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terça-feira, 25 de março de 2014

Portugueses na bancarrota.

Bom dia Portugal. Mar.2014

Vemos ouvimos e lemos, não podemos ignorar.

“A vida das pessoas não está melhor mas o país está muito melhor” dizia Luís Montenegro, líder do PSD.

Nota-se. 

"O país não é sustentável" diz-se nas jornadas parlamentares do PSD.

Anota-se!

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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

PSD. Coerção na votação da co-adopção.

Parlamentares do PSD coagidos pelo partido. Jan.2014
Decidimos votar favoravelmente e assegurando que todos votavam a favor
Disse Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD

Não há liberdade de voto no PSD. A proposta de referendo, apresentada em Outubro de 2013, causou desconforto no PSD e fonte da direcção da bancada laranja admitiu nessa altura ao PÚBLICO que deveria ser dada liberdade de voto aos deputados, mas em vésperas da votação acabou por acontecer o contrário.

Compelir alguém a votar contra a sua consciência é um acto de violência condenável. O PSD não inscreveu a matéria no seu programa eleitoral, nenhum deputado está prisioneiro de qualquer sentido de voto.

Acaba por fazer sentido; o PSD faz no seu interior, o que faz através do seu governo, no país.

É pela força, pela intimidação, e pela pressão mediática da sua propaganda, que o governo (des) governa, e (des) motiva os portugueses.

Vive-se na ameaça de todas as precariedades, coagidos pelas possíveis consequências nefastas de afirmar a opinião, a reivindicação, a liberdade. Até a liberdade de consciência.

Mas a coerção acumulada tem um perigo, acaba por revoltar as suas vítimas. No PSD possivelmente alguns deputados faltarão à votação. E no país?

Faltar às votações (no país) já se viu que não aligeira a coerção, talvez o país precise de acumular ainda mais pressão do governo.

Qual é o limite?


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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Frasquilho diz que troika devia dar mais dois anos.

Miguel Frasquilho quer mais dois anos. Jul.2012
É truque. Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD já veio dizer que Miguel Frasquilho foi mal interpretado. O PSD no seu melhor.

Como toda a gente viu, ouviu, ou leu, Miguel Frasquilho, vice-presidente do PSD, maior partido de suporte do governo, defendeu que a troika devia flexibilizar os prazos do ajustamento financeiro do nosso país. Primeiro na TVI24, depois em declarações à Lusa.

Vindo de onde vem, do economista que esteve até agora na primeira linha da defesa do governo, nos prazos impostos pela troika que muita gente sempre disse serem irrealistas, trás água-no-bico. Mas tem de ser considerado normal, dentro da anormalidade da comunicação governamental. O PSD tem sempre alguém a dizer uma coisa e o seu contrário, ser inclusivamente a mesma pessoa nem é relevante. É um truque, é o truque.

Para o que já vai faltando a paciência, é para ouvir logo a seguir um outro dirigente do PSD dizer que não percebemos o que ouvimos. Chicos espertos a tomarem os outros por parvos.

As declarações (sic) de Luís Montenegro às televisões: “Sempre dissemos que ao governo compete cumprir as suas obrigações, que decorrem da assinatura do memorando de entendimento com a troika. Faríamos esse esforço sempre sintonizados com essa necessidade, e se eventualmente POR RAZÕES EXTERNAS (sublinhado meu) a esse esforço que compete ao governo fazer… algum dia se colocasse uma questão, ela teria de ser vista pelos nossos parceiros atendendo ao comportamento que tínhamos tipo”. Fim de citação.

Quais razões externas, maçónica criatura, o que Frasquilho disse é que “do lado da receita há um desvio orçamental considerável, pelo que dificilmente se conseguirá cumprir o défice de 4,5%”. As asneiras governativas que impedem a execução orçamental prevista são externas?

A flexibilização das metas; a necessidade de prolongamento dos prazos e mais dinheiro é algo que muitos referem há muito, licenciados e tipos que não tiveram seis meses para se licenciar, da esquerda e da direita, só o governo não quis (não quer) ver as consequências das suas políticas.

Frasquilho pede dois anos porque o PS pediu um, se amanhã alguém pedir três haverá um frascário do PSD que pedirá quatro. Se a troika não quiser dar nada, está justificada mais austeridade - é o truque.

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