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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
A mãe de Sócrates. Os professores.
Sócrates, nascido no demo de Alopécia, estaria hoje careca de saber que cada vez que se fala nos tabloides da sua mãe, ou dos seus familiares, é para desviar as atenções.
Aproveitar a mãe de Sócrates para fazer política é feio…e daí talvez não!
A mãe de Sócrates chamava-se Feneretes, diz-se que fazia de parteira.
Feneretes são uma família portuguesa de sindicalistas de direita, uma porção do PS e outros lotes do PSD e do CDS, que dá pelo apelido ou nomeada FNE.
Os Feneretes da FNE também fazem partos.
Nuno Crato, o grávido, tem contado para a sua prenhe ininterrupta e os seus desmanchos, com os cuidados obstétricos dos Feneretes.
O último desenlace abortivo está a ser a “prova de avaliação de conhecimentos,” um dos estados interessantes de Nuno Crato. Os Feneretes cortaram o cordão umbilical para agradar e a pedido do parturiente, com a paridela mal consumada.
Como resultado, temos uma reacção para debelar a infecção geral, provocada por um parto que não devia ser feito. O Crato não sabe parir e os Feneretes não sabem assistir.
Amanhã, quinta-feira, toda a família do corpo docente/doente e maltratado vai-se manifestar frente a São Bento – e lá dentro.
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segunda-feira, 17 de junho de 2013
Exames cariC(R)ATOs. Anas fazem – Marias não.
Uns alunos fizeram exame, outros não. Não houve Exames Nacionais em condições de igualdade. Não farão todos, o mesmo teste, no mesmo dia, à mesma hora. Já se sabia que tal ia acontecer, mesmo com menor adesão à greve. Porque teimou o governo?
Nuno Crato diz que 70% dos alunos fizeram exame, um sorteio onde contou a existência de “vigilantes” e a ordem alfabética do nome dos alunos. Os exames para os outros, (pelo menos 20.000), são a 2 de Julho. Podiam ser dia 20 (próxima quinta-feira) com o incómodo de ser 3 dias depois, sem nenhum dos problemas criados pelo governo.
Segundo os sindicatos a adesão à greve dos professores rondará os 90% (FNE diz acima de 80% Fenprof à volta de 90%).
O ex-professor de matemática Nuno Crato enganou-se noutras contas. Contava ver a opinião pública contra a classe dos professores e os seus sindicatos e o que se vê é incompreensão generalizada pela arrogância e teimosia do governo.
Alunos a fazer exames em refeitórios, alunos a invadir salas de exame, alunos revoltados por não haver igualdade na prestação de provas. E pais a ameaçar recorrer aos tribunais. A confusão está lançada nas escolas.
Para os exames de 2 de Julho, o ministro promete o “mesmo grau de dificuldade”, mas se as provas serão mais fáceis ou mais difíceis, caberá aos alunos dizer. A trapalhada no ensino pode piorar no próximo mês.
Hoje, a campanha contra a Escola Pública sofreu um revés. Os portugueses querem o serviço público de ensino, inclusivo e sem redução da qualidade, estão solidários com quem está ameaçado pelo desemprego, e percebe as intenções do pior governo da democracia.
O ministro da Educação e o governo - estão esgotados. Nota zero.
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domingo, 16 de junho de 2013
Poiares Maduro como político é mais verde que Relvas.
Deram ao “ministro do consenso” a missão de dividir. Se não teve qualquer sucesso a promover consensos, para dividir falta-lhe jeito. É mais um que veio da Universidade, para malbaratar o distinto currículo na política.
(Fenprof acusa Poiares Maduro de mentir AQUI)
A novela dos exames irá ter mais folhetins, convém lembrar episódios anteriores.
Na sexta-feira (dia 14), dizia a imprensa (Público) num artigo de título “Governo pondera adiar data do exame de português do 12º ano”:
«Em declarações aos jornalistas logo após a reunião, Dias da Silva (FNE) revelou que o ministério quis saber “qual seria a atitude das organizações sindicais se fosse alterada a data de exame”, ou seja, se os sindicatos de professores marcariam nova greve para uma data em que a prova de Português se viesse a realizar.
“Nós dissemos que não marcaremos greve aos exames para outra data” que não o dia 17 de Junho, disse Dias da Silva. Este compromisso já tinha sido antes assumido publicamente pela Federação Nacional de Professores (Fenprof).» Fim de citação. Foi realmente o que se ouviu, em todos os canais televisivos.
Depois falou o ministro Crato mantendo a data do exame, e agora Poiares Maduro lança a dúvida sobre se entendemos bem o que se disse e está escrito. A técnica é velha, os meios do governo para confundir são enormes, mas falta a Poiares Maduro a habilidade política, falta profissão.
E falta ao governo, no seu todo, perceber que a luta actual dos professores ultrapassará os sindicatos, se preciso for.
O que está em jogo é mais que alunos e exames, até mais que a profissão de professor ou o apoio da opinião pública. É o poder, o exercício democrático ou anti-democrático do poder.
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sábado, 15 de junho de 2013
Grande Manifestação de Professores. 25 de Junho.
A manifestação de professores de hoje, em Lisboa, encheu simultaneamente a Avenida da Liberdade e os Restauradores. Uma das maiores de sempre, em dia que poderia ser de praia mas foi de luta.
Se o governo queria um braço de ferro com os trabalhadores e os sindicatos, os professores demonstraram a sua força e união. Ultrapassaram em muito o número habitual de manifestantes enquadrados pelos sindicatos, o que foi patente na forma menos geométrica e organizada do desfile.
O governo e o ministro Nuno Crato ficam a saber, que neste conflito de poder, a resistência dos trabalhadores é real, unida, e vai continuar.
As manobras do governo para isolar os sindicatos falharam. Serão mais, a partir de agora, os trabalhadores do ensino dispostos a resistir; viram a força da multidão que se manifestou, sabem que não estão isolados nas suas escolas.
O governo não tem força contra todos os profissionais de uma classe, só lhe resta ceder. Os professores demonstraram determinação e também coragem a enfrentar as campanhas intimidatórias contra os seus direitos, que são os direitos da sociedade democrática.
Uma palavra de ordem da manifestação sobre a greve de segunda-feira, 27:
A convocatória é geral – A Greve É Total.
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quarta-feira, 12 de junho de 2013
Nem serviços mínimos quanto mais requisição civil.
Greve dos professores
Decisão do Colégio Arbitral
“ (…) não afecta de modo grave e irremediável o direito ao ensino na sua vertente de realização dos exames finais nacionais, não se estando por isso perante a violação de uma necessidade social impreterível.”
Após a decisão do colégio Arbitral, está mais difícil para o governo virar a opinião pública contra os professores.
Nuno Crato recusa adiar os exames de dia 17, contra a sugestão do Colégio Arbitral, que alvitrou o dia 20 como data alternativa.
O ministro da Educação prefere o confronto emproado com os sindicatos que adiar por três dias os exames. “Prejudicar os alunos”, é hoje apenas uma frase para uso demagógico.
O acórdão do Colégio Arbitral, diz que “a instabilidade nos alunos já existe face ao conflito que há muito opõe o MEC e professores”.
Seria para a resolução desse conflito, ou para acalmar as partes em litígio, que a existência do presidente da República poderia ser útil, mas Cavaco Silva, que raramente intervém em causas laborais, resolveu ser parte do problema colocando-se ao lado do (seu) governo, contra o bom senso. Vai continuar.
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sábado, 8 de junho de 2013
A greve dos professores causa impactos sérios.
Nuno Crato está a passar pelo que Manuela Ferreira Leite ou Maria de Lourdes Rodrigues já passaram e a reagir com o mesmo desnorte. Passos Coelho ainda pior (patético).
A greve às avaliações está a ter consequências, como terá a greve marcada para o início dos exames, para mais podendo estender-se por mais 4 dias. Mas se as greves não têm consequências servem de pouco, é algo que a opinião pública entende.
Cada greve em Portugal (e não só por cá) é acompanhada por uma campanha governamental, nos media, sobre os seus efeitos nocivos. São os utentes dos serviços afectados, é a economia nacional ou as exportações, e agora os alunos.
Alunos e pais estão a ser usados pelo governo para chantagear os professores, não vai funcionar. Os professores fizeram manifestações, fizeram luto, não os ouviram; foi o governo que nada negociou quem criou as condições para a situação extrema da greve.
A intransigência do governo e do ministro é responsável pelos impactos negativos no ano escolar, pelo possível caos. O resto é campanha política de um governo e de um presidente, cada vez menos capazes e mais isolados.
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Professores. Semana de luto e luta pela profissão.
De hoje até sexta-feira decorre a semana de luto dos professores - em luta pela defesa da profissão de professor e da Escola Pública.
As professoras cá de casa não exercem a profissão. A mais velha, pensionista, anda a ser roubada na mensalidade e nos subsídios de férias e de natal, depois de descontar uma vida. A mais nova trabalha para uma empresa de trabalho temporário, fazendo serviço permanente para uma empresa de telecomunicações do PSI 20.
Outros e outras licenciadas em Educação passam pelo mesmo, ou ainda pior – estão sem ganha-pão de qualquer espécie. A paixão pela educação já não é moda na política, a dignidade da profissão de professor é posta em causa todos os dias.
Depois da última manifestação de 26 de Janeiro, esta semana de luta significa que os professores não se vão calar; vão exigir de Nuno Crato que se discuta a Escola; os cortes, a mobilidade especial, os mega-agrupamentos, a situação da profissão e do ensino.
A luta dos professores é de todos, dos pais, dos alunos, das gerações de crianças de todos os estratos sociais, que se querem com direito ao ensino de qualidade e à qualificação.
Que não se calem.
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sábado, 26 de janeiro de 2013
Professores 26 Jan. Dezenas de milhar em manifestação.
“Mobilidade especial para quem governa mal” disseram em Lisboa, dezenas de milhares de professores de todo o país. A primeira grande manifestação de 2013 encheu a Avenida da Liberdade superando largamente a barreira dos 30 mil manifestantes, esperados pela Fenprof.
Uns porcos na auto-estrada (A1) atrasaram uma hora a saída da marcha do Marquês de Pombal. Segundo uma dirigente dos professores do norte (ouvida na TSF), os cerca de 100 autocarros com docentes ficaram retidos na estrada enquanto a GNR permitia que outros veículos circulassem por uma faixa de rodagem transitável. Porcaria.
A luta dos docentes é pela “qualidade do ensino, a escola pública e a profissão de professor”, contra o aumento do horário de trabalho e o desemprego na classe. Os professores, como os outros funcionários públicos estão a sofrer cortes de subsídios e nos salários, e paira a ameaça de dezenas de milhares irem para o desemprego, como aponta o “relatório” que o governo “concertou” com o FMI.
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quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Publicações de Julho mais lidas no ClariNet.
Os Posts:
1 – As vaias a Relvas, em Mafra, foram de quem.
2 – Professores. Manifestação contra o desemprego.
3 - Buscas no BES e CGD. Em causa privatizações REN e EDP.
4 – Autárquicas. Prepara-se a era pós Miguel Relvas.
5 – Abriu a caça ao Coelho.
6 - Greve dos médicos. Utentes não protestam.
7- Funcionário do CDS contratado pelo ministério de Portas.
8 – Mais lido. Para-quedistas portugueses presos na Síria.
9 – Passos Coelho vaiado em Borba.
10 – Síria. Mortos confirmados, a guerra servil mediática.
(Quem não leu pode clicar no título para ter acesso ao texto)
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quinta-feira, 12 de julho de 2012
Professores. Manifestação contra o desemprego.
Professores manifestam-se hoje em Lisboa, (15horas – Rossio) contra a extinção de 25 mil horários.
A Federação Nacional de Professores (Fenprof) deu há dois dias uma conferência de imprensa, (ver AQUI) onde disse prever que “no próximo ano lectivo, fiquem sem trabalho entre 15 a 20 mil contratados e cerca de oito mil docentes dos quadros”.
Manuel Pereira, presidente da Associação dos Dirigentes Escolares, disse ao jornal Público que a situação é aflitiva; “este ano, em cada agrupamento são dezenas e dezenas de horários zero, de pessoas com muitos anos de carreira, com uma vida estável numa escola, e que de um dia para o outro se apercebem de que têm de ir a concurso por falta de componente lectiva”.
Tanto Manuel Pereira como o dirigente sindical Mário Nogueira afirmam que a situação de desânimo e medo do futuro que se vive nas escolas, não contribuem para a mobilização de protestos.
É uma situação que merece estudo, coisa que os professores estão habituados a fazer e promover. Como é que mobilizavam 100 mil contra Maria de Lourdes Rodrigues e agora têm dificuldade em juntar os professores para reclamar pelo direito ao trabalho?
O que o anterior governo fez aos professores não é um avo do que o governo de Vítor Gaspar, Passos Coelho, Paulo Portas e Nuno Crato está a fazer.
É ou não é?
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terça-feira, 6 de março de 2012
Contratação de professores depende de Vítor Gaspar.
O recrutamento de professores fica dependente da assinatura do ministro das Finanças, que passará a definir a quota anual que limita a contratação, com o Ministério da Educação.
Entretanto o processo negocial entre os sindicatos e a tutela sobre o “novo projecto do MEC” teve o desfecho previsto, particularmente desde que o acordo com a UGT foi considerado um sucesso da concertação social em Portugal.
O facto de alguns sindicatos de professores, seis, terem dado ontem o seu acordo deu para o governo vir dizer que o projecto do governo foi aceite. A Federação Nacional dos Professores (FENPROF), de longe a central sindical mais representativa da profissão, fala em encenação política.
A FENPROF recusa em comunicado a “forma de negociar” denunciando que recebeu na sexta-feira no fim do dia o “novo projecto do MEC” e às 21 horas de segunda foi “informada pelo próprio ministro que seria apresentada uma nova versão do projecto em negociação esperando que, no final da reunião houvesse acordo entre as partes”.
No comunicado a Federação Nacional de Professores diz que os “prazos legais negociais ainda não se esgotaram” e apresenta os pontos em que discorda do ministério.
Miguel Relvas é acusado pela FENPROF de mentir nas televisões sobre a não apresentação de propostas por parte da central sindical.
O que este governo já nos habituou é a conseguir umas assinaturas de sindicatos comprometidos com o poder, seja da UGT porque o PS assinou o memorando da troika, seja de sindicatos controlados por militantes do PSD, para afirmar que tem o acordo dos representantes dos trabalhadores.
Neste caso dos professores exorbitaram, quer o ministro da propaganda Miguel Relvas directamente, quer a RTP através do texto suporte da notícia, dão seis a um, (tipo futebol) confundindo a representatividade da FENPROF e os outros sindicatos. Não é má-fé é estupidez, não é procura da paz social é provocação. A história de um governo desnorteado que perdeu o respeito pelo normal funcionamento da democracia.
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