A presidente do Brasil, Dilma Roussef, falou ao país para elogiar os manifestantes e criticar a violência. Comprometeu-se, a conjuntamente com os poderes das grandes cidades, realizar um grande pacto para a melhoria dos serviços públicos.
Anunciou três medidas imediatas:
- Elaboração do Plano Nacional de Mobilidade Urbana, que privilegie os transportes públicos.
- Destinar 100% dos recursos petrolíferos para a educação. (Proposta de Dilma que está no Congresso desde Abril)
- Trazer milhares de médicos do exterior para ampliar o atendimento do Sistema Único de Saúde.
A presidente vai receber os líderes das manifestações pacíficas e demais representantes das organizações sociais e sindicais, para dialogar e “questionar erros do passado e do presente”.
Dilma falou da renovação do “velho sistema político” e na necessidade de instituições “mais transparentes” e mais resistentes às malfeitorias, salientando que “é a cidadania, e não ao poder económico, quem deve ser ouvido em primeiro lugar”.
Lembrou o passado. “A minha geração lutou muito para que a voz das ruas fosse ouvida. Muitos foram perseguidos, torturados e morreram por isso. A voz das ruas precisa ser ouvida e respeitada; ela não pode ser confundida com o barulho e a truculência de alguns arruaceiros”.
Dilma referiu a “Copa 2014” para dizer que as despesas com os estádios serão pagas pelas empresas e Estados que os exploram e que “jamais permitiria que esses recursos saíssem do orçamento público federal”.
Aos críticos da existência de partidos, Dilma lembrou ser um equívoco entender que os países possam “prescindir de partidos, e sobretudo do voto popular, base de qualquer processo democrático”.
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