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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Por onde andará Ângela Merkel no dia 12.

Manif.12 Nov.Receber Merkel - Nov.2012

Onde para a Merkel?

Dia 12, segunda-feira, muitos dos que se querem manifestar contra Ângela Merkel gostariam de saber por onde ela andará. O secretismo do programa da visita da chanceler da Alemanha é ridículo, tanto como o das saídas dos nossos governantes a eventos públicos. Fugir dos populares já é padrão dos governantes portugueses, agora estende-se às suas visitas.

As notícias contraditórias sobre o itinerário e horário de Merkel, tem como única razão esconder Merkel do povo, e esconder o povo que se manifesta, de Merkel. Inicialmente a Autoeuropa fazia parte dos destinos, últimos ecos apenas dão certos os encontros com Passos Coelho, com Cavaco Silva em Belém e a participação no Encontro Empresarial Luso – Alemão no CCB. Horas, em segredo.

Ângela Merkel vai ter esperas pelos locais onde consta ir, e vai ter manifestações; essas vão ser vistas, difundidas pelas televisões nacionais e estrangeiras. A convocada para Lisboa pela CGTP parte do Largo do Camões (15.00H) para São Bento e outra do movimento “Que Se Lixe a Troika” sai do Largo do Calvário (13.00H) para Belém. 

A recepção de más-vindas a Merkel vai dispersar-se por vários locais, os populares não deixarão de ir atrás das notícias que localizem a chanceler. Merkel tem seis horas para umas corridas entre encontros, enquanto o governo tentará escondê-la e esconder dela os protestos.

Se os portugueses ocorrerem em massa às manifestações nada poderá ser escondido.

Vamos lá!

Como receber Merkel dia 12 de Novembro. Nov.2012

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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O que Ângela Merkel diz de nós.

Para memória futura

As politicas de austeridade.Nov2012

As políticas de austeridade

Destruiram economias.Nov.2012

destroem economias

 
Empobreceram os povos.Nov.2012

empobrecem os povos.

Ângela Merkel - “Seja mal - vinda a Portugal”!

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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Carta aberta “Seja mal-vinda a Portugal”.

Mal - Vinda Angela Merkel.Nov.2012

CARTA ABERTA A ANGELA MERKEL 

Cara chanceler Merkel,

Antes de mais, gostaríamos de referir que nos dirigimos a si apenas como chanceler da Alemanha. Não votámos em si e não reconhecemos que haja uma chanceler da Europa. Nesse sentido, nós, subscritores e subscritoras desta carta aberta, vimos por este meio escrever-lhe na qualidade de cidadãos e cidadãs. Cidadãos e cidadãs de um país que pretende visitar no próximo dia 12 de Novembro, assim como cidadãos e cidadãs solidários com a situação de todos os países atacados pela austeridade. Pelo carácter da visita anunciada e perante a grave situação económica e social vivida em Portugal, afirmamos que não é bem-vinda. A senhora chanceler deve ser considerada persona non grata em território português porque vem, claramente, interferir nas decisões do Estado Português sem ter sido democraticamente mandatada por quem aqui vive.

Mesmo assim, como o nosso governo há algum tempo deixou de obedecer às leis deste país e à Constituição da República, dirigimos esta carta directamente a si. A presença de vários grandes empresários na sua comitiva é um ultraje. Sob o disfarce de "investimento estrangeiro", a senhora chanceler trará consigo uma série de pessoas que vêm observar as ruínas em que a sua política deixou a economia portuguesa, além da grega, da irlandesa, da italiana e da espanhola. A sua comitiva junta não só quem coagiu o Estado Português, com a conivência do governo, a privatizar o seu património e bens mais preciosos, como potenciais beneficiários desse património e de bens públicos, comprando-os hoje a preço de saldo.

Esta interpelação não pode nem deve ser vista como uma qualquer reivindicação nacionalista ou chauvinista – é uma interpelação que se dirige especificamente a si, enquanto promotora máxima da doutrina neoliberal que está a arruinar a Europa. Tão pouco interpelamos o povo alemão, que tem toda a legitimidade democrática para eleger quem quiser para os seus cargos representativos. No entanto, neste país onde vivemos, o seu nome nunca esteve em nenhuma urna. Não a elegemos. Como tal, não lhe reconhecemos o direito de nos representar e menos ainda de tomar decisões políticas em nosso nome. 

E não estamos sozinhos. No próximo dia 14 de Novembro, dois dias depois da sua anunciada visita, erguer-nos-emos com outros povos irmãos numa greve geral que inclui muitos países europeus. Será uma greve contra governos que traíram e traem a confiança depositada neles pelas cidadãs e cidadãos, uma greve contra a austeridade conduzida por eles. Mas não se iluda, senhora chanceler. Também será uma greve contra a austeridade imposta pela troika e por todos aqueles que a pretendem transformar em regime autoritário. Será, portanto, uma greve também contra si. E se saudamos os nossos povos irmãos da Grécia, de Espanha, de Itália, do Chipre e de Malta, saudamos também o povo alemão que sofre connosco. Sabemos bem que o Wirtschaftswunder, o “milagre económico” alemão, foi construído com base em perdões sucessivos da dívida alemã por parte dos seus principais credores. Sabemos que a suposta pujança económica alemã actual é construída à custa de uma brutal repressão salarial que dura há mais de dez anos e da criação massiva de trabalho precário, temporário e mal-remunerado, que aflige boa parte do povo alemão. Isto mostra também qual é a perspectiva que a senhora Merkel tem para a Alemanha. 

 É plausível que não nos responda. E é provável que o governo português, subserviente, fraco e débil, a receba entre flores e aplausos. Mas a verdade, senhora chanceler, é que a maioria da população portuguesa desaprova cabalmente a forma como este governo, sustentado pela troika e por si, está a destruir o país. Mesmo que escolha um percurso secreto e um aeroporto privado, para não enfrentar manifestações e protestos contra a sua visita, saiba que essas manifestações e protestos ocorrerão em todo o país. E serão protestos contra si e aquilo que representa. A sua comitiva poderá tentar ignorar-nos. A Comissão Europeia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu podem tentar ignorar-nos. Mas somos cada vez mais, senhora Merkel. Aqui e em todos os países. As nossas manifestações e protestos terão cada vez mais força. Cada vez conhecemos melhor a realidade. As histórias que nos contavam nunca bateram certo e agora sabemos serem mentiras descaradas.

Acordámos, senhora Merkel. Seja mal-vinda a Portugal

Subscritores AQUI

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sábado, 12 de novembro de 2011

12 de Novembro - 180 Mil manifestantes em Lisboa.

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As centrais sindicais, os sindicatos da função pública, e sindicatos aderentes à convocatória, juntaram 180 mil manifestantes em Lisboa; contra o roubo dos subsídios salários e pensões e outras reivindicações de várias estruturas sócio profissionais.

Do Norte ao Sul, da Madeira e dos Açores fizeram-se representar muitas estruturas de trabalhadores. Médicos e enfermeiros, professores e bombeiros, funcionários camarários e judiciais, pensionistas e precários, muitos jovens, muitas pessoas. Os polícias vieram de Faro aos Açores, vieram os militares da GNR e os guardas prisionais. Muitos milhares que encheram por completo a Avenida.

Os sindicatos demonstraram a sua capacidade de mobilização, os trabalhadores a sua oposição às medidas do governo. A Greve Geral do próximo dia 24 é a fase seguinte para se ouvir a voz de quem trabalha.

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