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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Novo Banco. Crimes dentro e fora do BES.

Fraude no BES.Ago. 2014
Novo Banco na falência do BES

Os mafiosos da banca alargaram o buraco do Grupo Espírito Santo ao banco BES com a complacência das autoridades e a cumplicidade dos homens de mão na comunicação social (económica e não só).

A fraude que criou hoje o Novo Banco vai custar dinheiro aos contribuintes - e não é só os juros do empréstimo da troika. Vai custar em falências, em desemprego, em destruição da economia real, para além das minudências do possível aumento das taxas bancárias dos comparsas do Fundo de Resolução.

Cavaco, Passos Coelho, todos os comentadores encartados ao serviço da ideologia do governo e o Banco de Portugal, andaram a adormecer o pagode.

A almofada que Carlos Costa anunciou na Comissão de Orçamento e Finanças da AR como “suficiente para tapar eventuais buracos” serviu para tapar a boca durante duas semanas à opinião pública. Enquanto isso e até ao último instante desviaram-se milhões do BES e destruiu-se a sua cotação em bolsa.

As dívidas que a actual administração (Vítor Bento) do BES entretanto pagou; em montante e a quem, é algo que é preciso saber. Os activos que conformam o “banco mau” e o provisório “Novo Banco” não se conhecem; ora, e como se viu no BPN, é aí que está o “grande negócio” da futura venda do “Novo Banco”.

O resgate do BES com dinheiro público é um facto (dívida pública da linha troika). Salva-se o banco com a injecção de 4,9 milhões de euros (sete vezes mais que o valor de mercado do BES) e Carlos Costa diz que “não terá custos para o erário público nem para os contribuintes”.

As “almofadas” de Carlos Costa são agora para tapar os olhos e os ouvidos dos portugueses. Para intoxicar, que isto nos produtos tóxicos anda tudo ligado; Passos nas calmas de férias no Algarve, fortunas pessoais dos Espírito Santo e demais gestores em bom recato, créditos bancários às empresas a desaparecerem.

Precisam-se investigações da Justiça a esta gente e provavelmente investigações à própria Justiça. Isto anda tudo ligado e sempre ligado ao péssimo funcionamento da Justiça em Portugal.

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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Carlos Costa idêntico a Vítor Constâncio.

Carlos Costa enganado. Jul.2014
 
O pedacinho que hoje vi, da audição parlamentar ao governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, dá para dizer: Volta Constâncio, estás perdoado.

Perante as perguntas de deputados da oposição, sobre a reacção atrasada do Banco de Portugal às manigâncias no grupo BES, ouviu-se o mesmo troco do tempo da supervisão Constâncio; “ninguém está a coberto de uma fraude”, as respostas da supervisão dependem “da qualidade da informação fornecida”, informou Carlos Costa.

Até se acredita nas dificuldades dos reguladores (da supervisão) em descobrirem contas marteladas, fraudes são trapaças que só o são quando descobertas. O que é difícil de engolir é a campanha de elogios a Carlos Costa que a “máquina da propaganda” tem difundido.

Como se fosse mais fácil no tempo de Constâncio fisgar o esquema ardiloso do BPN mais o banco Insular e noventa e tal offshores, que agora chegar ao tribofe, Grupo BES, BES Angola, Família Espírito Santo.

Na verdade, supervisão, só a do super-homem e quando não está perto de kriptonite.
Há criminalidade em rede no sistema financeiro; as ocultações e as conivências na pirâmide de gente-bem e insuspeita, já são demasiadas para não se duvidar de tudo e de todos.

A ética não mora onde as dependências e cumplicidades entre o poder político e o dinheiro (muito dinheiro) é Deus.

Soube agora (disse-o Carlos Costa) que mesmo os testes de stress à banca estão dependentes da tal “qualidade de informação fornecida”. Testes de esforço que foram por cá garantidos inclusivamente pela Troika.

É de ficar stressado.

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terça-feira, 11 de março de 2014

70 Personalidades mais um. Saída falsa.

Cautelar- Limpa - ou Saída Falsa...Mar.2014
 

Passos Coelho tem medo do manifesto subscrito por 70 personalidades de diversos quadrantes políticos.

Primeiro-ministro reage duramente ao manifesto que pede a reestruturação da dívida. Passos diz que o manifesto “envia a mensagem errada aos que confiam no país”. É na troika e nos “mercados” que pensa Passos Coelho, não é no país.

O país sabe que não é possível pagar a dívida nestas condições sem acabar com o país, o próprio Cavaco Silva criou a ficção de um crescimento nominal do produto da ordem dos 4 por cento e taxa de juro semelhante, para lá por volta de 2035 chegarmos aos famigerados 60% da dívida.

Mais duas décadas de austeridade, com crescimentos que já não temos há 40 anos e impossíveis de atingir com Portugal na Zona Euro.

Para Passos Coelho a reestruturação da dívida é tabu, para os 70 será tabu discutir a saída do euro. Sabemos que não é para todos, que para alguns apelar à reestruturação da dívida é o passo que pode ser dado em comum com personalidades de lugares tão distantes como Ferreira Leite e Louçã.

Mas, sendo inevitável a reestruturação da dívida portuguesa, sendo justo lembrar a solidariedade com a Alemanha no pós-guerra, não se sabe o que é uma “reestruturação responsável” no “espaço institucional europeu”. Não se sabe que “espaço institucional europeu” os 70 vêm na Europa.

Todos estarão de acordo com o manifesto, de que Portugal “não vai contornar sozinho o problema do excesso de endividamento, já que perdeu a soberania monetária e cambial para intervir na economia”.

E recuperar a soberania monetária e cambial para intervir na economia? Sair do euro! Passar dificuldades por poucos anos, em vez da eternidade de austeridade oferecida. Não é para este manifesto!

Falar em sair do euro é capaz de enviar “a mensagem errada aos que confiam no país”.


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sábado, 28 de dezembro de 2013

Olli Rehn. as mesmas condições com ou sem cautelar.

Troika continua depois da saída da troika. Dez.2013

O vice de Durão Barroso, Olli Rehn, veio premiar-nos com um artigo da sua opinião, sobre a nossa situação. 

Dá conselhos, de formidável inovação, como dizer; “promovam o crescimento e emprego, sem esquecer a disciplina orçamental”. Faz de La Palice; “o sucesso ou o fracasso da estratégia para repor a sustentabilidade da dívida pública será aferido pelo acesso de Portugal aos mercados de dívida soberana e a taxas de juro comportáveis”. Diz também o notável Olli Rehn, que o nosso “ajustamento é notável”. Nota-se.

No meio do seu paleio desenxabido do costume, o vice- presidente da Comissão Europeia deixou o recado de que “o caminho da responsabilidade orçamental tem de continuar”. Para ele (e para a Comissão Europeia), “o futuro imediato do país passa por condições que serão as mesmas com ou sem cautelar”. 

Sendo a Comissão, uma das três patas da troika, quer dizer que a troika continua por cá, depois da saída da troika. Que não haja dúvidas.

Pela notícia, Olli Rehn despede-se com as provocações habituais ao Tribunal Constitucional; “há algumas das reformas orçamentais e estruturais que o governo português adoptou que foram consideradas constitucionais, enquanto outras esbarraram em interesses instalados”.

A raivinha de dentes destes mandaretes do imperialismo germânico, só tem equivalente nos vende pátrias que pululam por Portugal.

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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

As palavras de Lagarde são para levar a sério.

Palavras de Christine Lagarde são para levar a sério. Dez.2013

Perguntam os patrões (às voltas com a troika) se as palavras de Christine Lagarde são para levar a sério. São. Quando diz que o FMI errou e Portugal deveria ter tido mais tempo para cumprir programa de ajustamento, diz o que muitas pessoas acusadas das piores coisas disseram - e muitas outras pessoas não levaram a sério.

Agora; batatas!

As palavras do FMI e a prática conhecida do FMI deviam ter sido levadas a sério, antes do chumbo do PEC 4. O programa de Passos Coelho para o país, devia ter sido levado a sério, antes de o elegerem. As palavras de aviso sobre o euro sobrevalorizado e a economia portuguesa não o suportar, deviam ter sido levadas a sério, antes da adesão à Euro Zona. 

 Agora; batatas? Talvez não…do efeito FMI/troika já não nos livramos, mas de Passos Coelho podemos livrar-nos, assim como da Euro Zona.

Os partidos parlamentares portugueses não estão pelos ajustes, precisamos de um programa de ajustamento da partidocracia actual, da direita e da esquerda, que nos livre dos Passos Coelhos, este e os vindouros; nos livre deste Euro como moeda nacional. 

Livra!

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domingo, 10 de novembro de 2013

Paul de Grauwe também se engana. Que Comissão Europeia?

Júri troiko a caminho da passarela. Nov.2013

Interessante imagem do professor Paul de Grauwe; “Portugal errou ao querer ganhar o concurso de beleza da austeridade”. Tem sido assim, um país governado por betinhos perigosos sob o olhar inerte de Belém.

Recomendando a leitura do artigo de hoje, do Público; só não se entende o que o economista quer dizer com, “Vocês têm influência na Comissão Europeia, mas não a usam”. Refere-se decerto ao presidente da Comissão, Durão Barroso.

Ora, Durão Barroso tem sido bastante usado pelo governo de Passos/Portas e por Cavaco Silva, precisamente para vender o que chamou “concurso de beleza” e nós por cá designamos por, “fazer o papel do bom aluno”. A Comissão Europeia e Barroso são co-autores e cúmplices do erro português.

Já tínhamos citado Paul de Grauwe em fevereiro do ano passado, (clicar aqui) quando ele afirmou que “ são os portugueses que estão a pagar aos alemães”; numa altura em que Passos tratava os seus compatriotas por piegas e o secretário da troika, Carlos Moedas, escrevia no Wall Street Journal que Portugal “estava a vencer ventos contrários”.

Os ventos continuam contrários e estamos longe de vencê-los, sopram do governo português, de Belém, de Bruxelas, de Berlim e de mais umas capitais do capitalismo financeiro. 

A voz de Paul Grauwe e tantos outros com os mesmos alertas é bem-vinda.

Estamos num remoinho danado.

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sábado, 26 de outubro de 2013

Manifestação 26 Out. Lisboa. Que Se Lixe a Troika.

foto 1 Manif.26 Out.Que se Lixe a Troika.Out.2013

Com concentração inicial no Rossio, a manifestação convocada pelo Movimento “Que Se Lixe a Troika” foi engrossando durante o trajecto para a Assembleia da República, tendo atingido alguns milhares de participantes.

Manif.26 Out. Que Se Lixe a Troika.Out.2013

Movimentos de cidadãos, organizações políticas e anónimos foram dizer junto ao parlamento que “está na hora do governo e a troika irem embora”.

Que Se Lixe a Troika - São Bento. Out.2013

Em São Bento a manifestação encheu até abarrotar o largo. Não foi, nem se esperava, algo parecido com a grande manifestação de Setembro do ano passado. Há coisas a rever nas convocatórias e tipos de mobilização, em Lisboa e fora dos grandes centros. Cumpriu-se mais uma jornada de luta.

Dia 1 de Novembro voltamos a São Bento, novamente em unidade,
para recusar o orçamento e exigir a demissão do governo.

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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Juros da dívida acima dos 7%. Chamem a troika.

oclarinet.blogspot.com - Portugueses enganados pelos troikos.Set.2013

Juros da dívida a subir. Taxas no mercado secundário estão dois pontos acima das que foram conseguidas por Portugal no início do ano.

Pelas promessas do governo devíamos estar a “ir aos mercados”, estamos em Setembro de 2013. Os mercados estão a dizer, em voz alta e com nitidez, que não financiam o nosso país com taxas de juro razoáveis. 

Sete por cento de juros da dívida foi o limite de Teixeira dos Santos para pedir auxílio estrangeiro, para chamar a troika. Agora não é preciso chamar a troika, está cá. 

O segundo resgate vem aí, baptizado com o pseudónimo de “cautelar”, preventivo ou previdente. Portugal não se livra da troika enquanto não se livrar deste governo e deste presidente.

Cavaco continua a ver sinais positivos, a apelar ao “bom senso” internacional e ao “compromisso” interno; disse mesmo que há “sementes que vão dar fruto”. Devem ser sementes de cevada cujo fruto é a cerveja.

Nada disto é sério.

Quando se põe em discussão a nossa permanência na Zona Euro?

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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Paulo Portas e Maria Luís. Missão secreta em Bruxelas.

Missão secreta junto da troika. Set.2013

Ninguém conhece os objectivos da ida de Paulo Portas e Maria Luís Albuquerque a Bruxelas. As dúvidas, sobre a finalidade da viagem, aumentam por se saber que um e outra têm posições quase opostas sobre as negociações com a troika e a política a seguir.

Os portugueses nunca souberam o que se passa nas reuniões do governo com a troika; nem sabem antes o que o governo vai defender, nem depois o que envolveram as negociações. Não sabe a opinião pública nem o Parlamento (que devia controlar a actividade do governo), não sabe a oposição nem sequer o maior partido da oposição.

O que o governo e a troika fazem - antes, durante, e após as avaliações, cheira a conluio, a cozinhado, e a esturro.

Hoje, pela hora de almoço, segui um pouco da demorada conferência de imprensa de Enrico Letta, primeiro-ministro italiano, presente na reunião do G20 em São Petersburgo. A posição de Itália na Conferência e todos os temas internos e internacionais foram conversados. 

É isso que falta aqui, que conversem connosco, que se deixem de secretismos e não nos briefem com patranhas. A Itália está prestes a entrar numa nova crise da coligação que sustem o governo, apesar disso dão satisfações aos cidadãos. 

É outra cultura…democrática.

 G 20 Letta presta contas em São Petersburgo. Set.2013

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domingo, 1 de setembro de 2013

Não é a lei, são os juízes que fazem os fora-da-lei.

Conversa para tolinhos. Set.2013

Passos Coelho resolveu estender a silly season além Agosto, as culpas de um segundo resgate são penosas (custará a demissão?) e nada melhor que juntar o bode expiatório e a vingança pelos chumbos dos diplomas fora-da-lei, na mesma cerimónia.

Passos Coelho lança forte ataque ao Tribunal Constitucional (TC) já não para o pressionar mas para se justificar pelas suas incapacidades de governar.

Ao invés do que sempre afirmou sobre a necessidade de rever a Constituição, o primeiro-ministro diz agora que a lei Fundamental permite as reformas necessárias para cumprir com a troika, a interpretação que o TC faz da Constituição é que não. Que conversa para tolinhos.

Há na verdade uma “impossibilidade de lidar com a realidade”, total, e é de Passos Coelho. 

O que virá em seguida é mais do mesmo; “soluções de preço mais elevado” por culpa dos juízes do TC (lá colocados por todos os partidos do Parlamento) que não interpretam a lei como daria jeito aos fora-da-lei.

É o governo que temos, com a cumplicidade do presidente da República que temos, é a realidade. 

Não sentem, como eu, uma impossibilidade de lidar com esta realidade?!

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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Grécia e Portugal – os mesmos planos de despedimentos.

oclarinet - Instabilidade na Grécia. Jul.2013

A demonstrar a uniformidade dos planos da troika e dos governos de direita no poder, na Grécia e em Portugal, o parlamento grego aprovou esta madrugada um plano de mobilidade e despedimentos no sector público.

153 dos 293 parlamentares gregos votaram a favor de um pacote de reformas na administração pública, que incluem despedimentos e um esquema de mobilidade com oito meses de salários reduzidos, após os quais quem não tiver nova função é despedido. Inicialmente são abrangidos professores e auxiliares no ensino e polícias municipais. O plano prevê atingir, até o fim de 2014, 25 mil funcionários.

oclarinet - Polícia manifesta-se na Grécia.Jul.2013 

O primeiro-ministro Antonis Samaras enfrentou o primeiro teste após a saída do DIMAR (ver aqui partidos gregos) da coligação no poder (abandono devido ao desligamento da estação estatal de televisão). A diferença de apenas 13 votos é indicativa da instabilidade da coligação, atendendo a que se votou sob a ameaça do bloqueamento de um empréstimo (da troika) de 6,8 mil milhões de euros.

A Grécia é o nosso farol; umas vezes à frente outras atrás, ligados por laços troikos e governos subservientes, vamos fazendo o mesmo caminho.

oclarinet - Professores manifestam-se na Grécia.Jul.2013 

Na Grécia, o desastre imposto pela maioria no Parlamento, culmina uma semana de marchas de protesto diário e uma greve geral; em Portugal, ao mesmo desastre chamam-lhe Compromisso de Salvação Nacional.

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domingo, 23 de junho de 2013

O PSD ainda existe?

PSD quer passar impune. Jun.2013

(Talvez a vitória da extrema direita em França...)

O PSD deixou há muito de aparecer nos meios de informação normais e nos alternativos. Parece que o governo, contra o qual há uma oposição generalizada, nasceu de geração espontânea.

Com a aproximação de eleições autárquicas, vários dos candidatos do PSD escondem, por vergonha, a sua filiação; e as esquerdas (as partidárias, e as inorgânicas) colaboram com esse apagão da história.

O PSD, como o CDS; são em Portugal, o Partido Popular Europeu (PPE). O PPE como formação dominante na União Europeia é o responsável principal da política da troika. Por cá critica-se a troika, o governo, o presidente da República, mas, alcançar a essência do bloco neo-liberal, responsável pela miséria de centenas de milhar de pessoas, não é prioridade das esquerdas.

Eleições é sinal de concorrência nas esquerdas. A angústia e os dramas das famílias portuguesas são secundários perante a necessidade de manter ou subir uns pontinhos em relação a eleições anteriores. 

O inimigo principal é o partido de esquerda ao nosso lado. Repete-se a situação, provocada pela esquerda parlamentar e pelos abstencionistas, que trouxe a troika para Portugal.

Como agravante, a sociedade civil, ainda com participação (infelizmente) insignificante, parte para a guerra clássica de posição, combatendo os partidos, e até os sindicatos. Pensa que cresce e será menos frágil, menorizando a actual representatividade sem oferecer outra que se vislumbre a nível nacional.

Ser dominante no aparelho de Estado ou querer ser dominante para conquistar o Estado, sem conseguir forma de ser hegemónico na sociedade, é levar o exercício do poder para formas não democráticas.

Da mesma maneira que as manifestações não são necessariamente para quem as inicia ou participa nelas, mas para quem está organizado para as aproveitar, as eleições beneficiarão o bloco com mais meios e saber. 

A esquerda tem menos meios e usa-os em guerras entre si. Também tem demonstrado saber pouco, quer os partidos (intelectual colectivo) quer os intelectuais individualmente. 

O PSD, o CDS, e o PPE (e quem eles representam) ficam agradecidos.

Post Scriptum. Talvez as próximas vitórias da extrema-direita em França alertem os mais equivocados. 

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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Fecho da ERT, uma história mal contada.

Fecho da TV pública grega - insólito em democracia.Jun.2013

Hoje é dia de greve geral na Grécia, contra o encerramento da TV pública. São muitas as expressões de solidariedade internacional com os gregos, inclusive de políticos com responsabilidades em governos da europa, mas nada é feito nas instâncias europeias para reverter a decisão do governo grego. 

Pelo contrário, as exigências da troika tornam muito difícil a oposição dos partidos (Pasok e Dimar) que suportam o governo de Samaras e são contrários ao fecho da ERT.

Ao contrário do noticiado, a acção insólita do governo grego não foi surpresa. Desde Maio que se falava da intenção de Samaras e nos últimos dias foram várias as movimentações da oposição e os alertas dos jornalistas. 

Aliás, aqui, no ClariNet, num post sobre a Grécia na terça-feira, colocámos uma imagem da sede da ERT e referimos o risco de encerramento, o que foi confirmado poucas horas depois.

A Comissão Europeia rejeitou responsabilidades no encerramento da ERT. Não só as tem pela pressão da troika para privatizações na Grécia, como faz chantagem que impede a alteração do mal feito.

Está para ser concedida mais uma tranche de 3.300 milhões de euros à Grécia, estando dependente o desembolso da estabilidade do governo. Quer o Pasok de Evangelos Venizelos quer o Dimar de Fotis Kouvelis estão de mãos atadas perante a abertura de uma crise, fatal para a governação da Grécia.

A data de encerramento da ERT não foi escolhida ao acaso, depois deste governo não haverá qualquer coligação na Grécia e todos sabem isso. 

O sistema político grego está definitivamente arruinado, destruído pela falta de democracia no país onde a democracia nasceu.

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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Erro é a Zona Euro. Bruxelas e FMI às turras.

Não queremos o paraíso - Queremos as nossas vidas. Jun. 2013

O FMI voltou a admitir “erros grosseiros” na maneira como a troika lidou com a crise Grega. Agora, a Comissão Europeia vem dizer que as medidas foram necessárias para salvar a Zona Euro.

O sofrimento dos povos, sujeitos aos programas de ajustamento da troika, foi de facto para tentar salvar a zona da moeda única - onde esses povos cometeram o “erro grosseiro” de entrar.

Os impactos destruidores do nível das medidas de austeridade nas economias, são evidentes.

Por cá fazem-se orçamentos rectificativos em contínuo, enquanto diminuem receitas fiscais e contribuições para a Segurança Social por um lado, e aumentam a necessidade de mais subsídios de desemprego por outro. Um caminho inclinado de afundamento sem retorno.

Os números actualizados do INE, os avisos da UTAO, a história de dois anos de governação falhada e criminosa do nosso governo, dizem-nos que de nada nos tem servido ajudar a Zona Euro e os políticos incompetentes que lideram a União Europeia.

Há hoje acordo na nossa sociedade, de que aderimos ao Euro sem termos condições para o fazer, (tal como a Grécia) e que no euro, com a política europeia actual, não temos saída; como demonstram todos os indicadores da conjuntura económica e previsões minimamente sérias.

Pelos erros do FMI, do BCE ou da Comissão Europeia, podemos fazer pouco; mas
se não devíamos ter entrado, por que continuar a malhar no “erro grosseiro” de nos mantermos na Zona Euro?

Continuar na Zona Euro é o nosso “erro grosseiro”. (clicar aqui)

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sexta-feira, 31 de maio de 2013

A caminho da Grécia. 1 DE JUNHO CONTRA A TROIKA.

Manifestação Internacional 1 de Junho Galiza - Portugal.Mai.2013

Pelos últimos números - e previsões conhecidas - da realidade económica e política, portuguesa e europeia, Portugal vai, desapiedado, a caminho da situação grega. É o caminho da Grécia que Portugal faz a cada dia de troika.

Uma viagem colectiva suicidária, num trilho, sem desvio à vista que não seja sair da Zona Euro. 

É verdade que há a resistência à troika, em crescendo e internacionalizando-se, e há que estar presente onde ela se construa, feita de vítimas e gente solidária.

Oclarinet (que regularmente está em Lisboa) vai estar amanhã, dia 1 de Junho, na jornada internacional contra a troika;
Ou numa manifestação no norte de Portugal - ou numa manifestaçom no sul da Galiza.

Mas vai estar.

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quinta-feira, 30 de maio de 2013

30 de Maio. Dia da reforma estrutural.

Greve do Metro inicia confluência CGTP - UGT (novo líder). Mai.2013
 

O dia de hoje, as zero horas em que se iniciou a Greve do Metro, marca uma mudança estrutural na frente de luta sindical. A CGTP e a UGT, já antes tinham estado juntas em eventos da luta dos trabalhadores, mas obedecendo a episódios de receio de isolamento, perante os que representam, e sob a acusação de obedecerem a estratégias de afirmação político-partidárias. 

Julgo que agora, a união na acção, dos sindicatos da CGTP, da UGT e Independentes, resulta da exigência dos trabalhadores, que nos seus locais de trabalho são afectados por igual, não entendendo a divisão artificial da acção do movimento sindical. 

A mudança de líder na UGT já previa uma mudança, a própria CGTP não resistiu muito tempo com o sectarismo, talvez aceitável pelas anteriores traições da UGT, mas inadmissível perante as vitórias do governo e da troika.

A “confluência na luta” é para durar, pelo menos enquanto a ofensiva do Governo Gaspar/Passos/Portas não recuar. Nesse sentido vai a reunião de amanhã do Conselho Nacional da CGTP, onde a linha de convergência, sectorial e nacional, irá, segundo palavras de Arménio Carlos; Uni-los na acção, “com todos os trabalhadores, independentemente das opções sindicais, e com todos os sindicatos sejam da UGT ou Independentes. 

Maio termina em grande conflitualidade laboral, Junho será um mês de luta, de luta unitária e convergente, contra as medidas do governo e da troika.

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domingo, 19 de maio de 2013

Sondagem. Mais de 80% contra a troika. Democracia já!

oclarinet.blogspot.com - Denunciar acordo com a troika. Mai.2013

Dos inquiridos pela Eurosondagem só 10,8% consideram que o memorando da troika deve ser cumprido.
41,5% Defendem a denúncia do memorando e 41% a sua renegociação.

A maioria política da Assembleia da República já não representa o desejo da maioria dos portugueses.

O presidente da República, eleito por 23,15% dos eleitores, também não interpreta o sentimento maioritário existente na sociedade portuguesa.

É hora de povo português voltar a votar para eleger um Parlamento representativo da sua vontade.

Eleições!

Em nome da Democracia!

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sábado, 18 de maio de 2013

M.Alegre. A esquerda em Portugal não serve para nada.

Manuel Alegre critica sectarismo das direcções partidárias. Mai. 2013

 Em entrevista de Manuel Alegre a Nuno Ramos de Almeida, no Jornal i, o ex-candidato presidencial tece algumas considerações sobre as dificuldades das esquerdas nacionais, em se unirem “à volta de alguns pontos concretos”.
Diz Manuel alegre: 

 «Temos o privilégio de ter a esquerda mais forte da Europa, mas a esquerda em Portugal não serve para nada. Isso é trágico e um dia destes vai ter consequências na própria democracia. O PC não quer entendimentos, o Bloco diz que sim mas não quer, o PS a mesma coisa. Há uma parte do PS que prefere mil vezes aliar--se à direita a aliar-se à esquerda. Em Caminha para as eleições autárquicas os dirigentes locais dos partidos de esquerda entenderam-se para uma lista, da direcção do BE e do PC veio uma contra-ordem. Acho que não se podem pôr condições a um diálogo. Não se podem impor condições a ninguém: nem o PS vai impor que o PC seja favorável a estar na União Europeia e na NATO, nem o PC e o BE podem pôr como condição que o PS rasgue com a troika. Não se pode querer um projecto global de sociedade, mas pode-se ter um acordo à volta de alguns pontos concretos em que estamos todos de acordo, como a defesa da escola pública e do Serviço Nacional de Saúde e outra política económica.»

Concordar ou não com Manuel Alegre, sobre estes pontos, depende das reais preocupações de cada um e do grau de sectarismo que se tem. Se o governo não cair até lá, as eleições autárquicas terão de causar uma derrota volumosa ao PSD e ao CDS. Se assim não for, constituirão um balão de oxigénio do governo.

Nas esquerdas parlamentares, em outras alturas menos graves, houve alianças autárquicas. Quem não milita nos partidos, estranha que não seja dada autonomia aos responsáveis locais para decidirem o que é mais proveitoso nas suas autarquias. Os partidos – bem ou mal - é que sabem o que querem representar. 

Há muito mais esquerda que a dos partidos, e muita crítica da incapacidade das organizações de esquerda. No entanto, perante a oportunidade de se constituírem listas de cidadãos independentes, para o poder autárquico, (até com militantes partidários mais avessos ao controleirismo), essas listas não aparecem em número que valide o proclamado anti-partidarismo.

Ou seja, para falar-se de esquerda inconsequente, ela é mais que a esquerda partidária. Para que as esquerdas sirvam para alguma coisa, é preciso estarem onde se faz organização e onde se disputa o poder. Estão pouco.

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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Alemanha critica austeridade. Falsa notícia.

oclarinet. Alemanha contra austeridade da troika - querias.Mai.2013

Nada faz supor que a Alemanha tenha deixado de defender a austeridade, a não ser uma notícia (não confirmada por mais ninguém) do jornal Público, que diz:
 - “ Responsáveis alemães demarcam-se da austeridade imposta aos países periféricos”. O título refere a “austeridade das troikas” (!?).

O jornal português não identifica os “responsáveis alemães” que terão veiculado tais críticas. O que se sabe das autoridades germânicas, das suas declarações públicas - vai no sentido contrário da “notícia do Público”.

A Alemanha tem resistido a todas as pressões para ceder à imposição da política de austeridade, lembrando aos países europeus os compromissos que assumiram para reduzir os défices e estabilizar as dívidas.

As criticas alemãs de gestão errada da crise europeia - sejam pela troika, pela Comissão Europeia, ou pelo seu presidente Barroso - não podem ser entendidas como uma critica às medidas de austeridade. Durão Barroso criticou a “política de austeridade de inspiração alemã”, qualquer censura alemã a Barroso só por ingenuidade pode ser lida como um volte face na política alemã.

Aproximam-se as eleições na Alemanha, vai haver muito sound bite a correr pela Europa - para caçar votos germânicos. 

Como nós não votamos lá, são escusadas as campanhas cá.

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