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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Avaliação. O herói surpresa.

oclarinet.blogspot.com - Aumenta desemprego jovem.Mai.2014
Aumenta desemprego jovem. Melhoras?

Teresa Leal Coelho - vice do outro Coelho, no PSD – felicitou-se, celebrando efusiva e mui alegremente, pela “reversão extraordinária das condições dificílimas em que estávamos há três anos atrás”. Falava aos jornalistas no Parlamento, após a sessão de propaganda de hoje, para as TVs e afins, de Portas e M L Albuquerque. Domingo há mais na base da troika.

A adjectivante deputada bradou ainda, ser “absolutamente intolerável” o não reconhecimento pela oposição de tal “resultado - extraordinário”, obtido com “sacrifícios tremendos”. Anote-se o argumentário.

Mais contou, não revelando a fonte, que Portugal já é apelidado de “herói surpresa”.

O que já não é surpresa? O tom da campanha eleitoralista do PSD/CDS, a que os portugueses vão estar sujeitos diariamente, do levantar ao adormecer.

Que a actual subida de impostos - é outra coisa, será coisa de somenos, comparado com o que é possível fazer com a máquina de propaganda do PSD/CDS.

Os órgãos de comunicação social - as chefias e as obediências, os comentadores encartados; todo o aparelho mediático que fez eleger Passos Coelho e Cavaco está intacto (até fortalecido com algumas limpezas). É uma batalha desigual, pela verdade e pelo esclarecimento - pelo debate de alternativas políticas.

Na oposição à esquerda já se sabe, roer a fatiota do próximo até que nenhum tenha vestimenta para se apresentar com decência. Serve para espantalhar.

O “herói surpresa” ainda vai ser Passos Coelho!?

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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Ministra fala verdade sobre cortes transitórios.

Ministra mente e não mente. Out.2013

É normal que poucos acreditem em quem passa a vida a mentir. Os cortes salariais “transitórios” de que fala a ministra das Finanças, (repetiu hoje na Comissão de Orçamento e Finanças da A.R.) são mesmo transitórios - são a política deste governo e o actual governo é obviamente transitório (de la Palisse). 

Os deputados da oposição na Comissão tentaram a incongruência, procurando saber se “transitório” para a ministra Maria Luís seria “permanente” ou “pontual” mas ela permaneceu na sua e pontuou apenas que “transitório não significa necessariamente anual”. 

Fez bem. Quem assegura (nem as hesitações de Seguro asseguram) que este governo dura mais um ano?

Mas, como falar verdade por algum tempo deve cansar ministros, a ministra afiança que a austeridade é para durar. Mentira. Se é verdade que os cortes salariais são transitórios pela mesma razão este nível de austeridade também o é.

Para assegurar o transitório, como é da natureza das coisas, é preciso que este governo transite para a rua (depressa, tinha vantagens). Depois dos milhões que tirou às famílias e à economia nacional, para pagar a dívida e resolver (ou atenuar) o défice, temos em dois anos os mesmos 5,8% de défice e 30 mil milhões de “dívida” a mais.

Isto não se resolve com mais cortes salariais transitórios, mas com cortes salariais definitivos; num sítio…

Exactamente; com a dispensa e corte total, nesta corte governamental. 

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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Paulo Portas e Maria Luís. Missão secreta em Bruxelas.

Missão secreta junto da troika. Set.2013

Ninguém conhece os objectivos da ida de Paulo Portas e Maria Luís Albuquerque a Bruxelas. As dúvidas, sobre a finalidade da viagem, aumentam por se saber que um e outra têm posições quase opostas sobre as negociações com a troika e a política a seguir.

Os portugueses nunca souberam o que se passa nas reuniões do governo com a troika; nem sabem antes o que o governo vai defender, nem depois o que envolveram as negociações. Não sabe a opinião pública nem o Parlamento (que devia controlar a actividade do governo), não sabe a oposição nem sequer o maior partido da oposição.

O que o governo e a troika fazem - antes, durante, e após as avaliações, cheira a conluio, a cozinhado, e a esturro.

Hoje, pela hora de almoço, segui um pouco da demorada conferência de imprensa de Enrico Letta, primeiro-ministro italiano, presente na reunião do G20 em São Petersburgo. A posição de Itália na Conferência e todos os temas internos e internacionais foram conversados. 

É isso que falta aqui, que conversem connosco, que se deixem de secretismos e não nos briefem com patranhas. A Itália está prestes a entrar numa nova crise da coligação que sustem o governo, apesar disso dão satisfações aos cidadãos. 

É outra cultura…democrática.

 G 20 Letta presta contas em São Petersburgo. Set.2013

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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Provas destruídas, swaps descansem em paz.

zás - trás -  Paz.Ago.2013

(À medida da pouca-vergonha)
 
Muito a propósito; Inspecção-Geral de Finanças (IGF) destruiu papéis essenciais para avaliar swaps. 

Não é nenhuma ilegalidade (passamos a vida a ouvir isto!) como esclarece a subinspectora-geral da IGF citada pelo jornal Público: “Os processos de controlo no âmbito do Sector Empresarial do Estado mantêm-se na fase activa durante três anos, período durante o qual se mantêm os papéis de trabalho” e indicou “a portaria Nº 525/2002, que estabelece estas regras”. Fim de citação.

Convém reparar que a portaria Nº 525, de Maio de 2002, é obra do governo PSD de Durão Barroso, depois deve-se refletir sobre a discrepância entre a obrigatoriedade de “guardar papéis” no Sector Empresarial do Estado e no Sector Privado. 

As empresas são obrigadas a conservar os “papéis activos” por dez anos, soube agora que sendo do Estado são só três anos. Porquê? As manigâncias no Sector Empresarial do Estado não existem, nem é preciso investigar o passado da gestão do sector público para além de 3 anos? 

É óbvio, e o caso Swaps é paradigmático, que há necessidade de conservar documentos da gestão do sector público por muito mais tempo. Temos o direito de pensar que a portaria de Durão Barroso, que ninguém revogou, foi feita para apagar o rasto da má gestão - e coisas piores.

Descansem em Paz os swapistas e outros gestores de artimanhas várias, quem domina o aparelho de Estado, faz as leis à medida da sua pouca-vergonha.


Post Scriptum: O jornal Público diz hoje (23/08) que a destruição dos papéis “parece contrariar a legislação aplicável sobre eliminação de documentos” no IGF.

Os documentos depois de saírem da “conservação activa” deveriam, segundo apurou o jornal, ser “enviados para um arquivo intermédio, no qual serão preservados durante 17 anos”.


A ser assim o caso é mais grave, trata-se da destruição ilegal de papéis onde “constavam os passos dados pelos inspectores da IGF no controlo feito aos swaps”. Entre os documentos destruídos estão os da Refer, empresa onde a actual ministra das Finanças fez swaps. O caso é mesmo mais grave.

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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Swapgate. Ministra disponibilizou-se para se afastar.

Ministra das Finanças demissionária. Jul.2013


O que fica do Swapgate? 

Fica a exibição da máquina PSD, a tal que elegeu Cavaco Silva e Passos Coelho, com a ajuda preciosa de grande parte dos opositores.

No último Expresso, num artigo sobre a ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque, diz-se a certa altura: “Albuquerque alertou mesmo várias vezes o primeiro-ministro – a última das quais quando este a convidou para o cargo – para a polémica, (dos swap), disponibilizando-se para se afastar. Mas este reafirmou-lhe a confiança e tem mesmo dado a cara por ela”. (fim de citação)

Temos uma ministra disposta a demitir-se antes (!) de ser nomeada e um primeiro-ministro a fazer finca-pé da sua decisão, contra qualquer bom senso. 

Não é invulgar, Vítor Gaspar governou oito meses demissionário e as nomeações polémicas de ministros e secretários de Estado, por Passos Coelho, são um padrão. A teimosia de Passos é um modelo artificioso de fazer política; provocador, contra as instituições democráticas, desafiador do julgamento popular e de qualquer prudência estadística.

Passos Coelho é um aventureiro, imponderado, arrogante, e autoritário. 

Aos portugueses que estão a ir para férias, desejo que repousem, durmam bem, e… sem pesadelos.
 
(mas…com cavacos portas e passos podem realizar qualquer sonho de terror).

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terça-feira, 23 de julho de 2013

O novo governo de Passos Coelho.

Recomeça a contagem - para o governo ir embora.Jul.2013

Ainda não se conhece a nova equipa do governo e já se sabe por onde vai partir. Passos Coelho a liderar e Maria Luís Albuquerque nas Finanças significa que o rumo Gaspar vai continuar. 

O resto da remodelação tenderá a persuadir que o rumo é diferente do rumo Gaspar. Dessa contradição e da prática discrepante da governação ao nível dos ministérios, nascerá a incompatibilidade. 

De início, e com a ajuda da “boa imprensa” que os partidos do governo capturaram, haverá uma aparência de harmonia, mas a crise financeira e económica ditará uma nova crise política.

A crise anterior teve origem no fracasso do rumo Gaspar. Se alguma coisa se alterou este mês, foram os indicadores, (principalmente a Dívida) que pioraram. Manter obstinadamente o mesmo rumo, como anunciou Passos Coelho, é manter a razão do insucesso. 

No caminho para um segundo resgate ou programa cautelar, (é sempre incumprimento) e com um governo protector da indústria financeira, virão mais medidas de austeridade sobre uma sociedade já esgotada. 

Vai haver resposta dos portugueses, nas ruas, nas empresas, nas redes sociais, aos maus-tratos que o PSD, o CDS, e Cavaco Silva, estão a exercer sobre a população portuguesa. 

Recomeça a contagem - para o governo ir embora. 

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