Mostrar mensagens com a etiqueta Comissão Europeia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Comissão Europeia. Mostrar todas as mensagens

sábado, 28 de dezembro de 2013

Olli Rehn. as mesmas condições com ou sem cautelar.

Troika continua depois da saída da troika. Dez.2013

O vice de Durão Barroso, Olli Rehn, veio premiar-nos com um artigo da sua opinião, sobre a nossa situação. 

Dá conselhos, de formidável inovação, como dizer; “promovam o crescimento e emprego, sem esquecer a disciplina orçamental”. Faz de La Palice; “o sucesso ou o fracasso da estratégia para repor a sustentabilidade da dívida pública será aferido pelo acesso de Portugal aos mercados de dívida soberana e a taxas de juro comportáveis”. Diz também o notável Olli Rehn, que o nosso “ajustamento é notável”. Nota-se.

No meio do seu paleio desenxabido do costume, o vice- presidente da Comissão Europeia deixou o recado de que “o caminho da responsabilidade orçamental tem de continuar”. Para ele (e para a Comissão Europeia), “o futuro imediato do país passa por condições que serão as mesmas com ou sem cautelar”. 

Sendo a Comissão, uma das três patas da troika, quer dizer que a troika continua por cá, depois da saída da troika. Que não haja dúvidas.

Pela notícia, Olli Rehn despede-se com as provocações habituais ao Tribunal Constitucional; “há algumas das reformas orçamentais e estruturais que o governo português adoptou que foram consideradas constitucionais, enquanto outras esbarraram em interesses instalados”.

A raivinha de dentes destes mandaretes do imperialismo germânico, só tem equivalente nos vende pátrias que pululam por Portugal.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial






quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Durão Barroso, o servente mole da Alemanha.

Euro moeda alemã.Nov.2013

“Gostaríamos de ter mais Alemanhas na Europa:” Disse Durão Barroso; gostamos de ter durões macios como Barroso na Europa, dirão os alemães.

Achei que Barroso seria um naperon das jarras alemãs quando foi eleito em 2004, é mais um fofo capacho. As declarações medricas do presidente da Comissão Europeia sobre a investigação ao excedente externo da Alemanha, significam um grau de subserviência constrangedor.

Se os 7% do PIB nos últimos três anos, de excedentes externos alemães, está acima dos 6% considerados potencialmente problemáticos para a zona euro, obrigando por isso Bruxelas a analisar as causas (cito do Público). Por que razão o presidente da Comissão anuncia a abertura da investigação à Alemanha, com mil desculpas pelo incómodo?

Quando as regras comunitárias se aplicam aos países mais fracos, temos um Durão Barroso inflexível e ameaçador, quando é aos fortes o presidente da Comissão adopta a postura rastejante. 

A decisão “Não deve ser entendida como um desacordo da Europa relativamente à competitividade da economia alemã” diz a Comissão; pois não, é ao efeito que tem na valorização da moeda comum e por consequência na economia dos países em crise.

Enquanto por aqui temos problemas em exportar mais, por causa do alto valor do euro, e temos um desemprego atroz, a Alemanha desnata os países do sul de quadros e consegue manter uma taxa de desemprego que é menos de metade da média da Zona Euro; A mais baixa desde 1991.

Durão Barroso. Não há desequilíbrio? A Alemanha só tratou de si, da sua nova moeda, o euro, e da sua prosperidade. Como podemos ser competitivos, nesta Zona Euro, com esta Alemanha, com esta União Europeia, com esta moeda? 

 Para ver últimos posts clicar em – página inicial







domingo, 10 de novembro de 2013

Paul de Grauwe também se engana. Que Comissão Europeia?

Júri troiko a caminho da passarela. Nov.2013

Interessante imagem do professor Paul de Grauwe; “Portugal errou ao querer ganhar o concurso de beleza da austeridade”. Tem sido assim, um país governado por betinhos perigosos sob o olhar inerte de Belém.

Recomendando a leitura do artigo de hoje, do Público; só não se entende o que o economista quer dizer com, “Vocês têm influência na Comissão Europeia, mas não a usam”. Refere-se decerto ao presidente da Comissão, Durão Barroso.

Ora, Durão Barroso tem sido bastante usado pelo governo de Passos/Portas e por Cavaco Silva, precisamente para vender o que chamou “concurso de beleza” e nós por cá designamos por, “fazer o papel do bom aluno”. A Comissão Europeia e Barroso são co-autores e cúmplices do erro português.

Já tínhamos citado Paul de Grauwe em fevereiro do ano passado, (clicar aqui) quando ele afirmou que “ são os portugueses que estão a pagar aos alemães”; numa altura em que Passos tratava os seus compatriotas por piegas e o secretário da troika, Carlos Moedas, escrevia no Wall Street Journal que Portugal “estava a vencer ventos contrários”.

Os ventos continuam contrários e estamos longe de vencê-los, sopram do governo português, de Belém, de Bruxelas, de Berlim e de mais umas capitais do capitalismo financeiro. 

A voz de Paul Grauwe e tantos outros com os mesmos alertas é bem-vinda.

Estamos num remoinho danado.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial






quarta-feira, 19 de junho de 2013

Peixe-Caracol capturado pela Comissão Europeia.

Imagem de um Peixe Caracol. oclarinet.blogspot.com Jun.2013

O peixe-caracol vendido em Portugal, rotulado como bacalhau, é mais inofensivo que os pré-cozinhados Barroso, rotulados como da Comissão Europeia.

A mistela vendida nos Jumbo, aparentemente, não coloca em risco a saúde pública. Durão Barroso, na opinião de Costa-Gravas, é um ingrediente “perigoso para a cultura europeia”.

Toda a alimentação, cultural ou comestível, não pode causar dúvidas nos consumidores, todos devem saber o que manjam.

Em minha casa não consumimos pré-cozinhados (feitos fora), o risco para a saúde física (e mental) da minha família vem mais de produtos da Comissão Europeia. Assim será na maioria das casas dos portugueses.

Se o peixe-caracol (liparis) é desconhecido para a grande maioria, e disfarçado com natas embarca em qualquer refeição, já Durão barroso é por demais conhecido, só come quem quer.

Por isso, é exagerada a reacção da imprensa francesa, que lhe chamou camaleão. Convivem com ele quase há tanto tempo como nós, deviam saber que ele é mesmo assim, não muda nada, é da espécie. 

A mulher queria-o cherne de águas profundas (sem perdão do O´Neill), mas Barroso não passa de peixinho de engodo, dá-se a comer. Sacrificam-no e ele sacrifica-se pelo grande pescador universal, os Estados Unidos da América. 

Como não tem futuro político neste continente a não ser como marioneta dos interesses americanos, iniciou há muito, a passo de cherne-caracol, o caminho para um tacho na NATO, na ONU, ou coisa semelhante. Lá chegará.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial








terça-feira, 11 de junho de 2013

Erro grego é dar ouvidos à Comissão Europeia.

ERT - Rádio Televisão Pública da Grécia ameaça fechar para abrir com menos funcionários. Jun.2013


(Nota sobre a segunda parte deste post: Governo grego confirma o encerramento da TV pública)


Jean-Claude Juncker, ex-líder do Eurogrupo, afirmou em Atenas que todos cometeram erros com a Grécia. Pelas notícias os erros continuam e também são gregos. Só razões de ordem política podem ter levado ao fracasso da privatização das companhias de gás (venda e distribuição) à russa Gazprom.

Por um lado a Comissão Europeia exige à Grécia privatizações astronómicas, por outro, coloca entraves à presença russa no país. 

A Grécia importa da Rússia 70% do gás e 40% do petróleo que consome; não é a dependência energética, que já existe, que não é aceitável; a razão é a situação estratégica da Grécia na rota do gás da Ásia Central para a Europa.

A Grécia tem moeda de troca suficiente para fazer exigências à Comissão Europeia, em negociações que a tirem da crise, mas não tem um governo capaz de usar o seu potencial estratégico, quando lida com o poder da União Europeia. 

O governo grego é (como outros) subserviente. A obediência aos caprichos da troika ameaçam agora o encerramento da ERT (Rádio Televisão Helénica, em grego, EPT), para voltar a abrir mais tarde com menos empregados. O futuro dos 2.850 funcionários da estação pública grega está ameaçado pela “reestruturação troikana”. 

Encerrar para voltar a abrir com menos trabalhadores, foi algo de que Miguel Relvas não se lembrou para a RTP. 

O melhor é não dar ideias senão o governo ainda fecha todo o funcionalismo público para um dia abrir com menos pessoal.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial







quinta-feira, 6 de junho de 2013

Erro é a Zona Euro. Bruxelas e FMI às turras.

Não queremos o paraíso - Queremos as nossas vidas. Jun. 2013

O FMI voltou a admitir “erros grosseiros” na maneira como a troika lidou com a crise Grega. Agora, a Comissão Europeia vem dizer que as medidas foram necessárias para salvar a Zona Euro.

O sofrimento dos povos, sujeitos aos programas de ajustamento da troika, foi de facto para tentar salvar a zona da moeda única - onde esses povos cometeram o “erro grosseiro” de entrar.

Os impactos destruidores do nível das medidas de austeridade nas economias, são evidentes.

Por cá fazem-se orçamentos rectificativos em contínuo, enquanto diminuem receitas fiscais e contribuições para a Segurança Social por um lado, e aumentam a necessidade de mais subsídios de desemprego por outro. Um caminho inclinado de afundamento sem retorno.

Os números actualizados do INE, os avisos da UTAO, a história de dois anos de governação falhada e criminosa do nosso governo, dizem-nos que de nada nos tem servido ajudar a Zona Euro e os políticos incompetentes que lideram a União Europeia.

Há hoje acordo na nossa sociedade, de que aderimos ao Euro sem termos condições para o fazer, (tal como a Grécia) e que no euro, com a política europeia actual, não temos saída; como demonstram todos os indicadores da conjuntura económica e previsões minimamente sérias.

Pelos erros do FMI, do BCE ou da Comissão Europeia, podemos fazer pouco; mas
se não devíamos ter entrado, por que continuar a malhar no “erro grosseiro” de nos mantermos na Zona Euro?

Continuar na Zona Euro é o nosso “erro grosseiro”. (clicar aqui)

Para ver últimos posts clicar em – página inicial








quinta-feira, 16 de maio de 2013

Alemanha critica austeridade. Falsa notícia.

oclarinet. Alemanha contra austeridade da troika - querias.Mai.2013

Nada faz supor que a Alemanha tenha deixado de defender a austeridade, a não ser uma notícia (não confirmada por mais ninguém) do jornal Público, que diz:
 - “ Responsáveis alemães demarcam-se da austeridade imposta aos países periféricos”. O título refere a “austeridade das troikas” (!?).

O jornal português não identifica os “responsáveis alemães” que terão veiculado tais críticas. O que se sabe das autoridades germânicas, das suas declarações públicas - vai no sentido contrário da “notícia do Público”.

A Alemanha tem resistido a todas as pressões para ceder à imposição da política de austeridade, lembrando aos países europeus os compromissos que assumiram para reduzir os défices e estabilizar as dívidas.

As criticas alemãs de gestão errada da crise europeia - sejam pela troika, pela Comissão Europeia, ou pelo seu presidente Barroso - não podem ser entendidas como uma critica às medidas de austeridade. Durão Barroso criticou a “política de austeridade de inspiração alemã”, qualquer censura alemã a Barroso só por ingenuidade pode ser lida como um volte face na política alemã.

Aproximam-se as eleições na Alemanha, vai haver muito sound bite a correr pela Europa - para caçar votos germânicos. 

Como nós não votamos lá, são escusadas as campanhas cá.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial







quarta-feira, 8 de maio de 2013

UE vai aplicar tarifas em painéis solares chineses.

UE. Tarifa anti-dumping para painéis solares chineses. Mai.2013

Em socorro da indústria alemã…

A Comissão Europeia vai apoiar o sector industrial da energia solar da Europa com medidas anti-dumping sobre os painéis solares da China, segundo a imprensa alemã (F.A.Z.) citando círculos de Bruxelas. Uma decisão sem precedentes.

A indústria fotovoltaica germânica passa por um declínio calamitoso, tendo no último ano falido 35% (um terço) das empresas do sector.

A China, agora com 65% da produção mundial, ultrapassou a Alemanha no fabrico de painéis solares, mas está acusada de dumping comercial pelos EUA e pela Europa. Os Estados Unidos já aplicam taxas alfandegárias.

Em Julho de 2012 foi apresentada a queixa formal por concorrência desleal, na origem da iniciativa anti-dumping da União Europeia. A média das taxas sobre estes produtos chineses deve ser de 46%, segundo a imprensa alemã. As anunciadas tarifas anti-dumping deverão começar a ser aplicadas em Junho deste ano.

A grande maioria dos painéis solares instalados na Europa já são “made in China”, as taxas aumentarão o preço da energia solar; torna por um lado mais cara uma energia limpa mas por outro defende a produção industrial europeia.

Suscita-me uma interrogação, sabendo que também há dumping dentro da União Europeia; se o sector industrial não fosse dominado pelos germânicos haveria lugar a tais medidas?

Pode-se concordar, como se pode concordar em a França socorrer a Peugeot; mas é difícil de engolir que Portugal não possa meter dinheiro nos Estaleiros de Viana do Castelo, para comprar aço e fabricar os barcos adjudicados.

As indústrias são todas europeias, mas há umas mais europeias que outras…

Coisas do Euro.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial.










quinta-feira, 25 de abril de 2013

Discurso do 25 de Abril. Obrigado Cavaco Silva.

oclarinet. Encanando a pata ao boi sempre se come o Ossobuco.Abr.2013

Cavaco diz que se houver crispação “de nada valerá ganhar ou perder eleições”. Tomou posição pelo seu governo, é normal. Normal e pouco inteligente, o que é natural em Cavaco.

A única razão para demonstrar contrariedade com o discurso de Cavaco Silva, nas comemorações do 25 de Abril, só pode ser para dar enfase ao facto de ser um discurso de facção. 

Cavaco divide, sempre dividiu. Pedir, como também a Comissão Europeia pediu, um “forte consenso político” nacional; é impossível com Cavaco Silva assumindo o apoio total ao governo. Um presidente da República equilibrado, capaz de influenciar o leque partidário e arbitrar os normais conflitos políticos, não existe em Portugal. 

Cavaco só descobriu um motivo de crítica ao governo, falhar nas previsões, coisa em que é especialista; dizia Cavaco há um ano (Maio) que a economia começava a crescer no segundo semestre de 2012.

O que muitos dizem há muito, ser o pensamento do presidente da República (até tenho na lateral do blogue uma imagem do Laranjal – governo de iniciativa presidencial) veio agora Cavaco Silva confirmar pela própria voz. 

Ficamos agradecidos pelo esclarecimento, todos sabem agora que instrumentos da democracia básica, como o uso da ferramenta eleitoral, não moram na presidência da República, enquanto o ocupante for Cavaco Silva.

Hoje relembrámos os desígnios da Revolução de Abril, são contraditórios com os insultos de Cavaco Silva. Elegeram-no…!

Para ver últimos posts clicar em – página inicial







sábado, 13 de abril de 2013

A Europa impede o sucesso de Portugal.

A Zona Euro que vá à fava. Abr.2013

“Não podemos ter sucesso sem uma mudança do enquadramento europeu”, disse Maria João Rodrigues, acrescentando que a crise está actualmente a gerar níveis de divergência inaceitáveis entre os países da zona euro.

Para a conselheira do presidente da Comissão Europeia, Maria João Rodrigues; “Já não é um problema de crise financeira é um problema de crise de integração europeia”, disse na conferência “Portugal na Balança da Europa e do Mundo”.

Maria João Rodrigues (MJR) faz parte daqueles economistas que ainda se podem ouvir, mas quando afirma que “há ajustamentos a fazer mas não podemos pôr em causa funções sociais do Estado”; conhecendo as exigências da Comissão Europeia (de que faz parte) está a dizer o quê?

Não são as imposições da troika que impedem uma política inversa à praticada pelo governo português?

Todos sabemos que mesmo sem troika, a política do governo de Passos Coelho seria esta; mas é a troika, e particularmente na troika a Comissão Europeia, quem incentiva e dá cobertura, à política de violenta austeridade que “põe em causa as funções sociais do Estado” e destrói a economia portuguesa.

“Portugal não pode ter êxito sem mudança no enquadramento europeu” como disse MJR. Ora essa mudança não se vai fazer - numa Zona Euro que já não existe como tal. 

A Zona Euro serve para submeter os países de economias débeis aos países adaptados ao Euro, é esse o “enquadramento europeu” que não vai mudar.

É a Europa e a moeda única europeia que impede o sucesso de Portugal - já esteve mais arredada da opinião pública essa compreensão.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial








segunda-feira, 8 de abril de 2013

Forte consenso com governo de iniciativa presidencial?

oclarinet.blogspot.com - Cavaco - o - desastre - Abr.2013

A Europa dos “Comissários de Merkel” devia ter pedido a Cavaco Silva para não se isolar no apoio ao governo. Vir agora a Comissão Europeia pedir “forte consenso político”, quando o presidente da República perdeu a posição arbitral e promotora de acordos entre os partidos, (ou do governo com os parceiros sociais) não faz sentido. 

Já era impraticável conciliar o governo falhado e incompetente com a sociedade portuguesa, isso vai acentuar-se. Foram pedidos enormes sacrifícios aos portugueses, sem outro resultado que o aumento da crise social, mais divida e mais incapacidade de a pagar.

 Perante o chumbo do Orçamento fora – da – lei do governo PSD/CDS e os pedidos de demissão (não desmentidos) de ministros, Cavaco viabilizou o seu próprio governo (como bem “viu” Sócrates). 

Do governo de “iniciativa presidencial” sabe-se o nome do primeiro-ministro e do ministro das Finanças, (os mesmos do governo anterior para a mesma política), e conhece-se o fio do programa de governo; Desinvestimento do Estado e Cortes nas Áreas sociais.

Não há consenso possível. Vai haver resistência a mais austeridade e pobreza, por parte da grande maioria dos portugueses e dos partidos da oposição.

O PSD está unido, de Durão Barroso a Cavaco Silva, de Passos Coelho às marionetas laranja na comunicação social.

A campanha começa contra o maior partido de oposição; o argumentário é António José Seguro não ser alternativa, a finalidade é manter uma “dúvida razoável” que deixe o governo Cavaco/Passos cumprir a legislatura. Como habitual, veremos muita gente de esquerda, incapaz de compreender a tática política, a fazer jeitos estúpidos à direita.

Não há governos iguais e pior que o que temos é impossível. De qualquer forma estou convencido que saímos do euro; como saímos (forçados ou preparados) é o mais importante. 

Fazer frente ao governo de Cavaco e Passos, é não deixar que destruam mais o país e o tornem ainda mais difícil de recuperar. Portugal não acaba mas é preciso perservar gerações de portugueses.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial









segunda-feira, 18 de março de 2013

Directivas para sardinha assada e atraso de pagamentos.

União Europeia é firme em directivas da sardinha assada.Mar.2013

Desde que estamos na União Europeia habituaram-nos à obrigatoriedade de seguirmos as directivas emanadas de Bruxelas. Das colheres de pau à tripa de plástico dos enchidos, ou aos fumos da sardinha assada. Isto para falar só de cozinha e cozinhados; aliás, opíparos manjares para a larica da ASAE. 

Quando servem para sacar umas coimas, as directivas europeias são mais que adoptadas, são tratadas como filhos legítimos do governo português.

A Comissão Europeia lançou em 2.000 uma directiva para que os Estados passassem a pagar atempadamente aos seus fornecedores, se bem me lembro a 30 dias da data das facturas, mas, passados estes anos, conclui-se que os Estados fizeram-se esquecidos.

Como vem no Público, a “Comissão Europeia apela a que países adoptem a directiva sobre os atrasos de pagamentos”. Não sei se está bem traduzido, mas as directivas não nos têm chegado em forma de apelo. É para cumprir – e mais nada! O Estado, quando é para receber…é para receber – e mais nada!

O paleio do governo sobre o problema do desemprego não leva em conta o encerramento de empresas provocado pelo próprio Estado, pelo Estado caloteiro. 

Qualquer aselha em contas, mas que conheça a realidade do tecido empresarial português, já viu há muito que o Estado pagar o que deve é a mais importante injecção de dinheiro para impedir maior desemprego. Os doutos economistas que governam isto, ainda não notaram.

Andam com mesinhas, velhos “impulsos jovem” e ocupações da treta, enquanto fecham empresas viáveis, só porque estas trabalham para o Estado, ou trabalham com clientes que têm o Estado como cliente.

Sei o que é isso, escrevi AQUI o ano passado sobre o assunto, dizia ao ministro Álvaro: “Em vez de ir para a televisão palestrar sobre o paradigma financeiro do tecido empresarial português e a necessidade de irem para a bolsa, deixe de nos ir ao bolso e paguem o que devem às empresas”.

O “APELO” da Comissão Europeia vale mais que um desabafo num blogue?

Vamos ver!

Para ver últimos posts clicarem – página inicial









terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Europa dá mais tempo a Portugal – e depois?

Contrariou antes contraria agora e vai continuar a contrariar. Jan.2013

Comissão Europeia e Eurogrupo vão “explorar a questão” da extensão da maturidade do empréstimo a Portugal. É porque nos portámos bem, ou porque pensam que assim recebem? O empobrecimento forçado tem limites. 

Portugal não consegue pagar os juros da dívida (já serão cerca de 8.000 milhões) e os empréstimos nos prazos acordados, já se sabia - sabiam eles (credores) e nós; a espiral recessiva a que eles e o governo nos estão a sujeitar, a isso obriga. Desempregados não criam riqueza e sem dinheiro não se pagam dívidas; pagar dívidas com dinheiro emprestado é uma forma de ir enriquecendo os agiotas.

É com agiotas que Portugal lida, como lidaram os países da América Latina, entre outros; prolongar os prazos é uma das medidas que vão ser aceites, também perdoarão parte da dívida e dos juros, se tal for necessário. O preço dos empréstimos já tem integrado riscos ou perdas eventuais. 

O papel do FMI sempre foi garantir que os países pagam, pagam mais com governos “bem comportados”, pagam menos quando os governos têm experiência ao nível de um micro-empresário. Negociar empréstimos faz toda a gente a toda a hora, como este governo faz, só cá e agora.

O governo mentiu. Já nem tem importância. No que a oposição devia matutar é no nível de empobrecimento e de destruição do Estado e da economia. 

A fase de denúncia da incompetência do governo já lá vai, anda por aí nas redes sociais e na boca de todos de todos os quadrantes, agora cabe à oposição (paga pelos contribuintes) e aos portugueses mudar as coisas, mudando o governo.

Estou cansado das críticas à governação, não preciso de ver programas políticos alternativos nem que alguém me convença que faz melhor. 

O tempo é outro.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial








quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Álvaro o mentor? A reindustrialização da Europa.

Antonio Tajani - Comissario Industria. Dez 2012

Em nenhum país europeu ligaram patavina à carta de cinco ministros da economia (incluindo o nosso) sobre a agenda para o crescimento baseada na reindustrialização da Europa. Ninguém teve a lata de dizer que havia um mentor de tal coisa (excepto aqui); e logo o ministro Álvaro.

O protagonismo dado ao ministro Álvaro justifica-se (!?) pelo provincianismo publicado e a manifesta preguiça jornalística.

Com base nas conclusões do Conselho Europeu de Junho e a política industrial adoptada pela Comissão Europeia em 10 de Outubro, realizou-se - em Lisboa (!) – a 26/10, a Conferência “Reindustrialização para o Crescimento e a Competitividade na Europa”. António Tajani, comissário responsável pela Indústria e o Empreendedorismo e vice-presidente da Comissão Europeia defendeu a reindustrialização como a 3ª Revolução Industrial.

A carta dos cinco ministros da economia (incluindo o nosso) não passa de generalidades sobre as prioridades definidas por Tajani.

O que o ministro Álvaro acrescentou à carta, e a Tajani, em declarações de pôr os olhos em bico à Europa do desenvolvimento social, foi a resposta obscena ao dumping ambiental dos países em desenvolvimento.

O que falta à indústria europeia para melhor competir não é poluir como outros fazem. A própria indústria dá as soluções. A indústria europeia das tecnologias ambientais e de gestão de recursos é líder mundial. A indústria europeia tem de continuar a modernizar-se com ecologia e investigação e não reduzindo o seu potencial de inovação. Desaparece se quiser copiar os padrões chineses.

O actual governo português vai no pior sentido, abandona o cluster industrial das renováveis, nada promove além da emigração de quadros e “cérebros”, desinveste na educação e na investigação científica, torna impossível o financiamento das empresas para além de as descapitalizar. 

No meio disto o ministro Álvaro quer dar sinais de vida mas não aparenta saber o mínimo sobre empresas ou indústria.

Por cá é pretensioso falar em reindustrialização; a política do governo actual leva a que quase todos os dias fechem fábricas. Conseguir suster a sangria industrial que se iniciou com Cavaco Silva já era um objectivo razoável.

Cartas, manifestos, convenções…são paleio - fúteis promoções.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial










terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Mais cortes em 2013. É certa a derrapagem orçamental.

Governo acredita na derrapagem oramental.Dez.2012

Baixar o défice pelo lado da receita pode colocar em causa as próprias metas orçamentais, avisa a Comissão Europeia, que defende as “medidas de contingência” prometidas pelo governo para cortar na despesa pública.

Ninguém acreditava nas previsões do governo, agora parece que o próprio governo também não acredita. Não são medidas de contingência, são medidas costumeiras perante as derrapagens orçamentais.

A receita vai necessariamente baixar mais que o previsto, com mais recessão. O que precisamos saber é o âmbito das medidas de contingência. Só pode ser mais do mesmo – cortes. Tirar mais dinheiro das famílias e da economia, escavar na espiral recessiva.

Até quando?

Para ver últimos posts clicar em – página inicial




quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Erro do FMI no impacto da austeridade. Será?

Erros do FMI.Out.2012


 O FMI entendeu ser a hora de dizer que subestimou o impacto negativo da austeridade na economia europeia. Não é nada credível que uma instituição com a experiência do FMI só agora tenha dado pelos efeitos da austeridade.  

O papel do organismo é garantir que os credores são pagos, incluindo o próprio FMI. Se agora admite falhas é porque a exposição às dívidas soberanas pela Finança é de pouco risco. O pior para a banca terá passado, as dívidas foram deslocadas.  

O perigo da austeridade no discurso do FMI não é novo. Numa volta aqui pelo Blogue; encontro um post em Abril que dizia “FMI avisa que mais austeridade pode fazer implodir o país e o governo”, outro anterior, de Fevereiro em que o “troiko” Poul Thomsen dizia, “temos de abrandar um pouco no que diz respeito ao ajustamento orçamental”, e citava o próprio numa entrevista ao Expresso de Novembro de 2011 em que Thomsen afirmava “se virmos a economia afundar-se reconsideraremos as medidas de austeridade”.  

Há um ano que o FMI faz o discurso do polícia bom e a Comissão Europeia do polícia mau, “reconsiderar as medidas de austeridade” apesar de a economia estar a afundar-se, ninguém se lembrou. Nem Passos Coelho (o polícia péssimo) deixava.  

Os Socialistas Europeus querem desculpas da Comissão Europeia em nome do “enorme sofrimento dos cidadãos”, vítimas do erro da política recessiva, mas ninguém ainda reclamou que se emende o erro com outras medidas.  

Desculpas, pede-se por içar uma bandeira ao contrário; por virar a economia de um país (e a população) de pantanas não bastam pedidos de desculpas.  
 
(Para ver últimos posts clicar em – página inicial)







terça-feira, 2 de outubro de 2012

Cabeças de abóbora, com cornos.

Ora aboboras...Out.2012

Como ando pela lavoura, na apanha, e na preparação para os dias de inverno, estou pouco informado. A norte da situação, ouve-se uns zunzuns de que a Comissão Europeia deu “a aprovação a medidas alternativas (à TSU) que foram apresentadas pelo governo”. Leio no Expresso online.

Já me chegou a notícia de que ninguém em Portugal foi informado, nem a oposição, nem o Parlamento, nem os ”parceiros” da Concertação Social, e o Cavaco, se sabe, não dá cavaco. Ou seja, sabem tanto com acesso à informação, como eu com a banda larga mais estreita que possam imaginar.

surpresas surpreendentes - seguramente.Out.2012

Por essas e por outras, vou voltar à lavoura. Já apanhei as uvas, mais nozes, amêndoas e avelãs, vou ensacar cebolas de tarde e o mais que houver a fazer.

As fábulas têm fundamento; estou na da formiga e a cigarra, a aprovisionar a despensa, como Passos Coelho estará sempre como personagem da rã e o escorpião. O bicho não tem emenda, é da sua natureza. Fora de qualquer imaginação andam uns cabeças de abóbora que ainda acreditam na estabilidade com este governo e com esta troika.

Deixo aqui o primeiro comentário (no Expresso), o único que li, e assino por baixo, do leitor Alix 07:

“Enquanto este país não estiver completamente destruído e os portugueses na completa e abjecta miséria, este governo não descansará.

Os portugueses só têm mesmo uma opção se ainda acreditam em Portugal e nos portugueses, sair para a rua para defender o país já que ninguém o defende no Parlamento.

Há que ir a todas as manifestações que se puderem, sejam apartidárias ou não, porque isto já ultrapassa em muito os partidos e os sindicatos, já que é o país que está em causa, é uma questão de salvação nacional correr com este governo incompetente, negligente e traidor, o mais rápido possível, antes que este aniquile o país.”

Alix Dixit - Vera Est.

(Para ver últimos posts – clicar em página inicial)










segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Bruxelas e o governo querem a TSU – Nós Não!

oclarinet. Governos de garotos...Rua.Set 2012

Reina a confusão no governo. PSD e CDS andam entretidos em jogadas politiqueiras infantis, tentando cada qual ficar menos mal na fotografia. A crise política instalada dificilmente é resolvida com os actuais actores, o que não é má notícia.

Entretanto, Merkel defendeu hoje mais austeridade para Portugal, e um porta-voz de Bruxelas, (do comissário Olli Rehn) condicionou o desembolso da próxima tranche do empréstimo a Portugal, ao “sucesso integral da quinta revisão do memorando”. Revisão onde o governo fez aprovar a estupidez da TSU.

Porta-voz dos Assuntos Economicos da Comissao Europeia.

A Comissão Europeia veio em socorro de Passos Coelho dois dias após a grandiosa demonstração do povo português nas ruas do país. O governo, o Presidente da República, os membros do Conselho de Estado, o Parlamento e os partidos, sabem qual é o sentimento geral dos portugueses; só podem assumir a defesa do interesse nacional. E agora sim – por patriotismo!

Portugal tem imposições internacionais (que urge rever) em relação à dívida, mas não tem a obrigação de se sujeitar a doutrinas económicas e políticas para negociar empréstimos. Sabemos que na realidade não é assim, trata-se da coincidência ideológica entre os governantes que temos e o poder actual na Alemanha e por extensão na Comissão Europeia.

Não vale a pena dizer mais nada sobre a TSU, ninguém a desejou e todos os agentes da economia real a rejeitam. Mas vale a pena lembrar que as manifestações de Sábado passado não foram apenas contra a TSU, foram contra a política do governo e da troika. 

O governo de Passos Coelho, Paulo Portas e Vítor Gaspar, até aqui apenas provou incompetência, confirmou a impreparação para governar e demostrou arrogância. Uma insolência de garotos com o rei na barriga, que tem de acabar o mais rapidamente possível.

A manifestação de Sábado vai ter seguimento, é preciso não desmobilizar.


(Para ver últimos posts clicar em – página inicial)









terça-feira, 3 de abril de 2012

Corte subsídios; férias, Natal, doença , maternidade.

Votaram nisto. Abril 2012

Ainda não passou uma semana sobre os desmentidos de que o governo admitia mais medidas de austeridade, e já andam aí mais cortes; uns propostos na concertação social, outros a marinarem com apoio propagandístico da Comissão Europeia.

Na última quarta – feira, com base na entrevista de Passos Coelho a uma televisão e num documento do ministério das Finanças, a imprensa dizia que quer Vítor Gaspar quer Passos Coelho admitiam mais medidas adicionais, vulgarmente conhecidas por “cortes” e popularmente por “roubos”.

No dia seguinte (quinta – feira) Gaspar & Coelho desmentiram, para agora apontarem mais medidas que tiram dinheiro do bolso de quem trabalha.
 A palavra destes aldrabões já não dura mais que um fim-de-semana.

Assim, o governo quer baixar o valor dos subsídios por doença, para baixas de menos de 90 dias. Só serão pagos 55% nas baixas inferiores a 1 mês e 60% nas restantes. Nas minhas voltas do trabalho ouvi no carro, na TSF, um deputado do PSD (Adão e Silva) justificar a medida com o combate à fraude. Dizia o eleito representante dos portugueses que “os trabalhadores metem baixa, feitos com os patrões, e depois fazem biscates”.

Nunca vi tal coisa, mas admito que aconteça. O que não se admite é que por dificuldades em combater as fraudes se cometa a fraude de amealhar os descontos que os trabalhadores fazem para a Segurança Social e depois não os apoiem na doença.

O outro gamanço é nos subsídios de maternidade e paternidade, chamam-lhe “harmonização”. Como para as baixas, deixam de ser considerados no cálculo dos subsídios os meses de férias e Natal. Coisa feita “no âmbito da protecção da maternidade”. A “família” tão apregoada pelo CDS/PP (partido do ministro da caridade) conta com menos dois meses para o subsídio, em nome da harmonia.

Ainda paira mais uma ameaça. Peter Weiss, vigia do programa de ajustamento português na Comissão Europeia, admitiu que o fim dos subsídios de férias e de Natal possa vir a ser “uma medida permanente”. É ilegal, mas ilegalidades perpetradas por este governo são banais. E não se pense que será só para o sector público, pois a seguir virá a necessidade da “harmonização” entre público e privado.

Quem votou nestes, votou nisto?

(Para ver últimos posts clicar em – página inicial)