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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Deputado do PSD escreve a Merkel.

Duarte Marques escreve a Merkel. Mai 2013

O jornal Público escreveu ontem uma notícia com pouco crédito, (falei dela AQUI) hoje desmente-a na primeira página acusando o governo alemão de dizer umas coisas em off e outras em on. O On-offre tem as costas largas quando se fazem interpretações abusivas do que se pensa ter ouvido ou lido.

O que vem na primeira página do Público de hoje é que a Chancelaria alemã emitiu um comunicado; “garantindo que Berlim apoia plenamente os programas de austeridade”. Não aconteceu nada. O Público errou ontem, como o jornal i de hoje. O El País (citado pelo Público e que eu já tinha lido) não fala em austeridade - ninguém falou em austeridade (pelos vistos). Tudo normal na anormalidade germânica.

À parte um pedido de rigor jornalístico, pois nem todos os leitores portugueses leem a imprensa internacional, regista-se um facto político notável:

- O deputado Duarte Marques, presidente da JSD e a fazer carreira para um dia ser candidato a primeiro-ministro deste país, apressou-se a escrever uma carta de censura à chanceler Ângela Merkel. Carta essa - vejam lá - baseada na “notícia do Público”. Para “apurar a verdade”; escreve Duarte Marques a certa altura:

“Esta recente desresponsabilização da Alemanha sobre o “património” da estratégia de austeridade que graça na Europa parece-me de um oportunismo político pouco habitual para as tradições alemãs e sobretudo, pouco digno para um país que, pela mão de Helmut Kohl, nunca sofreu de falta de coragem para assumir o interesse europeu e alemão – mesmo contra a opinião pública alemã. Kohl era de uma casta de estadistas que hoje escasseiam na Europa”. (fim de citação).

Se me é permitido um desabafo, diria que “oportunismo político” é coisa que não escasseia em Portugal, como se nota em Duarte Marques. Mais; a “casta de estadistas” que a JSD tem procriado também não é escassa, é mesmo descomunal – uma enormidade!

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A ONG de Passos Coelho e os passos de outras ONGs.

Passos Coelho fundou uma ONG.Dez2012


O Público noticia que o actual primeiro-ministro criou uma ONG (organização não governamental) nos idos de 1996. Era deputado, mas “não consta do seu registo de interesses na Assembleia da República”, refere o jornal. A ONG era financiada pela Tecnoforma, empresa (hoje falida) que dava formação profissional a autarcas e técnicos de aeródromos (!). 

A Tecnoforma era de destacados dirigentes da JSD, Passos Coelho foi seu consultor, gestor e administrador, como se sabe. Também se sabe que Passos omitiu isso no seu currículo. A ONG, de seu nome, Centro Português para a Cooperação, com sede num escritório da Tecnoforma, teve como presidente do conselho de fundadores, desde o início, Passos Coelho, mais tarde administrador.

Diz-se por aí que Passos Coelho não tem experiência profissional, mas vão surgindo responsabilidades de direcção em empresas. Situações que não divulgou, nem quando era obrigado pelo estatuto de deputado, nem depois. Terá as suas razões.

O Público diz que “os três únicos projectos (da ONG) que conseguiu identificar” foram “financiados em cerca de 137 mil euros pelo Fundo Social Europeu e pela Segurança Social portuguesa”. Isto da Segurança Social preocupa-me, não deve ser nada ilegal, por isso, preocupa-me ainda mais.

Fico de pé-atrás quando me falam em ONGs, uma coisa é o que o nome indica e os objectivos, outra bem diferente é a sua prática e dependência de governos; entre outros interesses, que vão dos geoestratégicos aos económicos e ideológicos. Multiplicaram-se em sessenta anos de poucas dezenas a alguns milhares, atraíram decerto todo o tipo de oportunistas.

São dúvidas minhas, talvez má vontade; mas ONGs e IPSSs deviam ser passadas a pente fino. Há quem viva muito bem nestas organizações, passando melhores dias quando a desgraça aumenta; e destrinçar o trigo do joio é difícil.


Passos Coelho esqueceu-se de mais uma empresa em que foi administrador, é normal, já não se lembra do que disse a semana passada sobre o ensino secundário. 


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domingo, 15 de julho de 2012

JSD apoia Miguel Relvas e acusa Mariano Gago.

JSD -o futuro PSD - defende licenciatura de Miguel Relvas.Jul.2012
Duarte Marques, líder da juventude do PSD, lançou nos Açores “o desafio de perguntarem ao antigo ministro Mariano Gago, que foi responsável pela criação dessa lei, o que entende da mesma”. 

O jovem líder da JSD (de 31 anos, uma idade em que a maioria já possui tino) referia-se à “lei das equivalências”, que Miguel Relvas e doutos professores da Lusófona dizem ter usado para “licenciar” o ministro sem a chatice de fazer cadeiras universitárias.

Já cá faltava o governo Sócrates para justificar a trafulhices do PSD, o que é que o Doutor Mariano Gago tem a ver com o caso Miguel Relvas? Há, como o próprio Duarte Marques diz, uma lei “transposta de uma directiva comunitária”. 

A opinião da maioria dos académicos é que essa lei foi abusivamente utilizada por Relvas em conluio com uma universidade privada. A opinião pública é conhecida, está farta de intrujices de políticos de má nota.

Fica a mensagem de Duarte Marques. Como aqui dizia ontem; Miguel Relvas representa bem, grande parte do PSD actual – pode-se acrescentar – representa também o PSD futuro, aquele que está a ser fabricado na actual JSD. Uma náusea.

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