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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

As poupanças de Bernardo Ferrão


Oclarinet… às duas por três partiu…às duas por três chegou. 

Um pouco “pra poder recuperar/ o direito a respirar”. Olá! Sérgio Godinho!!! Para espirrar o ar inquinado e sufocante com que o jornalismo desfigurado, deste equinócio até solstícios adjacentes, contamina a nossa existência.

Bernardo Ferrão, jornalista promovido nesta época - para esta época, comentava antes de ontem os jornais do dia, no Jornal das Dez da “SIC Notícias”.

Dizia o comentador/jornalista (!) que o título do jornal Público “ Portugueses nunca tiveram tanto dinheiro em depósitos à ordem” levava-o à conclusão “que os portugueses aprenderam alguma coisa com o que se passou nos últimos quatro anos”… “perceberam que é preciso poupar”. Daí, Bernardo Ferrão disse que era levado a “outro raciocínio”. E raciocinou; “O Partido Socialista aposta muito em dar mais dinheiro aos portugueses porque dessa forma aumenta o consumo, dessa forma estimula a economia e cria emprego, etc.” e concluiu a dúvida existencial/essencial; “-será que os portugueses, se tiverem mais dinheiro, vão gastar mais, ou optar por poupar como se sugere aqui?” (SIC)

Santinho! Os que têm para guardar, e a alguns sobrou dos bens que tiveram de vender para pagar dívidas, têm o dinheiro à ordem porque os juros baixos dos depósitos a prazo não pagam o risco da banca trafulha. “Aprenderam alguma coisa com os últimos quatro anos” e querem o seu dinheirinho disponível em vez de jogado em segredo pelo sistema financeiro. Quando 60% dos activos da banca estão à ordem é porque não há confiança no sistema. Os juritos não justificam o risco, ponto.

Quanto ao perigo dos portugueses terem dinheiro para gastar (que raio de campanha) ou não consumirem, é evidente confusão de Bernardo Ferrão. Para azar, hoje o mesmo Público titula “Poupança das famílias recua com aumento do consumo”. É o INE a baralhar o argumentário do governo e de quem lhe dá apoio lançando dúvidas apenas sobre os programas da oposição.

Eu não tenho como poupar, ontem cortei-me num dedo com uma faca e a minha mulher disse sem humor nenhum, indiferente, ”aproveita para ver a glicémia”. Vi, tinha 138. Poupei uma picadela, é certo, mas beneficiei com a facada? Isto é que é uma dúvida Sr. Bernardo/comentador/jornalista.

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terça-feira, 13 de maio de 2014

Os dias da troika?

Tempo de Antena do governo...Mai.2014

Os dias da troika ou os dias dos troikos?

Acabou há poucos minutos um dos episódios da Grande Reportagem da SIC Notícias, “Os dias da Troika”. A “saga vitoriosa” do governo Passos /Portas/Cavaco contada pelos próprios ministros.

Continua na quinta-feira, também em horário nobre.

Nenhum protesto deve dar entrada na Comissão Nacional de Eleições, é um canal de televisão a fazer o que sabe.

“Tempo de Antena.”

Arre!

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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Discutir o futuro. Ai Jesus…

A televisão hoje.Mai.2014

Como é bom voltar ao meu país, abrir a tv, e verificar que está uma mesa de especialistas a discutir o futuro…

…e logo o futuro que tanto interessa ao bom povo – o futuro de Jesus (o Jorge)!

Arre!


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sábado, 3 de maio de 2014

Massacre em Odessa.

Massacre fascista em Odessa. Mai.2014

Apoiantes do “governo de Kiev” encurralaram na Casa dos Sindicatos em Odessa, dezenas de “activistas pró-russos” e em seguida atearam fogo ao edifício. Terão morrido queimadas vivos ou intoxicadas 36 pessoas, mais 8 morreram ao lançarem-se das janelas, para fugir à morte pelo fogo.

O período acima é o que a imprensa internacional minimamente independente (jornalistas!) relata.

O jornal Público faz agora título “Serviços de informação da Ucrânia denunciam ataque orquestrado pela Rússia sobre Odessa”. Sabendo-se que as autoridades policiais de Odessa identificaram todos os mortos como sendo ucranianos, e conhecendo-se o desenvolvimento dos confrontos, não se entende este jornalismo.

Gabriel García Márquez, que vi recordado em entrevista na TVE há uns dias, dizia que tinha saudades do “jornalismo clássico”, aquele que dizia o que se passava e nada mais, que noticiava.

Também eu tenho saudades - de o ver por cá.

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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Insultos. Sócrates – José Rodrigues dos Santos.

José Rodrigues dos Santos - o ofendido - Abr.2014
Quem insulta quem na RTP1? No seguimento da tensão criada há duas semanas, no espaço de comentário de José Sócrates na RTP, esperava-se que, em conformidade com a defesa que José Rodrigues dos Santos fez do seu comportamento agressivo, o jornalista continuasse ao ataque.

Afinal amansou. Foi José Sócrates o belicoso e provocador.

Responde Sócrates a José Rodrigues dos Santos:
“Eu compreendo o seu ponto de vista. Você acha que se deve comportar de forma adversarial, no sentido de se colocar no papel do advogado do diabo. Mas até o advogado do diabo pode ser inteligente e pode perceber. Não basta papaguearmos tudo aquilo que nos dizem para fazermos uma entrevista”, ao que José Rodrigues do Santos respondeu: “Fica registado o seu insulto, ao qual não vou responder.”

José Rodrigues dos Santos ficou-se… provavelmente para respeitar o espaço de opinião do ex-primeiro-ministro; Sócrates é da opinião que o jornalista é burro e presta-se a fazer fretes. Opiniões.

Há poucas semanas, no Bar Santa Maria, em Chaves, propriedade de um jornalista, conversávamos, eu e o dono, sobre a manipulação das notícias engendrada pelos profissionais da informação. Dizia-me o César, o jornalista dono do bar. - Já viste que o José Rodrigues dos Santos foi à Crimeia enviado especial da RTP (nas vésperas do referendo), e entrevistou quatro pessoas, todas elas contra a anexação russa, não encontrou ninguém que fosse pró-russo para entrevistar… na Crimeia?

Curiosamente, as palavras do César, foram, ipsis verbis, o comentário que fiz em casa quando vi a reportagem de José Rodrigues dos Santos, em directo.

O jornalista da RTP já disse que foi educado no estrangeiro e por isso percebe mal os portugueses. Digo-lhe eu; se pensa que engana todos os portugueses com os fretes as manipulações que faz, é burro.

Há um “jornalismo”, neste país, que é um insulto aos portugueses e um insulto à profissão de jornalista.


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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Venezuela. Ups.

A verdade a que temos direito...Fev.2014

Procurar notícias da Venezuela, tentando recorrer a todas as fontes, pode não ser fácil - depende dos dias e dos acontecimentos - o acesso está subordinado às campanhas urdidas a nível internacional.

A obediência à geoestratégia daqueles que se consideram os donos do mundo espelha-se na comunicação social internacional. O jornal Público tem feito parte, de vez em quando, de campanhas políticas internacionais; toma partido em vez de fazer jornalismo independente. São opções que os leitores e os assinantes julgarão, até porque o jornal também tem profissionais éticos e competentes misturados com os propagandistas.

Fica a impressão de que os editores de jornais esquecem o período em que vivemos - a época da Internet. Podem evidentemente tomar partido, fazer “agitação e propaganda”, marcar regimes a denegrir, mas não podem impedir que isso apareça aos olhos dos seus leitores como a negação da informação jornalística.

Na hora em que escrevo, o periódico venezuelano “Correo del Orinoco” está indisponível “na Net” (imagem), manigâncias!

No entanto, por exemplo, o Ensartaos (.com.ve) está visível. O artigo “Se desespera el imperio. Siria, Venezuela, Bolivia: Tres frentes simultâneos de ataque” de Javier Del Valle Monagas Maita serve muito bem para acompanhar os (outros) textos militantes sobre a situação na Venezuela.

A verdade a que temos direito… anda por aí, algures.

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domingo, 16 de fevereiro de 2014

Passos Coelho ouve “insultos” em Castelo Branco.

Passos Coelho mal recebido em Castelo Branco. Fev.2014

É notícia (lusa) que Passos Coelho foi hoje “insultado” por manifestantes em Castelo Branco.

Como não li na notícia, nem até agora ouvi ou vi nas televisões quais foram os insultos, supõe-se que ultrapassam os apupos habituais que brindam os passeios domingueiros dos nossos governantes.

O que será para o relatador - insulto? Que pena não sabermos, quando afinal sabemos tudo o que se passa nas manifestações de fascistas, da América Latina à Ucrânia.

Será que as expressões, ditas em muitas das manifestações (e por todo o lado) contra este governo e o primeiro-ministro, vão passar a ser qualificadas pelos mensageiros das notícias, como se lhes encomendassem pareceres jurídicos.

Se calhar não são insultos.

Cá em casa, já tenho ouvido a uma professora reformada, aliás, de esmerada educação, alguns comentários (como quando lê os gamanços da sua pensão) impróprios para menores. Será isso insulto?

Ou é a expressão (vernácula) de quem está a ser insultado?


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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

A violência da praxe.

Irrevogável irregovável. Fev.2014

A maior parte das vezes em que os canais nacionais de TV estão a “dar notícias”, estou de costas, frente ao monitor do computador. Por vezes ouço aqui ao lado, - isto é uma violência! - O quê? - As legendas! Ter dado aulas de português e ler o rodapé das “têvês”, pode ser irritante.

Hoje, logo pela manhã, a violência da praxe. Não aquela dos doutores da mula ruça, isentos (não se sabe porquê) de cumprir o código penal, mas das legendas. Confrontos no Rio; deve ser o Rio do mês passado (tal como na canção do Zeca, de 1975, o PPD fascista era do Sábado passado, calculem); com bombas de chorar que são para fugir; dentro e fora da estação porque chove pancada em qualquer época. Come-se.

Ao mesmo tempo, “RETIRADA DE MARCELO NÃO É IRREGOVÁVEL” passa a correr na tira das gralhas fugidias. Esperamos esperançados que na próxima volta a bicha tenha voado, mas a cada nova viagem o “irregovável” retorna. “Irregovável” é irrevogável porque veio para ficar, seja qual seja o desacordo ortográfico.

É como aquela mosca da TV que não se sabe se volta, volta não volta, pela atracção das luzes se pelo cheiro da programação.

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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Milagres servidos em pires, para acompanhar tremoços.

  Milagres num Pires. Out.2013 
Nos últimos dias, cada vez que ouço um governante, mudo de canal. É falta de paciência para os atender. Fui de manhã em trabalho, de Lisboa ao Alentejo, escutando rádio. Surgiu um som de ministro e, antes de mudar de posto, ouvi, de raspão, Pires de Lima falar em milagre económico. Esqueci-o na companhia da música.

De volta a casa, já de tarde, ligo a televisão e ouvi, também de raspão, Passos Coelho a falar em qualquer coisa... “atirar areia para os olhos”, e atirei com um of ao aparelho.

Há dois dias que o governo não sai dos rádios, das televisões e dos jornais, num cerco cacofónico. Querem tirar-nos o repouso, pretendem empanturrar-nos com aldrabices políticas em doses letais, querem-nos emouquecer com overdoses de ministros e criadagem do governo. 

É esquema!

Mas é também desespero. Aludir a “milagre económico” nesta calamidade nacional, é usar a bomba atómica do embuste publicitário. O que há acima dos milagres? Só Deus - e é apenas para os crentes (como se sabe, em milagres até os ateus acreditam).

Como com as aflições do governo e seus serviçais posso bem, não ligo, só desligo! Nada do que acrescentem, através de paleio, altera a realidade que eu vivo e que verifico que os outros vivem.

Querem afrouxar a nossa indignação através de trapaças mil vezes repetidas, tem sido só mentiras atrás de mentiras. Mas há quem não se fique, e os próximos dias são a continuação de lutas, greves, e manifestações.

É uma resposta ao esquema dos falsos milagres, servidos em pires para acompanhar tremoços.

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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Não lixem – O “Que Lixe Se Lixe a Troika”.

26 de Outubro - mais uma vez.Out.2013
 
Um só canal por cabo e quatro ou cinco órgãos de comunicação online divulgaram hoje (até esta hora) uma notícia da Lusa sobre a manifestação promovida pelo movimento “Que Se Lixa a Troika”. É tudo nos últimos dias, é curto.

O movimento tem o resto de hoje e amanhã para reverter uma situação que é de alheamento (não quero chamar boicote) da comunicação social à difusão da manifestação. Deve fazê-lo de forma perspicaz, pois o que interessa são os resultados.

Na grande manifestação deste movimento, de 15 de Setembro de 2012, confluíram várias circunstâncias; a guerra interna no governo, a discussão sobre a taxa social única e fundamentalmente a crise na RTP - entre os noticiários com os cartazes contra a troika em todos os cenários e o zero de agora, vão decerto dezenas ou até centenas de milhar de participantes.

Como se sabe, após duas convocatórias da comunicação social sem que ela tenha aparecido, o movimento simulou uma manifestação de apoio e muitos jornalistas ocorreram. 

Teve graça, foi considerado muito inteligente, mas parece, pelas reacções sequentes, ter tido aspectos contraproducente nos termos em que foi feita. Bastava aos “simuladores pró-troika” terem dito algo que permitisse aos jornalistas não se sentirem apanhados como tolos para cortar reacções adversas.

Vi no Facebook jornalistas (que até apoiam a manifestação) ofendidos com a discussão aberta em seguida nas redes sociais. O papel dos jornalistas (logo de todos), a realidade subvertida pela comunicação social e outros acertos de contas não seriam para dirimir nesta ocasião. 

Humildemente deixei um comentário:- o movimento “que se lixe a troika” precisa dos jornalistas e dos órgãos de informação, pense-se na grande manifestação e nas pequenas manifestações. O ambiente online parece ter transformado uma boa ideia em algo de pouca esperteza.

E agora? Se as coisas não se alterarem pelo lado dos apoios nos media, tem de se fazer mais força por outros meios menos eficazes. Pela situação política e pelas características do Orçamento para 2014, estão reunidas todas as condições para que uma grande multidão saia à rua no Sábado. 

Vamos lá.

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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

BCE. Revisões em baixa da actividade económica.

Previsões em baixa na Zona Euro. Ago.2013

É pró menino e prá menina. Para quem gosta de especular com zeros vírgula qualquer coisa, e mudar de crença de mês a mês, temos hoje no Público que a “OCDE antecipa recuperação da actividade económica em Portugal” a título, e mais abaixo; “O mesmo movimento antecipa para a Zona Euro”.

Temos também (aqui) que o BCE divulgou um estudo que piora as previsões sobre o desemprego (e da actividade económica) para a Zona Euro. É portanto, só escolher o que dá mais jeito, para melhor dormir. 

Sobre o BCE, que ainda não chegou cá: economistas especializados em previsão económica, consultados pelo BCE reduzem as previsões da actividade económica da zona euro deste ano, de 2014, e de 2015. Esperam uma contração de 0,6 em 2013, quando era “previsível” 0,4 - há três meses.

Os analistas culpam a debilidade da procura interna (mais fraca que o esperado no primeiro trimestre) bem como “os dados decepcionantes procedentes dos países emergentes, nomeadamente a China e o Brasil”.

Acrescente-se que o dito estudo justifica com a menor pujança da procura interna a revisão em baixa para 2014 e 2015, prevendo ainda um ligeiro aumento do desemprego na zona euro para 2014 “apesar de agora ter caído um pouco”.

Se, com o caso de ontem, dos dados do INE sobre o emprego e o desemprego, se pôde fazer notícias contraditórias, com dois estudos simultâneos é só escolher o que agrada mais.

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domingo, 4 de agosto de 2013

Papagaio de telejornal – a máquina intacta.

Máquina PSD intacta. Ago.2013

Post em baixo do vídeo


Quem domina os meios de comunicação social, faz o que quer. Deforma, cria falsos alarmes, aterroriza as pessoas acerca do seu futuro e manipula os factos de maneira a montar a “informação conveniente”. 

A iliteracia política da classe média é um espanto (como dizia o anúncio); mesmo aqueles que sabem descodificar a linguagem política, na sua maioria, não deixam de acolher a “agenda do poder” e de nela se enredarem.

Discute-se a discussão em vez de projectos alternativos, os próprios partidos minoritários almejam apenas ser menos minoritários, e nisso se consomem quilómetros de textos nas redes sociais e nos jornais, anos de vida.

Não há nenhum projecto alternativo de sociedade que seja compreensível e tenha sido apresentado à população (mesmo a uma minoria dela). Há apenas queixas sobre a inexistência de mudança, o que é muito pouco e nada inteligível.

A classe média tem interesses conflituantes no seu interior, é na maioria egoísta, clientelar e autoritária. Se há algo que faz pouco sentido é a actual campanha contra os partidos e os políticos, eles representam bem e em escala as virtudes e as debilidades do português médio. 

Pode-se não acreditar em sondagens mas elas são elucidativas, espelham a sociedade e o seu estado de desenvolvimento político. 

Como só se alteram políticas fazendo política, era bom que aqueles que pensam saber o que se passa não levem o povo a afastar-se da política. 

A máquina que elegeu este governo e este presidente da República está intacta e a funcionar, o resto são ilusões que nos impingem.

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segunda-feira, 27 de maio de 2013

É deselegante mentir aos portugueses.

Meta do défice - Portugal não pediu flexibilização. Mai.2013

Vítor Gaspar zangou-se (disse ser deselegante) com a pergunta de um jornalista na conferência de imprensa conjunta, com o presidente do Eurogrupo. A pergunta, para Jeroen Dijsselbloem, foi, se Portugal tinha pedido alívio nas metas do défice.

O presidente do Eurogrupo admitiu a flexibilização do défice, mas disse que Portugal não a pediu.

A flexibilização da meta do défice, não é uma invenção jornalística; Passos Coelho concedeu isso no Parlamento, os jornais têm trazido, com pormenores, os passos que o executivo tem seguido nessas negociações. 

Ainda hoje, pelo almoço, o canal público de televisão, propagandeava a mexida no limite do défice:

 Deselegante pedir confirmação da propaganda do governo.Mai. 2013

Mas o governo entende continuar a dizer uma coisa e o seu contrário, esperando que da confusão saia outra coisa que não seja uma imagem de desorientação. 

Vítor Gaspar dizia em Março de 2012 que “o valor verdadeiramente importante e vinculativo é a meta de 3% em 2013”. Já não é - nem para 2014. Não se sabe para que ano será tal meta, mas sabe-se, que não se chega lá com “ajustamentos” que destroem a economia portuguesa.

Com o desatino e insensatez deste governo não há, sequer, renegociação adequada. Se é que há renegociação viável continuando Portugal dentro da Zona Euro.

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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Deputado do PSD escreve a Merkel.

Duarte Marques escreve a Merkel. Mai 2013

O jornal Público escreveu ontem uma notícia com pouco crédito, (falei dela AQUI) hoje desmente-a na primeira página acusando o governo alemão de dizer umas coisas em off e outras em on. O On-offre tem as costas largas quando se fazem interpretações abusivas do que se pensa ter ouvido ou lido.

O que vem na primeira página do Público de hoje é que a Chancelaria alemã emitiu um comunicado; “garantindo que Berlim apoia plenamente os programas de austeridade”. Não aconteceu nada. O Público errou ontem, como o jornal i de hoje. O El País (citado pelo Público e que eu já tinha lido) não fala em austeridade - ninguém falou em austeridade (pelos vistos). Tudo normal na anormalidade germânica.

À parte um pedido de rigor jornalístico, pois nem todos os leitores portugueses leem a imprensa internacional, regista-se um facto político notável:

- O deputado Duarte Marques, presidente da JSD e a fazer carreira para um dia ser candidato a primeiro-ministro deste país, apressou-se a escrever uma carta de censura à chanceler Ângela Merkel. Carta essa - vejam lá - baseada na “notícia do Público”. Para “apurar a verdade”; escreve Duarte Marques a certa altura:

“Esta recente desresponsabilização da Alemanha sobre o “património” da estratégia de austeridade que graça na Europa parece-me de um oportunismo político pouco habitual para as tradições alemãs e sobretudo, pouco digno para um país que, pela mão de Helmut Kohl, nunca sofreu de falta de coragem para assumir o interesse europeu e alemão – mesmo contra a opinião pública alemã. Kohl era de uma casta de estadistas que hoje escasseiam na Europa”. (fim de citação).

Se me é permitido um desabafo, diria que “oportunismo político” é coisa que não escasseia em Portugal, como se nota em Duarte Marques. Mais; a “casta de estadistas” que a JSD tem procriado também não é escassa, é mesmo descomunal – uma enormidade!

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terça-feira, 12 de março de 2013

Habemus Papam (não tarda)…e papa?

Qual a pegada ecologica das reportagens do Vaticano. Mar.2013

Porque é dia de mudança de lamparina no Vaticano, espera-se que  o próximo iluminado seja de mais baixo consumo.

Os custos dos programas especiais e reportagens, no chamado mundo católico, só podem ser medidos em percentagem do PIB. A Igreja nem renova na encenação.

A propósito uma canção datada (ma non tropo) de Gaber:


Diz a canção. (…)“Embora os negócios obscuros da Santa Sé / sejam parte integrante dos mistérios da fé”(…)

(?)

Actual (!)

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Chavez regressa à Venezuela, vivo.

Chavez anunciou no Twiter o regresso à Venezuela.Fev. 2013

Presidente Venezuelano recorre ao Twitter para anunciar que está de volta a Caracas, onde vai prosseguir os tratamentos oncológicos. (Público).

O director – adjunto do Expresso, Nicolau Santos, assumiu no site do semanário, a culpa do “tempo de antena” dado a Artur Baptista da Silva, o falso consultor da ONU.

Se Chávez sobreviveu, por agora, à terrível doença, graças a um qualquer milagre, maior milagre seria ver em qualquer jornal um pedido de desculpas pelas notícias falsas acerca do estado de saúde de Chávez. 

Os meios de informação nacionais deram como confiável as notícias do jornal espanhol ABC, (ver aqui) que “asseguravam estar programado um desligamento” da máquina suporte de vida à qual Chávez estaria ligado. Durante semanas foi feita uma campanha de especulação e desinformação. 

Aqui chegados faltam os pedidos de desculpas aos leitores e telespectadores; Artur Baptista da Silva ainda dizia coisa com coisa sobre economia, enquanto o jornal ABC já era conhecido pelas notícias falsas que veiculava. 

Assim…

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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Fraude do BPN na SIC. Promete mas…

BPN na SIC promete mas...Fev.2013

A SIC diz que tem um programa sobre a fraude do BPN, vamos ver se não é outro engano.

Em 12 de Maio de 2012 escrevi aqui o seguinte:

«Como se devem lembrar, ainda há pouco, a Justiça tinha um grande e insolúvel problema; as “fugas ao segredo de justiça”. O Procurador-Geral da República lamentava-se, pesaroso, de não ter meios para impedir tal situação.

Transcrições de escutas telefónicas apareciam nos jornais e televisões, apesar de estarem em “segredo de justiça”, faxes idem, e-mails idem, memorandos, recibos, notas de cursos e cursos sem notas, etc. Os jornalistas até eram avisados de que fulano ia ser ouvido em interrogatório, o que dava para montar com antecedência a cena da notícia com carros de exteriores.
 
Chegou o caso BPN, e com ele, por artes fantásticas, as fugas terminaram. Por obra de algum picheleiro, spray ou mistela tapa-fugas, tudo agora parece hermeticamente fechado. Nem um sopro de leve aragem é bufado do aparelho de justiça para o aparelho auditivo dos jornalistas. Mesmo quando estoura um petardo como agora este, do ex-dirigente do PSD Duarte Lima, abre-se os jornais e é o silêncio das profundezas.
 
O polvo que Duarte Lima entregou, dizem as notícias, tem muitos tentáculos, envolve personalidades políticas e segundo “fontes judiciais” ouvidas pelo jornal Correio da Manhã, “pode abanar o sistema partidário”. Que o caso BPN abanaria o sistema partidário em qualquer país civilizado, não é notícia.

O que seria notícia era saber-se os nomes dos políticos dos quais a justiça tem provas de envolvimento no caso BPN. Mas desse polvo só temos visto a tinta. Contra tudo o que pescador à linha conhece, é mais fácil encerrar um enorme polvo vivo que meia dúzia de robalos de “aviário” já grelhados».

(A SIC vai dar a notícia?)

Post Scriptum: Visto o 1º capítulo mais parece um press release da Galilei.

Só neste blogue escrevi uma dúzia e meia de posts sobre o BPN. Alguns dos títulos:

Abril 2011- Oliveira e Costa comprou acções da SLN por 2,10 euros e vendeu a Cavaco Silva a 1 euro.

Agosto 2011 - Governo vende BPN ao BIC. Porquê?

Novembro 2011 - A detenção de Duarte Lima é boa notícia sobre a justiça?

Janeiro 2012 – BPN. Supremo condena todos nós a pagar a padres burlados.

Fevereiro de 2012 – Almofada de mais 300 milhões para o BPN.

Abril de 2012 – BPN no Diário de Notícias, promete mas…

Agosto 2012 – Governo não consegue vender bens penhorados pelo BPN.

(Clicar nos títulos a cor)

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

António José Seguro está na moda.

Seguro nos jornais e TVs.Fev.2013

Tal foi o susto que António Costa ferrou no país político, da direita troikana à esquerda eleiçoeira, que a comunicação social correu (fugiu) a promover o Tó Zé Seguro. 

É Seguro ao pequeno-almoço, é Seguro a meio da manhã com directos em todos os canais informativos por cabo, é Seguro ao almoço e vai ser Seguro (pelo menos até domingo) a todas as santas horas.

É de meter inveja a qualquer político ávido de microfone (com ou sem pés) ligado às televisões. É de meter pena a forma como Seguro não aproveita o tempo de antena que lhe concedem. A cada pergunta uma resposta seca, a cada reformulação da pergunta, a pressa de dizer que já respondeu, ele ou alguém por ele.

Parece que tem sempre muito que fazer longe dali e mais importante que comunicar com os portugueses. Se é assim na oposição, no governo iriamos esquecer o seu tom de voz. 

Falta - a Seguro - a segurança dos políticos bem preparados, daqueles que não têm receio das perguntas, ou porque têm as respostas ou possuem a astúcia de contornar temas aproveitando para falar no que lhes convém.

Seguro está a passar pelo melhor período de “boa imprensa” desde que está à frente do PS; não pelas suas capacidades, mas apesar delas. É uma simpatia dos média, com prazo e com doseamento a rectificar. 

Na esquerda e direita eleitorais e fundamentalmente nos grandes meios de comunicação/propaganda, a promoção de Seguro e os ataques a António Costa pode rebentar-lhes nas mãos.

Se a propaganda negativa atingir o ponto de impedir a vitória de Costa na Câmara de Lisboa liberta-o definitivamente para tarefas partidárias. 

O melhor é António José Seguro desfrutar as amáveis primeiras páginas - enquanto duram. 

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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Conferência Debate off-the-record. Estúpidos!

Coisa mais parva que este governo pariu.Jan.2013

Não quero saber NADA desta infantilidade.

Notícia será algum “jornalista” sem vértebras escrever sobre esta parvoíce do PSD
 e dos “governantes”.

São apenas patetas – mesmo MUITO patetas.
 
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Travessa do Fala-só. Imagens que valem mil palavras.

Travessa do fala-so - oclarinet. blogspot.com - Jan 2013

O jornal Público, provavelmente devido às críticas que recebeu, substituiu por um vídeo a fotografia que ilustrava o seu artigo sobre o discurso de Passos Coelho, nos Açores. A representação de um homem-só.

É uma foto notável, mas há quem entenda (pelos comentários) que a imagem do nosso primeiro-ministro não pode ser publicada como o jornalista o viu e fixou na câmara.

uma fotografia que merece ser premiada.Jan.2013 Público/Rafael Marchante/Reuters

O boneco foi tirado pelo fotojornalista Rafael Marchante, correspondente da Reuters, a viver em Lisboa. Marchante é um repórter fotográfico andaluz que já ganhou vários prémios profissionais; presente assiduamente em várias publicações portuguesas.

Captou nesta foto de Passos Coelho uma daquelas imagens que valem por mil palavras. Brilhante.

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