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quarta-feira, 26 de junho de 2013

O Povo Unido – É Mais Bonito.


oclarinet.blogspot.com - Greve Geral 27 de Junho. Jun.2013

A Greve Geral é dos trabalhadores. Passos Coelho é o único primeiro-ministro da democracia punido com três greves gerais, duas das quais (24 Nov.2011 e amanhã) convocadas em conjunto pelas centrais sindicais, CGTP e UGT. Terá efeito relevante nos transportes e espera-se grande adesão com as críticas balofas do costume. A greve geral junta o movimento sindical, é o mais valioso politicamente.

Para Carlos Silva, líder da UGT, “o dia 27 é o dia de um grito de insubmissão às políticas de austeridade” e o “momento que o movimento sindical tem, para dizer basta a quem nos governa”. 

O secretário-geral da UGT sustenta que “esta política, implementada nos últimos dois anos falhou,” pois “ o país continua a empobrecer, o desemprego aumenta, a economia não cresce, os empresários não investem”. “Basta de políticas de austeridade”, diz Carlos Silva.

Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, afirmou que “uma grande adesão dos trabalhadores à próxima greve geral corresponde a uma grande derrota do governo e uma fragilização da sua base de apoio”. 

O líder da CGTP diz ter assistido nos plenários que realizou, à disponibilidade de trabalhadores que votaram PSD, para participar na greve geral. Arménio Carlos acusa o governo de provocar o conflito quando aprova legislação que desregula as relações laborais e reduz a protecção social e as condições de trabalho. (imprensa)

CGTP e UGT juntas novamente numa greve geral. Falava-se disso desde a Jornada de Luta da CGTP de 29 de Setembro, que transformou o Terreiro do Paço no Terreiro do Povo. João Proença (ex-líder da UGT) ficou pelos ameaços, acreditando nos acordos na Concertação Social. Já nessa altura Carlos Silva defendia a renúncia do acordo tripartido, há portanto, circunstancialmente, novas condições no movimento sindical.

Os trabalhadores portugueses têm neste momento, sindicatos independentes e as duas centrais sindicais a bater para o mesmo lado, é o instante para – unidos - afirmarem a urgência da mudança de governo. 

O governo está unido contra todos os trabalhadores…

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terça-feira, 23 de abril de 2013

A promessa. Outra UGT com o novo líder Carlos Silva.

Uma nova UGT. Abr.2013
O post (aqui) de há precisamente um ano.

Prometia muito e afinal…! Pode vir a ser o epílogo da história da mudança de secretário-geral da UGT. Quero crer que com Carlos Silva, a submissão da UGT às conveniências da troika contra os interesses de quem trabalha, não continue.

Carlos Silva já assumiu querer outra atitude; perante os “acordos na concertação”, o governo e os credores. Também indiciou maior abertura à colaboração com outros sindicatos e a CGTP. 

No entanto, o que revelará uma viragem fundamental, será não permitir o uso da sua assinatura para dar no exterior a ideia de haver acordo social em Portugal, quando é generalizada a oposição à política do governo e da troika.

João Proença fica historicamente ligado ao pior período da UGT, de colaboracionismo com interesses anti-patrióticos, mais graves que a infidelidade aos anseios dos trabalhadores que representa. 

Proença ameaçava muito, mas demonstrou ser um “encolhido”; Carlos Silva promete, espera-se que não seja uma decepção. Os mais sectários, dentro e fora do movimento sindical, nada esperam da UGT, eu confio na neutralização do papel negativo que a central sindical tem tido. 

A UGT, se não for a bandeira virtual (mas usada), da chamada paz social, já é um pau. Um pau a bater para o lado certo.

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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Idade de reforma aos 67 anos. Toma!

Mais uma ideia para mais desemprego jovem. Abr.2013

A confirmar-se o que uma “fonte do governo” deu para a rádio TSF espalhar; o aumento da idade de reforma para os 67 anos, estaremos perante uma medida que aumentará o desemprego jovem. 

Pela enésima vez, o líder da UGT, João Proença, (não era este mês que mudavam de secretário-geral?) ameaça o governo de romper o diálogo social; “Se mexerem no regime contributivo sem consultar os parceiros sociais, para a UGT há quebra total de diálogo social”, disse o dirigente da central à saída da audiência com Cavaco Silva. Conversa.

Para mim, consultem ou não os parceiros sociais, o aumento da idade da reforma terá consequências - e merecerá uma mudança de atitude pessoal.

Tal medida, para além de forçar os mais jovens a esperarem mais tempo pelos postos de trabalho dos que se reformam, implica por outro lado, (mais uma vez) alterar a perspectiva dos trabalhadores mais velhos, cujo horizonte de atingir a idade da reforma avança mais que os seus aniversários. 

Cada ano mais velhos e cada ano mais longe da reforma; como Tântalo, quando se aproximam de “ir a banhos” - a água desaparece.

Eu trabalho desde os 17 anos, não me posso reformar, nem ir para o desemprego, nem receber qualquer subsídio, nem, nem, nem!

A minha mudança de atitude perante este país, de governos não confiáveis, é simples:

 - Aumentam-me a idade para me reformar e eu, como tenho essa prerrogativa, deixo imediatamente de fazer descontos!

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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

João Proença da UGT adere à Greve Geral. E a UGT?

FESAP com CGTP um ano depois.Nov.2012

João Proença gosta de mascaradas, quando o governo não lhas monta para fazer de “Bobo do Acordo Social”, trata ele de se aparelhar. Agora diz que adere à Greve Geral porque o seu sindicato (FESAP) aderiu. 

Mais, diz que a central sindical de que é líder “apoiará os sindicatos ligados à UGT que fizerem greve geral no dia 14 de Novembro”. É extraordinário.

João Proença começou por admitir, em Setembro, vir a aderir à greve geral convocada pela CGTP. Depois, ainda antes da reunião do secretariado da UGT de 5 de Outubro, afirmou à Lusa que “a greve não terá apoio da UGT porque se trata de uma greve político-partidária”.

Chegou a dizer que a greve era contra a UGT, e, (notícia no JN) “espero” que nenhum sindicato alinhe com a greve de 14 de Novembro.

Agora, perante a adesão de várias federações e sindicatos filiados na UGT e outros sindicatos Independentes, João Proença foi arrastado; cede, leva a UGT a apoiar quem adira, faz greve ele próprio, mas não é capaz de tomar a única decisão não sectária perante os factos - que seria levar a UGT a aderir oficialmente à greve geral.

A lista de sindicatos e federações sindicais que se têm juntado à greve geral já é vasta, há a compreensão no mundo do trabalho, de que o governo só não continuará a aplicar medidas destruidoras da economia nacional e da vida dos portugueses, se não tiver condições políticas para o fazer.

O governo não tem condições políticas se os portugueses se recusarem, em massa, a colaborar com ele. Protestar nas ruas, nas empresas, nas localidades, nos serviços do Estado. O protesto em família, nos círculos de amigos, na rede, não faz mossa; o poder só tem medo das manifestações e das greves, da sua continuidade, adesão e persistência - da união da oposição popular expressa nas ruas e nas empresas.

A luta é essa, sem divisões ou sectarismos.

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sábado, 29 de setembro de 2012

Manifestação 29 Setembro. Greve Geral. Governo Rua.

foto 1 - oclarinet.blogspot.com Manif.29Set2012

A maior Jornada de Luta de sempre, organizada pela CGTP - encheu a Praça e as ruas adjacentes, transformando o Terreiro do Paço no “Terreiro do Povo”.

Na primeira intervenção dos organizadores, um membro da Interjovem disse que a grande mobilização corresponde ao intenso trabalho realizado pelos activistas sindicais junto dos trabalhadores, nos seus locais de trabalho de norte a sul do país.

foto 3 - oclarinet.blogspot.com Manif.29Set.2012 
Nesta grande demonstração, que não se ficou pelas críticas, mas pediu claramente a demissão do governo, o líder da CGTP Arménio Carlos, alertou mais uma vez para as medidas de austeridade que vêm aí, “para compensar o recuo na TSU”. Essas propostas só não foram já avançadas, segundo disse; pelo receio, do governo, de mais pessoas se terem juntado à manifestação de hoje.

Arménio Carlos fez a proposta de uma Grande Greve Geral que mobilize todos os trabalhadores independentemente da sua filiação partidária ou sindical. Avança assim a ideia admitida em 11 deste mês (ver aqui) por Arménio Carlos e no dia seguinte por João Proença da UGT.

foto 2 - oclarinet.blogspot.com Manif.29Set2012

O discurso do líder da CGTP centrou-se nas medidas alternativas propostas pela central sindical (ver aqui), com as quais o ministro das finanças disse concordar. Arménio Carlos desafiou vítor Gaspar a pôr em prática as propostas da Inter, pois “não basta dizer que está de acordo”.

foto 4 - oclarinet.blogspot.com MAnif. 29Set.2012

A CGTP-Intersindical reúne a 3 de Outubro para aferir das condições para avançar com a Greve Geral.

Governo para a Rua - oclarinet.blogspot.com 29Set2012

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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Manifestação 29 de Setembro.Greve Geral CGTP e UGT?



(Sobre a manifestação realizada no Terreiro do Paço a 29 de Setembro - ver aqui)


A CGTP-Intersindical marcou hoje uma grande Jornada de Luta para o dia 29 de Setembro, em Lisboa (Terreiro do Paço, 15.00h), um Sábado, contra as medidas de austeridade anunciadas pelo governo. “Acabar com esta política e com este governo antes que este governo e esta política acabem com o país”.

Arménio Carlos ontem e João Proença hoje admitiram a convocação de uma Greve Geral. 

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, disse ontem que a Greve Geral é um dos cenários em discussão “considerando as políticas que o governo está a desenvolver e que constituem uma declaração de guerra aos trabalhadores, reformados e pensionistas, aos jovens e aos desempregados, bem como aos micro e pequenos empresários”.

UGT na Greve Geral. Set.2012

João Proença, secretário-geral da UGT, admitiu hoje que a sua central sindical possa participar numa Greve Geral. João Proença afirmou ainda que “o governo está a afundar o acordo de concertação social” mas que a UGT não o rasga.

Proença fica aquém do futuro líder da UGT, Carlos Silva, que considera que “A UGT deve dizer ao governo que os acordos de concertação social acabaram e o acordo tripartido assinado em Janeiro deve ser renunciado”.

A UGT tem o mesmo problema do Partido Socialista, não tem o líder certo para o momento político. Uma Greve Geral convocada pelas duas centrais é uma incógnita, mas seria uma resposta adequada do mundo do trabalho às medidas do governo.


Post Scriptum.

Subscritores das manifestações "Que se lixe a troika" com a manifestação de 29 de Setembro convocada pela CGTP: - (clicar AQUI)


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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Milhares de espanhóis na rua. Portugueses adormecidos.

Milhares dizem não aos cortes de Rajoy.Jul.2012

Em dezenas de cidades por todo o Estado Espanhol, os cidadãos saem às ruas para protestar contra as medidas de austeridade, estão vivos e vigilantes. 

Os espanhóis estão indignados por os obrigarem a pagar uma crise que é dos bancos, da Europa do euro, do capitalismo dominado pela alta finança, do sistema.

Enquanto a maioria dos portugueses parecem adormecidos e aceitam passivamente que lhes retirem todos os direitos à sociedade do bem-estar, em Espanha luta-se.

Espanha tem uma UGT mas não tem um colaboracionista como dirigente, Espanha tem um Partido Socialista mas não tem um Tó Zé Seguro a dirigi-lo.

Espanha tem uma história de associativismo, uma classe média que não sente vergonha por ser vista em manifestações, uma juventude determinada.

Em Espanha não há uma comunicação social totalmente controlada pelo poder, ninguém acredita que a crise é culpa do povo ou de um Sócrates qualquer. 

Em Espanha as críticas não se fazem só em família ou nas redes sociais, juntam-se aos milhares nas ruas. A imagem de coragem vem do colectivo, da massa que protesta.

É o que o poder mais teme.

oclarinet - Outros calam mas tu não! Jul.2012

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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Governo adia Salário Mínimo; para a UGT é fantochada.

João Proença metido em fantochadas.Mai 2012

O governo português resolveu brincar (outra vez) com a Concertação Social.

Segundo declarou António Saraiva, presidente da CIP, ao repórter TSF José Milheiro, o secretário de Estado levou para a reunião de hoje dados sobre o salário mínimo com dois anos, “quer internacionalmente, quer em termos nacionais, há indicadores mais actuais e é sobre esses indicadores que devemos fazer a avaliação” disse António Saraiva.

João Proença da UGT enunciou que o governo tem “uma predisposição para não aumentar” o salário mínimo. Agastado, João Proença disse que “se vêm para aqui, para uma reunião de fantochada, para não discutir nada, então era melhor não fazer a reunião”.

João Proença informou (!) que “o Secretário de Estado ficou de repensar se vai ou não avançar num espírito aberto relativamente ao salário mínimo” (SIC)

Conclusão: houve uma reunião da Concertação Social, uma “fantochada” onde não se debateu nada e que só serviu para o governo adiar para Setembro a discussão sobre o salário mínimo que não quis ter hoje.

Quem é fantoche nesta fantochada? Qual o papel da UGT na Concertação Social? Só serve para os políticos do governo (e não só) ou o presidente da República, andarem pelo estrangeiro a dizer que há acordo entre as forças sociais em Portugal?

Arménio Carlos, da CGTP, afirmou; “não alinhamos neste tipo de falcatruas, o salário mínimo tem de aumentar este ano”. Pois é! Mas outros alinham em fantochadas e falcatruas – são eles próprios a falcatrua!

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terça-feira, 24 de abril de 2012

UGT continua a ameaçar. Proença é mesmo uma ameaça.

Avançam rescisões e mobilidade na Função Pública. Abr.2012

O governo acha o líder da UGT, João Proença, muito tenrinho; um figo com episódicos acessos de fúria, que podem ser compensados com massagens de duas horas e meia, uma vez por mês – são as conclusões da reunião de ontem entre a UGT e o governo.

A UGT está satisfeita com os compromissos que assinou, o seu cumprimento é um pormenor; João Proença “só ficaria arrependido se fosse obrigado a denunciar o acordo”, não corre por isso, o dito acordo, o risco de ser denunciado, seria admitir o erro obsceno da UGT.

O que precisa João Proença para denunciar o acordo? Acha (mesmo!) que o governo lhe vai apresentar “políticas de criação de emprego e de crescimento económico”? Não sabe João Proença que o governo não faz a mínima ideia do que são essas políticas? Não leu o programa eleitoral de Passos Coelho? Não viu para onde aponta o Orçamento de Estado? Para líder sindical, tem muita dificuldade em interpretar os sinais da governação.

Ainda não reparou no que conseguiu com a assinatura do compromisso com o governo? Facilitou o despedimento sem justa causa, que agora pode ser feito com base na subjectividade da produtividade ou incumprimento de objectivos; limitou as indemnizações por despedimento; alargou os contratos ultra precários de curta duração; permitiu que dias de ponte sejam deslocados e descontados nas férias dos trabalhadores; criou um banco de horas que pode ir a 250 horas sendo 150 da decisão unilateral dos patrões; reduziu o valor das horas extraordinárias (onde ainda tinham valor diferente); acabou com o dia de descanso compensatório; etc.

E como pode falar em “mais poder à contratação colectiva” quando o governo decide à socapa a suspensão das reformas antecipadas? O que era pior para os trabalhadores se não houvesse acordo da UGT com o governo? O que conseguiu a UGT? João Proença deu carta branca para a implementação de todas as medidas ultra liberais contra o mundo do trabalho, traiu os sindicatos e os trabalhadores.

João Proença é mesmo uma ameaça, um meias-tintas de rosa deslavado, colaboracionista com os interesses patronais mais retrógrados. Até agora, é directamente culpado de muita miséria que atinge as famílias portuguesas.

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