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sábado, 2 de março de 2013

Saúde de Chávez. A baixa política internacional.

Nicolás Maduro vice-presidente da Venezuela.Mar.2013

O estado de saúde de Hugo Chávez tem sido alvo de rumores pelos seus inimigos políticos internos e externos. As campanhas internacionais de desestabilização da Venezuela fazem-se sem qualquer decoro pela doença de uma pessoa, a tal ponto que o vice-presidente Nicolas Maduro qualificou o presidente eleito como “o paciente mais acossado da história”.

No jornal Público de hoje diz-se que “As especulações sobre o estado de saúde cresceram, em parte devido a uma declaração de um antigo embaixador do Panamá na Organização de Estados Americanos, Guilhermo Cochez, de que teria morrido.” (sublinhado meu).

Sendo verdade, é conveniente acrescentar que há uma razão recente para que Guilhermo Cochez seja um antigo embaixador. Cochez foi despedido pelo governo do Panamá, de embaixador na OEA, precisamente por causa das suas declarações contra a Venezuela. 


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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

OEA aprovou apoio ao governo do Equador.

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 A Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou hoje, uma resolução que apoia o Equador na questão do asilo diplomático de Julian Assange e das ameaças do Reino Unido.

A reunião extraordinária da OEA, como da Alba (18/8) e Unasul (19/8), demonstrou solidariedade da América Latina e Caribe ao Equador.



A resolução que “rejeita qualquer tentativa que ponha em risco a inviolabilidade das representações diplomáticas” foi aprovada por consenso, tendo os Estados Unidos e o Canadá recusado assinar a parte em que a declaração manifesta “solidariedade com o Equador”.

A “inviolabilidade das representações diplomáticas” era o essencial da observância do Direito Internacional, posto em causa com a ameaça da Inglaterra em invadir a embaixada do Equador em Londres.

As reservas dos Estados Unidos, sendo “naturais”, (nem queriam que a OEA abordasse o assunto) acabam por não impedir que o colectivo de 35 Estados - membros das Américas apoie o Equador no litígio diplomático com o Reino Unido.

A OEA pede ao Equador e ao Reino Unido diálogo “que permita resolver as actuais divergências”.


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domingo, 19 de agosto de 2012

Assange pede a Obama que renuncie da caça às bruxas.

Julian Assange agradece ao presidente do Equador. Ago.2012

Julian Assange assomou a uma janela da embaixada do Equador em Londres. Perante uma manifestação de apoiantes e em directo para várias televisões do mundo, disse para Obama renunciar à caça às bruxas contra o Wikileaks, e tomar a decisão correcta.

Julian Assange grato pela  firmeza dos apoiantes.

Julian exigiu respeito pela “liberdade de expressão” e apelou para que termine a perseguição a jornalistas e às suas fontes.

Julian Assange grato aos pases da America Latina

Pediu que os EUA libertem o soldado Bradley Manning, detido pela alegada relação com o site Wikileaks, e agradeceu aos países da América Latina, citando-os, ao presidente do Equador, e a todos os que continuam a apoiar a sua luta pela liberdade.
   A Luta Continua.



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Assange. ALBA adverte Inglaterra e OEA convoca reunião.

Alba adverte Reino Unido. Ago2012

 O Equador tinha pedido às organizações regionais americanas; OEA, Alba e Unasur, respostas sobre a questão da concessão de asilo diplomático a Julian Assange e as ameaças do governo britânico de invadir a sua embaixada em Londres.

O conselho permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) reuniu na sexta – feira. Ficou marcada uma reunião extraordinária de todos os ministros dos Negócios Estrangeiros para dia 24 de Agosto. A decisão foi aprovada por todos os 22 países sul-americanos mais o México, 3 votaram contra, os Estados Unidos, o Canadá e Trindade e Tobago; Barbados, Bahamas, Honduras, Jamaica e Panamá abstiveram-se.

A organização de cooperação Alba, que junta oito países, reuniu ontem o seu conselho político e avisou a Inglaterra das “graves consequências” da violação do espaço da embaixada equatoriana.

Em conferência de imprensa a Alba declarou: “Advertimos o governo do Reino Unido acerca das graves consequências, que se desencadeariam no mundo todo, no caso de uma agressão directa à integridade territorial da república irmã do Equador em Londres”. 

Foi ainda informado que têm discutido algumas iniciativas, que não querem tornar públicas mas que serão partilhadas com “governos amigos do continente e do mundo”.

Estranhamente (!?) a comunicação social portuguesa não noticiou nem a decisão da OEA nem a reunião da Alba. Apenas soubemos que os Estados Unidos não reconhecem o asilo diplomático de Assange.

Talvez seja necessário um qualquer grupo punk ir para o Santuário de Fátima cantar as notícias que a liberdade de expressão (à portuguesa) censura.

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domingo, 4 de dezembro de 2011

CELAC - América sem os Estados Unidos e Canadá.

Comunidade dos Estados Latinoamericanos e Caribe Dez 2011


Terminou ontem a cimeira constitutiva da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC); 33 países reuniram-se ao mais alto nível em Caracas na Sexta e Sábado (dias 2 e 3 Dez.), para fundarem o bloco de integração latino-americano e caribenho. Um acontecimento de importância histórica não só ao nível da região mas também de enorme relevância nas relações internacionais.

Nenhum órgão de informação português deu relevo ao evento, (a maioria nem noticia deu), é a “informação” a que temos direito num mundo em que os interesses das grandes potências ditam as agendas da comunicação social.

A singularidade da CELAC reside no facto de juntar os países americanos deixando de fora a potência dominante regional e mundial, os Estados Unidos da América. É antes de mais a rejeição da Organização dos Estados Americanos (OEA) como fórum representativo da América Latina e Caribe.

A CELAC é uma realidade no momento em que a crise global do capitalismo ameaça ter efeitos em todas as regiões, mas tem o epicentro nos EUA e na Europa. É uma missão da CELAC criar condições de cooperação regional e instrumentos financeiros comuns para atenuar um possível impacto negativo nas suas economias.

Ao nível político, uma organização onde se encontram todos os diferentes governos, com interesses próprios mas também interesses comuns, será mais capaz de ultrapassar divergências e resolver litígios sem a presença dos EUA que sob a sua tutela. O papel de Washington na América Latina tem sido de potência imperialista, intervencionista, dominadora e divisionista.

Com o objectivo da integração regional, da unidade política, económica e social, a CELAC vai desenvolver planos de cooperação e desenvolvimento, iniciativas políticas conjuntas, acções de solidariedade e relações privilegiadas no comércio, industria e infra-estruturas.

Como dizia na Cimeira a presidente da Argentina, Cristina Fernández Kirchner, “olhando para a União Europeia” pois ela “é um bom espelho para ver o que se deve fazer e o que não se deve fazer”.

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