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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Laranja podre. Só com mola no nariz.

oclarinet.blogspot.com - Laranjas Podres. Jan.2014
Seguir esta família só com mola no nariz. Mais um negócio obscuro.

Empresa então gerida pelo actual conselheiro de Estado (Marques Mendes) vendeu por 51 mil euros títulos que o Fisco avaliou em mais de três milhões.

Vender acções abaixo do preço de custo é chão que dá laranjas, pelo menos desde que se soube há três anos (três!), que Oliveira e Costa comprou acções da SLN por 2,10 euros e vendeu a Cavaco Silva a 1 euro.

Marques Mendes e o seu sócio (na direcção do PSD e na empresa Isohidra) Joaquim Coimbra (pois, o da SLN/BPN) venderam acções que “valiam 60 vezes mais” e segundo o Fisco, lesaram o Estado em 773 mil euros.

Os prejuízos do Estado com o negócio laranja da Isohidra são para juntar aos prejuízos do Estado com outras empresas da mesma família, do BPN a ramificações várias. O Público informa que, “para além da Isohidra, 51%, a Enersistems é detida em 30% pela Fomentinvest, gestora de participações em várias empresas da área do ambiente e energia com vários contratos com o Estado, e onde Pedro Passos Coelho trabalhou.

Isto anda tudo ligado. Se ainda fosse uma “Isohidra” isolada, mas é uma Hidra de muitas cabeças.

Na Itália da Mafia, a acção da Justiça, obrigou os partidos com dirigentes envolvidos em negócios escuros (e com vergonha na cara) a mudarem de nome, cá nada muda, nem o nome. Tem de haver muitas cumplicidades.

Fazem o que querem com o dinheiro público, parte dele roubado aos salários e pensões. 

Até quando?

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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Cavaco Silva foi só depositante do BPN?

Cavaco Silva um depositante especial do BPN.Out.2013

Em resposta a Mário Soares, que tinha perguntado “por que é que o presidente não é julgado (no caso BPN)?”; O presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, reiterou nesta quinta-feira que a única relação que teve com o BPN ou as suas empresas foi enquanto depositante para aplicação de poupanças quando era professor universitário.

Para além de outras situações nada claras entretanto vindas a lume, como o “caso da Aldeia da Coelha”, e das relações pessoais e políticas com os principais envolvidos no caso em justiça do BPN, o que sempre se duvidou foi precisamente da qualidade de depositante do cidadão Cavaco Silva.

Cavaco Silva foi “depositante para aplicação de poupanças” mas não foi um depositante normal, segundo as notícias.

  Escrevia eu aqui em Abril de 2011: 

Oliveira e Costa comprou acções da SLN por 2,10 euros e vendeu a Cavaco Silva a 1 euro.  

Segundo noticia a TSF, para além de Cavaco Silva foi abrangida pelo Maná a sua filha Patrícia Montez. A revelação foi feita pelo inspector tributário Paulo Jorge Silva no tribunal que julga o caso BPN; segundo o inspector que participou na investigação, as acções adquiridas na offshore Merfield por Oliveira e Costa eram parte (250 mil) de um lote de 1.750.000 acções compradas por Oliveira e Costa.  

Com o “negócio”, o banqueiro que vendeu 100.360 acções a Cavaco e 149.640 à filha do presidente, perdeu 275.000 Euros, vendeu o resto do lote com lucro.  

Acrescento eu pois já deve andar esquecido, que Cavaco Silva e Filha ganharam depois na venda destas acções 140% (147,5 mil euros para ele + 209,4 mil euros para a filha).  

Desta data (13/04/2011) para cá, o caso BPN continuar a marcar passo na Justiça. Os arguidos fazem uma vida normal, pouco ou nada se sabe dos desenvolvimentos da investigação e das iniciativas da acusação. 

Sabemos que estamos a pagar os roubos que uma quadrilha bem organizada fez a partir do BPN - mais nada. 

Os portugueses já suspeitavam que há no caso BPN quem esteja acima da Justiça, Mário Soares voltou a pôr Cavaco Silva na panela, este deita água na fervura. 

Já passa, a malta paga.

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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Governo não consegue vender bens penhorados pelo BPN.

Dias Loureiro o senhor conselheiro.
 
Os bens penhorados pelo BPN a Abdul Rahman El-Assir, um cidadão espanhol de origem libanesa, que tinham sido dados como garantia de empréstimos contraídos junto do banco português, no valor de 50 milhões de euros, foram a leilão.

Segundo o jornal Público, “o leilão realizado em Madrid para vender propriedades que são activos tóxicos detidos pela Parvalorem ficou deserto”.

Abdul El-Assir era o sócio maioritário das empresas tecnológicas de Porto Rico em parceria com a SLN (grupo BPN) que deram fiasco, e em cujo negócio, ruinoso para o BPN, interveio Dias Loureiro, que era director executivo da SLN.

O ex-ministro da Administração Interna de Cavaco e conselheiro de Estado, escondeu a operação das autoridades de supervisão e das contas do grupo e El-Assir terá embolsado 56 milhões de euros.

El-Assir trazido pela mão de Dias Loureiro aos negócios do BPN, já era bem conhecido internacionalmente como traficante de armas para países africanos e suspeito de armar associados da Al-Qaeda, era também intermediário no negócio de armas entre Estados, cujas luvas terão financiado campanhas eleitorais.

El-Assir apareceu ligado a Cruz Conde e ao escândalo de lavagem de dinheiro de Marbelha, como aparece ligado ao círculo da corte espanhola, ao rei Juan Carlos, com quem caçava, a José Maria Aznar, a Felipe Gonzalez e outros líderes políticos de França, Espanha e Marrocos (os mais visíveis).

El-Assir é um mafioso de elite tal como Dias Loureiro, mas enquanto o libanês tem mandatos de captura internacionais de França e de Espanha e é detido pelos suíços, Dias Loureiro é conselheiro de Passos Coelho.

 Uma coisa fez-se bem em Portugal; chamar Parvalorem à sociedade estatal que ficou com os activos tóxicos e imparidades do BPN. Que parvo que é o Estado Português…

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