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terça-feira, 1 de julho de 2014

Vai chover muito mais.

Vai chover este Verão. Jun.2014

Os sortudos que vão agora de férias têm o azar de uma entrada com chuva. 

A madrasta acção do São Pedro é superada pela desgraça das acções do Espirito Santo; perder 670 milhões de euros em 24 horas, assinala uma precipitação capaz de criar uma grande enxurrada na economia nacional.

As vozes tranquilizadoras das calamidades financeiras andam a apregoar que não acontece nada aos depositantes do BES. Não? Nem a todos os outros? Por menos, (um dito boato de iminente colapso bancário) há pânico na banca da Bulgária com uma corrida aos levantamentos. Na sexta-feira levantaram 400 milhões e hoje a saga continua. A Bulgária está longe? Está na União Europeia.

Aqui perto, meio milhão de espanhóis deixou o país. Não vieram de férias para aqui, foram ao alcance de um emprego onde exista economia ao serviço das pessoas - em vez de paleio sobre a retoma.

Retoma aqui (desemprego!?), retoma ali ao lado, retoma por toda a Zona Euro; e depois as notícias a desmentir a retoma. Banca ignora BCE e mantém cortes no crédito ao sector privado.

Retoma sem crédito às empresas e às famílias, sem investimento e criação de empregos é o barrete do continente (europeu). A contração da banca nos empréstimos continua e a deflação é uma ameaça, prevendo o Eurostat 0,5% de taxa de inflação anual. Que economia oferece a Zona Euro?

Por cá, a UTAO divulga o seu número para a dívida pública - 132,9% do PIB.

Não é preciso chover, este governo Passos/Portas/Cavaco, mete água suficiente para submergir o país - e quem cá anda a tentar boiar.

Entretanto, boas férias para quem tem disso.

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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Ministra fala verdade sobre cortes transitórios.

Ministra mente e não mente. Out.2013

É normal que poucos acreditem em quem passa a vida a mentir. Os cortes salariais “transitórios” de que fala a ministra das Finanças, (repetiu hoje na Comissão de Orçamento e Finanças da A.R.) são mesmo transitórios - são a política deste governo e o actual governo é obviamente transitório (de la Palisse). 

Os deputados da oposição na Comissão tentaram a incongruência, procurando saber se “transitório” para a ministra Maria Luís seria “permanente” ou “pontual” mas ela permaneceu na sua e pontuou apenas que “transitório não significa necessariamente anual”. 

Fez bem. Quem assegura (nem as hesitações de Seguro asseguram) que este governo dura mais um ano?

Mas, como falar verdade por algum tempo deve cansar ministros, a ministra afiança que a austeridade é para durar. Mentira. Se é verdade que os cortes salariais são transitórios pela mesma razão este nível de austeridade também o é.

Para assegurar o transitório, como é da natureza das coisas, é preciso que este governo transite para a rua (depressa, tinha vantagens). Depois dos milhões que tirou às famílias e à economia nacional, para pagar a dívida e resolver (ou atenuar) o défice, temos em dois anos os mesmos 5,8% de défice e 30 mil milhões de “dívida” a mais.

Isto não se resolve com mais cortes salariais transitórios, mas com cortes salariais definitivos; num sítio…

Exactamente; com a dispensa e corte total, nesta corte governamental. 

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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Confirma-se; quanto mais austeridade pior.

Governo falha todos os objectivos. Out.2013

O fundamento para o nível de austeridade imposto aos portugueses era resolvermos o problema da dívida, afinal Portugal foi o país da zona euro onde a dívida mais se agravou entre 2010 e 2012.

Do jornal Público: “De acordo com os dados da segunda notificação do défice e da dívida publicados nesta segunda-feira pelo Eurostat, a dívida pública portuguesa passou de 94% do PIB em 2010 para 124,1% em 2011, um acréscimo de 30,1 pontos percentuais que supera os 26,2 pontos registados pela Irlanda, os 25,3 pontos de Chipre e os 24,3 pontos de Espanha. O único país da zona euro onde a dívida caiu durante este período foi a Alemanha”.

Das mil publicações que este blogue já cumpriu, várias tinham no título a austeridade, “Austeridade para quê?” “Mais austeridade para nada.” e outras variantes para o problema que não muda, o falhanço de todos os objectivos que se queriam atingir com o grau de austeridade a que se tem sujeitado os portugueses.

A maioria já terá interiorizado que não estão a amortizar dívida alguma, que ela vai continuar a subir com a política do actual governo Português e desta Europa.

A crítica ao governo e a Cavaco Silva, cúmplice da destruição da economia e da promoção da pobreza, tem de apresentar respostas viáveis. Não sendo visível uma Europa solidária, insistir numa solução para Portugal dentro da Zona Euro é alimentar falsas esperanças. Repito:

Enquanto o Bundesbank mandar na política europeia, separando a moeda, da política económica, não temos saída, ou ficamos na Zona Euro – mais pobres e dependentes – ou saímos para recuperar as nossas vidas.

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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Sinais Positivos, Dívida Pública e relatório do FMI.

Obra de passos Coelho.Ago.2013

Em Outubro do ano passado publiquei aqui um texto que fale a pena recuperar - agora que a Dívida Pública subiu para 131,4% do PIB no 1º semestre deste ano e uma vez que tanto se apregoam os sinais positivos.
Nessa altura - Outubro de 2012 - o FMI previa 123,7% do PIB, para 2013.

Do post de 2012: FMI. Previsões da dívida pública 2013/2017

«Quando Passos Coelho entendia estar preparado para governar, mas não governava, pedia “objectivos ambiciosos” para a redução da dívida pública. Passos Coelho entendia que o governo devia comprometer-se “nos próximos quatro anos a reduzi-la pelo menos em 10 pontos, regressando portanto a um valor perto de 75 por cento”. (in JN)
 
Era na altura em que Passos Coelho também queria que o governo se comprometesse a não aumentar a carga fiscal. Adiante.

Hoje, (9 Out 2012) os jornais dão conta de previsões do FMI para Portugal. O Fundo acompanha Vítor Gaspar sobre o valor para 2012, uns 119,1% do PIB (muito longe dos 75%, ou do que havia quando Passos fazia exigências ao governo anterior).

A previsão do FMI para os próximos anos também não condiz com a perspectiva de Passos Coelho. Em 2013, o FMI profetiza um indicador de 123,7%, em 2014 ainda acima de 123%, e em 2015,2016,1017, respetivamente, 120,8%,117,6% e 115,1%. O ano em que será 75% do PIB, o FMI não diz.

A dívida pública não será 75% em 2014, como queria Passos do governo Sócrates, estará acima de 123% do PIB, muito acima do que havia no tempo de Sócrates.

Mas o pior do relatório do FMI sobre a divida portuguesa é dizer (o que já se sabia) que os juros exigidos ao país são muito superiores à taxa de crescimento da economia. O FMI diz que Portugal é dos países do mundo com mais dificuldades em reduzir a dívida pública devido à falta de crescimento.

As medidas do governo para 2013 são altamente recessivas, a redução do défice através dos impostos e corte de investimento “é mais penalizador para o crescimento” também o diz o FMI.» (fim da citação do post de 2012)

Comentário em 2013: Vendem-se sinais positivos mas os números reais das metas estão muito piores que o previsto.

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terça-feira, 23 de julho de 2013

O novo governo de Passos Coelho.

Recomeça a contagem - para o governo ir embora.Jul.2013

Ainda não se conhece a nova equipa do governo e já se sabe por onde vai partir. Passos Coelho a liderar e Maria Luís Albuquerque nas Finanças significa que o rumo Gaspar vai continuar. 

O resto da remodelação tenderá a persuadir que o rumo é diferente do rumo Gaspar. Dessa contradição e da prática discrepante da governação ao nível dos ministérios, nascerá a incompatibilidade. 

De início, e com a ajuda da “boa imprensa” que os partidos do governo capturaram, haverá uma aparência de harmonia, mas a crise financeira e económica ditará uma nova crise política.

A crise anterior teve origem no fracasso do rumo Gaspar. Se alguma coisa se alterou este mês, foram os indicadores, (principalmente a Dívida) que pioraram. Manter obstinadamente o mesmo rumo, como anunciou Passos Coelho, é manter a razão do insucesso. 

No caminho para um segundo resgate ou programa cautelar, (é sempre incumprimento) e com um governo protector da indústria financeira, virão mais medidas de austeridade sobre uma sociedade já esgotada. 

Vai haver resposta dos portugueses, nas ruas, nas empresas, nas redes sociais, aos maus-tratos que o PSD, o CDS, e Cavaco Silva, estão a exercer sobre a população portuguesa. 

Recomeça a contagem - para o governo ir embora. 

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segunda-feira, 22 de julho de 2013

Governo de 2º ciclo chumbado no 1º ciclo.

PR fez batota - renúncia de Cavaco Silva faz sentido.Jul.2013
Renúncia do PR

Com o sobe e desce das bolsas e dos juros fizeram-se umas negociatas. É a única coisa que alguém aproveitou com as manobras cavaquistas e do governo PSD/CDS - governo que é da responsabilidade do PR há muito tempo.

Depois da carta de Vítor Gaspar a confessar o insucesso das suas medidas, agora é o anterior líder da troika na Irlanda, Ashoka Mody, a declarar numa televisão irlandesa, que a austeridade é uma orientação política destinada ao fracasso porque não estimula o crescimento económico nem reduz os níveis de divida pública.

O governo português, (agora no 2º ciclo) fez com que a divida pública aumentasse no primeiro trimestre para 127,2% do PIB (Eurostat). Há um ano já era 112,3%.

Explica Passos Coelho que tal se deve a: 1º - não ter cumprido com a meta do défice (objectivo flexibilizado); 2º - o rácio da divida aumenta porque o PIB (a riqueza produzida) diminuiu com a recessão; 3º - por causa dos juros dos empréstimos contraídos. Diz também o primeiro-ministro que a divida aumentou não por o Estado não ter reduzido a despesa mas por a receita fiscal ter ficado aquém do previsto. 

Passos Coelho não sabia, no 1º ciclo do governo, que a sua política de austeridade desalmada ia dar estes resultados? Avisado foi, por professores e gente comum.

Depois dum 1º ciclo de péssima nota e má fama, o que não se entende é como este governo está no 2º ciclo.

O professor que passou o governo para o 2º ciclo devia renunciar ao cargo.

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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Teste. O que diz Wolfgang Schauble a Vítor Gaspar?

  Dit dit dah dah dit dit (?) …será Morse? Ou será Código Fónix;… blá blá BLÁ BLÁ blá blá?

Gaspar entende Schauble na perfeição, daí o movimento sincopado da cabeça – tal e qual o dos peluches de tola articulada que viajam nos automóveis (atrás - que à frente vai a Senhora de Fátima dependurada no espelho rectrovisor).

Soube hoje pela TV que Gaspar se sente em casa na Alemanha. Está em Frankfurt, está bem. Mas vai voltar ao lugar onde é infeliz, e faz mal (mesmo que não seja por muito tempo).

Vítor Gaspar escreve para o site do Ministério das Finanças alemão; o ministro alemão das Finanças escreve sobre o “amigo e colega” Gaspar, para a revista do Expresso. Ambos são muito “clarividentes, determinados e corajosos” e acham “Portugal firmemente no caminho da recuperação”.

Como a divida pública ultrapassou neste primeiro trimestre 127% do PIB, qualquer coisa como mais 3.800 milhões de euros, o elogiado ajustamento acomoda-se mal.

Mas a realidade não entorpece a desfaçatez. Portugal vai no bom caminho, dizem eles. Um bajula o mestre, o outro enaltece o súbdito cumpridor.

Cavaco Silva assiste; o que são desemprego, falências, miséria, comparados com a visão da carreta do bom gosto, santa à frente e boneco articulado atrás.

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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Europa dá mais tempo a Portugal – e depois?

Contrariou antes contraria agora e vai continuar a contrariar. Jan.2013

Comissão Europeia e Eurogrupo vão “explorar a questão” da extensão da maturidade do empréstimo a Portugal. É porque nos portámos bem, ou porque pensam que assim recebem? O empobrecimento forçado tem limites. 

Portugal não consegue pagar os juros da dívida (já serão cerca de 8.000 milhões) e os empréstimos nos prazos acordados, já se sabia - sabiam eles (credores) e nós; a espiral recessiva a que eles e o governo nos estão a sujeitar, a isso obriga. Desempregados não criam riqueza e sem dinheiro não se pagam dívidas; pagar dívidas com dinheiro emprestado é uma forma de ir enriquecendo os agiotas.

É com agiotas que Portugal lida, como lidaram os países da América Latina, entre outros; prolongar os prazos é uma das medidas que vão ser aceites, também perdoarão parte da dívida e dos juros, se tal for necessário. O preço dos empréstimos já tem integrado riscos ou perdas eventuais. 

O papel do FMI sempre foi garantir que os países pagam, pagam mais com governos “bem comportados”, pagam menos quando os governos têm experiência ao nível de um micro-empresário. Negociar empréstimos faz toda a gente a toda a hora, como este governo faz, só cá e agora.

O governo mentiu. Já nem tem importância. No que a oposição devia matutar é no nível de empobrecimento e de destruição do Estado e da economia. 

A fase de denúncia da incompetência do governo já lá vai, anda por aí nas redes sociais e na boca de todos de todos os quadrantes, agora cabe à oposição (paga pelos contribuintes) e aos portugueses mudar as coisas, mudando o governo.

Estou cansado das críticas à governação, não preciso de ver programas políticos alternativos nem que alguém me convença que faz melhor. 

O tempo é outro.

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Portugal igual à Grécia. Pode acontecer, diz Passos.

Passos Coelho ao Porto Canal.Dez.2012

Passos Coelho disse em entrevista ao Porto Canal que “a ideia de que estamos num círculo vicioso que só produzirá maus resultados como na Grécia, não está a verificar-se”; mas adiantou, “não estou com isso a dizer que não possa um dia acontecer”.

Afirmar uma coisa e o seu contrário é habitual nos porta-vozes deste governo, sempre poderão dizer mais tarde, perante os desastres, que já os haviam referido no passado. Neste caso é avisado, pois são muitas as vozes de que seguimos a Grécia, tintim por tintim.

Nem ganha juizo.Dez.2012

A forma contraditória de como Passos Coelho pinta a situação do país, ora com tons brilhantes de sucesso ora com o breu da tragédia, esborrata-lhe o discurso e confunde o auditório.

Assim, no mesmo dia em que Passos Coelho dizia no Porto que estava a conduzir bem mas não sabia se a viatura tinha travões, foi a Fátima fazer o milagre de pôr a juventude social-democrata a cantar vitória por não ter futuro.

É óbvia a intenção de Passos Coelho - através do medo paralisar a contestação. A ausência do discurso de esperança não é defeito, é estratégico na comunicação do governo. Por vezes exagera.

Diz que faltam 20 a 30 anos para pagar a dívida, que aumenta apesar de os portugueses terem visto cortes de 13 mil milhões de euros e dizerem-lhes que ainda falta cortar mais 4 mil milhões.

Com esses anos ficou a Argentina depois de recusar pagar, correr com o FMI e renegociar com os credores. Não precisa de perguntar a nenhuma troika se pode aumentar o salário mínimo ou de vender as joias do Estado em saldo, e a sua economia cresce acima das economias regionais. E a Grécia vê perdoar 50% da sua dívida.

Passos Coelho promete o pior de dois mundos porque precisa da crise para as negociatas das privatizações e das mudanças ideológicas na sociedade portuguesa. A possível bancarrota de 2013 vai obrigar a uma negociação em piores condições que teve a Argentina. É a Grécia, que num dia de 2013 nos pode “acontecer”.

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terça-feira, 9 de outubro de 2012

FMI. Previsões da dívida pública 2013/2017.

Passos Coelho estava preparado para governar. Out.2012

Quando Passos Coelho entendia estar preparado para governar, mas não governava, pedia “objectivos ambiciosos” para a redução da dívida pública. Passos Coelho entendia que o governo devia comprometer-se “nos próximos quatro anos a reduzi-la pelo menos em 10 pontos, regressando portanto a um valor perto de 75 por cento”. (in JN)

Era na altura em que Passos Coelho também queria que o governo se comprometesse a não aumentar a carga fiscal. Adiante.

Hoje, os jornais dão conta de previsões do FMI para Portugal. O Fundo acompanha Vítor Gaspar sobre o valor para 2012, uns 119,1% do PIB (muito longe dos 75%, ou do que havia quando Passos fazia exigências ao governo anterior).

A previsão do FMI para os próximos anos também não condiz com a perspectiva de Passos Coelho. Em 2013, o FMI profetiza um indicador de 123,7%, em 2014 ainda acima de 123%, e em 2015,2016,1017, respetivamente, 120,8%,117,6% e 115,1%. O ano em que será 75% do PIB, o FMI não diz.

Passos Coelho candidatou-se à liderança do PSD e depois do país, com exigências ao governo anterior e promessas próprias. Não as conseguirá cumprir como está demonstrado, isso não lhe retira legitimidade para governar?

A dívida pública não será 75% em 2014, como queria Passos do governo Sócrates, estará acima de 123% do PIB, muito acima do que havia no tempo de Sócrates.

Mas o pior do relatório do FMI sobre a divida portuguesa é dizer (o que já se sabia) que os juros exigidos ao país são muito superiores à taxa de crescimento da economia. O FMI diz que Portugal é dos países do mundo com mais dificuldades em reduzir a dívida pública devido à falta de crescimento.

As medidas do governo para 2013 são altamente recessivas, a redução do défice através dos impostos e corte de investimento “é mais penalizador para o crescimento” também o diz o FMI. Cavaco adverte em Espanha para o efeito recessivo da austeridade e para as expectativas negativas dos empresários. 

Fala, fala, fala, e no fim lá vem o “sentido de responsabilidade do povo português”. Assistam passivamente à destruição do país, é o convite do governo e do Presidente da República.

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domingo, 23 de setembro de 2012

CGTP. Propostas alternativas de 6 milhões de receita.

Impostos sobre o capital.Set.2012

A CGTP-Intersindical apresentou quatro medidas, “destinadas a aumentar as receitas fiscais”, que são “baseadas em três pressupostos essenciais:

Respeitar o preceito constitucional do princípio de equidade; 

Obter receitas fiscais de modo a conciliar a redução do défice e da dívida pública com o crescimento económico e com a justiça social; 

Rejeitar quaisquer cortes salariais, seja por via do aumento da Taxa Social Única (TSU) para os trabalhadores, seja por quaisquer outras medidas que incidam sobre os rendimentos do trabalho ou visem penalizar ainda mais as pensões e as reformas”.

Quadro das medidas:
Alternativa de medidas - CGTP.Set.2012
 
A CGTP começa por afirma no documento: “A luta dos trabalhadores e da população obrigou o Governo a recuar nas intenções de alterar a Taxa Social Única. Contudo o Governo já está a preparar com novas roupagens medidas de austeridade que têm como destinatários os mesmos do costume: os trabalhadores, os reformados e os pensionistas”
 
“A CGTP não aceita qualquer medida que vise a redução dos salários, das pensões e das reformas, num cêntimo que seja!”
 
(A proposta pode ser lida AQUI.)
 
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Financiamento às empresas? Dívida pública é melhor.

O Plano de Ajustamento e do governo e nao da Troika. Set 2012

Arménio Carlos, da CGTP, referiu à saída do encontro (decepcionante) de hoje com a troika, que “ mil grandes empresas viram aumentado o crédito bancário em 1.000 milhões de euros, enquanto Um Milhão de pequenas e médias empresas (PME) sofreram uma redução no crédito de 4.000 milhões de euros.

Um artigo de hoje do jornal i (aqui) diz que “os bancos não estão a cumprir os planos de recapitalização assinados com o governo há dois meses no que respeita ao financiamento da economia”, o que “está a ter um efeito devastador”. O i lembra que “quando recorreram à ajuda estatal, O BCP, o BPI e também a CGD, noutros moldes, ficaram obrigados a investir 45 milhões de euros em pequenas e médias empresas e nas famílias”.

E eu lembro que em Abril deste ano, o presidente do BPI, Fernando Ulrich, disse que “os bancos portugueses têm deixado de dar crédito às empresas do Estado para comprar dívida pública portuguesa”.

O quadro (em cima, canal É) mostra a rentabilidade, segundo a agência Bloomberg divulgou em meados de Agosto, das dívidas portuguesa, alemãs e espanholas; sem dúvida o que está a dar é investir sem risco (enquanto durar o troikismo) e com grandes lucros, na compra da dívida pública nacional.

 As empresas do Estado estão em segundo plano, algumas grandes empresas ainda têm algum crédito e as PME vão para o fim da bicha - quase nada lhes chega.

O financiamento dos maiores empregadores (que são as PME) é o mais urgente problema da economia (real) portuguesa, cada dia que passa fecham mais empresas viáveis (muitas delas exportadoras) mas o governo tem mostrado total incompetência a tratar do assunto.

O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, já em 2011 tinha afirmado que a “compra da dívida pública por parte dos bancos estava a limitar a capacidade de concessão de crédito à economia”.

Os portugueses estão a passar mal para socorrer a banca, vivemos uma crise de dívida privada provocada pelas más práticas bancárias, a banca pede a 1% ao BCE para emprestar a 7% e mais; temos um banco do Estado (CGD) e o governo não consegue lidar com o problema do financiamento da economia.

Não quer. Passos Coelho assumiu uma posição passiva perante a banca, Portugal é vítima de um programa ideológico. A economia devia ser controlada pelo Estado Democrático e não pelos mercados mas com esta gente a governar não é possível.

“O plano de ajustamento é do governo e não da troika”. POIS!

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