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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Subsídio de férias com cortes? Consultar sindicatos!

Lei - subsídio é pago em Junho.Jun 2014
A decisão do Tribunal Constitucional (TC), de não passar cartão às diatribes do governo, está a provocar umas birras nas hostes de Passos Coelho.

O ministro Poiares Maduro, e aquele outro fulano dirigente da bancada parlamentar laranja, já vieram grunhir uma interpretação da decisão do TC, segundo a qual…quem recebeu o subsídio de férias antes de 31 de Maio, portanto - com cortes, está tramado. A decisão do TC não se aplicaria.

Helena Rodrigues, presidente do sindicato dos Quadros Técnicos da FP, disse na TSF que “a lei diz que são pagos os subsídios de férias” (sem cortes, ponto!) e que a lei diz que os subsídios são pagos com o ordenado de Junho.

Está montada uma tentativa de vingançazinha por parte do governo, afetando alguns funcionários públicos (qual será a dimensão da coisa?).

Helena Rodrigues recomenda a todos os trabalhadores que possam ser alvo desta tramoia a “dirigir-se às suas organizações representativas”. Disse ainda que “os sindicatos têm bons profissionais (juristas) para lhes darem apoio”.

Disso sou testemunha. Num caso, com uma familiar despedida após o termo do “contrato a prazo”, um recurso elaborado por um advogado do seu sindicato permitiu-lhe conservar o lugar e desta vez como efectiva.

Sorte? Também!... Mas se não se tivesse dirigido ao sindicato, tinha ido direitinha para o desemprego.

Consultem os sindicatos, ainda há aragens de um Estado de Direito!

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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A poiada sem Poiares.

O fim da poiada.Nov.2013

O ministro Poiares cancelou a sua leitura de textos de César Monteiro.

- Vai ler o Patinhas que te produziu! Terão pedido, com outros eficazes modos, homens e mulheres de artes feitas…e Poiares, se não foi para essa banda, também não vai ao Casino Estoril jogar política na contra-política de João César Monteiro.

A poiada festivaleira continua, patinada por actores secundários, porque o espectáculo não pode parar. Nem a morte pára a encenação nem o fim dos feriados impede que se respeite os mortos (quando se respeitam), apenas muda a representação.

O poder, da cultura só vê palco que possa usar. Este poder, à cultura só reparou em verbas para cortar; 20 milhões a menos inscritos no Orçamento para 2014.

Precisamente o imposto de selo que o Estado saca do 1º prémio do Euromilhões de hoje, se o prémio ficar por cá. Uma receita extraordinária.

É extraordinário o que se pode fazer com essa receita, tal como é inadmissível o que se deixa de fazer, pelo corte dessa quantia na cultura.

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domingo, 16 de junho de 2013

Poiares Maduro como político é mais verde que Relvas.

Poiares Maduro mente.Jun.2013

Deram ao “ministro do consenso” a missão de dividir. Se não teve qualquer sucesso a promover consensos, para dividir falta-lhe jeito. É mais um que veio da Universidade, para malbaratar o distinto currículo na política.

  Governo reage com campanha de mentiras à grande manifestação de professores. Jun.2013

(Fenprof acusa Poiares Maduro de mentir AQUI)

A novela dos exames irá ter mais folhetins, convém lembrar episódios anteriores. 

Na sexta-feira (dia 14), dizia a imprensa (Público) num artigo de título “Governo pondera adiar data do exame de português do 12º ano”:

«Em declarações aos jornalistas logo após a reunião, Dias da Silva (FNE) revelou que o ministério quis saber “qual seria a atitude das organizações sindicais se fosse alterada a data de exame”, ou seja, se os sindicatos de professores marcariam nova greve para uma data em que a prova de Português se viesse a realizar.

“Nós dissemos que não marcaremos greve aos exames para outra data” que não o dia 17 de Junho, disse Dias da Silva. Este compromisso já tinha sido antes assumido publicamente pela Federação Nacional de Professores (Fenprof).» Fim de citação. Foi realmente o que se ouviu, em todos os canais televisivos.

Depois falou o ministro Crato mantendo a data do exame, e agora Poiares Maduro lança a dúvida sobre se entendemos bem o que se disse e está escrito. A técnica é velha, os meios do governo para confundir são enormes, mas falta a Poiares Maduro a habilidade política, falta profissão.

E falta ao governo, no seu todo, perceber que a luta actual dos professores ultrapassará os sindicatos, se preciso for.

O que está em jogo é mais que alunos e exames, até mais que a profissão de professor ou o apoio da opinião pública. É o poder, o exercício democrático ou anti-democrático do poder.

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