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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Reino Unido favorecido por não estar no Euro.

Economia britânica cresce sem euro. Dez.2013

Segundo a previsão do Centro de Pesquisas em Economia e Negócios, (CEBR) citado pelo jornal Público, a economia britânica pode ultrapassar a alemã em 2030.

O centro de análise e previsões económicas “adianta que o facto de a Alemanha estar unida, pelo euro, aos países periféricos que enfrentam graves limitações financeiras, tornou-se num problema que não é sentido no Reino Unido, que mantém a sua própria moeda e, por isso, conseguiu evitar os impactos mais profundos da chamada crise da dívida.”

A Alemanha, que já usou os países europeus “periféricos” para despachar os seus excedentes industriais, que está a fixar os jovens de melhor formação desses países, vai acabar por largar a tralha das economias fragilizadas, cujo reboque atrasa o seu crescimento.

Seria uma ventura para países como Portugal, onde a sua classe política, da esquerda à direita, vende a ilusão de uma reforma do Euro. 

Portugal nunca devia ter aderido a este Euro, é a convicção de cada vez mais portugueses. Sair do euro é uma discussão tabu nos partidos, do Bloco de Esquerda ao mais à direita, mas que urge fazer. 

Há problemas em sair do euro que devem ser discutidos, como temos problemas reais insolúveis dentro da Zona Euro. Para recuperarmos a soberania e os meios normais da política em democracia, é preciso sair do Euro. 

Quem não acredita na reforma profunda das instituições europeias e da moeda comum devia defender a nossa saída do Euro e preparar essa saída. Os partidos nacionais mais representativos apostam em modificações na Zona Euro que nos sejam favoráveis, embora não se vejam nenhuns sinais disso.

Serão os responsáveis, por um dia nos acharmos fora do Euro, empurrados, e sem termos prevenido essa saída.

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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Obama isolado. Britânicos votam contra ataque à Síria.

Cameron derrotado no Parlamento. Ago.2013

O Parlamento britânico votou contra uma intervenção militar na Síria proposta pelo governo. A medida teve 285 votos contra e 273 a favor.

O Prémio Nobel da Paz Barack Obama está agora isolado para fazer a guerra.

Os falcões da NATO estão divididos sobre o uso da força militar na Síria, a coligação ocidental que permitiu as intervenções anteriores, e das quais resultaram muitos milhares de mortos civis e a destruição conhecida, não está desta vez, e por agora, operacional.

Em Paris, François Hollande disse na manhã de ontem que “deve ser feito todo o possível para chegar a uma solução política” num evidente recuo sobre o acordo com Obama. 

Em Londres, o governo britânico teve de retroceder por imposição do Parlamento; David Cameron comprometeu-se a respeitar a vontade dos deputados, que “inviabilizaram a participação de forças britânicas numa intervenção” independentemente das conclusões dos inspectores da ONU.

Por agora, é um importante revés para a Casa Branca e uma demonstração da vitalidade da opinião pública - pela causa da paz.

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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Coligação vai treinar rebeldes sírios.

Siria atacada. Dez.2012

No dia seguinte à “Europa” ter recebido o prémio Nobel da paz, entrega onde pontificou o “pacifista das Lajes” Durão Barroso, sabe-se que países europeus planeiam envolver-se directamente na Guerra Síria.

Segundo o site do jornal britânico The Independent, uma “coligação internacional planeia dar apoio aéreo e marítimo, assim como treino militar aos rebeldes sírios que lutam contra o regime de Assad”. 

Diz o The Independent; “o comandante das forças armadas britânicas, general David Richards, organizou um encontro confidencial em Londres, há algumas semanas, onde estiveram presentes chefes militares da França, Turquia, Jordânia, Qatar, e Emiratos Árabes Unidos, mais um general de três estrelas americano”. Diz ainda, que “outros departamentos governamentais do Reino Unido e os seus homólogos dos Estados aliados têm feito reuniões acerca da missão”.

Os chamados “aliados ocidentais” afirmam-se preocupados com “os grupos jihadistas rebeldes, alguns ligados à Al-Qaeda, que têm conquistado poder e influência por causa do seu acesso a armas e dinheiro proveniente dos países do Golfo”. 

Como em todos os lugares da região onde os “aliados ocidentais” mudaram os regimes pela força, quem combate quer ficar com boa parte. Reconhecer politicamente uma oposição moderada não garante um poder democrático após a queda dos regimes. Médio Oriente e Norte de África são disso prova recente.

A aventura dos “aliados ocidentais” na Síria segue um plano com semelhanças aos anteriores e alguns acrescentos. Dele fazem parte os mísseis Patriot na Turquia, junto à fronteira com a Síria, e que, como se vê, não são uma medida defensiva para o Estado turco, mas para proteger os campos de treino dos rebeldes, que seriam nesse território.

As armas químicas que há na Síria têm um papel semelhante das “armas de destruição maciça” que não havia no Iraque; podem “justificar” uma intervenção militar externa, sejam usadas pelo governo, sejam usadas pelos rebeldes. É um “incêndio do Reichstag” de que muitos estão à espera.

E a Europa nisto!...Já houve outros prémios “Nobel da Paz” que se vieram a verificar terem sido muito mal entregues - logo no dia seguinte, julgo ser o primeiro.

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terça-feira, 8 de maio de 2012

Competir em solo inglês treinando em solo argentino.

Para competir en suelo inglês entrenamos en suelo argentino
  To compete on english soil we train on argentine soil  


O Reino Unido exigiu um pedido de desculpas à Argentina por causa de um spot de homenagem às vítimas e ex-combatentes na guerra das Malvinas. Com a iniciativa, o governo britânico multiplicou a exibição do vídeo por tudo o mundo.

Mostra o jogador, da selecção argentina de hóquei, Fernando Zilberberg, correndo por diversos lugares do arquipélago das Malvinas.
No final é legendado em Inglês e Espanhol com a frase “ Para competir em solo inglês treinamos em solo argentino”.

O anúncio foi enviado para os “meios” quando se assinalam os 30 anos do afundamento do navio argentino General Belgrano, pelos ingleses, que causou mais de 300 mortos. A abertura das Olimpíadas de Londres é a 27 de Julho próximo.

As tensões entre a Inglaterra e a Argentina por causa dos direitos sobre o território das Malvinas continuam. (ler aqui).

O vídeo é “um bom filme”!

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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Armas nucleares nas Malvinas. Argentina acusa Reino Unido.

Bases inglesas Atlântico Sul.Fev.2012

O governo argentino acusa o Reino Unido de militarizar o Atlântico Sul, de ser a maior potência militar na zona, e de levar armas nucleares para a América Latina, quando todos os países da região são signatários do Tratado de Tlatelolco (1967) que proíbe armamento nuclear na América Latina – uma zona livre de armamento nuclear.

Em conferência de imprensa nas Nações Unidas, na última sexta – feira, o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Héctor Timerman, apoiado por embaixadores de vários países da sua região, apresentou o documento entregue ao presidente da Assembleia Geral da ONU, ao presidente do Conselho de Segurança e ao Secretário-geral Ban Ki-moon.

Apelando às Nações Unidas como “máximo organismo de defesa da paz” disse ser obrigação da Argentina “dar uma oportunidade à paz, desafiando a Grã-Bretanha a fazê-lo também”. Com o apoio de slides apresentou as bases militares inglesas (acima) nas ilhas: Assunção, Santa Helena, Tristão da Cunha, Malvinas, Geórgia do Sul/Ilhas Sandwich do Sul e Antárctica.

Timerman denunciou o Reino Unido como a maior potência militar no Atlântico Sul; “com essas bases controla não somente todo o tráfico de passagem pelo Atlântico Sul, como também todo o tráfico marítimo e aéreo que passa entre a América do Sul e África; controla os acessos ao Oceano Pacífico e ao Oceano Índico. É essa a situação militar que existe hoje no atlântico Sul”.

Pormenorizando, Timerman disse que a Argentina “tem informações de que a Grã-Bretanha enviou um submarino nuclear Vanguard para as Malvinas com capacidade de albergar armamento nuclear. (nota: os mísseis balísticos -16 - fazem parte do armamento dos Vanguard, podem carregar 12 cabeças cada de ogivas nucleares com diferentes destinos). Referiu que não era a primeira vez que há razões para esta denúncia, “como foi reconhecido em 2003”. Soube-se “através de um serviço de inteligência, que anos antes, a Grã-Bretanha, tinha feito um transbordo de material entre dois barcos no Atlântico Sul e tiveram um acidente no qual se correu o risco de propagação nuclear na zona”. “Nós não vamos aceitar que exista armamento nuclear na zona de influência da América Latina”, afirmou.

O Destroyer HMS Dauntless D-33.Foto Brian Burnell.ed.Fev.2012 o Destroyer que está nas Malvinas

Timerman disse que “um Destroyer tipo 45, foi recentemente enviado para as Malvinas. É a última geração de Destroyers em todo o mundo, não existe em nenhum país da América Latina, nenhum país poderia fazer frente a este tipo de armamento. Com a introdução deste barco a Grã-Bretanha multiplica por quatro o seu poder naval no Atlântico sul; diz que não está a militarizar o Atlântico Sul mas quadruplica o seu poder naval”.


Typhoon II - RAF.ed.Fev.2012
Também o avião Typhoon II “está nas Malvinas. Este avião leva o poder aéreo da Grã-Bretanha da 3ª à 5º geração tecnológica, o maior salto tecnológico na região nos últimos anos”. “Das Malvinas pode alcançar parte da Argentina e do Chile, o Uruguai, e parte do Brasil, sem reabastecer, (apesar de poder abastecer em voo), e disparar os mísseis Taurus (que têm nas Malvinas) cujo alcance é de 500 km e foi desenhado para destruir bunkers reforçados; os mísseis Taurus combinados com o avião Typhoon II transforma-se na arma ofensiva mais letal a operar no Atlântico Sul”.

Timerman ainda denunciou o polígono de tiro na região, usado para ensaio de mísseis sem avisar a organização marítima internacional, pondo em risco rotas de navegação das mais importantes do mundo, e o sistema sofisticado de radares e comunicações, base global da Grã-Bretanha e ligados aos sistemas dos EUA, da França, Japão e Canadá, sistemas esses de controle marítimo e aéreo de toda a zona sul americana.

Segundo o representante do governo Argentino, “a Grã-Bretanha tem reduzido o investimento em defesa em todo o lado excepto no caso das Malvinas”. E conclui, “em nome de uma infundada defesa, pois as Nações Unidas, desde 1965 declarou haver um conflito de soberania entre a Grã-Bretanha e a Argentina, e a Argentina, na sua Constituição, garante que somente através da paz vai procurar a recuperação da sua soberania” sobre as Malvinas.

Por fim Timerman afirmou que “a Argentina insta uma vez mais a Grã-Bretanha a cumprir com as resoluções das Nações Unidas, a sentar-se à mesa das negociações e a desistir desta escalada militar que está levar adiante no Atlântico Sul”.

São onze as resoluções das Nações Unidas nesse sentido, mas nisto de resoluções da ONU, uns países são invadidos com base nelas, outros fazem orelhas moucas e nada lhes acontece.

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