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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Miguel Sousa Tavares tramado pelo "palhaço".

Palhaço. Susceptível de ser crime de ofensa à honra do PR.Mai.2013

O escritor Miguel Sousa Tavares reconheceu nesta sexta-feira que não devia ter chamado palhaço a Cavaco Silva. Fez bem. Cavaco Silva é todos os dias chamado de muitas coisas, publicamente, nas redes sociais e por todo o lado, mas o Miguel tem um estatuto que amola mais, tem de preparar a defesa.

Palhaço; será, em minha opinião, das nomeadas menos agressivas que circulam sobre Cavaco Silva.

No contexto da entrevista ao Jornal de Negócios, com referência ao político italiano e ex-comediante Beppe Grillo terá, como diz Miguel, “ido atrás da pergunta”. Agora a Procuradoria- Geral da República (PGR) vai atrás do Miguel, e na corrida, a todos os outros cujas palavras ofendam o cidadão Cavaco Silva.

O que é do cidadão Cavaco e o que é do presidente Cavaco é a questão. Ofensas ao cargo de presidente da República, nunca se viu, à pessoa que agora ocupa o lugar, é mato. Umas são mesmo insultos, mas a maioria são apenas desconsiderações, pessoais e políticas.

Cada dia há mais portugueses que não gostam de Cavaco Silva, é notório; do que faz e do que não faz, da forma como (não) exerce o cargo, e até da sua plástica pública. Eleito por 23,15% dos eleitores, perde a boa popularidade todos os dias.

A palavra palhaço terá para alguns, conotação injuriosa. O desprezo político e o desdém pessoal que merecem muitas figuras públicas, não é desrespeito pelo cargo que ocupam no Estado.

Esta iniciativa da PGR vai pôr todos a opinar se Cavaco Silva é ou não palhaço. Faz-me lembrar aquele locutor que se enganou a pronunciar o nome do deputado Eusébio de Carvalho, e depois emendou em directo, “perdão…Carvalho”!

Amanhã há manifestação frente ao Palácio de Belém, chamar palhaço a Cavaco Silva é capaz de ser proibido (e os verdadeiros palhaços podem levar a mal) …já sabem!

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terça-feira, 7 de maio de 2013

Grécia estaria fora de perigo se tivesse falido.

Deve a Alemanha sair do euro ou os países em crise.Mai. 2013

"Se a Grécia tivesse ido à falência na primavera de 2010, estaria hoje livre de perigo” (DW). Quem o afirma é o professor universitário Hans-Werner Sinn, presidente do Instituto IFO de Munique.

O presidente do instituto de pesquisa alemão sustenta que os países em crise deviam ter a oportunidade de abandonar a zona Euro, temporariamente, a fim de desvalorizar os seus preços e dividas. 

A discussão sobre a saída de Estados, da Zona Euro, tabu em Portugal até há umas semanas, faz-se na Alemanha com duas linhas críticas do modelo actual de solução da crise do euro. 

Por um lado, os que querem a saída da Alemanha, constituídos em partido (AFD – Alternative Fur Deutschland) para ir às próximas eleições gerais, e aqueles que querendo a continuação do euro e da Alemanha no euro, vêm como solução para a crise a saída de alguns países (Portugal incluído) da moeda única.

O Jornal de Negócios (JNeg) publica hoje uma resposta de Hans-Werner Sinn ao investidor George Soros, cuja posição alinha em parte com o AFD. No artigo, titulado “Deve a Alemanha sair do euro?”, o investigador admite que “se a Alemanha deixasse a moeda única, o regresso à competitividade seria mais fácil para os países do sul, já que o euro que restava iria sentir uma desvalorização”. Diz no entanto que os países em crise continuariam com o problema de se manterem numa zona com nações mais competitivas.

No último sábado, em entrevista ao El País, Hans-Werner Sinn, colocava três alternativas: 1 - A desvalorização interna no sul; 2 – desvalorização interna do sul através de uma expansão do norte, 3 – saída do euro de alguns países. 

Adiantava que “o mais provável é uma combinação dessas três” e que Espanha, Portugal e Grécia necessitam de uma desvalorização interna de 30%; França, de 20%; Itália um corte de preços de 10%, enquanto a Alemanha deve encarecer 20%.

No artigo citado do J Neg, Hans-Werner diz que “os países em crise não seriam poupados a uma dolorosa contenção sempre que permanecessem numa união monetária que inclui nações competitivas. A única forma de evitá-las seria que elas próprias saíssem do euro e desvalorizassem as suas moedas. Mas, até agora, não parecem dispostas a seguir tal caminho”.

Por cá, já há mais gente disposta a seguir tal caminho.

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terça-feira, 3 de julho de 2012

Dirigentes públicos sem cortes salariais.

Cargos de topo do Estado sem cortes salariais (sic).Jul.2012
A Inspecção – Geral de Finanças (IGF) descobriu vários dirigentes de organismos públicos que fugiram aos cortes salariais. 

Dos 49 Institutos Públicos auditados, em 13 deles, 25 gestores não tiveram qualquer redução salarial. Em 38 desses Institutos, nem as despesas de representação ou os subsídios de férias e de Natal foram incluídos nos cortes, que foram para a restante função Pública de 5% em 2010.

Em 2011 o governo fez cortes de 3,5% a 10% nas remunerações dos funcionários públicos que recebiam acima de 1.500 euros, mas houve dirigentes que mais uma vez fugiram aos cortes e ainda receberam prémios. 

Segundo o Jornal Negócios (JNeg.), o “Estado pagou um prémio a um presidente de um Instituto pelo seu desempenho em 2009, quando este já não trabalhava nessa entidade desde 2006”. (!?)

Carros do Estado para fins-de-semana (sic).Jul2012 
Ainda segundo o J Neg, a IGF detectou no “sistema de gestão de veículos” abusos na utilização dos carros do Estado; “usados em fins-de-semana e feriados sem motivo aparente” e que havia veículos “afectos permanentemente e pessoalmente a dirigentes e trabalhadores” sem justificação suficiente para o facto, com portagens e combustíveis suportados pelo Estado.

“Os valores de responsabilidade financeira detectados ascenderam a 17,8 milhões de Euros”.

Nada é mais revoltante do que saber-se que num país em que a austeridade já leva famílias a passar fome, e em casos extremos, a suicídios, haja gente paga com dinheiro dos contribuintes, a viver sem sentir qualquer crise e a gastar abusivamente o dinheiro do Estado em proveito próprio. 

As auditorias da IGF vão ao Parlamento, vamos ver o que acontece a esta cambada.

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