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quarta-feira, 2 de abril de 2014

BPN.Campanha esfarrapada já nada tapa.

Cúmplices de burlões manobram caso BPN.Abr.2014

Joguinhos baixos de Durão Barroso e tentativa de aproveitamento político do PSD e do CDS, do caso BPN, estão a dar com os burros na água.

Num texto enviado ao PÚBLICO, Miguel Beleza, Teodora Cardoso, José da Silva Lopes, Artur Santos Silva e Rui Vilar dizem que “a supervisão bancária não é um sistema de investigação de crimes financeiros” e que “é irrealista a imagem criada de um supervisor que pudesse acompanhar em tempo real os milhões de operações que ocorrem a cada instante no sistema financeiro”.

Já ninguém tem pachorra para o descaramento dos burlões e dos seus cúmplices. O BPN era um negócio sujo de figuras gradas do PSD, financiou gente sem escrúpulos das suas franjas ao seu topo. Os portugueses estão a pagar do seu bolso por essas vigarices. Tal escumalha se tivesse um mínimo de vergonha nas fuças, escondia-se.

Oliveira e Costa aguarda prescrição dos crimes BPN.Abr.2014

E… como diz Silva Lopes, “ninguém fala no Dr. Oliveira e Costa”. Melhor, falar até se fala… mas é para noticiar que Oliveira e Costa pede a prescrição do caso BPN…!

Tenham vergonha!

(sobre a tramóia clicar na etiqueta em baixo-BPN)

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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Cavaco Silva foi só depositante do BPN?

Cavaco Silva um depositante especial do BPN.Out.2013

Em resposta a Mário Soares, que tinha perguntado “por que é que o presidente não é julgado (no caso BPN)?”; O presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, reiterou nesta quinta-feira que a única relação que teve com o BPN ou as suas empresas foi enquanto depositante para aplicação de poupanças quando era professor universitário.

Para além de outras situações nada claras entretanto vindas a lume, como o “caso da Aldeia da Coelha”, e das relações pessoais e políticas com os principais envolvidos no caso em justiça do BPN, o que sempre se duvidou foi precisamente da qualidade de depositante do cidadão Cavaco Silva.

Cavaco Silva foi “depositante para aplicação de poupanças” mas não foi um depositante normal, segundo as notícias.

  Escrevia eu aqui em Abril de 2011: 

Oliveira e Costa comprou acções da SLN por 2,10 euros e vendeu a Cavaco Silva a 1 euro.  

Segundo noticia a TSF, para além de Cavaco Silva foi abrangida pelo Maná a sua filha Patrícia Montez. A revelação foi feita pelo inspector tributário Paulo Jorge Silva no tribunal que julga o caso BPN; segundo o inspector que participou na investigação, as acções adquiridas na offshore Merfield por Oliveira e Costa eram parte (250 mil) de um lote de 1.750.000 acções compradas por Oliveira e Costa.  

Com o “negócio”, o banqueiro que vendeu 100.360 acções a Cavaco e 149.640 à filha do presidente, perdeu 275.000 Euros, vendeu o resto do lote com lucro.  

Acrescento eu pois já deve andar esquecido, que Cavaco Silva e Filha ganharam depois na venda destas acções 140% (147,5 mil euros para ele + 209,4 mil euros para a filha).  

Desta data (13/04/2011) para cá, o caso BPN continuar a marcar passo na Justiça. Os arguidos fazem uma vida normal, pouco ou nada se sabe dos desenvolvimentos da investigação e das iniciativas da acusação. 

Sabemos que estamos a pagar os roubos que uma quadrilha bem organizada fez a partir do BPN - mais nada. 

Os portugueses já suspeitavam que há no caso BPN quem esteja acima da Justiça, Mário Soares voltou a pôr Cavaco Silva na panela, este deita água na fervura. 

Já passa, a malta paga.

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domingo, 29 de abril de 2012

BPN no Diário de Notícias, promete mas...

BPN Diário de Notícias.Abr.2012
O caso BPN está finalmente nos jornais, num trabalho do DN que promete, mas que dá mostras das muitas dificuldades em seguir a maior burla havida em Portugal.
Ramificações do Banco Laranja.Abr.2012
A promiscuidade de políticos do partido que está hoje no poder, com o escândalo, fecha as portas à informação. A Justiça, neste caso, e ao contrário de outros, não colabora com a comunicação social, é parte do manto de silêncio.

Como escreve a jornalista Sílvia Freches, fizeram o trabalho jornalístico como …”um jogo de paciência, tais os muros de silêncio que eram erguidos”. “Em alguns tribunais tudo serviu de argumento para impedir a consulta dos processos. Ainda hoje esperamos vários despachos do juiz a pedidos feitos já lá vão quase dois meses”. Presidente da República, ex-governantes, ex-governador do BP, Oliveira e Costa ou o Ministério das Finanças que “gere o buraco”, todos recusaram “prestar declarações”.
Amigos da Coelha.Abr.2012
Dos julgamentos sabe-se pouco “356 acções em tribunais de todo o país”. Temos os julgamentos dos arguidos que os portugueses têm o direito de acompanhar e temos os julgamentos em que o BPN é réu; nestes o Estado assumiu pagar pelo BPN se houver condenação; dos já sentenciados o banco perdeu e os contribuintes pagaram, 22 milhões a um empresário de Braga, 100 mil euros a uma cliente e mais 3,5 milhões ao Instituto Missionário da Consolata (este caso mereceu-me um post que está AQUI).

Estes sentiram-se enganados, processaram o banco, receberam, todos os outros portugueses estão a ser roubados esperando justiça. Mais que opiniões sobre os erros políticos o que os portugueses querem saber é onde pára o dinheiro.

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A detenção de Duarte Lima é boa notícia sobre a Justiça?

Esta música é uma gaita. Nov.2011


Está a embandeirar-se em arco com a detenção de Duarte Lima, quando o processo do BPN está a ser julgado sem a mínima cobertura jornalística. Há uma máfia muito poderosa que tem abafado o caso BPN, nada chega aos jornais ou às televisões. No entanto, a ladroeira, cujo prejuízo o povo português está a pagar com austeridade desemprego e miséria, teria de certeza muita audiência. Pergunta-se, quem é o “capo” que tem poder para manietar toda a comunicação social?

Depois, e ao contrário dos vivas ouvidos ontem, reservam-se dúvidas sobre a qualidade da investigação e da acusação a Duarte Lima. O método usado, de chamar as televisões para todas as moradas onde ia haver diligências, informar os arguidos (o principal pelo menos) da intenção da detenção, são sinais, que em casos anteriores, quiseram dizer que a Justiça procura a condenação do público, por temer não ser capaz de conseguir a condenação judicial. Pode não ser assim agora, tem sido assim sempre.

É assim desde o caso Dona Branca, já contei a história noutro lado. A Polícia Judiciária sabia do envolvimento dum juiz no bando da “banqueira do povo”, como não conseguia provas, deu a “fuga” a um jornalista do Expresso (o meu grande amigo Celestino Amaral). A peça foi publicada, o jornal processado, se a PJ não tinha provas o jornal também não, e Balsemão pagou 7.000 contos de indemnização. Andou uns tempos na boca do mundo, esqueceu e hoje esse juiz tem um bom cargo no sistema.

No sentido da mediatização desnecessária vai também a noite passada por Duarte Lima nos calabouços da PJ. Com um mandato internacional de prisão ia fugir do país? E as buscas? Depois de darem dois anos a Duarte Lima e quatro à empresa que comprou os terrenos de Oeiras para limpar rastos, o que encontraram? Se não foi nada, foi muito menos que encontrariam se a investigação fosse tão célere para o peixe graúdo como para o miúdo.

De qualquer maneira vai-se sabendo para onde foi algum do dinheiro “desaparecido” do BPN. Neste “negócio” do ex-líder parlamentar do PSD e família, (filho e o deputado PSD Vítor Igreja Raposo) foram 44 milhões de euros, falta saber do resto, a parte do leão dos 4.500 milhões de euros. Estranhou-se a venda do BPN ao BIC a preço de saldo, o maná distribuído por Oliveira e Costa e que haja gente que não responde por nada, mas o mais importante é que se consiga reaver algum do dinheiro roubado, é para abater à dívida que os portugueses estão obrigados a pagar.

A mediatização do caso Duarte Lima podia ser a partida para o jornalismo cobrir o que se passa no julgamento do BPN, mas não acredito, mais facilmente saberemos se as trutas do Armando Vara foram comidas pelo sucateiro de escabeche ou na grelha, que o que se passa com o dinheiro que estamos todos a desembolsar no BPN. Comparado com o caso BPN o Face Oculta não é “peanuts” é tremoços, mas é o “direito à informação” que temos.

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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Governo vende BPN ao BIC. Porquê?

oclarinetBPNago2011


A saga da roubalheira do BPN ainda vai continuar. Há quinze dias dizia aqui que a dúvida era o custo para os compradores; esperava-se um valor de saldo mas 40 milhões é descaramento. É muito menos (4,5 vezes) que o valor de 180 milhões do preço inicial de venda. Um negócio desastroso para o Estado.

Também interrogava se iam sobrar mais pagamentos para os contribuintes portugueses, – vão! A somar aos 2.400 milhões que as finanças admitem como custos do Estado até agora, vão ser gastos mais 550 milhões na recapitalização e serão os contribuintes a pagar as indemnizações aos cerca de 50% de trabalhadores bancários dispensados.

É uma vergonha nacional que um banco administrado por figuras de topo do PSD (do Cavaquismo), objecto de roubo interno de tal monta, que obrigou o Estado a nacionalizá-lo, para impedir “o colapso do sistema financeiro português”, venha a ser vendido depois de saneado financeiramente pelos contribuintes, por uma bagatela.

O que não está claro e cheira a negociata é a decisão do governo de entregar o BPN ao BIC, quando era público que havia uma proposta que ultrapassava os 100 milhões de euros. A estadia de Paulo Portas em Angola e o facto de o nosso “homem mais rico”, Américo Amorim, deter 25% do BIC, não deve ser estranho ao despacho do governo de Passos Coelho. É de esperar que se aviem as privatizações da mesma forma – atabalhoada e despachada.

Curiosa coincidência é que um banco cuja fraude levou à prisão de um governante de Cavaco Silva (Oliveira e Costa) venha a ser comprado por um ex-ministro (de todos os governos cavaquistas) e colega de governo do acusado. Foi um negócio fino, altamente lucrativo para quem comprou e péssimo para os contribuintes portugueses.

Como diz a publicidade das esferográficas, para escrituras finas – Bic laranja.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Oliveira e Costa comprou acções da SLN por 2,10 euros e vendeu a Cavaco Silva a 1 euro.

Segundo noticia a TSF, para além de Cavaco Silva foi abrangida pelo Maná a sua filha Patrícia Montez. A revelação foi feita pelo inspector tributário Paulo Jorge Silva no tribunal que julga o caso BPN, segundo o inspector que participou na investigação, as acções adquiridas na offshore Merfield por Oliveira e Costa eram parte (250 mil) de um lote de 1.750.000 acções compradas por Oliveira e Costa. Com o “negócio”, o banqueiro que vendeu 100.360 acções a Cavaco e 149.640 à filha do presidente, perdeu 275.000 Euros, vendeu o resto do lote com lucro.
Acrescento eu pois já deve andar esquecido, que Cavaco Silva e Filha ganharam depois na venda destas acções 140% (147,5 mil euros para ele + 209,4 mil euros para a filha).