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domingo, 9 de junho de 2013

Prism. É legal sermos espiados na Internet?

Utilizadores da Internet são espiados.Jun 2013

Nos últimos dias surgiu a informação de um programa (mais um) de ciberespionagem, o “Prism”. 

O The Guardian revelou que agências governamentais americanas recolhem diariamente milhões de registos de chamadas, tendo acesso (indirecto) em tempo real a chats, Facebook e Google. O Washington Post denunciou o acesso a dados dos servidores dos gigantes da Internet, entre outros, Microsoft, Yahoo, Skipe e Apple.

Para os mais avisados não é novidade a ciberespionagem, nem a abrangência da actuação, o que talvez não se tenham apercebido é que foram mandados espiar com a protecção da lei americana. 

Hoje, o jornal Público traz declarações do director dos Serviços Secretos dos Estados Unidos, James Clapper, aborrecido por terem destapado a careca do programa “Prism”. Diz também que o “Prism” é legal, “uma vez que foi debatido no Congresso e tem a supervisão de um tribunal dos Serviços Secretos”.

Obama já tinha dito, (antes de ontem) que o programa de “vigilância” da Agência de Segurança Nacional (NSA) sobre os utilizadores da Internet “visa apenas cidadãos estrangeiros”. Pois, nós incluídos.

Já não bastava, estarmos sujeitos a normas feitas por europeus que não elegemos, também o poder americano decide sobre a nossa vida e privacidade.

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Um Grillo em Itália. Redes sociais ou televendas.

Nicola Vendola. Fev.2013

Nicola (“Nichi”) Vendola, fundador do SEL (partido; Esquerda, Ecologia e Liberdade) que Beppe Grillo tratou num comício por buson (bichona), definiu bem, ontem, os tempos italianos - ”televendas”.

O fenómeno Grillismo não é das redes sociais, o pivot nasceu na televisão e o “tsunami” fez-se sobretudo pelas televisões; a proposta do M5S de Grillo para “um referendo sobre a concessão dos canais públicos” não será alheia ao apoio televisivo, e por outro lado, a cassete primária da anti-corrupção vende que se farta em Itália.

Para a cassete contribuíram os juízes anti-máfia durante anos e Mário Monti durante o seu falhado governo tecnocrático. Monti e os juízes (António Ingroia nem foi eleito) levaram com o boomerang da demagogia do anti-partidarismo que alimentaram. 

O marketing de Gianroberto Casaleggio, “productor” de Grillo, expropriou a anti-corrupção, marca de sucesso, juntou-lhe um actor popular e um guião estridente de meias e completas verdades mais umas piadas e obscenidades quanto baste. O resultado está à vista; publicidade bem embrulhada e target definido, com acesso aos grandes meios, resulta com Berlusconi como com qualquer outro produto.

O anti-partidarismo como fórmula de democratização é contraditório com a formação do M5S, um partido que fez primárias (?) on-line como se isso o aproximasse da qualquer democracia directa. Unipessoal, personalizado e ditatorial, (expulsou quatro militantes por fazerem declarações na televisão), o M5S não tem nada a ver com os movimentos sociais (de expressão democrática) nascidos na Internet.

Neste momento os eleitos do M5S são tão políticos como os outros, não se sabe porque serão mais honestos que os outros e parece que nem eles sabem o que vão fazer para o Parlamento (pelo que se ouviu da boca deles ontem). 

Beppe quis concorrer à liderança do PD, não conseguiu, agora é contra os partidos. Pode não se concordar com a linha política do Partido Democrático, mas lá todos falam e muitos mais falaram nas primárias que elegeram Luigi Bersani, um processo “hiperdemocrático”, como se diz em Itália - que fazia falta aqui.

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Saúde de Chávez complica jornalismo.

Noticia o jornal espanhol ABC.Jan.2013

Chávez sofreu “complicações” após “grave infecção pulmonar”.

Em que ficamos, Chávez está em coma induzido e têm programado desligar a máquina ou acredita-se nos comunicados oficiais do governo venezuelano?

O ministro da Informação e Comunicação, Ernesto Villages, deu esta madrugada a informação número vinte e tal sobre o estado de saúde do presidente Hugo Chávez. Disse que Chávez ainda está a sofrer de insuficiência respiratória como consequência de uma severa infecção pulmonar. (integralmente, AQUI)

Não contradiz nada do dito antes oficialmente, é no entanto muito diferente do propagado pela comunicação social portuguesa nos últimos dias, baseada na nada confiável notícia do jornal espanhol ABC, do dia 2 de janeiro.

O ABC não é confiável porquê? Experimentem pesquisar por «ABC Fidel Castro» na Net. Foi o ABC, que deu Fidel como moribundo/agonizante, com uma “embolia massiva na artéria lateral direita”, em Outubro passado. O que levou o próprio Fidel a responder - ver (AQUI) no próprio ABC. É um modo de vida, não é jornalismo, não pode ser replicado por jornalistas.

O papel aguenta muito, mas a Internet tem um outro tempo de memória e arquivo, fica e consulta-se rapidamente, coisa a que os jornalistas formados para a imprensa que se lê e vai embrulhar castanhas assadas, ainda não apreenderam.

Online, o boato vende mas não compensa, o rumor passa ficando como único e fundamental efeito, a descredibilização dos órgãos de informação que o transmitiram. Há temas que não vale a pena abrir em certos jornais, há jornais que já não compensa ler… nem os títulos.

A discussão que o jornalismo encetou sobre os efeitos da Internet nos jornais e a consequente opção de notícias online merece aprofundamento pelos próprios, depressa e bem não há quem, e não se manipula com os pés. 

O maior perigo para os profissionais da informação é haver já muita informação online, mais credível e objectiva que alguma produzida pelos meios tradicionais e os seus profissionais.

 A Internet não mata os jornais, são os jornais que se vão suicidar para a Internet.

(Chávez - ver AQUI)

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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Obama tem medo que os EUA sofram ciberataques, e nós?

Ser bot ser obama ou ser obotama...

Obama não conseguiu fazer aprovar lei sobre cibersegurança, titula o Público. 

 Até tem graça vindo de quem manda fazer ataques informáticos a países, como é o caso conhecido e recente do Irão. Este e outros blogues têm estado sujeitos a desvios (supõe-se que é isso) feitos no contador SiteMeter.

O IP 10.144.128 geograficamente situado no centro dos EUA, que não é posição nenhuma, tomou conta da designação dos domínios.

Informei ontem o sitemeter mas o pescador continua activo. Se não se resolver brevemente será desinstalado, quem anda por aqui sabe ao que está sujeito.

Se a América tem medo dos ciberataques, o que dizer daqueles que sofrem ciberataques da América      

          No  o Google que vem identificado. Ago2012

Como no  um bot automtico, ser um ataque desviante...

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domingo, 29 de abril de 2012

CISPA. A privacidade da Internet em causa.

Internet vigiada.Abr.2012

A liberdade e a privacidade não são separáveis, o direito à privacidade é parte das liberdades individuais nos países democráticos. A Câmara dos Representantes dos EUA não entendeu assim e aprovou a CISPA (Cyber Intelligence Sharing and Protection Act), que legitima a partilha de informação que circula na Internet, (até agora confidencial) entre organismos públicos e organizações privadas.

A lei, que ainda irá ao Senado e à Casa Branca, abarca os internautas estrangeiros e as suas publicações nas redes sociais ou sites; permite a troca entre os fornecedores de serviços da Internet, o governo americano e entidades privadas.

O PIPA e o SOPA que se dizia terem abandonado, afinal não o foram – refinaram-se. O projecto SOPA teve muitos críticos por ir contra a liberdade de expressão, mas no fundo o CISPA é a mesma SOPA com menos água, o essencial proteico está lá e em maior concentração; ou seja, expressem-se à vontade que quanto mais se expressam mais informações fornecem.

O CISPA vem legitimar uma prática já existente, embora limitada. Pelo menos desde o Patriot Act de 2001 que se seguiu ao atentado às Torres Gémeas, que os movimentos dos internautas são vigiados e as suas publicações esmiuçadas, os serviços de inteligência aproveitaram os receios por actos terroristas, para pôr os americanos a espiarem-se uns aos outros e a aceitarem a violação da privacidade.

Com o direito à privacidade definitivamente fora da Internet, cabe aos usuários tomar as cautelas devidas. A mim preocupa-me mais o princípio que as consequências práticas na minha rotina, ser vigiado e saber disso não é inédito, não altera nada.

A antiga PIDE fazia recortes de jornais, violava correspondência, seguia pessoas; estes fazem o mesmo com mais meios e sobre mais indivíduos. É a Nova Ordem.

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