Mostrar mensagens com a etiqueta Ministério das Finanças. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ministério das Finanças. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 18 de junho de 2013

Caos com imposto automóvel. Sistema bloqueado.

Caos nas finanças com imposto do carro. Jun.2013

O jornal Correio da Manhã faz manchete com o tema do post do ClariNet da última sexta-feira (clicar aqui). A confusão nas repartições de finanças aumentou em todo o país, o sistema informático dos impostos bloqueou após terem sido processadas 1,8 milhões de notificações.

O Fisco suspendeu o envio de mais 2,2 milhões de notificações. Planearam (?) passar das 400 mil do ano passado (referentes a 2008) para 4 milhões (dos 4 anos seguintes) mas fizeram mal as contas à capacidade operacional das tesourarias das Finanças.

Ontem foi notícia a ameaça de agressão de alguns contribuintes a funcionários das Finanças, tendo sido chamada a PSP em três repartições. O governo nem sabe receber.

Uma solução era fazer como Nuno Crato, convocar todos os trabalhadores das Finanças para as tesourarias; recebiam para aí uns 70% dos impostos e deixavam o restante para uma segunda data. Para aí …no início de Julho.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial




quinta-feira, 23 de maio de 2013

Teste. O que diz Wolfgang Schauble a Vítor Gaspar?

  Dit dit dah dah dit dit (?) …será Morse? Ou será Código Fónix;… blá blá BLÁ BLÁ blá blá?

Gaspar entende Schauble na perfeição, daí o movimento sincopado da cabeça – tal e qual o dos peluches de tola articulada que viajam nos automóveis (atrás - que à frente vai a Senhora de Fátima dependurada no espelho rectrovisor).

Soube hoje pela TV que Gaspar se sente em casa na Alemanha. Está em Frankfurt, está bem. Mas vai voltar ao lugar onde é infeliz, e faz mal (mesmo que não seja por muito tempo).

Vítor Gaspar escreve para o site do Ministério das Finanças alemão; o ministro alemão das Finanças escreve sobre o “amigo e colega” Gaspar, para a revista do Expresso. Ambos são muito “clarividentes, determinados e corajosos” e acham “Portugal firmemente no caminho da recuperação”.

Como a divida pública ultrapassou neste primeiro trimestre 127% do PIB, qualquer coisa como mais 3.800 milhões de euros, o elogiado ajustamento acomoda-se mal.

Mas a realidade não entorpece a desfaçatez. Portugal vai no bom caminho, dizem eles. Um bajula o mestre, o outro enaltece o súbdito cumpridor.

Cavaco Silva assiste; o que são desemprego, falências, miséria, comparados com a visão da carreta do bom gosto, santa à frente e boneco articulado atrás.

Para ver últimos posts clicar em página inicial  








terça-feira, 9 de abril de 2013

Gaspar manda Estado gastar mais.

Paul Krugman Abr.2013

Despacho do ministro das Finanças congela todas as despesas dos ministérios, com algumas excepções de despesas básicas. A medida parece de poupança mas não é, parece de rigor mas não é; serve para paralizar serviços e criar dificuldades aos fornecedores privados.

Os “serviços ficam impedidos de assumir novos compromissos sem autorização prévia do Ministério das Finanças”, significa que há fornecedores do Estado que não vão receber como previam (média de 6 meses ou a 1 ano). 

Vão ficar a arder, pois os serviços do Estado não fazem encomendas depois de ter verbas, mas a contar com entrada de dinheiro que agora não virá. Mais uns calotes que decerto contribuirão para descapitalizar e encerrar empresas.

Depois, o Estado não poupa nada sendo mau pagador, ou, como agora, destruindo a confiança contratual. Todos nós, na economia real (economia real é algo capaz de atropelar qualquer economista sem ele dar conta) que fazemos orçamentos, vamos a concursos, metemos no preço dos serviços as alcavalas para maus pagadores, fazemos aquilo que se chama “Orçamentos Com Lápis Grosso”. O Estado é um bom cliente para determinados fornecedores, pagam mal mas pagam muito mais.

Os contribuintes devem saber, pois são eles que pagam, que o Estado é um grande gastador por não pagar atempadamente.

A outra vertente desgraçada da medida salazarenta de Vítor Gaspar é retirar dinheiro da economia. 

Há três dias era notícia: "O Estado italiano vai pagar 40 mil milhões de euros aos seus fornecedores privados ao longo dos próximos 12 meses para estimular o crescimento económico”. Anúncio de Mário Monti após a reunião do Conselho de Ministros italiano.

Mário Monti é neo-liberal Gaspar é neo-liberal; há aqui algo muito anormal.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial








quinta-feira, 5 de abril de 2012

Semana Santa; do lava-pés ao lava mãos.

Amêndoas. Abril 2012


Hoje de manhã, estavam os bispos a lavar os pés ao clero, estava eu (via canal parlamento) a ver Vítor Gaspar meter as mãos pelos pés. Devia ter ido dar um passeio pelo deserto do Sinai, a areia sempre sai mais facilmente dos sapatos que a lama de certa conversa.

Como já ontem e antes de ontem e dias antes falei de mentirosos, e dado ser hoje um dia de reconciliação dos penitentes, dê-mos, Senhores, uma pausa aos governantes, que depois da liturgia da palavra (dada), têm muito para celebrar.

É portanto numa atitude de comunhão com o governo, que passa agruras pelo que prega, que venho apoiar uma medida que atingiu o meu pai – a sua bênção.

O velho tem 90 anos, gasta 200 euros por mês em medicamentos e tiraram-lhe 40 e tal da reforma. Não lhe sobra nada, diz ele, depois de pagar o lar onde come e pernoita. Sabemos como os velhotes são rezingões; eu próprio, mais novo que o meu pai (quem diria) também já fervo em pouca água.

Parece que foram atingidos por tal medida 15.000 idosos. Nos outros casos não sei, mas para o meu pai foi uma medida acertada. Ainda anda dois quilómetros por dia e vive perto de Chaves, a 16 km da fronteira com a Galiza.

O ministério das finanças deve ter feito as contas; mesmo sem dinheiro para os transportes, o meu velho põe-se na Galiza, a pé, em oito dias, e, quarenta euros dão para comprar muitos caramelos; deve ter sido por isso que lhe tiraram o dinheiro.

Eu, que concordo com o equilíbrio da balança externa, até percebo; ele, está inconsolável, e com uma linguagem contra o governo nada própria para a Semana Santa.

(Para ver últimos posts clicar em – página inicial)