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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Colômbia. FARC e governo iniciam diálogo para a paz.

FARC anunciam inicio de ciclo para a paz na colombia.Set.2012

Terão início na Noruega, na primeira quinzena de Outubro, as conversações para a paz entre o governo da Colômbia e a oposição armada da FARC-EP (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo).

O anúncio foi feito nesta terça-feira pelo presidente da Colômbia Juan Manuel Santos, e pelas FARC em conferência de imprensa, onde foi exibido um vídeo do líder da guerrilha Rodrigo Londoño Echeverri (Timochenko), transmitido pelo canal de televisão Telesur.

O diálogo para a paz na Colômbia, que agora principia, resulta da iniciativa do comandante máximo das FARC, que no início deste ano enviou uma carta ao presidente da Colômbia a convidá-lo para a “mesa de negociações”. Em Abril foram libertados 10 reféns (polícias e militares) pelas FARC o que foi reconhecido por Santos como um gesto de boa vontade e um passo para esse diálogo.

Sob o auspício da Noruega e de Cuba e com o acompanhamento da Venezuela, realizou-se de 23 de Fevereiro a 26 de Agosto, em Havana (Cuba), o “Encontro Exploratório” das delegações do governo e das FARC. Resultou do encontro o documento “Acordo geral para o fim do conflito e a construção de uma paz estável e duradoura”(*) assinado pelas partes.

Rodrigo Londoño, conhecido por Timochenko e também por Timoleón Jiménez, é o líder máximo das FARC desde a morte em combate de Alfonso Cano, em Novembro de 2011 (ver aqui). Alfonso Cano, que tinha sucedido ao fundador das FARC, Manuel Marulanda Veléz, falecido em 2008 de morte natural, já tinha realizado negociações (goradas) com o ex-presidente César Gaveria.

Artigos Telesur: Juan Manuel Santos confirma acordo – Cuba tem compromisso histórico – Noruega expressa vontade de ajudar - Líder das FARC afirma que outra Colômbia é possível. Comandante Timochenko do Secretariado do Estado-Maior das FARC - EP.Set.2012

(*) Acuerdo General para la terminación del conflito y la construción de una paz estable y duradera. (AQUI)

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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Barn av regnbuen (english). My Rainbow Race.



Dezenas de milhar de pessoas convocadas via Facebook, juntaram-se no centro de Oslo para cantar contra o militante da extrema-direita Anders Behring Breivik.

A iniciativa seguiu-se a Breivik ter dito no tribunal (onde está a ser julgado por ter assassinado 77 pessoas) que a canção “Barn av regnbuen” era um exemplo da “lavagem ao cérebro” que o “marxismo cultural” pratica nas escolas.

O tema do autor de música popular Lillebjorn Nielsen é uma versão de Rainbow Race de Pete Seeger e muito popular na Noruega. Nielsen interpretou a canção juntamente com os populares - em frente do tribunal e com transmissão em directo pela televisão pública NRK. É a sociedade norueguesa a rejeitar o extremismo da extrema-direita.

À manifestação de repúdio juntaram-se os ministros da cultura dos países nórdicos que estavam presentes em Oslo.
 
Em baixo uma excelente interpretação de Rainbow Race. Pelos duos Greg Artzner & Terry Leonino e Kim & Reggie Harris. O que a extrema-direita odeia…



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domingo, 24 de julho de 2011

Extrema-direita na Noruega - de islamófoba a terrorista.

AndersBehringBreivikJul2011


A situação que se vive no mundo e particularmente na Noruega após os atentados executados por Anders Behring Breivik é de incredibilidade.
Um terrorista, alto, louro e de olhos azuis, “norueguês de gema”, não era até aqui a figura padrão do terror.

Há muito que existem sinais preocupantes, nomeadamente nos países mais apreciados pela sua “democracia de sucesso”, como os da Europa do Norte.
Há uma nova extrema-direita que vem ganhando adeptos e votos aproximando-se ou chegando às instituições do poder em países ou regiões, com peso para influenciar a vida política europeia.

A nova extrema – direita é de natureza frentista a nível nacional, englobando alguns neo-nazis; dei aqui o exemplo da associação Sisu nos “Verdadeiros Finlandeses” sendo mais correcto designá-los genericamente de pró-fascistas, defensores de um nacionalismo étnico-religioso com variantes entre os de leste e do ocidente e a natureza das contradições históricas de cada país. Uns serão mais anti-semitas outros anti-islão, ou contra as minorias étnicas (que pode chegar a extremos como a “caça ao cigano” na Hungria). Têm sido chamados populistas, ultranacionalistas, fundamentalistas cristãos, racistas, anti-emigrantes, xenófobos e outras classificações mais ou menos rigorosas.

Quando encontram objectivos comuns, como o anti-islamismo, têm-se reunido numa espécie de Internacional da extrema-direita. Foi assim em Outubro do ano passado, em Viena, onde participaram partidos da Áustria, Eslováquia, Itália, Suécia, Dinamarca, e os nacionalistas flamengos. O propósito era um referendo europeu sobre a entrada da Turquia na União Europeia, um intuito que lhes trará mais visibilidade e alianças com a direita tradicional.

Tem sido no caldo de cultura existente na Europa, (contra o islão e também anti-emigração), que tem prosperado esta nova extrema-direita, com a complacência das outras direitas, que em alguns países precisam do apoio parlamentar dos extremistas para conseguir maiorias.

A extrema-direita tem conseguido capitalizar o descontentamento popular e o medo de se perder o Estado Social nas democracias do norte, e vai estar representada em maior número nas instâncias europeias.

O êxito político de organizações que se apresentam socialmente à esquerda, que passaram de eurocépticas para eurofóbicas, e de pendor ultranacionalista é um facto.

O que este acto terrorista intimidatório irá provocar na percepção política dos povos europeus não se sabe; será mais medo ou resistência ao avanço da extrema – direita?