros e seus accionistas?

O Estado, agora que mais uma vez vai injectar dinheiro na banca entrando no seu capital, tem de ter uma participação efectiva, se a banca vai ter-nos como sócios, nunca poderá ser como sócios passivos. Não é? Ó sócio!?

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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Banca passou testes de stress. O meu banco chumbou!

PedrasSalgadasJul2011


Os testes de stress à banca, que servem para calcular a situação dos bancos no caso de as condições financeiras e económicas piorarem, são testes limitados no tempo e nas circunstâncias, as leituras podem ser enganadoras.

Um banco que satisfaça a Autoridade Bancária Europeia, hoje, pode não existir daqui a uns meses, ninguém conhece a amplitude das variações financeiras e económicas, mesmo no curto prazo. O que acontece aos bancos portugueses se a Grécia entrar em bancarrota, sendo a banca nacional a 3º ou 4ª mais exposta à sua dívida? O que acontece se no próximo 2 de Agosto os Estados Unidos forem dados como “incumpridores”?

Estes testes de resistência da banca são para mim secundários. O teste de stress que me interessa é aquele a que a banca me tem sujeito. Podia ampliar, generalizando aos clientes dos bancos, mas nisto cada um tem e não tem razões de queixa. Estou farto de trabalhar para os banqueiros, de ser roubado pela banca, e pelos governos em nome da estabilidade financeira (leia-se, bem-estar dos accionistas dos bancos).

O meu banco não passou no (meu) teste de stress, ou se quiserem – resolvi deixar de andar stressado com o meu banco. Mudar de banco ou até de nacionalidade de banco, vai ser um dos meus trabalhos na semana que vem.

Ainda hoje recebi uma nova tabela de preços dos serviços bancários, com subida actualizada “em face das actuais condições do mercado”. Qual mercado? O mercado das artes gráficas (o meu) aumentou-lhes o preço do fabrico dos livros de cheques? O serviço dos empregados bancários subiu porque estes tiveram aumentos de vencimento? Custos operacionais nada têm a ver com as dificuldades de financiamento ou necessidades de aumento de capital. É o saque aos clientes.

A gota de água foi cobrarem-me uma Comissão de Manutenção de Conta abusiva, e terem alterado o limite mínimo de isenção nos depósitos, que pensava ser 1.500 euros, para 4.000 (!) euros, sem qualquer informação. Confirmei a data no balcão, os bancários foram informados a 1 Junho, eu nunca, e o efeito, retroactivo ao trimestre que acabou nesse mês. Não pode ser, este cliente não aceita.

O que é isto de Comissão de Manutenção, numa conta de microempresa de saldo médio inferior a 4.000 euros? Um pequeno negócio ou um trabalhador freelancer tem de ter parado esse “dinheirão”, quando com o seu movimento pode criar mais-valias? A banca lucra milhões com as Comissões de Manutenção de Conta. Reduzir o número de contas bancárias ao essencial, e comparar os custos no mercado bancário, é a única maneira de não ser (tão) enganado.

domingo, 10 de julho de 2011

Mensagens de telemóvel. Crédito pré-aprovado.

telemovelJul2011


São milhares (milhões?) os portugueses assediados pela banca para aceitar créditos pré-aprovados ou outras formas de crédito pessoal. Nas condições actuais de sobreendividamento das famílias, e das medidas restritivas que estão a ser impostas, dir-se-ia que era tempo de a banca deixar de perseguir os portugueses. Não é. Enquanto houver uma família sem história de incumprimento de crédito, ela vai ser importunada com ofertas agiotas.

A mim, têm-me chegado propostas embrulhadas de todas as formas; de cheques pré-preenchidos que basta assinar para levantar o dinheiro (supõe-se), a mailings com folhetos ou simples cartas. Os SMSs são o que mais aborrece, não se pode simplesmente rasgar e pôr no lixo, a mensagem apaga-se mas fica na nossa memória.

Há um banco (nem sequer é o “meu” banco) que se especializou a enviar mensagens sucessivas – não é decerto só para mim – desde há meses, quase todas as semanas, e até dias seguidos. Não percebem que os chatos incomodam.

Já depois da Moody`s ter baixado o rating deste banco para “lixo”, recebi mais mensagens a “informar-me” que o banco tem um crédito pessoal pré-aprovado, para mim, de 3.000 euros. Ou a banca tem excesso de liquidez (e a Moody`s enganou-se), ou não tem dificuldades em financiar-se (e andam a enganar-nos a todos), ou entraram no jogo da pirâmide da D.Branca, tentando (contabilisticamente) com novos créditos equilibrar os incobráveis.

Quando se pede moderação no endividamento às famílias portuguesas, não era de tomar medidas para limitar o assédio da banca a essas mesmas famílias para contraírem mais créditos?