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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Privados nas Águas–pagamos sem consumir.

As manigâncias das concessões das àguas a privados. Fev.2014

Os contribuintes portugueses já pagam portagens de carros que não circulam nas auto-estradas, (por via dos contratos das PPP rodoviárias) ficámos agora a saber que pagam também aos privados, água que ninguém consome.

Maioria das concessões de água a privados obriga câmaras a suportar as quebras de consumo; conclui uma auditoria do Tribunal de Contas (TC).

Segundo o jornal Público citando o relatório do TC. “A maioria das câmaras assumiram a responsabilidade de indemnizar as empresas concessionárias pelas reduções no consumo face aos valores estimados no contrato, além de outros riscos relacionados com a construção e exploração dos sistemas.

(…) O TC alerta para as projecções adoptadas nos contratos quanto ao crescimento da populacional e quanto às capitações (que) apresentam em muitas dessas concessões, um desfasamento substancial da realidade de muitos municípios.”

(…) Em regra, a previsão da água consumida e facturada está entre 10% e 30% abaixo dos valores estimados no contrato de concessão, refere o relatório.”

Um concelho pode perder população, ou pode reduzir os consumos por boas práticas de poupança de água que nada importa para as “contas”; os privados continuam a receber conforme estimativas que o Tribunal de Contas classifica como “sistematicamente optimistas” (para os concessionários).

Pergunta-se! Por que carga de água, a seguir a relatórios deste tipo, do Tribunal de Contas, não actua de imediato o Ministério Público?

Já sabemos… as PPP das Águas terão contratos blindados - etc e tal – fica portanto em águas de bacalhau.

Um dia vai tudo pelo bueiro dos entreténs e deslembranças e lavam-se mais estas manigâncias.

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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Maioria dos portugueses aceitam mais cortes?

90% dos portugueses afectados pela crise. Set.2013

Há estudos para todos os fins e enormidades de conclusões ao paladar de cada um.

O jornal Público tira de um estudo internacional (a parte portuguesa é da Fundação Luso Americana, FLAD) o título seguinte: “Maioria dos portugueses aceita mais cortes na despesa do Estado”.

Portugal é mesmo o país com maior percentagem de “entrevistados” a considerar a necessidade de mais cortes na despesa pública, 70%. Os portugueses são também aqueles que se sentem mais afectados pela crise económica, 90%.

Mesmo concedendo a grande iliteracia existente em assuntos políticos e económicos, na nossa população, não é crível que uma maioria qualquer de portugueses esteja de acordo com mais cortes.

Despesa do Estado; é nomeadamente, para o governo, salários e pensões da função pública, gastos com o Serviço Nacional de Saúde, com a Educação e com prestações sociais. São essas essencialmente as despesas do Estado que sofreram e vão continuar a sofrer cortes. Os portugueses (70%) aceitam mais cortes nestas despesas? Não acredito.

Ou será que os inquiridos se referiam a outras despesas do Estado; como rendas abusivas de vários sectores, custos ruinosos como PPPs e Swaps, despesas imoderadas de funcionamento dos órgãos do Estado, despesas inúteis com fundações e empresas municipais, etc. (a lista é conhecida).

Se o inquérito respeita ao primeiro grupo de despesas do Estado, não digo que seja falso… nesse caso deve ter sido feito entre os convivas da FLAD.

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segunda-feira, 15 de julho de 2013

As PPPs de José Sócrates.

oclarinet.blogspot.com - PPPs de Sócrates. Jul.2013
Ver vídeo em baixo

A polémica das Parcerias Público Privadas do governo de José Sócrates, e as outras; os encargos, os sobrecustos, a campanha negra e a cobertura da comunicação social, a nova censura e o conluio de certo jornalismo com o jogo político mais rasteiro. A outra versão. 

A versão que após passar ontem na RTP (no programa do ex-primeiro ministro), não merece agora qualquer discussão pública, isto depois de se ter andado anos a espalhar o contrário. 

Sabendo-se as divergências ideológicas profundas que me separam de José Sócrates, penso que aqueles que prezam a verdade e a justiça aderem à necessidade de fixar estas imagens para memória do nosso tempo e da história dos últimos anos.



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terça-feira, 25 de junho de 2013

PPP e SWAPS. Negócios milionários para os bancos.


A grande PPP de Cavaco Silva e Eduardo Catroga.Jun.2013

Negócios milionários para os bancos e ruinosos para o país.

 


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quinta-feira, 28 de março de 2013

Regresso de Sócrates altera tudo.

Cavaco - a mão escondida atrás dos arbustos - Mar.2013

Com Sócrates na vida política "activa", a oposição ao governo da direita ganha um elemento capital aonde fazia mais falta, a frente mediática; inteiramente preenchida nos lugares de destaque por apoiantes do governo.

É o mais importante. Não somos da mesma área política, mas, na circunstância, é um aliado para a tarefa mais urgente.

Mais de um milhão e meio (1,6) viram Sócrates na televisão a desmontar os “embustes” do argumentário da direita (e não só da direita). Escolheu três temas da narrativa impingida aos portugueses: -“que os problemas do país eram só nacionais”; “Que foi o seu governo que nos levou à ajuda externa”; “que o governo está a aplicar o memorando assinado pelo PS”. 

Foi convincente na argumentação, contou a história (que muitos não queriam que se soubesse) sobre os dias da crise e ajustou contas com Cavaco. Poupou a esquerda (o BE e PCP sabiam que não o calavam, deviam estar quietos) e elogiou a direcção do PS.

Sobre o miolo da entrevista todos viram, apanhei-lhe uma meia mentira nas portagens das SCUTs, assumidas por ele mas impostas por Passos Coelho para aprovar o PEC 3. Que as PPPs são 22 e só 8 dele, pouca gente sabia. Despesismo, défice, endividamento público, perdas de receitas e austeridade, foram temas onde esteve seguro.

Sócrates não veio cedo de mais, muitos ressentimentos são fruto da campanha negra a que foi sujeito e a sua presença vai diluir essa rejeição. O seu regresso e o esclarecimento do passado é elementar para os portugueses perceberem as verdadeiras razões da crise e poderem debater soluções.

Critiquei muito o governante José Sócrates e também apoiei algumas políticas. Como agora veio para se opor ao governo e a Cavaco; bem-vindo e que seja eficaz.


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quinta-feira, 8 de março de 2012

Iniciativa Cidadã põe em causa imparcialidade nas PPP.

Transparência.Març.2012

A Iniciativa Cidadã da Auditoria à Dívida Pública (IAC) considera que a adjudicação à consultora Ernest & Young, da auditoria a 36 Parcerias Público-Privadas (PPP) “não assegura critérios de independência e imparcialidade”.

Em comunicado de imprensa a IAC diz a respeito da consultora a quem o governo concedeu a auditoria das PPP que: “A Ernest & Young trabalha actualmente para os grupos José de Mello Saúde, Somague e Águas de Portugal, ENDESA e IBERDOLA, entre vários outros. Estes grupos são parte interessada, isoladamente ou em consórcios, em várias das PPP e concessões sujeitas à auditoria adjudicada à Ernest & Young. Há ainda outras empresas para as quais a consultora trabalhou no passado recente e que também são concessionárias de PPP”.
Comunicado da IAC – AQUI.

“A IAC exige uma auditoria urgente às parcerias público-privadas em condições de isenção e independência”.

Uma história a acompanhar, um caso evidente de falta de cuidado ou pior, em que pensavam que ninguém reparava; não é que não queiram ser honestos e transparentes – simplesmente não conseguem.

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