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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Embargo russo prejudica Portugal.

Nova guerra fria prejudica produtores. Ago.2014
 
A Rússia respondeu às sanções aprovadas na semana passada pelos ocidentais decretando um embargo total à importação de produtos alimentares oriundos dos Estados Unidos, União Europeia, Austrália, Canadá e Noruega.

Tomate, maças, peras e marmelos portugueses, entre outros produtos agroalimentares exportados para a Rússia, pelos produtores nacionais, estão abrangidos pelo embargo anunciado por Moscovo.

Mais de dois séculos de tentativas de normalizar o comércio entre a Rússia e Portugal, e após os bons resultados obtidos pela actual geração de produtores portugueses, a política (que nada fez para abrir as portas russas) vem arruinar os esforços daqueles que neste país trabalham para criar riqueza.

O primeiro-ministro russo Dimitri Medvedev disse que o embargo, decretado por um ano, poderá ser levantado se os parceiros da Rússia demonstrarem uma abordagem construtiva. Citando do Público: “Espero sinceramente que o pragmatismo económico prevaleça sobre considerações políticas estúpidas (…) ”.

Medvedev pode esperar sentado - e os exportadores nacionais também – políticas estúpidas são o forte deste aliado pateta das políticas estúpidas dos Estados Unidos.

Com o embargo ao Irão assinado também por Paulo Portas aumentou-nos o preço dos combustíveis, com estas sanções “ocidentais” vai aumentar o desemprego  na Europa (sobretudo na Alemanha e na Itália) e é mais uma bordoada no “motor português das exportações”.

Em nome de uma Nova Guerra Fria…! É mesmo - política muito estúpida!!!

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domingo, 20 de julho de 2014

Sair do euro para voltar? Hans-Werner Sinn.

Hans-Werner Sinn - sair do euro. Jul 2014
 
Uma casa em que pode entrar mas não sair, é uma prisão. É uma frase da entrevista do professor universitário alemão Hans- Werner Sinn, presidente do Instituto IFO de Munique (“considerado um dos mais influentes da Europa”), ao Expresso. Refere-se ao Euro, à Zona Euro.

Em Maio de 2013 publicámos (clicar aqui) a posição do professor Hans – Werner sobre as saídas do euro, dos países do sul ou da Alemanha, e a declaração dele ao Die Welt de que “se a Grécia tivesse ido à falência na primavera de 2010, estaria hoje [em 2013] livre de perigo”.

Ao último Expresso, o economista reitera a necessidade de os países do sul se libertarem da prisão do euro, diz nomeadamente que “o BCE ajudou os credores mais do que era permitido. Agora é o momento de ajudar a população dos países atingidos pela crise com uma moratória da dívida, bem como com opções de saída e de regresso [da zona euro]. Há em Portugal posições semelhantes de economistas prestigiados.

Hans - Werner Sinn propõe uma Conferência Europeia sobre a dívida dos periféricos, à imagem da Conferência de Londres de 1953 (sobre-endividamento da Alemanha) ou da crise das dívidas de 80 ou da crise asiática de 90, que “não foram resolvidas com dinheiro dos contribuintes”.

Importante entrevista a ler no Expresso - Clicar AQUI.

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domingo, 6 de julho de 2014

O banco “tecnocrático” PSD/BES e a Europa.

Banco PSD - BES - tecnocrático e profissional.Jul.2014
LÉuropa non é dei banchieri tedeschi, ma dei cittadini europei (Matteo Renzi).

A presidência italiana da União Europeia iniciou-se com um conflito; o governo italiano, versos, o sistema bancário da Europa e os tecnocratas de Bruxelas.

Em Portugal, o chefe do governo Passos Coelho, realça o carácter “tecnocrático e profissional” da nova administração do Banco Espírito Santo. Tecnocracia PSD, novos banqueiros cooptados do partido; Paulo Mota Pinto, Vítor Bento, João Moreira Rato. Luz verde do também laranja Carlos Costa.

A família PSD adoptou a família Espírito Santo. BPN já foi…

No fórum económico da CDU, de Ângela Merkel, o presidente do Bundesbank Jens Weidmann, acompanhou os medos lançados em Estrasburgo pelo líder do PPE Manfred Weber contra o primeiro-ministro italiano.

Quando a banca se sente ameaçada, lança os políticos que criou e lhes são próximos - em sua defesa. A Europa é dos banqueiros e não dos cidadãos europeus, devido à promiscuidade entre os políticos eleitos e a alta finança.

Por isso, quando aparece alguém de dentro do sistema, com um discurso como o de Matteo Renzi, surge a esperança de emergir uma prédica diferente da oração pela Santa Banca e o seu bem-estar.

Seria normal que os países intervencionados e prejudicados pelas vigarices dos bancos (americanos e europeus) se juntassem à censura de Renzi, mas tal não é de esperar do governo Passos/Portas/Cavaco...

…Estes defenderão sempre a Banca - a Família.

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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Renzi ao PPE; Não tenho medo de cães de guarda!

Renzi pôe em causa entendimento PPE - PSE. JUL.2014

O primeiro-ministro Matteo Renzi iniciou o semestre da presidência italiana da União Europeia, a polemizar com os conservadores do Partido Popular Europeu (PPE).

Renzi fez um discurso europeísta, mais virado para a “identidade europeia” e contra o “rosto de aborrecimento” do “auto-retrato europeu”. Bastou-lhe lembrar que sem crescimento a UE não tem futuro, para ter à perna o líder da bancada do PPE, o alemão Manfred Weber, e o programa da direita contra a concessão de flexibilidade.

Para o dirigente conservador o “endividamento não cria futuro” e deve-se “continuar na linha de rigor”. Weber espicaçou Renzi afirmando: - “a Itália tem uma dívida de 130%, onde encontram esse dinheiro?” Em resposta, Renzi lembrou que apesar da dívida ser alta, a Itália tem uma riqueza privada quatro vezes superior.

Renzi, que disse não aceitar lições moral de ninguém, lembrou aquilo que há muito se diz, mas na boca de um primeiro-ministro tem outra dimensão: - “Se Weber fala em nome da Alemanha, recordo-lhe que nesta mesma sala, no decurso da presidência italiana, a um só país [Alemanha] foi concedida flexibilidade e apesar de violar os limites é hoje um país que cresce”.

Mais tarde ao programa televisivo “Porta a Porta” Renzi acrescentaria a propósito; “ não tenho medo de cães de guarda, da Alemanha ou de Itália.

A presidência italiana promete; independentemente de Matteo Renzi ser mais parecido com Blair ou com a Gioconda, está a fazer frente à Alemanha. Também o presidente da delegação italiana do Partido Socialista Europeu, Gianni Pittella ameaçou os acordos com o PPE sobre Jean-Claude Juncker, em função da flexibilização das normas europeias.

Uma presidência italiana de discussão europeia ou mais uma falsa partida socialista.

Para já, não se compara ao comportamento do governo português, sintetizado por Cavaco Silva no sublime - “aprendemos a lição”.

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segunda-feira, 26 de maio de 2014

Abstenção promove bloco central.

Eleições Europeias.Mai.2014
 
O ministro Pires de Lima diz que os partidos do governo têm “condições para vencer legislativas”.

Com os resultados das “europeias”; a maior derrota da direita em eleições e a não descolagem do Partido Socialista, quer PSD/CDS quer o PS, podem vir a obter uma vitória nas legislativas.

Arménio Carlos perguntava, “o que falta” ao presidente da República para convocar eleições antecipadas? Falta uma vitória expressiva do PS nestas europeias, afinal o contra-senso da campanha feita à esquerda do centro-esquerda. O reforço da CDU (apenas isso) não viabiliza qualquer solução governativa que seja alternativa ao governo de direita. Não se vê o PCP a apoiar qualquer governo e não há mais nada.

A abstenção e o voto de protesto (que não são a mesma coisa) aponta para a inevitabilidade de um entendimento ao centro, um governo do bloco central, (o pântano) – caso não existam novas dinâmicas políticas até às legislativas, provocadas por novas lideranças ou novas forças políticas com peso à esquerda.

Ao impasse nacional vai responder a fatal divergência política instalada, com estas eleições, na União Europeia. Os movimentos internos nas instituições agora eleitas irão determinar as brechas decisivas na Zona Euro. Poderá haver saídas ordenadas do Euro? Ou agora serão mais complicadas?

A Europa - que os povos da Europa não querem - vai aquecer.

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sexta-feira, 23 de maio de 2014

Abstenção e apelo ao voto. Marinho e Pinto.

Ex-abstencionista militante apela ao voto. Mai.2014
 

Há 3 anos, Abril de 2011, escrevi um artigo (aqui) insurgindo-me contra a campanha que o então Bastonário da Ordem dos Advogados fazia. Marinho e Pinto advogava (!) uma “greve ao voto”, incitava a abstenção massiva como punição da mediocridade dos políticos. Invocava Manuela Ferreira Leite, que havia sugerido a “suspensão da democracia por seis meses”.

Marinho e Pinto; um fanático da “revolução pela abstenção”.

Acabei o post dizendo: “Se Marinho e Pinto pedir aos portugueses, ajuda para a sua luta pela exclusividade no Parlamento dos deputados que são advogados, (que lá fazem leis para os clientes) terá decerto apoio, agora vir também com o discurso populista anti-partidos, é uma decepção. É verdade que Fernando Nobre já caiu desse cavalinho e que ele anda por aí, mas não é sela para si Dr. Marinho e Pinto”.

Enganei-me, Marinho e Pinto enganou-nos. Aí está, montado no ginete da política. Obviamente para fazer diferente, como afirmam todos os novatos que alçam a perna à montada de um qualquer papel político. Não critico, apenas faço o reparo óbvio de que começa a carreira de político contra o que afirmava antes, é afinal… um clássico.

Como nada me move contra o candidato, nem contra o partido MPT (ainda ontem dei os parabéns a um dos fundadores, que fez anos) espero que faça proveito do cargo, caso seja eleito.

A solução Marinho e Pinto pode ser a chave para muitos dos actuais abstencionistas – adiram ou formem partidos, candidatem-se. Façam política se acham que a fariam melhor que os políticos de hoje.

Eu voto e voto contra o governo. Seria uma vergonha que Passos Coelho/Paulo Portas e Cavaco Silva ganhassem hoje eleições em Portugal.

Só terão uma boa percentagem de votos se não votarem contra eles.

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terça-feira, 6 de maio de 2014

Zona Euro – O pior de dois mundos.

A terra de ninguém.Mai.2014
O professor Thomas Piketty, economista especializado em desigualdade económica, e próximo do PS francês, diz em coluna do jornal Público que “as actuais instituições da Europa são disfuncionais”. Para Piketty “necessitam de ser reconstruidas”.

Reconstruir as instituições europeias, ou “reformar a Europa” é um projecto comum aos maiores partidos portugueses, da direita do euro à esquerda euro-socialista e euro-comunista. A grande maioria dos portugueses que vai votar nas eleições europeias – vota portanto, pela reforma da Europa. Será que os eleitores acreditam que esta Europa é reformável?

Para Piketty, “a questão central é simples: a democracia e as autoridades públicas têm de ser activadas para recuperar o controle e efectivamente regular o capitalismo financeiro globalizado do século XXI”. Central é! Mas alguém acredita que as instituições europeias se vão reformar no sentido de “regular o capitalismo financeiro”?

O economista repisa o que já devia ser consensual; “Uma única moeda com 18 diferentes dívidas públicas, com as quais os mercados podem especular livremente, e 18 sistemas de impostos e benefícios fiscais em permanente rivalidade entre si, não estão a funcionar, nem nunca funcionarão. Os países da zona euro escolheram partilhar a sua soberania monetária, e portanto alienaram a sua arma da desvalorização unilateral, mas fizeram-no sem desenvolver novos instrumentos económicos, fiscais e orçamentais. Esta terra de ninguém é o pior de dois mundos.”

Em terra de ninguém, ninguém contrata arquitectos, nada se reforma. É preciso recuperar os instrumentos da política económica, largando a “Europa disfuncional”, sair do euro.

Alguém acredita que vai haver mais europeístas nas instituições da União Europeia, após as próximas eleições?

Votar nas Europeias? Só para ralar a percentagem do PSD/CDS!



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domingo, 4 de maio de 2014

Saída com fralda.

Saída Limpa... Mai.2014
 
Duas piadas de Passos Coelho marcaram a comunicação da chamada saída do programa de assistência; que o governo tenha “estancado a dívida” (já vai em 131%) e a “reconquista da nossa autonomia” (uma piedosa frase eleitoralista).

Mais disse, que “a nossa escolha (dele) está alicerçada no apoio dos nossos parceiros europeus”. Não se recorre agora a “qualquer programa cautelar” mas ele está garantido em caso de necessidade. Há portanto, uma fralda europeia para aparar as próximas indecências do governo.

Por cá, não há bacios para tanta matéria, fraldas serão uma boa saída?

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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Ferreira do Amaral contra a ditadura da União Europeia.

Novo livro de João Ferreira do Amaral.Abr.2014
É amanhã lançado o novo livro de João Ferreira do Amaral “ Em Defesa Da Independência Nacional”.

Em entrevista ao Expresso o economista defende que “não é possível sustentar muito tempo um espaço com baixo crescimento económico permanente, taxa de desemprego muito elevada e insatisfação dos povos”.

Ao mesmo tempo que Vasco Lourenço dizia no discurso do Largo do Carmo que “não devemos ter receio de discutir a nossa pertença à União Europeia e ao euro”; João Ferreira do Amaral diz considerar a União Europeia a maior ameaça à independência de Portugal.

A luta internacionalista, contra a colonização dos povos, passa também, em Portugal, por questionar a nossa permanência na Zona Euro e nesta União Europeia. 

Havendo em todos os quadrantes da vida política nacional, quem defenda a saída de Portugal do euro e até da União Europeia, o facto é que nenhum dos partidos, até aqui mais votados, faz do tema bandeira para as eleições europeias.

Foi esse o assunto do post mais lido o mês passado no ClariNet; “Octávio Teixeira. Os receios da esquerda” (clicar aqui).

Enquanto a esquerda mete a cabeça na areia, e os pés pelas mãos a discutir minudências, personalidades do centro-esquerda têm iniciativas para relançar a discussão do que é realmente importante.

Lançamento do livro "Em Defesa da Independência Nacional", de João Ferreira do Amaral 
Amanhã dia 29 de Abril, às 18.30 horas, no Restaurante, Piso 7, do El Corte Inglês de Lisboa.


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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Escalada para a guerra civil na Ucrânia.

Blindados ucranianos mudam de mãos. Abr.2014

Não é adquirido que o grupo de extrema-direita que tomou o poder em Kiev tenha as forças armadas ucranianas consigo.

O passeio de blindados (abandonados pelos militares ucranianos?) com bandeiras dos opositores pró-russos - mostra o possível sarilho que será recuperar as posições tomadas pelos manifestantes armados, no leste do país.

A União Europeia, os Estados Unidos e a NATO, meteram mais uma vez a pata no charco. Desta vez nas portas da Europa. Os ucranianos russófonos não vão viver em paz com o actual poder fascista de Kiev, nem a Rússia irá ficar a observar passivamente um banho de sangue na região.

Uma guerra pode ser inevitável na Ucrânia, se tal acontecer falta saber com que intensidade e se vai alargar-se envolvendo a Rússia. O “ocidente” meter-se num conflito bélico dessa natureza seria a loucura total.

Há em Kiev, nos Estados Unidos - e na Europa - doidos suficientes para nos levar a uma guerra generalizada.

Que a política conceda, desta vez, uma oportunidade à paz.

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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Carro-bomba explode frente ao Banco da Grécia

Imagem Skai-Tv bomba em Atenas.Abr.2014
 SKAI-TV; “Explosão em carro-bomba na rua da América”.

No dia seguinte a mais uma greve geral na Grécia e quando o país se prepara para o retorno aos mercados obrigacionistas, a instabilidade política grega aumenta de imprevisibilidade.

Um carro armadilhado explodiu às portas do Banco da Grécia, no centro de Atenas. Telefonemas anónimos avisaram um site de notícias e um jornal, da existência da bomba ("de 75kg de explosivos") e do tempo de detonação.

Este evento, até agora não reivindicado, marca o regresso das bombas a países da União Europeia.

Um sinal dos tempos!?

Post Scriptum. Lê-se na imprensa que atentados deste género, quase sempre sem provocar vítimas, são comuns na Grécia. Deve haver confusão das agências noticiosas, na Grécia já “são comuns” as pequenas bombas improvisadas, não carros-bomba. Carros armadilhados são comuns em países como o Iraque, onde nos últimos cinco anos a média foi de mais de mil por ano. A Grécia (ainda) não é o Iraque…e fica (ainda) na União Europeia.



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quarta-feira, 9 de abril de 2014

APRe. Uma volta pelo voto – passou por Lisboa.

APRe! Conferência de Fernando Rosas. Abr.2014

(votar ou não votar nas europeias)

Fernando Rosas, mestre em história do século XIX e XX, animou a sessão cultural promovida pela Associação de Aposentados Pensionistas e Reformados (APRe) realizada ontem.

A conferência teve como tema “Portugal, a crise do liberalismo e as origens da Ditadura; ontem e hoje”, enquadrou a ascensão dos fascismos na Europa, o Estado Novo, as crises capitalistas e as soluções ditatoriais nos países do sul da Europa.

Para a APRe, que lançou uma campanha pelo voto, “não apenas nas eleições europeias que se aproximam mas também a pensar nas legislativas e nas presidenciais”, os portugueses têm a obrigação de defender as conquistas de Abril. As eleições “devem convocar os portugueses para a reflexão e para o cumprimento do dever cívico conquistado há 40 anos. Dizem.

A campanha da APRe pretende contrariar o apelo ao voto branco, nulo e abstenção “que invadiu as redes sociais”. Por um lado - é obra; por outro, é tarefa facilitada pelo facto de os mais velhos votarem mais e serem menos influenciados pela “rede”.

Vivemos em Portugal uma democracia mutilada com a soberania reduzida pelos tratados europeus.

O divórcio entre a União Europeia e os cidadãos, a suspeita para uns (certeza para outros, como eu) de que estaríamos melhor fora da Zona Euro, afasta eleitores das próximas eleições. A desconfiança perante os partidos, as campanhas anti-políticos e a “distância” entre as políticas de Bruxelas/Estrasburgo e os anseios dos portugueses também não ajuda.

Só nos lembram da Europa em tempos de eleições, nunca aqui se discutiu a Europa nem as suas diretrizes. Pela Europa, por causa da Europa, não votaria, não acredito numa reforma da União Europeia que nos aproveite, ao contrário de todos os nossos partidos parlamentares do centro e da esquerda.

Mas, se o nosso voto serve para pouco em termos europeus, não votar serve o quê? Cavaco foi eleito (com 23,15%) numas eleições em que a abstenção ganhou!

Deve-se, por isso, aproveitar as eleições europeias para votar contra este governo e contra quem nos governa a partir da Europa?

Fica para próximos capítulos…

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quinta-feira, 20 de março de 2014

Mais de 148 personalidades defendem a saída do euro.

oclarinet.blogspot.com - De noite também há flores.Mar.2014

Coincidências; 74 nacionais da esquerda à direita têm o apoio de 74 estrangeiros dos EUA à Alemanha. Nem mais um, nem menos um, para descanso dos neurónios. Comunicação é assim mesmo.

Manifesto dos 74 transpôs a fronteira, só aqueles que defendem a saída de Portugal da Zona Euro ainda não se sentaram, em número e tendências suficientes, à volta de uma folha para redigir um manifesto. Manifestam-se por aí (e por aqui) da esquerda à direita e dos EUA à Alemanha. Quantas personalidades defendem a saída de Portugal do euro?

Há militantes do Bloco de Esquerda, do Partido Comunista e independentes que vêm sustentando para além da inevitável reestruturação da dívida a saída de Portugal do euro. Muitos mais consideram um colossal erro histórico termos aderido à moeda única, mas não retiram dessa certeza a consequência inevitável, que é emendar o erro o mais depressa possível.

Recuperar a soberania monetária; ter moeda própria e meios de política para intervir na economia nacional tem de ser tema da campanha para as Eleições Europeias.O pós-troika na obediência ao tratado orçamental e com o euro como moeda será a continuação do empobrecimento dos portugueses, por dezenas de anos.

A divergência insanável entre os portugueses e os políticos será por não haver partidos com coragem para recusar a estratégia europeia de anexar Portugal através da dívida e do euro.

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quarta-feira, 19 de março de 2014

Centro-esquerda baixa na Europa.

o que Passos prometeu a Merkel...Mar.2014

Em Portugal os “conservadores” do PSD e os “socialistas” do PS andarão empatados, segundo a última sondagem Poll Watch para as eleições de Maio para o Parlamento Europeu, citada pelo jornal Público.

Na União Europeia o resultado é o mesmo, empate técnico, entre a direita do grupo Partido Popular Europeu (PPE) e o centro – esquerda do grupo Socialista e Democrata (S&D). Como curiosidade o PPE reduz em 16 deputados a diferença que tinha há um mês para o centro-esquerda (agora; socialistas 214 – conservadores 213, para 751 lugares).

A social-democracia europeia experimenta uma crise histórica. A adesão às regras ditadas pelo sistema financeiro internacional e o abandono de qualquer matriz ideológica trabalhista deixa o centro-esquerda sem rumo. Já nem o Estado Social é bandeira da nova geração de líderes vacilantes do centro-esquerda.

A terceira força no Parlamento seriam os Liberais com 66 deputados e a quarta a Esquerda Unida com 59. Em que Europa estará Portugal no futuro próximo? Numa Europa sem diferenças relevantes entre poder e oposição? Um bloco central de defensores e rendidos ao neo-liberalismo?

Se a próxima campanha eleitoral para as Europeias, servir para discutir o que faz Portugal nesta Europa, vale a despesa.

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terça-feira, 11 de março de 2014

70 Personalidades mais um. Saída falsa.

Cautelar- Limpa - ou Saída Falsa...Mar.2014
 

Passos Coelho tem medo do manifesto subscrito por 70 personalidades de diversos quadrantes políticos.

Primeiro-ministro reage duramente ao manifesto que pede a reestruturação da dívida. Passos diz que o manifesto “envia a mensagem errada aos que confiam no país”. É na troika e nos “mercados” que pensa Passos Coelho, não é no país.

O país sabe que não é possível pagar a dívida nestas condições sem acabar com o país, o próprio Cavaco Silva criou a ficção de um crescimento nominal do produto da ordem dos 4 por cento e taxa de juro semelhante, para lá por volta de 2035 chegarmos aos famigerados 60% da dívida.

Mais duas décadas de austeridade, com crescimentos que já não temos há 40 anos e impossíveis de atingir com Portugal na Zona Euro.

Para Passos Coelho a reestruturação da dívida é tabu, para os 70 será tabu discutir a saída do euro. Sabemos que não é para todos, que para alguns apelar à reestruturação da dívida é o passo que pode ser dado em comum com personalidades de lugares tão distantes como Ferreira Leite e Louçã.

Mas, sendo inevitável a reestruturação da dívida portuguesa, sendo justo lembrar a solidariedade com a Alemanha no pós-guerra, não se sabe o que é uma “reestruturação responsável” no “espaço institucional europeu”. Não se sabe que “espaço institucional europeu” os 70 vêm na Europa.

Todos estarão de acordo com o manifesto, de que Portugal “não vai contornar sozinho o problema do excesso de endividamento, já que perdeu a soberania monetária e cambial para intervir na economia”.

E recuperar a soberania monetária e cambial para intervir na economia? Sair do euro! Passar dificuldades por poucos anos, em vez da eternidade de austeridade oferecida. Não é para este manifesto!

Falar em sair do euro é capaz de enviar “a mensagem errada aos que confiam no país”.


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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Comprar carro por medo?

oclarinet.blogspot.com Protecção para o mau tempo. Fev.2014
 

Portugal é o segundo país da Europa com maior aumento no registo de carros novos. Já em 2013 Portugal esteve entre os únicos quatro países onde as vendas de carro aumentaram no primeiro trimestre desse ano.

Para além da explicação simples, da desigualdade na distribuição dos rendimentos e na capacidade de compra ainda existente em parte da população, podemos perguntar se tal é fruto da crença de que somos um bom exemplo ou receio pelo futuro.

O medo é por vezes mal interpretado. Há pouco tempo foi notícia que um americano necessitado encontrou uma mala cheia de dólares e entregou-a às autoridades. Fizeram-no herói de suprema coragem e honradez exemplar; depois entrevistaram-no e ele confessou que se não restituísse a mala seria punido por Deus. A coragem era afinal o medo; o terror de um fanático religioso perante o castigo das labaredas eternas.

O ano passado afirmei aqui que, guardar o dinheiro no carro em vez de no colchão se justificava. Dizia:

“Embora pareça um contra-senso num país a viver em austeridade rigorosa, o investimento em carro novo compreende-se; por duas razões.

Primeiro, os bancos deixaram de ser seguros após a inteligência do Eurogrupo ter ido aos depósitos dos cipriotas; podem afirmar mil vezes que não é para replicar noutros Estados, que a desconfiança de quem tem dinheiro está instalada.
 
Segundo, já haverá quem tenha assumido que Portugal deixará a Zona Euro, brevemente, em princípio empurrado pelas circunstâncias. Nessa situação os bens importados sofrerão um aumento imediato de preço. A maioria dos portugueses não tem agora euros para mudar de carro usado para outro carro usado, mas muitos há que podem comprar carro novo para usar por muito tempo”.

Nada aconteceu de há um ano para cá que tenha alterado a situação. Aumentou a propaganda de que tudo está a melhorar, mas essa propaganda não contagia quem tem dinheiro de sobra e receio de o perder.

O euro é uma moeda duvidosa, como duvidosa é esta União Europeia.

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sábado, 8 de fevereiro de 2014

Ucrânia. Uma fotografia perigosa.

Um quarteto da corda. Fev.2014

Quando a responsável do Departamento de Estado dos EUA, Victoria Nuland, é apanhada a dizer “fuck the EU” num diálogo com o seu embaixador em Kiev, Ucrânia, revela algo importante.

A European Union é, para o governo dos EUA, uma “potência” que não merece respeitabilidade; está degraus abaixo, das duas únicas e verdadeiras potências. Russos e Americanos fizeram um simulacro de intervalo na Guerra Fria que, como é patente, está a terminar.

O teor da conversa entre os responsáveis diplomáticos americanos (reproduzida no Público) denuncia uma flagrante ingerência nos assuntos internos da Ucrânia.

A ver passar outros glutões, fica a despeitada Ângela Merkel. Os alemães estão a ter sucesso imperial na velha europa, mas o velho sonho da Grande Germânia, a leste, tem outra concorrência. Nem os russos abrirão mão da Ucrânia, nem os Estados Unidos deixarão de ultrapassar os aliados da NATO para afirmar os seus interesses geoestratégicos.

Com as convulsões em crescendo nos Balcãs e a destabilização na Ucrânia, um país que está verdadeiramente em leilão, o confronto pela influência política pode descambar em algo mais que retórica e escaramuças de baixa intensidade.

Especialistas em espalhar discórdia, para benefício próprio, são habitualmente os iniciadores dos sarilhos bélicos.

Prefigura-se uma Europa perigosa - onde se estão a juntar motivações para um novo conflito armado em grande escala.

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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Conferência–A alternativa é a Saída do euro?

Moeda única ou paralela.Fev.2012

Realiza-se hoje na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, uma Conferência com o tema: “A Alternativa é a Saída do Euro?”.

O assunto é quase tabu na sociedade portuguesa, ao contrário dos outros países da Europa, onde se discute abertamente a influência desta moeda única nas dificuldades de desenvolvimento de vários países da Zona Euro.

A conferência promovida pelo Instituto Europeu e o IDEFF conta com os Professores João Ferreira do Amaral e Nuno Cunha Rodrigues, bem como os convidados alemães, Prof. Bernd Lucke da “Alternativa para a Alemanha” e o empresário Dr.Wolgang Kemper.

A conferência, pelas 18.30h, é de entrada livre, com inscrição prévia.

Já que a esquerda parlamentar portuguesa, recusa abordar esta problemática, escute-se as individualidades que têm coragem suficiente para o fazer. Entretanto surgem movimentos anti-euro, de direita, (como este do PND) para disputar as Eleições Europeias e mudar qualquer coisa no panorama partidário nacional.

PS: Reuniões associativas impediram-me de estar presente na Conferência. Pelo relato do jornal Público houve um debate interessante sobre as formas da nossa permanência, ou não, na Zona Euro. Satisfaz e promete.
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sábado, 28 de dezembro de 2013

Olli Rehn. as mesmas condições com ou sem cautelar.

Troika continua depois da saída da troika. Dez.2013

O vice de Durão Barroso, Olli Rehn, veio premiar-nos com um artigo da sua opinião, sobre a nossa situação. 

Dá conselhos, de formidável inovação, como dizer; “promovam o crescimento e emprego, sem esquecer a disciplina orçamental”. Faz de La Palice; “o sucesso ou o fracasso da estratégia para repor a sustentabilidade da dívida pública será aferido pelo acesso de Portugal aos mercados de dívida soberana e a taxas de juro comportáveis”. Diz também o notável Olli Rehn, que o nosso “ajustamento é notável”. Nota-se.

No meio do seu paleio desenxabido do costume, o vice- presidente da Comissão Europeia deixou o recado de que “o caminho da responsabilidade orçamental tem de continuar”. Para ele (e para a Comissão Europeia), “o futuro imediato do país passa por condições que serão as mesmas com ou sem cautelar”. 

Sendo a Comissão, uma das três patas da troika, quer dizer que a troika continua por cá, depois da saída da troika. Que não haja dúvidas.

Pela notícia, Olli Rehn despede-se com as provocações habituais ao Tribunal Constitucional; “há algumas das reformas orçamentais e estruturais que o governo português adoptou que foram consideradas constitucionais, enquanto outras esbarraram em interesses instalados”.

A raivinha de dentes destes mandaretes do imperialismo germânico, só tem equivalente nos vende pátrias que pululam por Portugal.

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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Movimento Forconi despoleta rebelião em Itália.

  Forconi acende rebelião em Itália.Dez 2013 Fronteira entre Itália e França desbloqueada.
 
Censura internacional

Itália está em pé de guerra. Para o ministro do interior Angelino Alfano (nº2 de Berlusconi antes da cisão no partido “Povo da Liberdade”) o tumulto social em curso por todo o país é “susceptível de causar uma rebelião, dirigida contra as instituições nacionais (de Itália) e da Europa”.

Os protestos do Movimento dei Forconi (forquilha) provocaram um contágio espontâneo que envolve agora todas as categorias sociais italianas, de norte a sul, das ilhas às fronteiras terrestres. Já não são só os agricultores, pescadores, transportadores e comerciantes que estiveram no início do movimento; estenderam-se a desempregados e precários, estudantes e trabalhadores de várias profissões. É uma revolta social autónoma de partidos e organizações políticas. 

Desde o princípio do movimento da forquilha que tentam ligar as suas reivindicações (acusação dos patrões da Cofindustria) a iniciativa da máfia - por ter origem na Sicília (como se não fossem da Sicília os mais corajosos opositores da máfia). 

Nas manifestações desta semana (que continuam) aparecem quer elementos da extrema-direita quer de extrema-esquerda, velhos comunistas (foto em baixo) anarquistas, etc. A maioria é “povo” sem partido. Como se dizia em Espanha, nem de esquerda nem de direita – de baixo.

Das esquerdas às direitas . Italianos protestam por todo o país..Dez 2013 
Esta revolta social assusta. Assusta de tal maneira que há um acordo tácito nos meios de informação internacionais para não lhe dar voz. Tenho em subtítulo que a fronteira (Ventimiglia) entre Itália e França já foi desbloqueada, poucos sabiam que esteve fechada por manifestantes.

Os jornais nacionais italianos autocensuraram ontem as notícias sobre os protestos (tenho o Corriere della Sera que não traz uma linha), hoje já voltaram a noticiar pois as televisões e os órgãos locais, não alinharam no boicote informativo. 

Em Portugal é uma vergonha! Nem um jornal nem um jornaleco - como se fechar uma fronteira ao trânsito entre dois países da União Europeia não seja notícia, para não falar na convulsão social.

Os blogues ainda estão a tentar perceber a coisa e quem tem um “partido irmão” em Itália ou a falta de um “partido irmão” em Itália não arrisca sequer olhar para a Itália de hoje. Faz mal.

O que lá se passa é importante, o que se passa na rua e o que se passa nos corredores do poder com a alteração radical da lei eleitoral. Servia de exemplo para cá. Acompanhem pelas televisões italianas, as melhores da europa desde que Rajoy interveio na TVE.

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