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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Maio, mês da Grécia.

 oclarinet.blogspot.com Tsypras uma voz da Grécia.Jun2012

Na habitual sondagem mensal de O ClariNet, feita a partir das publicações mais lidas neste blogue, o tema Grécia foi o mais procurado em Maio. Os quatro posts mais vistos foram sobre as eleições gregas, os “pré resultados”, os “resultados finais”, seguido por “quem são os partidos” (uma publicação que deu algum trabalho) e “Grécia sob chantagem”; destes, os três primeiros fazem parte dos dez mais lidos desde sempre no “oclarinet”.

Dois temas correntes e de previsível sucesso (!?) vêm a seguir, “Miguel Relvas pede desculpa ao Público” e “Duarte Lima entrega polvo político”. Por ser uma matéria em que nos antecipámos à comunicação social em português “a moeda de Geuro (e o Peuro)” teve muitas pesquisas. Depois as “eurobonds” que o PS retirou do anexo ao pacto orçamental.

Dois assuntos da política internacional fecham os dez mais lidos neste blogue no mês de Maio; “Egipto. Presidenciais segunda volta”, (que é tema para Junho tal como as novas eleições na Grécia) e o vídeo institucional “Competir em solo Inglês treinando em solo argentino”.

Junho prevê-se um mês quente, na Europa, no Médio Oriente, acerca do futuro do euro, dos povos europeus, e do caminho da Primavera Árabe e da causa da Paz. Essas e outras matérias da actualidade política farão as próximas edições de O ClariNet.

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sábado, 19 de maio de 2012

Duarte Lima entrega polvo político.Quem são?

Duarte Lima entrega políticos...desconhecidos.Mai 2012

Como se devem lembrar, ainda há pouco, a Justiça tinha um grande e insolúvel problema; as “fugas ao segredo de justiça”. O Procurador-Geral da República lamentava-se, pesaroso, de não ter meios para impedir tal situação.

Transcrições de escutas telefónicas apareciam nos jornais e televisões, apesar de estarem em “segredo de justiça”, faxes idem, e-mails idem, memorandos, recibos, notas de cursos e cursos sem notas, etc. Os jornalistas até eram avisados de que fulano ia ser ouvido em interrogatório, o que dava para montar com antecedência a cena da notícia com carros de exteriores.

Chegou o caso BPN, e com ele, por artes fantásticas, as fugas terminaram. Por obra de algum picheleiro, spray ou mistela tapa-fugas, tudo agora parece hermeticamente fechado. Nem um sopro de leve aragem é bufado do aparelho de justiça para o aparelho auditivo dos jornalistas. Mesmo quando estoura um petardo como agora este, do ex-dirigente do PSD Duarte Lima, abre-se os jornais e é o silêncio das profundezas.

O polvo que Duarte Lima entregou, dizem as notícias, tem muitos tentáculos, envolve personalidades políticas e segundo “fontes judiciais” ouvidas pelo jornal Correio da Manhã, “pode abanar o sistema partidário”. Que o caso BPN abanaria o sistema partidário em qualquer país civilizado, não é notícia.

O que seria notícia era saber-se os nomes dos políticos dos quais a justiça tem provas de envolvimento no caso BPN. Mas desse polvo só temos visto a tinta. Contra tudo o que pescador à linha conhece, é mais fácil encerrar um enorme polvo vivo que meia dúzia de robalos de “aviário” já grelhados.

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A detenção de Duarte Lima é boa notícia sobre a Justiça?

Esta música é uma gaita. Nov.2011


Está a embandeirar-se em arco com a detenção de Duarte Lima, quando o processo do BPN está a ser julgado sem a mínima cobertura jornalística. Há uma máfia muito poderosa que tem abafado o caso BPN, nada chega aos jornais ou às televisões. No entanto, a ladroeira, cujo prejuízo o povo português está a pagar com austeridade desemprego e miséria, teria de certeza muita audiência. Pergunta-se, quem é o “capo” que tem poder para manietar toda a comunicação social?

Depois, e ao contrário dos vivas ouvidos ontem, reservam-se dúvidas sobre a qualidade da investigação e da acusação a Duarte Lima. O método usado, de chamar as televisões para todas as moradas onde ia haver diligências, informar os arguidos (o principal pelo menos) da intenção da detenção, são sinais, que em casos anteriores, quiseram dizer que a Justiça procura a condenação do público, por temer não ser capaz de conseguir a condenação judicial. Pode não ser assim agora, tem sido assim sempre.

É assim desde o caso Dona Branca, já contei a história noutro lado. A Polícia Judiciária sabia do envolvimento dum juiz no bando da “banqueira do povo”, como não conseguia provas, deu a “fuga” a um jornalista do Expresso (o meu grande amigo Celestino Amaral). A peça foi publicada, o jornal processado, se a PJ não tinha provas o jornal também não, e Balsemão pagou 7.000 contos de indemnização. Andou uns tempos na boca do mundo, esqueceu e hoje esse juiz tem um bom cargo no sistema.

No sentido da mediatização desnecessária vai também a noite passada por Duarte Lima nos calabouços da PJ. Com um mandato internacional de prisão ia fugir do país? E as buscas? Depois de darem dois anos a Duarte Lima e quatro à empresa que comprou os terrenos de Oeiras para limpar rastos, o que encontraram? Se não foi nada, foi muito menos que encontrariam se a investigação fosse tão célere para o peixe graúdo como para o miúdo.

De qualquer maneira vai-se sabendo para onde foi algum do dinheiro “desaparecido” do BPN. Neste “negócio” do ex-líder parlamentar do PSD e família, (filho e o deputado PSD Vítor Igreja Raposo) foram 44 milhões de euros, falta saber do resto, a parte do leão dos 4.500 milhões de euros. Estranhou-se a venda do BPN ao BIC a preço de saldo, o maná distribuído por Oliveira e Costa e que haja gente que não responde por nada, mas o mais importante é que se consiga reaver algum do dinheiro roubado, é para abater à dívida que os portugueses estão obrigados a pagar.

A mediatização do caso Duarte Lima podia ser a partida para o jornalismo cobrir o que se passa no julgamento do BPN, mas não acredito, mais facilmente saberemos se as trutas do Armando Vara foram comidas pelo sucateiro de escabeche ou na grelha, que o que se passa com o dinheiro que estamos todos a desembolsar no BPN. Comparado com o caso BPN o Face Oculta não é “peanuts” é tremoços, mas é o “direito à informação” que temos.

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