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terça-feira, 25 de março de 2014

Portugueses na bancarrota.

Bom dia Portugal. Mar.2014

Vemos ouvimos e lemos, não podemos ignorar.

“A vida das pessoas não está melhor mas o país está muito melhor” dizia Luís Montenegro, líder do PSD.

Nota-se. 

"O país não é sustentável" diz-se nas jornadas parlamentares do PSD.

Anota-se!

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domingo, 17 de março de 2013

Está perto o anúncio da bancarrota. E sair do Euro?

Daniel Beça avisa da bancarrota. Mar 2013


O ex-ministro da economia Daniel Bessa voltou ao discurso do perigo da bancarrota, diz ele:

“Estamos todos no país a tentar evitar o momento final do anúncio da bancarrota e do incumprimento. Não estou a dizer que estamos em cima desse momento, mas, infelizmente, estamos hoje mais perto do que estávamos há dois meses, estamos mais perto do que estávamos há dois anos. E, portanto, é isso que estamos a tentar evitar”. (Transcrito do Público).

Que este seria o governo da bancarrota, até eu o disse por aqui, ainda antes de se saber que a divida galgaria aos valores de hoje. Incumprimento nos moldes actuais de pagamentos é mais que certo, o que não significa no nosso caso falta de credibilidade do país. Se há reputação abalada é da troika, do PSD, do CDS, e de Cavaco Silva, que deixa Portugal capitular neste desgoverno.

O incumprimento já se assume para além de teórico, também em hostes apoiantes do governo; a governação tem retirado aos portugueses os meios para cumprir quaisquer obrigações.

No Euro, com a dimensão dos juros e sem um plano de pagamentos suportável; com o investimento e o consumo ao nível de um país falido não vamos lá. 

Mas os países não acabam por incumprimento, sofrem mais ou menos o que estamos a sofrer, para recuperar os tempos saudáveis. O esforço que fazemos é inglório, com a austeridade que já se suportou e moeda própria, estávamos no caminho de saída da crise e não a enterrarmo-nos mais. 

A saída de Portugal do Euro, harmonizada com os parceiros europeus e negociada com os credores, é uma solução cujo debate tem de deixar de ser tabu, devia ser já a tarefa das forças políticas nacionais.

No caminho que estamos, a austeridade não nos serve, só nos destrói.

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domingo, 29 de janeiro de 2012

Cavaquistas querem saída de Vítor Gaspar. Água no barco.

Onde risco o meu nome...aqui.Jan 2012


“É absoluta a discordância de algumas das mais proeminentes personalidades do cavaquismo e do próprio Presidente da República sobre a condução da política orçamental e as prioridades para a organização das finanças públicas, que têm sido adoptadas pelo governo” diz o jornal Público.

Não são só os cavaquistas, no âmbito do PSD, que discordam das políticas do governo. A máquina de propaganda “relvista” pôs os indefectíveis defensores das soluções ultra liberais em tudo o que é comunicação social, fazendo dos programas económicos ou de informação, tempo de antena e em exclusivo. No entanto desde o início da apresentação do programa da troika e “do além da troika” várias personalidades sociais-democratas foram-se afastando do apoio pleno ao governo. Ex-governantes e comentadores do PSD diziam: “esperemos que dê certo”; “vamos lá a ver se funciona” e frases no género, deixando uma porta aberta para dar o dito por não dito.

Agora que todos já perceberam que o barco (também construído pelos cavaquistas) está a meter água, é chegada a hora de saltar para terra firme. Querer a saída de Vítor Gaspar é o PSD a tentar sobreviver ao desastre.

Qualquer empresário de vão de escada sabe que sem receitas não tem orçamento. O embuste do desvio colossal nas contas públicas não resistiu ao conhecimento do enorme emagrecimento das receitas do Estado, cuja queda será maior daqui em diante, consoante os efeitos das medidas de austeridade cheguem à economia real.

Com o risco de bancarrota nos 70% falta saber qual a percentagem necessária para a queda do governo. O resto são cortinas de fumo, devem estar a chegar umas “notícias” de broncas socretistas ou gafes presidenciais, mas como isso não reduz o risco de bancarrota…

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Portugal vence ventos contrários? Risco de bancarrota 70%!

Moedas fracas. Jan. 2012


Carlos Moedas, secretário de Estado adjunto de Passos Coelho, e permanente do FMI, escreveu no Wall Street Journal (WSJ) um artigo intitulado “Portugal está a vencer os ventos contrários”, diz ele que “o pacote de ajuda externa a Portugal está a funcionar e a permitir ao país recuperar a sua competitividade”.

Carlos Moedas foi tentar responder a um outro artigo do WSJ, que citei antes de ontem aqui. O WSJ dizia que Portugal pode estar mais próximo de pedir um segundo resgate e que dificilmente volta aos mercados em 2013. O “nosso secretário” entendeu que basta ele dizer o contrário para convencer os “mercados”. Foi aliás essa a convicção com que o governo Passos/Portas foi eleito; chegavam e os “mercados” ficavam caídos pelos seus dotes governativos.

A realidade, o raio da realidade, não se altera com a prosápia desta juventude bem relacionada; segundo noticia o Expresso online, “nas últimas duas semanas, a probabilidade de incumprimento (risco de default) da dívida portuguesa não tem parado, desde que galgou o patamar de 65% em 17 de Janeiro”. O “custo dos seguros contra o risco de incumprimento” (cds) “subiu ao final da manhã para 70,47%, uma barreira jamais galgada”.

Diz o Expresso que Portugal fez “em sete dias o que a Grécia percorreu num mês”. Os mercados parecem pouco convencidos pelas virtudes das políticas do governo e da troika, e isso não se modifica com artigos de opinião de governantes portugueses em jornais americanos. É até ridículo.

Carlos Moedas termina afirmando que “temos sorte de ter um forte consenso político e social”. Não temos tal sorte e entre outros azares temos Moedas fracas.

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