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domingo, 13 de dezembro de 2015

Cesariny na Neupergama


A Galeria Neupergama, que ontem comemorou 35 anos, 

homenageia Mário Cesariny.

A exposição encerra a 14 de Fevereiro de 2016.

Das 14 às 19 horas – 4ª,5ª,6ª,Sábados, Domingos e Feriados. Fecha Segundas e Terças-Feiras.


GALERIA  NEUPERGAMA - Rua Miguel Bombarda, 15 e 19 Torres Novas

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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Cesariny–Todos por um.

oclarinet - Cesariny.Nov.2012Mário Cesariny, Lisboa 9 de Agosto de 1923 – Lisboa 26 de Novembro de 2006
 
Todos por um

A manhã está tão triste
que os poetas românticos de Lisboa
morreram todos de certeza

Santos
Mártires
e Heróis

Que mau tempo estará no Porto?
Manhã triste, pela certa.

Oxalá que os poetas românticos do Porto
sejam compreensivos a ponto de deixarem
uma nesgazinha de cemitério florido
que é para os poetas românticos de Lisboa não terem de
recorrer à vala comum.

Mário Cesariny

Antes: You are welcome to Elsinore (clicar aqui)

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sábado, 26 de novembro de 2011

Recordando Mário Cesariny.

Mário Cesariny Nov 2011


Mário Cesariny de Vasconcelos, surrealista, pintor, poeta!
Lisboa, 9 de Agosto de 1923 – 26 de Novembro de 2006.


You are welcome to Elsinore



Entre nós e as palavras há metal fundente
entre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos morte violar-nos tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício


Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras de morte
há palavras imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens, palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição


Entre nós e as palavras, surdamente,
as mãos e as paredes de Elsinore
e há palavras nocturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmos só amor só solidão desfeita


Entre nós e as palavras, os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar


Mário Cesariny

A ver no YouTube:http://www.youtube.com/watch?v=Cha0snxicho
O Navio Dos Espelhos - Poema e voz de Mário Cesariny, música de Rodrigo Leão (album "Os Poetas")
 
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sábado, 12 de novembro de 2011

Cesariny - Porto - Neupergama.

Cesariny Nov.2011

Exposição

“O PICTO-POETA da Neupergama”


Inauguração dia 19 de Novembro de 2011, Sábado, pelas 17 horas, na Fundação Dr.António Cupertino de Miranda, Av.Boavista, Porto
(encerra a 3 de Dezembro de 2011)



Horário: 2ª a 5ª: 9h -13h,14.30h -18.30h
6ª. Sábado e Domingo: das 15h às 20h.


GALERIA NEUPERGAMA Rua Miguel Bombarda, 15 e 19 Torres Novas

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sábado, 19 de março de 2011

Isto anda tudo ligado

mario

Ou como uma serigrafia do Vasco onde está Mário Sá-Carneiro me lembra
um poema de Mário Cerariny

Hoje, dia de todos os demónios
Irei ao cemitério onde repousa Sá-Carneiro
A gente às vezes esquece a dor dos outros
O trabalho dos outros o coval
Dos outros

Ora este foi dos tais a quem não deram passaporte
De forma que embarcou clandestino
Não tinha política tinha física
Mas nem assim o passaram
E quando a coisa estava a ir a mais
Tzzt…uma porção de estricnina
Deu-lhe moleza foi dormir

Preferiu umas dores no lado esquerdo da alma
Uns disparates com as pernas na hora apaziguadora
Herói à sua maneira recusou-se
A beber o pátrio mijo
Deu a mão ao Antero, foi-se, e pronto,
Desembarcou como tinha embarcado
Sem Jeito para o Negócio

Mário Cesariny
in Discurso sobre a Reabilitação do Real Quotidiano