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domingo, 21 de julho de 2013

Governo embalsamado segue rumo Gaspar.

oclarinet - crise continua.Jul.2013

Cavaco Silva esteve este fim-de-semana a embalsamar o governo; morto desde a carta de demissão do anterior timoneiro, o “incompetente Gaspar”.

Ainda sobrou palha para o discurso de apresentação da obra taxidermista, perfumes não. O odor é pestilento. Após semanas de caos, "a melhor solução é a continuação do governo", como se nada justificasse a confusão, promovida pelo próprio Cavaco Silva.

O medo da democracia ditou a posição presidencial. Não pode haver eleições por causa dos resultados. A derrota nas urnas, do PSD e do CDS, seria nesta altura inevitável e monumental. 

Agarram-se ao poder, pela sobrevivência política, pelas negociatas inacabadas das privatizações, para destruir o que a democracia conquistou.

Cavaco Silva sabe, como Vítor Gaspar, que este governo falhou; devia saber que o mesmo governo é incapaz de mudar as políticas e o rumo de desastre do país. Não é só cumplicidade de Cavaco, é compromisso com a destruição nacional.

Não vai haver estabilidade política, tudo vai piorar, para todos.

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segunda-feira, 15 de julho de 2013

As PPPs de José Sócrates.

oclarinet.blogspot.com - PPPs de Sócrates. Jul.2013
Ver vídeo em baixo

A polémica das Parcerias Público Privadas do governo de José Sócrates, e as outras; os encargos, os sobrecustos, a campanha negra e a cobertura da comunicação social, a nova censura e o conluio de certo jornalismo com o jogo político mais rasteiro. A outra versão. 

A versão que após passar ontem na RTP (no programa do ex-primeiro ministro), não merece agora qualquer discussão pública, isto depois de se ter andado anos a espalhar o contrário. 

Sabendo-se as divergências ideológicas profundas que me separam de José Sócrates, penso que aqueles que prezam a verdade e a justiça aderem à necessidade de fixar estas imagens para memória do nosso tempo e da história dos últimos anos.



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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Negociações para compromisso são Passos perdidos.

Portas não consegue encerrar o debate. Jul.2013


A certa altura pareceu que a crise interna do governo era uma simples mudança de PSD/CDS para CDS/PSD; afinal nem isso - era um jogo de espelhos. Cavaco usou a máquina de fumos de Belém e agora ninguém vê ponta de corno na política nacional. Mas que há cornos – há, e não são poucos. O termo “irrevogável” irá cair em desuso por falta de significado, por vergonha.

As fumarolas chegaram hoje ao Parlamento. A maioria procedeu como se não existisse qualquer tipo de crise política. A irrealidade levou Passos Coelho a dizer que dura até 2015, quando Cavaco afiança que em 2014 está fora de prazo. Esta maioria é especialista a fazer de conta, a criar narrativas e a sonhar sapatear dentro delas.

Nada é certo, excepto que o PS não se suicidará politicamente, aderindo às fantasias cavaquistas. Falará muito em disposição para o diálogo mas não vai pôr a minhoca em nenhuma medida impopular da troika, quem paga pelas medidas, é quem usufrui do pote.

Haverá alguma lógica na confusa iniciativa de Cavaco Silva, caso pretenda provar que os partidos não se entendem e queira erguer-se do caos que criou como salvador da estabilidade. Na Grécia e na Itália duraram pouco os governos de iniciativa presidencial.

O que quer Cavaco dos partidos que elegeu? O que é “um compromisso de salvação nacional que permita a conclusão, com sucesso, do Programa de Assistência Financeira e o regresso aos mercados, e que garanta a existência de condições de governabilidade, de sustentabilidade da dívida pública, de crescimento da economia e de criação de emprego”?

É um programa de campanha eleitoral? É propaganda das peregrinações a Fátima? E Cavaco verá, no PSD, no CDS e no PS, os três pastorinhos (juntinhos) para o frontispício do folheto de promoção?

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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Subsídios de férias e Natal em 2015? Passos e Gaspar mentem.

Mentida atrás de mentira. Abril 2012 

A história da reposição dos subsídios de férias e Natal é uma trafulhice pegada.

“Passos Coelho afirmou hoje que os subsídios aos funcionários públicos e pensionistas só regressam em 2015”, resume a comunicação social. O primeiro-ministro disse: “Tem de haver um processo que nos vá permitindo ao longo do tempo repor esses subsídios. Quanto tempo vai demorar não sei, porque não sei quais as condições em 2014 e 2015”. Portanto nem sequer garante a reposição em 2015.

Hoje de manhã, na Comissão de Orçamento, Vítor Gaspar tinha reafirmado; “a suspensão vigorará até ao final do período de vigência do programa de ajustamento, como claramente dito no relatório do Orçamento de Estado para 2012. Esta é a posição que o governo tem, esta é a posição que o governo sempre teve”.

Recorde-se que no texto do memorando assinado com a troika, se diz que “o programa de assistência financeira termina em Dezembro de 2013”, daí que os portugueses a quem estão a ser roubados estes meses de vencimentos, acreditassem que a situação seria reposta em 2014.

Nesse sentido iam mais duas afirmações do governo; que não será preciso novo resgate e que estamos em condições de ir aos mercados no fim de 2013.

É tudo mentira.

Com este governo os portugueses nunca mais vêm os subsídios, prometeram dois anos de sacrifícios – afinal não têm fim. Todos os dias mais mentiras, todos os dias mais cortes e austeridade. Este governo, para bem do país e de todos nós, não pode chegar ao fim da legislatura.

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terça-feira, 6 de março de 2012

Mário Soares elogia posição soberana de Mariano Rajoy.

Mário Soares.Març.2012 
Mário Soares elogiou a posição de Mariano Rajoy, em estabelecer para Espanha objectivos de redução do défice menos prejudiciais para a economia do seu país.

Soares diz que “Rajoy fez aquilo que devia”, numa critica clara à política de Vítor Gaspar/ Passos Coelho.

O ex-presidente da República falava numa conferência promovida por Ribeiro e Castro, em memória a Francisco Lucas Pires. Soares disse ainda que os membros da troika “não podem ser encarados como aliados”, acrescentando que a troika é usurária e está aqui para cobrar juros altíssimos”.

Fica o facto de Mário Soares dar importância política à posição soberana do governo do Estado Espanhol, coisa que aqui também demos.

Rajoy 5ª feira
Rajoy 6ªfeira

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segunda-feira, 5 de março de 2012

Álvaro sai, QREN para Gaspar usar nas metas orçamentais.

oclarinet.blogspot.com Març.2012 
O QREN é para Vítor Gaspar gerir e usar nas metas orçamentais.

Álvaro Santos Pereira de saída do governo, dizia eu ontem. Fonte próxima do ainda ministro, citada pelo jornal i confirma que ameaçou demitir-se, no último Conselho de Ministros.

Declarações posteriores de Passos Coelho, Vítor Gaspar ou de comentadores influentes como Marcelo Rebelo de Sousa, indicam que fez mal em não se demitir na 5ª feira. Cada dia que passa irá ser mais empurrado para fora do governo, perdeu a confiança dos líderes do PSD e do CDS, não tem condições para enfrentar a oposição ou exercer o cargo.

Também há pouco para exercer no actual Ministério da Economia, a prioridade da política orçamental deste governo, deixa o país sem ministérios. O único pensamento é arranjar verbas, seja com maroscas no IRS, exploração de coimas e multas pelo fisco ou deixando de pagar a fornecedores. Depois do caso dos laboratórios Roche, os hospitais já pedem emprestado material de consumo diário, como as compressas que o Amadora/Sintra cedeu ao Garcia da Horta – que mais ministros venham a querer bater com a porta não será surpresa.

O governo está em desnorte, mas há um facto a reter, cresce o poder de Vítor Gaspar. Não se deu atenção às suas palavras em Manteigas, (deveria talvez falar ainda mais devagar) mas quando Gaspar diz que não há “clivagens no governo” tem razão. O governo é Gaspar, “ele manda”, como disse Marcelo Rebelo de Sousa acerca desta “pequena polémica” das verbas do QREN.

Vítor Gaspar tem total apoio de Passos Coelho e Paulo Portas e tem uma “legião” de defensores a equipará-lo na “missão histórica” a Oliveira Salazar.

A comparação já é feita às claras; no canal TV da Ongoing ouve-se, entre outros a Manuel Monteiro, que daria um bom primeiro-ministro à imagem de outros das finanças, Salazar e Cavaco. O estilo de controlar todos os cheques do Estado, foi mais feitio de Salazar. Sabe-se o que custou em décadas de miséria para os portugueses o controle salazarista das finanças.

Nesta situação, a saída do ministro Álvaro do governo pouco significa, se regressar ao Canadá nesta primavera, apanha a época do regresso dos mosquitos.

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domingo, 4 de março de 2012

Álvaro Santos Pereira de saída do governo.

Mal-estar no ministério. Març.2012
"É enorme o mal-estar no Ministério da Economia".


O ministro Álvaro já não agrada a ninguém. A governação económica está encalacrada, o Ministério da Economia esvazia-se progressivamente; foram-lhe retiradas as privatizações, as parcerias público privadas, o sector empresarial do Estado, o emprego para os jovens, o investimento externo.

Agora perante a guerra dentro do governo, pela tutela da gestão das verbas do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), Passos Coelho diz que Gaspar terá palavra “decisiva” nos fundos comunitários.

Seria normal, as verbas do QREN serem controladas pelo ministério da Economia. A ideia de uma comissão interministerial dirigida pelo Ministério das Finanças, levou o ministro Álvaro a afirmar que “ceder o QREN às Finanças é esvaziar o seu ministério” (DN). Esvaziar ainda mais, acrescente-se.

Não há confiança do governo no Ministério da Economia, nem do próprio PSD, que em Conselho Nacional lhe fez muitas criticas, como se tornou público. Os vários dossiers nas mãos do ministro são impasses governativos.

O que Passos Coelho agora diz não tem duas leituras: “Vítor Gaspar terá uma palavra decisiva na forma como a reprogramação estratégica dos fundos comunitários se processará”. Dito de outra forma, Álvaro pode dizer o que acha e Gaspar consente ou não.

A tutela dos Fundos é de Vítor Gaspar e não é certo o seu destino. Quando Passos Coelho fala em “estrita ligação com as opções que estão a ser tomadas do ponto de vista financeiro”, dá que pensar se o QREN vai para a economia ou para enterrar na insolúvel condição financeira e suas metas absurdas.

A Álvaro Santos Pereira resta sair de cena pelo seu pé, a curto prazo com ligeiros encontrões, ou de empurrão. O governo é o ministro Gaspar mais vários relações-públicas, Álvaro é desde sempre um erro de casting.

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sábado, 3 de março de 2012

Excesso de mortes por gripe - do ovo ou da galinha.

Mortalidade anormal.INSA Març.2012


Ontem falava-se aqui em desdramatizar as mais de 6.000 mortes registadas em 15 dias, em Portugal; hoje os jornais voltam ao tema dando voz a um discurso divergente com o das entidades oficiais – Direcção Geral de Saúde e Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, que vieram defender como “muito especulativo” relacionar o que está a acontecer com a crise.

Como exemplos, o Expresso diz em título “Crise económica pode ajudar a explicar pico de mortalidade”; o Diário de Notícias em chamada de 1ª página para um dossier sobre o tema, escreve “População envelhecida, casas mal preparadas para o frio e fracos recursos económicos agravados pelas medidas de austeridade ajudam a explicar o aumento de mortes em relação a igual período do ano passado”; o Público titula “Especialistas em saúde pública associam excesso de mortalidade à crise económica”.

Do artigo da jornalista Alexandra Campos, no “Público”, três períodos em que cita os peritos:
«Especialistas como o ex-director-geral da Saúde e professor da Escola Nacional de Saúde Pública Constantino Sakellarides e o presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, Mário Jorge Santos, vieram ontem a público defender, porém, que os efeitos da crise económica e do aumento das taxas moderadoras devem também ser levados em linha de conta na análise deste fenómeno. "O facto de as pessoas viverem com mais dificuldades", sentidas no acesso "aos medicamentos e à saúde", e de terem a "electricidade mais cara", são "hipóteses plausíveis" para explicar os anormais picos de mortalidade verificados nas últimas semanas, admitiu Constantino Sakellarides, em declarações à TSF.

Além do frio e da gripe, que provocam sempre um aumento da mortalidade no Inverno, a manter-se esta tendência, há outros factores que devem ser investigados, como a "perda de rendimento das famílias e o aumento brutal das taxas moderadoras", defendeu Mário Jorge Neves. "Conheço pessoas que deixaram de ir ao hospital, de comprar medicamentos e de fazer alguns exames complementares de diagnóstico por causa das taxas moderadoras", descreveu.

É preciso ver se as pessoas se estão a vacinar mais ou menos, se retardaram a ida ao médico e se pioraram a sua alimentação, recomenda também Vítor Faustino, coordenador do GripeNet, um sistema de monitorização da actividade gripal. "A gripe mata, mas não pode ser a única explicação. Temos de olhar para todos os lados, não descurar nada, como um detective", afirma o investigador, que lembra que noutros países europeus e nos Estados Unidos não se estão a observar tendências semelhantes. E nos EUA esta foi a gripe mais tardia dos últimos 29 anos.»


Declarações deste tipo, segundo o artigo, foram consideradas “precipitadas” pelo director-geral da saúde, Francisco George.

Discute-se ao nível de saber se é do frio ou da falta de agasalho, do ovo ou da galinha, era bom que as entidades oficiais apresentassem com brevidade conclusões e não bitaites. Houve variações anormais em Portugal, o surto é nacional e os vírus não têm bandeira. E já agora, onde estiveram as medidas e os avisos à população? A crise e as medidas de austeridade já estão ligadas a esta mortalidade, não se esconde facilmente um drama destes.


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sexta-feira, 2 de março de 2012

Frio e gripe matam anormalmente e não há alarme? Porquê?

INSA vigia 

Pela quarta semana consecutiva, o número de mortes ultrapassou o que seria de esperar para esta altura do ano. De 13 a 19 de Fevereiro rondou as três mil mortes e de 20 a 26 foi ainda ligeiramente superior; em Portugal a média por época é de 2.400 óbitos, lê-se no Público.

Estamos perante duas anormalidades, o excesso de óbitos, cuja causa final a ciência médica determina, embora sem aprofundar as razões sociais a montante das doenças, e a falta de avisos à população.

O Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge tem a missão de vigiar os dados sobre a mortalidade, mas os portugueses estão habituados a que a Direcção-Geral de Saúde lance alertas sobre as epidemias, difunda conselhos, tome medidas.

Perante 6.000 mortes em 15 dias “desdramatiza-se a situação”? Não pode ser, isto cria uma suspeição sobre o sistema de Saúde. Pergunta-se: há razões políticas (governamentais e partidárias) para “desdramatizar a situação”?

Há receio de que se ligue a falta de aquecimento ao aumento do preço da electricidade? A ida ao médico em adiantado estado da doença, ou a não ida, por causa do aumento das taxas moderadoras? A baixa imunidade de muitos idosos por terem deixado de poder comprar medicamentos por falta de dinheiro? Ouvi numa televisão, um médico, afirmar que basta não fazer uma toma do fármaco habitual para a tensão arterial, para reduzir a imunidade. E sabe-se como a falta de dinheiro se traduz em carência de alimentação.

Se as razões para “desdramatizar” são deste tipo, a outra razão seria a inoperância dos serviços, é bom para a Saúde Pública que os órgãos de comunicação social recusem ser o porta-voz da “desdramatização”.

Os serviços públicos de saúde do nosso país não podem funcionar só nas situações em que a Organização Mundial de Saúde lança alertas – 6.000 mortes em 15 dias obriga a explicações e a dizer toda a verdade, mesmo que a verdade envergonhe ou revolte, porque se liga à austeridade e ao empobrecimento.

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quinta-feira, 1 de março de 2012

Ir aos mercados em 2013 não é aposta de Passos Coelho.

Abebe Selassié.Març.2012
"Cortes e mais cortes não vai funcionar"


As declarações públicas do governo português e dos seus admiradores na comunicação social, acerca dos objectivos do défice, dos empréstimos, e da ida aos mercados, são para consumo interno, em Portugal e na União Europeia.

Ninguém ignora que as opiniões dos políticos, nacionais ou estrangeiros, sobre a estratégia do governo português ser correcta, os esforços merecerem ser recompensados, e prosas quejandas, têm um efeito nulo nos mercados. Eles guiam-se por indicadores económicos e os dados da conjuntura não enganam; a curto/médio prazo até eu emprestava dinheiro a Portugal, está garantido o pagamento, a dez anos no fim de 2012 ninguém vai nisso.

Mário Monti pode dizer montes de vezes que Portugal “merecia melhor reconhecimento dos mercados”, Passos Coelho que seguindo os seus passos “vamos no bom caminho”, e os seus comentadores/propagandistas de serviço, apoiar e amplificar a mensagem; nada disso importa – enquanto a economia não gerar riqueza que se note nos indicadores, não vai haver “ida a mercados”.

A uma empresa que não esteja a laborar nenhum fornecedor fia nem nenhum banco empresta dinheiro. Boa parte de Portugal está parado e com a certeza de mais partes irem parando, não estamos no bom caminho para ir aos mercados e o governo sabe-o. Então o que quer o governo?

Ao governo de Passos Coelho e Paulo Portas interessa manter a “situação de emergência nacional”. O programa ideológico dos extremistas que tomaram o PSD, só é possível de concretizar em ditadura ou em clima de medo da “emergência nacional”.

O único senão, seria a ruptura financeira que tornasse mais visível, a todos, a ineficiência das medidas, daí a satisfação do governo com a promessa Europeia de que se os mercados não acolherem Portugal, continua a “ajuda” da troika.

Nós não vamos ter mais tempo, para com menos privações pagar as dívidas que outros fizeram, o governo sabe que tem mais tempo para aplicar o seu programa ideológico.
Se a oposição continuar a deixar.

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Vem aí a reforma agrária!

Se a conversa fizesse florir...Fev. 2012 

A ministra Conceição Cristas, da Agricultura, do Mar, do Ambiente, do Ordenamento do Território e da Fé, – este último divide-o com o primeiro-ministro entre outros ministros, secretários de Estado e o próprio Presidente da República – deu uma entrevista ao jornal Público. O que disse deu para o jornal escrever que o que a ministra quer fazer, “lembra uma reforma agrária”.

Lembra mais a necessidade de fazer relações públicas porque não se tem solução para nenhum dos problemas prementes dos agricultores, dos produtores pecuários e das populações.

Depois de se ter conseguido, do governo de Cavaco Silva para cá, que agricultores e pescadores abandonassem as terras e o mar, quer-se agora recuperar o sector primário, coisa que todos os portugueses apoiam. Só que isso não se faz com conversa.

Como quer o governo atrair alguém para agricultura quando o que todos vêm nas televisões, nos jornais e ao vivo são queixas, com razão, dos homens da terra? O que fez Conceição Cristas para resolver os problemas que agora existem? Nada.

Em relação à seca prolongada, tem fé que chova. Sabe que já se perderam culturas de Outono/Inverno, que não há pastos suficientes e que os descapitalizados agricultores têm de comprar fenos e rações para dar de comer aos animais.

Diz na entrevista que os seguros “não funcionam”, sabe das dificuldades económicas do sector; no entanto o Estado ainda não pagou o que deve de 2011 aos agricultores, ouvi hoje na televisão que era para ser em Janeiro e foi atirado para o Verão. As reivindicações da reposição da ajuda à electricidade agrícola ou o aumento do benefício fiscal ao “gasóleo verde” não têm resposta, assim como não se vê uma iniciativa para minorar os prejuízos irreversíveis da seca.

A política do governo, como já se está a tornar habitual, é contraditória com os objectivos que apregoa, como querem auto-suficiência de produtos agrícolas, com o acumular de prejuízos dos produtores e esmagamento dos preços à produção.

O financiamento directo à agricultura não seria mais barato e eficaz que à banca, porque é que os contribuintes têm de pagar comissões aos accionistas dos bancos? Ou produtos mais caros e subida da inflação, ou produtos importados e consequente efeito na balança externa.

De nada serve expor planos de marketing para encher páginas de jornais e o próprio ego, a realidade está bem presente, a agricultura está ao Deus-dará – é preciso ter muita fé para trabalhar o campo.

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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Almofada de mais 300 milhões para o BPN.

BPN-BIC alaranjado. Fev.2012
Mira Amaral não faz declarações.


Segundo o jornal Público “o acordo entre o governo e o BIC Portugal, com vista à venda do BPN, prevê uma almofada de liquidez de 300 milhões de euros concedidos pela CGD à taxa Euribor”.

“A tranche de 300 milhões destina-se a ser utilizada caso a carteira de depósitos que vai ficar no BPN/BIC se reduza” diz o jornal. Os contribuintes portugueses vão assim assegurar o rácio do banco. É mais uma peça no folhetim BPN, cujo custo final para o Estado será difícil de calcular dado o “segredo de Estado” que envolve o contrato com o BIC.

A Comissão de Acompanhamento das Privatizações não foi ouvida; a maioria do PSD/CDS impediu na Assembleia da Republica, uma Comissão Parlamentar de Inquérito, proposta pelo BE (há dois dias), pelo que só sabemos alguma coisa a conta-gotas, e sem explicações.

O governo de Passos Coelho e Paulo Portas, através do banco público, vai emprestar dinheiro ao BPN/BIC, logo 300 milhões de euros e sem qualquer valor de spread (margem zero para a CGD).

Isto sucede em profunda recessão, com as empresas portuguesas sedentas de financiamento bancário. Não há dinheiro do Estado para a economia. Não há ajudas para a seca – o que se vai reflectir na balança externa, no aumento dos produtos da terra e na taxa de inflação.

Todas as torneiras estão fechadas excepto para a banca. Grandes negócios se fazem em momentos de crise económica. E… nós a arder!

(Artigos “BPN” no blogue – clicar BPN coluna à direita)
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Vítor Gaspar quis banir TVI das reuniões europeias.

Imagens TVI usadas por outros jornalistas. Fev 2012
Se a Dona Merkel é a dona, Wolfgang Schauble é o dono, quando se tem uma obediência canina pelos donos, resulta na enormidade de vermos responsáveis políticos portugueses a defender que jornalistas do seu país sejam banidos de locais onde eles – entre outros – exercem a sua profissão.

Maria Rui Fonseca, porta – voz da Representação Permanente de Portugal na União Europeia, diz que a decisão de suspender os jornalistas da TVI foi tomada “em articulação e segundo instruções do ministério das Finanças”. Temos outro ministro das Finanças que lida mal com a Liberdade de Imprensa, vamos ver se não chega a “Presidente do Concelho de Ministros”, como o outro.

Conheço o Código Deontológico dos Jornalistas e como o director de informação José Alberto Carvalho, poria o trabalho recolhido pelos repórteres no ar. O interesse público da notícia sobrepõe-se a qualquer acordo conversado em Bruxelas. A prova que teve relevância é que o vídeo foi usado por outros órgãos de informação para “fazer jornalismo” e até fez baixar as taxas de juro dos empréstimos a Portugal.

Não sei o que é pior, se a censura se a autocensura, andam ambas por aí de mãos dadas com o péssimo jornalismo de frete, que já é o mais preponderante dos meios de comunicação portugueses. Maria Rui Fonseca e Vítor Gaspar envergonham a democracia portuguesa quando defendem que a TVI “devia ser banida para sempre” de Bruxelas.

Como deu nota José Alberto Carvalho não se entende porque é que as televisões da Suíça e de Espanha que fizeram o mesmo que a TVI não tenham sofrido sanções; a única diferença é não terem aborrecido os alemães, os que se julgam donos porque têm submissos que lhes prestam vassalagem.

Os repórteres da TVI Pedro Moreira (jornalista) e António Galvão (imagem) fizeram uma declaração curiosa: “Esperamos que o facto da câmara da TVI não estar na sala ajude o Conselho Europeu a combater a recessão económica e o desemprego de 24 milhões de pessoas”. Meus caros, nem o microfone direccional mais potente seria capaz de captar tal coisa.

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Expurgados dos centros de saúde é coisa de carnaval.

Quietos.Fev 2012

Não deram tolerância de ponto no Ministério da Saúde e eles resolveram brincar ao carnaval – no serviço.

Todos os utentes que não recorram a um centro de saúde durante três anos consecutivos vão ser expurgados das listas, noticia o Público. Dito assim, num país de leitores de títulos e raciocínio vertiginoso; tão rápido que não precisam de ler os artigos até ao fim, parece que vão ficar sem médico.

Afinal não é o caso, arquivo morto sempre existiu nos centros de saúde, já por lá andei por não dar sinal de vida. Quando muito é um estratagema para “aumentar os utentes dos médicos de família” como denuncia O Sindicato Independente dos Médicos, e isso sim, seria grave.

O caminho para resolver o problema da falta de médicos de família, não pode ser o de aumentar o número de doentes que cada médico já tem – seria estragar o que de bom foi feito nos últimos anos.

Olhem antes para os excelentes exemplos que as Unidades de Saúde Familiar são, que transformaram por completo a forma de atendimento dos doentes, pelo menos na minha área.
As listas actuais já incluem decerto doentes crónicos, mais ou menos frequentes e passivos. Cabe a cada serviço e médico gerir os seus “clientes”.

Ampliar administrativamente por directiva do ministério o número de utentes por médico – que é do que se trata – vai desorganizar o atendimento, piorando o que hoje funciona bem e não resolvendo o problema de quem não tem médico de família.

Não bastar ter médico de família, é preciso que o serviço prestado funcione e isso não se consegue trabalhando para as estatísticas. Os utentes são pessoas e os médicos também, uns necessitam de ser bem atendidos e os outros de terem o numero de doentes que lhes permita exercer bem a profissão.

Antes de porem em prática as ideias (!?) pensem nas consequências. Não estraguem.

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domingo, 19 de fevereiro de 2012

Passos Coelho vaiado em Gouveia.

Passos Coelho vaiado.Fev.2012

Passos Coelho foi fortemente vaiado e assobiado em Gouveia, à entrada e saída do pavilhão onde decorre a Feira do Queijo da Serra. Aos jornalistas disse que "um primeiro-ministro tem de estar preparado para tudo".

Trabalhadores da Citroen de Mangualde, populares, professores e um movimento contra as portagens apuparam o primeiro-ministro. Entre muitas queixas dos populares ouviu chamarem-lhe “piegas” e que “o FMI não manda aqui”.

Passos Coelho procurou responder a alguns populares. A uma mulher que falava em fome e dizia ter trabalhado 41 anos na mesma empresa, o primeiro-ministro disse que “gostaria que todas as pessoas pudessem ter uma pensão digna”; a outra que “o nosso salário mínimo é baixo e nós sabemos disso, mas nesta altura – este ano é talvez o mais difícil que nós estamos a enfrentar”.

O que vai enfrentar Passos Coelho? Decerto mais manifestações de desagrado cada vez que pousar os pés no país real, particularmente no Interior, ofendido por um conjunto de políticas que tornam a vida ainda mais difícil nessas regiões. Os apelos à emigração não surtiram efeito e em Gouveia disseram-lhe isso com todas as letras.

Passos Coelho foi “apertado” apesar de rodeado de muita segurança; é como ele diz “este ano é talvez o mais difícil que vai enfrentar”, se chegar no cargo até ao fim do ano.

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Pessimistas?

Clima económico.Fev.2012
 

Nunca as famílias e as empresas portuguesas estiveram tão pessimistas.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), divulgados esta manhã, o Clima Económico (calculado através de inquérito a empresas da indústria, construção, comércio e serviços) caiu para -4,7 em Janeiro, o valor mais baixo de sempre; em Dezembro já era recorde com -4,4.

Também a Confiança dos Consumidores (calculado através inquérito aos particulares) baixou como nunca, para -57,1 sendo o anterior máximo, de Dezembro -56,8.
Os dois indicadores que definem a qualidade da conjuntura sofrem quedas contínuas há meses.

Depois dos números conhecidos ontem sobre a evolução do desemprego, que atinge oficialmente os 14% e a contracção da economia registada no último trimestre (2,7%), os dados de hoje vêm confirmar que estamos numa recessão cada dia mais profunda. O péssimo clima económico leva a menos investimento privado e a baixa confiança dos consumidores à redução do consumo privado.

Para escurecer o quadro, na zona euro, Bélgica, Itália e Holanda entraram em recessão no 4ºTrimestre de 2011, juntando-se à Grécia e Portugal, e o Reino Unido, Alemanha e Espanha sofreram quebras da actividade económica. Metade da zona euro teve taxas negativas de crescimento neste período. Os problemas económicos na Europa, o principal destino das exportações portuguesas, são outro factor a juntar à evolução interna negativa.

Mas como assinalava o jornal El País de ontem; “o declínio europeu contrasta com a recuperação experimentada pelos Estados Unidos, que cresceu 0,7% no 4º trimestre, com uma política expansionista”. Duas políticas, dois resultados; cortes e austeridade não são caminho para o crescimento, por cá o governo fala em crescimento quando todas as suas políticas vão no sentido contrário.

Os números não enganam, e são de organismos credíveis, com a política actual não vai haver crescimento da economia e menos desemprego, nenhum indicador aponta isso. Ficar passivamente pessimista “não é posição”, há que rejeitar colectivamente a política de austeridade.

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Desemprego em 14%, pior que as piores previsões.

Desemprego histórico em Portugal.Fev.2012


O desemprego em Portugal disparou no 4º trimestre de 2011, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), 771 mil desempregados, mais 81,4 mil que no trimestre anterior. Ultrapassa a estimativa do governo inscrita no Orçamento de Estado e da troika.

O ano de 2012 iniciou-se com 14% de desempregados. Recorde-se que a taxa de desemprego prevista pela OCDE para o presente ano foi de 13,8%, enquanto o governo apontou 13,4% e a Comissão Europeia 13,6%. Ainda a procissão vai no adro, (muitas empresas estão e vão fechar em 2012) e já se excederam as estimativas mais pessimistas.

Mas se a taxa de desemprego está pior que as piores previsões, as medidas para garantir o cumprimento do défice para 2012 vão agravar a situação; mais austeridade cortes e impostos são inevitáveis na linha definida pelo governo, certo é que as receitas normais do Estado vão baixar devido à contracção económica e as exportações serão mais dificultadas pelas fracas perspectivas dos nossos parceiros europeus, principalmente a Espanha.

A troika está cá para examinar o cumprimento das suas medidas, e provavelmente das medidas que foram além das suas, e nós estamos cá para examinar os efeitos das medidas da troika e das medidas do governo; nem o governo nem a troika passam no exame. O que está a ser pedido aos portugueses não é um esforço a prazo para a recuperação económica, é a miséria como futuro.

O guia da troika não resultou na Grécia, não está a resultar aqui – é altura de dizer basta!

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Cavaco Silva quer mais bebés.

Não há dinheiro para ter filhos. Fev2012 

O Presidente da República, que não vive bem com os vencimentos que recebe, suspeita que mesmo esses “parcos rendimentos” não estejam assegurados no seu futuro. É um problema dos adultos de hoje, particularmente dos que auferem reformas “razoáveis”, não há geração de substituição para descontar para a Segurança Social e o dinheiro que descontaram já voou dos cofres do Estado, quem deu asas ao dinheiro foi a sua geração, mas isso é outra história.

Quando o número de mortes em Portugal ultrapassa o número de nascimentos temos um problema de natalidade, dizem. Também se podia dizer que sendo menos no futuro haverá menos gente a passar mal, errado; como a tendência é para aumentar o número de pobres em relação aos ricos e “remediados”, não nascerem mais não diminui a pobreza dos portugueses.

A questão demográfica em Portugal está longe de ser um problema de fertilidade ou dos padrões de vida modernos, não se nasce porque não há dinheiro para ter filhos. Uma minoria burguesa terá opções de vida profissional ou “filosofias” de vida que os levam a não procriar, mas as classes trabalhadoras não têm filhos porque não têm condições económicas para os terem. Não é teoria é a história da minha família e também dos meus vizinhos.

Cavaco vai promover na sexta-feira uma conferência com o nome “Nascer em Portugal” decerto na linha das suas declarações: “Porque é que nascem tão poucas crianças? O que é preciso fazer para que nasçam mais crianças em Portugal” ou da revelação “Eu não acredito que tenha desaparecido nos portugueses o entusiasmo por trazer novas vidas ao mundo”.

Cavaco está próximo do segredo, é de facto do entusiasmo, o entusiasmo está murcho e não sobe com medicamentos para a disfunção eréctil, o entusiasmo que falta aos portugueses é a esperança no futuro.

Em toda a natureza, os animais têm mais crias se os alimentos forem abundantes, nós os racionais fazemos previsões, vemos mais longe e o que vemos é que há muitos riscos de tudo faltar, a educação não está assegurada nem a saúde, o ganha-pão não é certo e com ele a habitação e os gastos domésticos, fazer hoje filhos é uma aventura que os irracionais não fariam.

Cavaco podia ajudar a natalidade, bastava-lhe não promulgar as leis que destroem a economia, que facilitam o despedimento e a precariedade laboral, os portugueses não estão dispostos a fazer filhos para depois os mandarem emigrar.

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Portugal não é a Grécia, mas é o quê?

OCDE Actividade económica a cair em Portugal. Fev.2012 

O gráfico acima, da OCDE, publicado ontem no Expresso online, indica a evolução da actividade económica de Portugal (vermelho) comparando com a da Grécia (azul) e da Irlanda (verde) de Fevereiro 2010 a Dezembro de 2011. Enquanto no princípio do último trimestre de 2011 há um ponto de retoma na Grécia e Irlanda, Portugal não pára de descer.

Dados de agora, do INE, dizem que a recessão em Portugal no total do ano de 2011 foi de 1,5% do PIB. De imediato ouviram-se vozes a minimizar a situação pois havia previsões piores, como estratagema é o que é, mas não esconde a realidade; estamos em recessão há quatro trimestres, os seguintes também serão de recessão, vivemos a crise económica mais longa pelo menos da minha existência.

Um factor a ter em conta é a distribuição pelos trimestres de 2011 da queda do PIB, respectivamente; 0,6% – 0,2% – 0,6% – 1,35%, sendo que o quarto trimestre comparativamente ao mesmo de 2010 caiu 2,7%. Há uma evidente mão das medidas de austeridade do governo, no aprofundamento da recessão.

Na Irlanda o problema é mais no sector financeiro e na Grécia ao nível do Estado, como se sabe, mas em Portugal são os particulares e as empresas que não recuperam, os “ajustamentos” empobrecendo as pessoas e asfixiando por falta de crédito as empresas, não são reformas estruturais.

Mesmo as contas externas que contaram com a queda de importações e o bom comportamento das exportações, vão sofrer alterações este ano; as medidas de austeridade em Espanha (o principal parceiro) vão reflectir-se nas nossas vendas ao exterior, e no nível da nossa recessão.

O governo de Passos Coelho entende que com propaganda convence todos, interna e externamente, que vamos no bom caminho, depois aparecem os indicadores económicos e vai tudo por água abaixo. A Moody´s baixou mais o "nível de lixo" apesar da conversa fiada, e o que eu vejo que ando na produção, é que não há trabalho. A economia está paralisada em muitos sectores, a situação ainda vai piorar para a maioria das famílias portuguesas.

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