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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

O preço do petróleo baixou esta semana.



Porque é que o preço dos combustíveis aumentou esta semana?

O preço do petróleo chegou o mês passado a “mínimos de dez anos”; está agora em “mínimos de onze anos”. Atingidos precisamente na semana em que as gasolineiras portuguesas aumentaram o preço dos combustíveis. Porquê?

Os órgãos de informação (!?) portugueses difundiram a semana passada, a patranha de que era “previsível uma inversão da tendência” na redução constante do preço do crude. Incompetentes e calões; é o mínimo que se pode dizer de tais “órgãos” e dos seus jornalistas.

Não era segredo o excesso de crude no mercado, a crise chinesa, o petróleo de xisto americano, e fundamentalmente o papel que a Arábia Saudita reserva ao seu petróleo como arma política. Sabia-se da confusão da última reunião da OPEP onde os países produtores não chegaram a acordo com os sauditas, para cortar na produção e parar a descida de preços.

É uma palermice grosseira difundir que a agudização do conflito entre a Arábia Saudita e o Irão desse em “inversão da tendência” de descida do preço do petróleo. Se não se entenderam quando mantinham relações é depois de aumentarem as declarações de ódio mútuo que se iriam entender? A Arábia Saudita extrai mais barato o crude e domina o preço de mercado.

O petróleo barato da Arábia Saudita é a estratégia para enfraquecer o Irão (e a Rússia) na disputa de domínio geoestratégico regional. Serve igualmente os interesses dos EUA na sua intervenção na política Venezuelana. Terá efeitos colaterais em outros países produtores, mas a guerra que o reino saudita trava está para durar. Previsível, é que ainda vai baixar mais os preços antes de quaisquer aumentos do petróleo. (O melhor é não atestar o depósito).

Porque é que os combustíveis aumentam em Portugal, quando já milhares de gasolineiras espanholas têm gasóleo abaixo de um euro, (habitualmente ela por ela)?

Os jornalistas apenas têm adormecido a opinião pública, não são os primeiros culpados de o governo português não fazer nada. O governo (de esquerda), a DECO, o ACP, e os etc; o amparo do Bloco e do PCP que ouvimos diariamente com as médias-pequenas-e-micro-empresas na boca, na pretensa defesa do emprego, estão a permitir que muitas das mais-valias do trabalho vão para os bolsos dos especuladores dos combustíveis, para os lucros excessivos na energia e nas telecomunicações, em portagens e outros “custos de contexto”.

Coisa pouca quando se anda de olhinhos fechados ou muito preocupado com a bola que não entra e o treinador que não sai. Para “lopeteguis e jezuses” há centenas de horas de televisão e dezenas de jornalistas especializados.

Ainda se espera o ano da mudança.


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domingo, 20 de julho de 2014

Sair do euro para voltar? Hans-Werner Sinn.

Hans-Werner Sinn - sair do euro. Jul 2014
 
Uma casa em que pode entrar mas não sair, é uma prisão. É uma frase da entrevista do professor universitário alemão Hans- Werner Sinn, presidente do Instituto IFO de Munique (“considerado um dos mais influentes da Europa”), ao Expresso. Refere-se ao Euro, à Zona Euro.

Em Maio de 2013 publicámos (clicar aqui) a posição do professor Hans – Werner sobre as saídas do euro, dos países do sul ou da Alemanha, e a declaração dele ao Die Welt de que “se a Grécia tivesse ido à falência na primavera de 2010, estaria hoje [em 2013] livre de perigo”.

Ao último Expresso, o economista reitera a necessidade de os países do sul se libertarem da prisão do euro, diz nomeadamente que “o BCE ajudou os credores mais do que era permitido. Agora é o momento de ajudar a população dos países atingidos pela crise com uma moratória da dívida, bem como com opções de saída e de regresso [da zona euro]. Há em Portugal posições semelhantes de economistas prestigiados.

Hans - Werner Sinn propõe uma Conferência Europeia sobre a dívida dos periféricos, à imagem da Conferência de Londres de 1953 (sobre-endividamento da Alemanha) ou da crise das dívidas de 80 ou da crise asiática de 90, que “não foram resolvidas com dinheiro dos contribuintes”.

Importante entrevista a ler no Expresso - Clicar AQUI.

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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Renzi ao PPE; Não tenho medo de cães de guarda!

Renzi pôe em causa entendimento PPE - PSE. JUL.2014

O primeiro-ministro Matteo Renzi iniciou o semestre da presidência italiana da União Europeia, a polemizar com os conservadores do Partido Popular Europeu (PPE).

Renzi fez um discurso europeísta, mais virado para a “identidade europeia” e contra o “rosto de aborrecimento” do “auto-retrato europeu”. Bastou-lhe lembrar que sem crescimento a UE não tem futuro, para ter à perna o líder da bancada do PPE, o alemão Manfred Weber, e o programa da direita contra a concessão de flexibilidade.

Para o dirigente conservador o “endividamento não cria futuro” e deve-se “continuar na linha de rigor”. Weber espicaçou Renzi afirmando: - “a Itália tem uma dívida de 130%, onde encontram esse dinheiro?” Em resposta, Renzi lembrou que apesar da dívida ser alta, a Itália tem uma riqueza privada quatro vezes superior.

Renzi, que disse não aceitar lições moral de ninguém, lembrou aquilo que há muito se diz, mas na boca de um primeiro-ministro tem outra dimensão: - “Se Weber fala em nome da Alemanha, recordo-lhe que nesta mesma sala, no decurso da presidência italiana, a um só país [Alemanha] foi concedida flexibilidade e apesar de violar os limites é hoje um país que cresce”.

Mais tarde ao programa televisivo “Porta a Porta” Renzi acrescentaria a propósito; “ não tenho medo de cães de guarda, da Alemanha ou de Itália.

A presidência italiana promete; independentemente de Matteo Renzi ser mais parecido com Blair ou com a Gioconda, está a fazer frente à Alemanha. Também o presidente da delegação italiana do Partido Socialista Europeu, Gianni Pittella ameaçou os acordos com o PPE sobre Jean-Claude Juncker, em função da flexibilização das normas europeias.

Uma presidência italiana de discussão europeia ou mais uma falsa partida socialista.

Para já, não se compara ao comportamento do governo português, sintetizado por Cavaco Silva no sublime - “aprendemos a lição”.

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sexta-feira, 13 de junho de 2014

Obama prepara bombardeamento no Iraque.

CNN no Curdistão iraquiano. Jun.2014
 
Americanos evacuam do Iraque e jihadistas avançam para a capital. Estarão a 90 quilómetros de Bagdad.

Quando o grupo da al-Qaeda na Síria e no Iraque, ISIS ou ISIL (Estado Islâmico do Iraque e do Levante) declarou Fallujah, no fim do ano passado, um Estado Islâmico, falámos (aqui) em conhecermos da al-Qaeda no Médio Oriente, apenas a ponta do iceberg.

Sabe-se que a al-Qaeda depois de ser armada e treinada pelos Americanos no Afeganistão, esteve nas forças rebeldes da Líbia (ver aqui) desde o início. Na Líbia obtiveram armamento sofisticado (ver aqui) e em grande quantidade; retirado ao exército de Kadhafi e traficado por países da NATO. Essas armas foram dispersas pelas células africanas, do Sahel, do Magreb e pelo Médio Oriente.

Com a Guerra da Síria e a entrega, agora descaradamente (ver aqui), de armas aos rebeldes, os europeus e os americanos armaram directamente e até aos dentes a al-Qaeda da região – o ISIS.

A derrota na Síria, pela resistência do exército de Al Assad, levou boa parte dos jihadistas internacionais da al-Qaeda a partir à conquista do Iraque, um país destruído, sem exército moralizado, com divisões internas inultrapassáveis e alianças previsíveis de sunitas e curdos.

Com as melhores armas dos europeus e dos americanos avançam para Bagdad, mais depressa (em três dias) e com mais facilidade que Bush no tempo de Sadam Hussein.

Obama que diz estar a estudar todas as opções, já descartou o envio de tropas terrestres.

Resta a Obama preparar o bombardeamento do Iraque com o apoio habitual da NATO, e aos europeus prepararem-se para maior actividade da al-Qaeda no seu Continente. O rumo dos acontecimentos facilita o recrutamento para a al-Qaeda, será uma questão de tempo.

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terça-feira, 6 de maio de 2014

Zona Euro – O pior de dois mundos.

A terra de ninguém.Mai.2014
O professor Thomas Piketty, economista especializado em desigualdade económica, e próximo do PS francês, diz em coluna do jornal Público que “as actuais instituições da Europa são disfuncionais”. Para Piketty “necessitam de ser reconstruidas”.

Reconstruir as instituições europeias, ou “reformar a Europa” é um projecto comum aos maiores partidos portugueses, da direita do euro à esquerda euro-socialista e euro-comunista. A grande maioria dos portugueses que vai votar nas eleições europeias – vota portanto, pela reforma da Europa. Será que os eleitores acreditam que esta Europa é reformável?

Para Piketty, “a questão central é simples: a democracia e as autoridades públicas têm de ser activadas para recuperar o controle e efectivamente regular o capitalismo financeiro globalizado do século XXI”. Central é! Mas alguém acredita que as instituições europeias se vão reformar no sentido de “regular o capitalismo financeiro”?

O economista repisa o que já devia ser consensual; “Uma única moeda com 18 diferentes dívidas públicas, com as quais os mercados podem especular livremente, e 18 sistemas de impostos e benefícios fiscais em permanente rivalidade entre si, não estão a funcionar, nem nunca funcionarão. Os países da zona euro escolheram partilhar a sua soberania monetária, e portanto alienaram a sua arma da desvalorização unilateral, mas fizeram-no sem desenvolver novos instrumentos económicos, fiscais e orçamentais. Esta terra de ninguém é o pior de dois mundos.”

Em terra de ninguém, ninguém contrata arquitectos, nada se reforma. É preciso recuperar os instrumentos da política económica, largando a “Europa disfuncional”, sair do euro.

Alguém acredita que vai haver mais europeístas nas instituições da União Europeia, após as próximas eleições?

Votar nas Europeias? Só para ralar a percentagem do PSD/CDS!



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sábado, 3 de maio de 2014

Massacre em Odessa.

Massacre fascista em Odessa. Mai.2014

Apoiantes do “governo de Kiev” encurralaram na Casa dos Sindicatos em Odessa, dezenas de “activistas pró-russos” e em seguida atearam fogo ao edifício. Terão morrido queimadas vivos ou intoxicadas 36 pessoas, mais 8 morreram ao lançarem-se das janelas, para fugir à morte pelo fogo.

O período acima é o que a imprensa internacional minimamente independente (jornalistas!) relata.

O jornal Público faz agora título “Serviços de informação da Ucrânia denunciam ataque orquestrado pela Rússia sobre Odessa”. Sabendo-se que as autoridades policiais de Odessa identificaram todos os mortos como sendo ucranianos, e conhecendo-se o desenvolvimento dos confrontos, não se entende este jornalismo.

Gabriel García Márquez, que vi recordado em entrevista na TVE há uns dias, dizia que tinha saudades do “jornalismo clássico”, aquele que dizia o que se passava e nada mais, que noticiava.

Também eu tenho saudades - de o ver por cá.

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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Aberri Eguna. Bascos reclamam independência.

Pamplona - Manifestação do Aberri Eguna. Abr. 2014
 

O Aberri Eguna (Dia da Pátria Basca) celebra-se no País Basco, no domingo de Páscoa.

As comemorações começaram em 1932, passando por várias vicissitudes, desde ter de mudar de nome, à proibição (no “lado” espanhol) durante a ditadura de Franco.

Celebrado como dia de luta pela liberdade, teve este ano uma manifestação em Iruñea/Pamplona convocada pela Red Independentistak, plataforma apoiada pelos partidos, Sortu, EA, Aralar, Alternatiba e o basco/francês Abertzaleen Batasuna.

A esquerda nacionalista reclama para os bascos o direito de decidir e consideram a independência a “única alternativa real de futuro, capaz de dar resposta aos anseios e necessidades dos cidadãos bascos” conforme afirmou Garbiñe Bueno, porta-voz da Independentistak, no início da marcha.

No acto político final, no Paseo de Sarasate, participaram também representantes da ANC catalã e do SNP escocês. As reivindicações independentistas da Escócia e da Catalunha são alento para as aspirações bascas.

O PNV celebrou o Aberri Eguna em Bilbau, com esperanças europeias e convites a Rajoy e Rubalcaba a uma “convivência amável”. No entanto Ortuzar queixou-se de que a “Espanha responde a tudo, sempre, não!”

Para a ETA, que renunciou à violência em Outubro de 2011, existem “condições objectivas de avançar para a soberania” e defende uma “colaboração entre nacionalistas” para conseguir uma liderança desse processo.

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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Escalada para a guerra civil na Ucrânia.

Blindados ucranianos mudam de mãos. Abr.2014

Não é adquirido que o grupo de extrema-direita que tomou o poder em Kiev tenha as forças armadas ucranianas consigo.

O passeio de blindados (abandonados pelos militares ucranianos?) com bandeiras dos opositores pró-russos - mostra o possível sarilho que será recuperar as posições tomadas pelos manifestantes armados, no leste do país.

A União Europeia, os Estados Unidos e a NATO, meteram mais uma vez a pata no charco. Desta vez nas portas da Europa. Os ucranianos russófonos não vão viver em paz com o actual poder fascista de Kiev, nem a Rússia irá ficar a observar passivamente um banho de sangue na região.

Uma guerra pode ser inevitável na Ucrânia, se tal acontecer falta saber com que intensidade e se vai alargar-se envolvendo a Rússia. O “ocidente” meter-se num conflito bélico dessa natureza seria a loucura total.

Há em Kiev, nos Estados Unidos - e na Europa - doidos suficientes para nos levar a uma guerra generalizada.

Que a política conceda, desta vez, uma oportunidade à paz.

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quarta-feira, 19 de março de 2014

Centro-esquerda baixa na Europa.

o que Passos prometeu a Merkel...Mar.2014

Em Portugal os “conservadores” do PSD e os “socialistas” do PS andarão empatados, segundo a última sondagem Poll Watch para as eleições de Maio para o Parlamento Europeu, citada pelo jornal Público.

Na União Europeia o resultado é o mesmo, empate técnico, entre a direita do grupo Partido Popular Europeu (PPE) e o centro – esquerda do grupo Socialista e Democrata (S&D). Como curiosidade o PPE reduz em 16 deputados a diferença que tinha há um mês para o centro-esquerda (agora; socialistas 214 – conservadores 213, para 751 lugares).

A social-democracia europeia experimenta uma crise histórica. A adesão às regras ditadas pelo sistema financeiro internacional e o abandono de qualquer matriz ideológica trabalhista deixa o centro-esquerda sem rumo. Já nem o Estado Social é bandeira da nova geração de líderes vacilantes do centro-esquerda.

A terceira força no Parlamento seriam os Liberais com 66 deputados e a quarta a Esquerda Unida com 59. Em que Europa estará Portugal no futuro próximo? Numa Europa sem diferenças relevantes entre poder e oposição? Um bloco central de defensores e rendidos ao neo-liberalismo?

Se a próxima campanha eleitoral para as Europeias, servir para discutir o que faz Portugal nesta Europa, vale a despesa.

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segunda-feira, 10 de março de 2014

Ex-guerrilheiro eleito presidente de El Salvador.

Sánchez Cerén eleito presidente de El Salvador.Mar.2014
 
Post Scriptum -13 de Março


Confirma o que aqui se escreveu na segunda-feira:


Sánchez Céren, o candidato da FMLN (Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional) foi eleito, à segunda volta, presidente de El Salvador.

Segundo relata o canal de televisão Telesur, o escrutínio final confirma a vitória tangencial de Céren, com 50,11% contra 49,89% do candidato da direita Norman Quijano.

Recorde-se que o candidato da esquerda não foi eleito na 1ª volta, também tangencialmente; obteve 48,92%, a um escasso 1,09 da maioria. Nesta 2º volta toda a direita de uniu contra Sánchez Céren (Quijano tinha obtido na 1º volta apenas 38,95% e António Saca, 3º mais votado - 11,40%).

Se o escrutínio final confirma a vitória de Sánchez Céren, era possível hoje ler que “esquerda e direita reclamam vitória nas presidenciais de El Salvador”.

Apesar de os próprios Estados Unidos aconselharem calma na espera dos resultados finais e de os observadores internacionais não se terem pronunciado por alguma anomalia nas eleições, a direita já pedia a intervenção das Forças Armadas - decerto para “desempatar”.

As forças neo-liberais travam uma contra-ofensiva na América Latina que não vai ter tréguas. Os Estados Unidos e o poder financeiro internacional, aliados aos oligarcas de cada país onde há governos progressistas, tudo farão para que a história volte atrás.

Na América Latina resiste-se; e em muitos lados governando.

(Sobre a 1ª volta e as forças políticas em El Salvador - Clicar AQUI)

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domingo, 2 de março de 2014

Ucrânia. Guerra Fria está a aquecer.

Preparativos de Guerra. Mar.2014

Nato acusa a Rússia de “estar a ameaçar a paz na Europa” e John Kerry ameaça a Rússia de expulsão do G8. A infantilidade da “diplomacia ocidental” para consumo dos “senhores ouvintes” menos exigentes.

A guerra fria voltou, Portugal não tem interesses directos no Mar Morto, na Crimeia ou na Ucrânia. Portugal fez-se membro da NATO quando ela se dizia, (e era discutível) uma estrutura defensiva e pela paz; nada beneficia em dela fazer parte quando a NATO leva a guerra a todo o lado, patrocinando golpes de Estado, de África ao Médio Oriente, e até às portas da Rússia.

A Rússia não deixará de “proteger os cidadãos russófonos” e os seus interesses estratégicos. A carta das Nações Unidas é todos os dias violada por Israel e pelas potências ocidentais, seja com intervenções militares, ocupações ou financiamentos de grupos cuja missão é fazer golpes de Estado.

A hipocrisia não tem limites quando se trata da ingerência dos imperialismos nos assuntos internos de países independentes. Estamos a ser preparados para aceitar uma guerra e um golpe de Estado de uma oligarquia ucraniana contra outra.

A Europa que viveu o terror do nazi-fascismo, ainda há poucos anos, é agora aliada de um poder liderado no terreno por nacionalistas nazis. Se não se percebeu Hitler é natural que se confunda os efeitos de uma guerra na Crimeia, hoje, com a outra do século XIX.

Estamos nas mãos de loucos perigosos.

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No princípio do mês os posts mais lidos no mês anterior:

08/02 – Ucrânia. Uma fotografia perigosa.

03/02 – Ex-guerrilheiro quase presidente de El Salvador.

04/02 – Nicolau Breyner candidato contra o euro.

14/02 – Absolvidos submarinos do processo dos submarinos.

02/02 – Catalunha vai votar.

21/02 – Nós cidadãos. Mais um partido.

01/02 – Manifestação 1 de Fevereiro.

19/02 – Cantar Grândola 40 anos depois.

23/02 – Relvas regressa ao PSD para fazer o que sabe.

09/02 – Vendo o meu Miró.

(clicar nos textos a cor para ler os artigos)

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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Ucrânia – a posição do PCU.

Ligações perigosas na Ucrânia.Fev.2014
Senador John McCain com Oleg Tyanybok (Svoboda)

Chegou-me por e-mail, um texto que acredito ser uma boa tradução da mensagem do dirigente do PCU, Piotr Simonenko, cujo original está em:
http://www.kpu.ua/obrashhenie-pervogo-sekretarya-ck-kpu-petra-simonenko-k-tovarishham-po-partii/

Embora reconhecendo as responsabilidades que os regimes da “cortina de ferro” tiveram no surgimento dos movimentos de extrema-direita nesses países e na influência que os neo-nazis têm hoje, a mensagem do PCU ajuda a compreender a situação actual.

Mensagem do Primeiro Secretário do Comité Central do Partido Comunista
da Ucrânia, Piotr Simonenko, aos camaradas do Partido.

Caros camaradas comunistas!

Dirijo-me a vós num dos momentos mais dramáticos da história do nosso país. Durante os trágicos acontecimentos dos últimos três meses foi derramado sangue, morreram pessoas. Foi ameaçada a integridade territorial da Ucrânia e a sua própria existência como Estado unificado, independente, soberano.

Estes acontecimentos não têm um carácter unívoco. A participação neles de grandes massas de pessoas  reflecte o profundo descontentamento na sociedade com o regime político de Yanukovitch e do seu círculo, que governou o país de forma inepta, enganando as pessoas, abandonando as suas promessas de campanha, e em momentos difíceis abandonando
cobardemente o seu posto. O clã que se formou em torno de Yanukovitch, que recebeu a designação de «Família» e que se enriqueceu de forma desavergonhada, afastou de si a maioria dos seus adeptos e eleitores.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Aborto em Espanha. Voto secreto do ante-projecto.

Aborto em Espanha.Fev.2014

Os deputados espanhóis vão hoje pronunciar-se sobre a retirada do ante-projecto de lei que restringe o aborto, do governo de Mariano Rajoy.

A iniciativa do projecto lei, aprovada pelo governo em 20 de Dezembro último, revoga a lei da interrupção da gravidez em vigor há 30 anos no Estado espanhol.

Apesar do voto ser secreto e praticamente toda a oposição estar contra, não é certo que na maioria parlamentar do Partido Popular de Rajoy haja número suficiente de deputados que, em consciência, contrariem o projecto de lei do governo.

Parar ou não a reforma da lei do aborto em Espanha terá repercussão no nosso país. A ofensiva contra a (nossa) lei da interrupção voluntária da gravidez tem aproveitado o caso espanhol para aumentar as suas movimentações.

No que toca à reacção – isto anda tudo ligado. E bem unido!

(em actualização)

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sábado, 8 de fevereiro de 2014

Ucrânia. Uma fotografia perigosa.

Um quarteto da corda. Fev.2014

Quando a responsável do Departamento de Estado dos EUA, Victoria Nuland, é apanhada a dizer “fuck the EU” num diálogo com o seu embaixador em Kiev, Ucrânia, revela algo importante.

A European Union é, para o governo dos EUA, uma “potência” que não merece respeitabilidade; está degraus abaixo, das duas únicas e verdadeiras potências. Russos e Americanos fizeram um simulacro de intervalo na Guerra Fria que, como é patente, está a terminar.

O teor da conversa entre os responsáveis diplomáticos americanos (reproduzida no Público) denuncia uma flagrante ingerência nos assuntos internos da Ucrânia.

A ver passar outros glutões, fica a despeitada Ângela Merkel. Os alemães estão a ter sucesso imperial na velha europa, mas o velho sonho da Grande Germânia, a leste, tem outra concorrência. Nem os russos abrirão mão da Ucrânia, nem os Estados Unidos deixarão de ultrapassar os aliados da NATO para afirmar os seus interesses geoestratégicos.

Com as convulsões em crescendo nos Balcãs e a destabilização na Ucrânia, um país que está verdadeiramente em leilão, o confronto pela influência política pode descambar em algo mais que retórica e escaramuças de baixa intensidade.

Especialistas em espalhar discórdia, para benefício próprio, são habitualmente os iniciadores dos sarilhos bélicos.

Prefigura-se uma Europa perigosa - onde se estão a juntar motivações para um novo conflito armado em grande escala.

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Ex-guerrilheiro quase presidente em El Salvador.

Sánchez Cerén. Eleições presidente de El Salvador.Fev.2014





As eleições de ontem em El Salvador deram a vitória ao candidato da FMLN (Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional) mas obrigam a segunda volta.

Sánchez Céren (FMLN) obteve 48,92% contra 38,95% de Norman Quijano do ARENA (Aliança Republicana Nacionalista), da direita neo-liberal. António Saca, o terceiro mais votado e antigo presidente, apoiado por uma coligação (União) de direita e centro-direita (democratas cristãos do PDC) arrecadou 11,40% dos votos.

Entre 1980 e 1992, El Salvador viveu uma guerra interna que fez 75 mil vítimas, a oposição optou pela luta armada contra o governo em 1980, após o assassinato do arcebispo, defensor dos direitos humanos, Óscar Romero

O actual presidente, Maurício Funes, eleito pela FMLN em 2009 (51,96% dos votos) sucedeu aos presidentes de direita, eleitos após o acordo de paz entre a guerrilha e o governo, em janeiro de 1992. Estas são as quintas eleições desde a pacificação.

A FLMN resultou da fusão das Forças Populares de Libertação Farabundo Martí (FPL) com mais quatro organizações; ERP, RN, PCS e PRTC; o seu nome tem como referência o fundador do Partido Comunista Salvadorenho (em 1930) Farabundo Martí. Após o acordo de paz as organizações que deram origem à Frente extinguiram-se e a FLMN transformou-se em partido político. (Assim como, se, com a fundação do Bloco de Esquerda, a UDP e o PSR se dissolvessem…pois!)

O actual candidato da FMLN foi comandante guerrilheiro, Maurício Funes o actual presidente não esteve na guerrilha, era jornalista apoiante da FMLN. Teve litígios com o partido quando enviou tropas para o Afeganistão a pedido dos EUA. Apesar de iniciativas significativas, estão por resolver as grandes questões das desigualdades sociais e da violência dos gangues de marginais (maras).

De El Salvador emigra-se constantemente; em números será um terço do êxodo provocado por Passos Coelho em Portugal. As remessas dos emigrantes representam cerca de 17% do PIB salvadorenho. É um país dividido ao meio entre esquerda e direita, mas em paz política/militar.

A guerra trava-se nos bairros marginais entre criminosos organizados, e no modelo de desenvolvimento inalterado que continua a beneficiar as elites empresariais. O que um novo presidente da FMLN poderá alterar, sendo desta vez um ex-guerrilheiro, não se sabe. Primeiro terá de ganhar, em Março, a segunda volta.

Há bons exemplos de líderes da América Latina que vieram da luta armada contra as ditaduras, e agora há a CELAC - Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos, que tem contribuído decisivamente para a paz e para o desenvolvimento e independência dos povos do continente.

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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Catalunha vai votar.

Catalunha independente. Fev.2014

Diz Vicent Partal, não há recuo. O director do diário digital Vilaweb não tem dúvidas: os catalães vão mesmo votar para decidir se querem continuar a fazer parte de Espanha. Escreve o jornal Público num artigo cuja leitura ajuda a compreender a situação da Catalunha perante o Estado Espanhol.

A importância da história, da língua catalã, das redes sociais e da net, na evolução do sentimento independentista catalão. Para Vicent Partal a actual situação “pode ser um processo de independência da Catalunha ou um processo de mudança de regime em que a Catalunha é o primeiro a dar o passo.”

A crise do estado espanhol, da monarquia, das instituições centralistas.

Mais sobre a Catalunha - clicar em:

Catalunha pede apoio internacional ao referendo.

Catalunha. Cordão humano independentista.

Eleições históricas na Catalunha.

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domingo, 19 de janeiro de 2014

O regresso de Berlusconi. Sintonia Renzi/Forza Itália.

Renzi. Sintonia profunda com Forza Itália de Berlusconi. Jan.2014
Menos esquerda na social-democracia italiana.

“Profunda sintonia com Forza Italia” foram as palavras (textuais), do novo secretário-geral do Partido Democrático (PD) Matteo Renzi, após a reunião, de duas horas e meia, com Sílvio Berlusconi, líder do conservador Forza Italia.

A reunião, que se realizou na sede do PD, e que, também por isso provocou acesa polémica na esquerda do PD, ressuscitou politicamente o condenado pela justiça, Berlusconi. Este deu o seu acordo a reformas no sistema eleitoral que reforçarão os grandes partidos.

A reforma eleitoral (cujo texto Renzi apresenta segunda -feira) será no sentido de garantir o “bipolarismo”; uma prenda aos grandes partidos, “eliminando a chantagem” dos pequenos partidos, cujo poder “impede a governabilidade”, isto segundo Renzi.

Renzi e Berlusconi entenderam-se ainda sobre a reforma do “Título V da Constituição”, relativo à administração do território e sobre a transformação do Senado em uma Câmara autónoma sem vencimentos e sem eleição directa dos seus membros.

A viragem à direita do Partido Democrático promovida pelo novo secretário-geral e a sua equipa de jovens, ainda vai dar que falar. Para já, e apesar das ameaças do líder do governo Enrico Letta (também do PD) em demitir-se, caso os pactos com Berlusconi continuem, Renzi leva o seu plano adiante.

Berlusconi é um condenado e num país normal seria um político acabado.

O novo líder do PD, de “centro-esquerda” e partido historicamente opositor de Berlusconi, acaba de contribuir para a sua reabilitação política.

Não vai ser pacífico nas várias tendências do PD.

(em actualização)

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Estamos sujeitos ao perigo das armas químicas sírias.

Pela primeira vez destroem-se armas químicas no mar. Jan.2014
http://www.youtube.com/watch?v=aeGyQMpPZ5g

Os americanos pediram e as autoridades políticas nacionais estão inclinadas a pôr à disposição um porto dos Açores, para o transbordo das armas químicas recolhidas na Síria, que estão a bordo de um barco dinamarquês, para o navio norte-americano que dará início à sua destruição.

No navio, MV Cape Ray (imagem/vídeo), irá ser feita a primeira tentativa de neutralizar armas químicas no mar. Trata-se de adaptar a um navio os meios já conhecidos de inutilizar as armas químicas em situação de estabilidade terrestre.

Para além dos perigos decorrentes das manobras de transbordo, a fazer nos Açores por ser uma “zona isolada” (é o que dizem!), temos a operação de destruição que vai ser efectuada no navio, algures no Atlântico.

O Pacífico teve o recente desastre de Fukushima, (ainda não completamente avaliado) o Atlântico é palco de uma aventura científica que nem teve tempo para ser estudada. Pedir garantias de que tudo corra bem, como faz alguma oposição e ambientalistas, é o mesmo que rezar a São Cristóvão. É uma experiência.

Sendo uma experiência, e perigosa, é natural que os americanos se tenham lembrado dos portugueses e que até o desmintam; estamos a fazer de ratinhos brancos nos ensaios do FMI, para tratar crises económicas em países sem moeda própria, aguentamos ser as cobaias da “zona isolada” onde se tudo correr bem, até se imaginam uns negócios nas Lajes, mas, dando para o torto – paciência…

Cobaia é assim mesmo, tem dono, sujeita-se.

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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Tunísia. A nova Constituição e a “primavera árabe”.


Tunísia redige Constituição no meio de assassinato de opositores. Jan.2014

Ou a recolha das pétalas caídas da primavera árabe.


O que resta da Primavera Árabe? Disse aqui que “as revoluções que nunca o foram têm fins decepcionantes”, nunca embandeirei em arco com as revoltas populares no mundo árabe, fossem genuínas ou de fabrico externo, o seu desfecho era previsível.

A Tunísia é um país, dos sujeitos à “experiencia primaveril”, que ainda está inteiro; embora a violência política e a segmentação entre religiosos e laicos seja um facto. A forte presença do extremismo islâmico avisa das dificuldades em conciliar visões antagónicas.

Está a ser redigida uma nova Constituição na Tunísia, deverá ser votada dia 14 de Janeiro e já tem artigos aprovados. Para os media ocidentais cada artigo aprovado tem sido uma meia ou completa bênção.

No Sábado, dia 4, o primeiro artigo aprovado, que “estabelece o Islão como religião oficial” foi visto como um "compromisso", uma vez que o Alcorão (leia-se a Sharia/lei islâmica) não é a base da lei tunisina. Os islamitas da maioria no poder, o partido Ennahda, não cometeram o erro da Irmandade Muçulmana no Egipto.

Ontem foi aprovado um artigo do mesmo projecto constitucional que diz; “Todos os cidadãos e cidadãs têm os mesmos direitos e os mesmos deveres. São iguais perante a lei, sem nenhum tipo de discriminação”. Para a Amnistia Internacional o artigo é redutor por não especificar as discriminações, mas atendendo ao que era a proposta em 2012 (ver aqui) que apresentava a mulher como complementar do homem é um avanço dos islamitas da Ennahda.

Desde que os islamitas governam, o assédio das tunisinas pela polícia vão dos costumes a situações mais graves; antes, e desde 1956, com o Código do Estatuto Pessoal de Habib Bourguiba, as mulheres tinham na Tunísia, o melhor estatuto de igualdade de entre os países árabes.

O processo de redacção da Constituição, que tem um atraso de dois anos, tem sido feito em ambiente de violência e ameaças de morte aos opositores do Ennahda. 2013 Ficou marcado por assassinatos; em Fevereiro, do líder do maior partido de oposição, Chokri Belaid, que provocou a maior manifestação depois da deposição de Ben Ali; e em Julho, do deputado “nasserista” Mohamed Brahmi, outro líder da oposição.

Que governo islamita poderá ter futuro, numa sociedade entre o presente o passado, e o mais que passado; para mais com a presença interna e exterior do extremismo islâmico?


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sábado, 4 de janeiro de 2014

Cuba. Venda livre de automóveis, preços impossíveis.

oclarinet.blogspot.com- Táxi Havana. Jan.2014

Desde ontem, é possível em Cuba comprar automóvel sem autorização do governo. Em 2011 tinha sido autorizada a compra e venda de usados entre cubanos. A transação de carros novos e de usados estava sujeita (desde 1959) a autorização governamental.

Carros novos em Cuba têm sido, desde a revolução, privilégio de altos funcionários e de alguns atletas, artistas, e outras “individualidades”.

Os preços a que o Estado cubano colocou os automóveis novos, são exorbitantes; o mais barato apresentado num stand Peugeot, o 206, de 2013, custa 91.113 dólares (CUC peso convertível) o que são 67 mil euros.

Como o salário médio em Cuba é de 20 dólares e de um médico (diz-se) cerca de 60, ainda vai mudar o regime de preços, (pelo menos esse regime) antes de um funcionário público mediano ter juntado dinheiro para um automóvel.

Os salários devem ser vistos pela paridade do poder de compra, e em Cuba, com 1 dólar se paga a renda de casa ou 2 meses de electricidade; para carro novo é evidente que o salário médio não chega, o que vais ser um motivo de desânimo para quem aguardava esta medida da “abertura”. Se vai servir para financiar o investimento no degradado transporte público, como prevê o governo, vai-se ver; as aquisições pelos particulares estão directamente ligadas à cobrança do imposto, que parece excessivo.

Havana Cuba. Jan.2013 
A economia de Cuba cresceu após a revolução e aguentou o bloqueio americano (desde 1961) graças ao abastecimento do bloco soviético, mas desde 1989, com o fim da União Soviética, foi uma catástrofe. A queda súbita da economia, o bloqueio económico que cortava a importação de bens essenciais e a falta de divisas fez Cuba tomar medidas após cinco anos de sufoco.

A liberalização das remessas dos emigrantes, a reativação do turismo com a flexibilização de capitais, a prestação de serviços internacionais, dos médicos (cujos serviços são troca por petróleo na Venezuela) ao “turismo de restauração” no estrangeiro, etc. O livre comércio da ALBA, parcerias com a China e a substituição da “cana” pela produção de alimentos, a par de duas economias; uma virada para o interior em função das necessidades sociais e outra para o exterior, do lucro, de empresas de turismo e exportadoras são uma viragem realista em Cuba.

Cuba tem os maiores gastos sociais por habitante, o que se reflete na gratuitidade da excelente educação e na assistência para todos do sistema de saúde, tem quase pleno emprego; tem ao mesmo tempo dificuldades na habitação e nos transportes. Carro próprio não é prioridade, é apenas um sinal das mudanças que Cuba tem de continuar a fazer.

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