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segunda-feira, 16 de junho de 2014

Portugal – Alemanha. Não vai ter copa?

Muda Brasil - para onde...Jun2014
 
A imagem em cima foi tirada da página “não vai ter copa”, roubada algures. “Não vai ter copa” deve ser a palavra de ordem mais avançada da história do Brasil, tonta e excessivamente adiantada em relação à realidade, como se constata.

Não é nem subversiva nem progressista, apenas atrevida no radicalismo ingénuo - o que é uma forma de desinteressar o povo brasileiro de participar em manifestações enxameadas de misturas desaconselháveis.

As redes sociais e as reportagens jornalísticas internacionais que acompanham o campeonato do mundo de futebol têm dado para promover de tudo, protestos sérios, amalgamados com oportunismos vários.

Um dos acontecimentos que comigo partilharam na rede foi a brutalidade policial sobre uma jovem “repórter ninja” ligada ao colectivo Fora do Eixo. Solidariedade com quem é reprimido é o mínimo que se pode fazer.

Depois, a curiosidade levou-me a pesquisar quem são estes activistas. O que li sobre o colectivo e a “Casa Fortaleza” (ver aqui) deixa qualquer um espantado. É uma “casa” ao estilo de Charles Milles Manson, política nicles, seita quase tudo.

Há uma barricada no Brasil que precisa levar uma vassourada.

Agora, vamos lá ao jogo, pois há copa sim senhor, e joga Portugal. Contra os alemães, não há que enganar, na outra barricada estão os alemães.

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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Acordo ortográfico volta ao Parlamento.

Desacordo ortográfico.Fev.2014
 
Por iniciativa do Bloco de Esquerda, estará em discussão no próximo dia 28 um projecto de resolução que recomenda a revisão do acordo ortográfico.

O BE que diz situar-se entre “um tabu intelectual” e “um dogma inalterável” defende uma “revisão técnica do Acordo Ortográfico, envolvendo as comunidades académicas e científicas ligadas à língua portuguesa dos respectivos Estados signatários.”

O facto é que o “Acordo” só tem utilização em Portugal… e não é geral. Angola e Moçambique não o aplicam, nem sequer o Brasil que seria a parte mais interessada.

O Acordo Ortográfico assinado por Portugal apenas serviu para confundir a escrita e a leitura dos portugueses.

Revê-lo? Vamos ver… (o que existe - aqui - não se aplica).



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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

BCE. Revisões em baixa da actividade económica.

Previsões em baixa na Zona Euro. Ago.2013

É pró menino e prá menina. Para quem gosta de especular com zeros vírgula qualquer coisa, e mudar de crença de mês a mês, temos hoje no Público que a “OCDE antecipa recuperação da actividade económica em Portugal” a título, e mais abaixo; “O mesmo movimento antecipa para a Zona Euro”.

Temos também (aqui) que o BCE divulgou um estudo que piora as previsões sobre o desemprego (e da actividade económica) para a Zona Euro. É portanto, só escolher o que dá mais jeito, para melhor dormir. 

Sobre o BCE, que ainda não chegou cá: economistas especializados em previsão económica, consultados pelo BCE reduzem as previsões da actividade económica da zona euro deste ano, de 2014, e de 2015. Esperam uma contração de 0,6 em 2013, quando era “previsível” 0,4 - há três meses.

Os analistas culpam a debilidade da procura interna (mais fraca que o esperado no primeiro trimestre) bem como “os dados decepcionantes procedentes dos países emergentes, nomeadamente a China e o Brasil”.

Acrescente-se que o dito estudo justifica com a menor pujança da procura interna a revisão em baixa para 2014 e 2015, prevendo ainda um ligeiro aumento do desemprego na zona euro para 2014 “apesar de agora ter caído um pouco”.

Se, com o caso de ontem, dos dados do INE sobre o emprego e o desemprego, se pôde fazer notícias contraditórias, com dois estudos simultâneos é só escolher o que agrada mais.

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sábado, 13 de julho de 2013

Mercosul denuncia espionagem e protesta na ONU.

XV Cimeira do Mercosul exige explicações e desculpas públicas. Jul.2013

A XV Cimeira do Mercosul “levantou a voz contra as violações dos direitos humanos e a espionagem no mundo”. 

O “Mercado Comum do Sul” composto pelos países; Brasil, Argentina, Venezuela e Uruguai, com a Bolívia em fase de adesão e o Paraguai a reentrar (após o presidente eleito Horácio Cartes assumir o cargo a meio do próximo mês) tomou várias medidas de carácter político.
Das conclusões da Cimeira realço as seguintes medidas:

Algumas delas referem-se a Portugal, um dos quatro países europeus envolvidos na crise do avião de Evo Morales. Portugal enfrenta a denúncia perante o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, de violação dos direitos fundamentais do presidente da Bolívia. 

Nos países do Mercosul serão chamados os embaixadores acreditados de França, Itália, Portugal e Espanha para dar conhecimento das decisões tomadas. Também serão convocados os embaixadores acreditados nos países europeus envolvidos, para consultas.

Será ainda apresentado um protesto formal a cada um dos países, exigindo explicações e os consequentes pedidos de desculpa pela situação vivida pelo presidente Evo Morales. 

O Mercosul tomou outras medidas importantes a partir do repúdio da espionagem exercida pelos Estados Unidos sobre os países da região. 

Decidiram trabalhar em conjunto para conseguir segurança no ciberespaço dos seus Estados, em defesa da sua soberania; de imediato exigem o fim das acções de espionagem e a perseguição dos delitos transnacionais, com base na estrita observância do direito internacional.

Irão promover nas instâncias multilaterais, a adopção de normas de regulação e segurança do ciberespaço que garantam a protecção das comunicações, solicitando através da ONU, mecanismos internacionais de prevenção e sanção.

Acordaram a criação de um grupo de trabalho no âmbito do Conselho de Defesa Sul-americano, para tornar as telecomunicações mais seguras e menos dependentes da tecnologia estrangeira. 

Realçaram o reconhecimento universal do direito de asilo, destacando o compromisso histórico de todos os países latino-americanos em defendê-lo.

Repudiam qualquer acção que possa minar a autoridade dos Estados, em conceder ou implementar de forma plena o direito de asilo, por isso rejeitam todas as tentativas de perseguição ou criminalização sobre a decisão soberana dos Estados em conceder asilo.

O Mercosul solidarizou-se com os governos da Bolívia, Nicarágua e Venezuela por se terem oferecido para conceder asilo ao cidadão Edward Snowden.


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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Como ensinar o seu cão. Treinar um especialista.

Instruir os cães para realizar tarefas é coisa que fazemos desde sempre. Tenho alguma experiência. 

Deve-se começar pelo básico antes de aprofundar as exigências. Por exemplo; um caçador, antes de educar um cachorro a procurar caça, a parar, levantar, ou ir buscar, deve primeiro garantir que o seu cão saiba regressar ao carro, a ordem sua. Ficar perdido na caça de campo com um cão a tiracolo é de caçador aselha.

A minha cadela (de pseudónimo Lua) é de uma raça (retriever do labrador) de fácil adestramento; são guias de cegos, fazem busca e salvamento, são farejadores de drogas, de explosivos, etc. Eu ando a ensinar-lhe política.

Mais precisamente; estou a ensinar-lhe como fazer análise política e proceder em conformidade. Para obter bons resultados iniciei de forma lenta mas incisiva a habilitação de três tarefas; olhar para a direita, olhar para a esquerda, e atirar-se à direita.

oclarinet.blogspot.com - adestrar cães (1) Jul.2013
Analisar a direita

 oclarinet.blogspot.com -  adestrar cães (2) Jul.2013
Analisar a esquerda

 oclarinet.blogspot.com - adestrar cães (3) Jul 2013
Atirar-se à direita

Só depois de ter mecanizado esta primeira etapa - quando perceber (com uma pata às costas) que o objectivo é atirar-se à direita – continuarei com as fases seguintes do curso de acção política.  


Como habitual, no dia 1 de cada mês os posts aqui mais lidos no mês anterior:

09/06 – Prism. É legal sermos espiados na Internet?

23/06 – O PSD ainda existe?

20/06 – A reacção é rápida. Cavaco e Crato estão ligeiros.

13/06 – Fecho da ERT, uma história mal contada.

03/06 – À Abordagem!

21/06 – Brasil. Protestos capturados por golpistas.

19/06 – Peixe-Caracol capturado pela Comissão Europeia.

16/06 – Poiares Maduro como político é mais verde que  Relvas.

11/06 – Erro grego é dar ouvidos à Comissão Europeia.

12/06 – Apoiar empresas é não as afundar. Pagar as dívidas.

(Para ler os artigos clicar no texto a cor)

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sábado, 29 de junho de 2013

Sondagem. Dilma perde popularidade após protestos.

Dilma Roussef perde popularidade.Jun.2013

Uma sondagem do Instituto Datafolha revela que a popularidade de Dilma caiu de 57% para 30%, desde que começaram os protestos de rua no Brasil.

A sondagem foi realizada junto de 4.717 pessoas em todas as regiões do Brasil, com uma margem de erro de 2%.

O presidente Lula chegou a ter uma aprovação ainda inferior, 28%, aquando do escândalo do “Mensalão”, e isso não representou uma impossibilidade de recuperar. 

É uma descida que obrigará a presidente do Brasil a avançar com as melhorias prometidas e a explicar o que depende dela e o que depende do Congresso. 

Só um quarto dos brasileiros entrevistados consideram o governo de Dilma Rousseff mau ou muito mau, cá, estava de pedra e cal.

Em Portugal, 75,1% diz que o país está pior com o actual primeiro-ministro Passos Coelho que com o anterior governo de José Sócrates, e apesar disso, não se liga à sua impopularidade.

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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Brasil. Protestos capturados por golpistas.

Filho família detido e logo libertado.Jun 2013
 

O MPL (Movimento Passe Livre), impulsionador das manifestações contra o aumento dos transportes, anunciou a suspensão de novas manifestações devido a infiltrações de “grupos conservadores”, com reivindicações da direita e extrema-direita, com as quais a “revolta popular” não se identifica, nem com a violência.

É uma prova de maturidade dos elementos do MPL, e de conhecimento da história. Foi com demonstrações contra a corrupção e contra os partidos que foi criada a situação que levou à ditadura, em 1964. Contra os “agitadores a desordem e a indisciplina” pela “paz, tranquilidade e progresso”. Foi um movimento “apartidário” que instalou a ditadura no Brasil em nome da justiça e harmonia sociais.

Neste blogue nada foi publicado sobre o Brasil dos protestos, amanhã explico porquê. Como dizia um colunista brasileiro, a Passeata tinha gente “exigindo que se reestatize o que foi privatizado e engomados sonhando com a privatização de tudo o resto”. 

Sem dúvida que há protestos legítimos no Brasil, mas é patente o aproveitamento de golpistas, com origem na oposição, nos media e até na religião. 

Por agora, “parabenizamos” a atitude do Movimento Passe Livre.

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terça-feira, 26 de março de 2013

BRICS criam Banco de Desenvolvimento. Afastam FMI/BM.

BRICS - Brasil- Rússia - Índia - China - África do Sul. 40% da população mundial. Mar 2013
BRICS no Mundo - 1/4 do PIB 40% da População
 
Os países emergentes de maior dimensão reunidos em Durban, África do Sul, confirmaram hoje a criação de um Banco de Desenvolvimento para financiar o bloco BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Presentes na cimeira, como convidados, estão os presidentes de Angola e de Moçambique. 

A quinta cimeira “BRICS”, de Durban, que se realiza sob o lema “Associação para o Desenvolvimento, a Integração e a Industrialização”, com a criação da nova instituição financeira internacional, lança uma alternativa ao Banco Mundial, ao Fundo Monetário Internacional (FMI), e às suas políticas.

O financiamento interno de projectos nos países emergentes, espera remover a dependência das principais economias mundiais, deixando de usar o dólar ou o euro nas suas transações. Não estando ainda decidida a questão da moeda própria, (um artigo na Telesur alvitrava uma solução como o Sistema Unitário de Compensação Regional, promovido por Hugo Chaves para o comércio entre os países componentes da ALBA).

Outro tema de grande relevo, em Durban, é a constituição de um fundo comum de moeda estrangeira, para os BRICS poderem partilhar as reservas de divisas em caso de crise económica.

Não se sabe ainda, a que ponto as conclusões da cimeira influenciarão a política económica global, ou a situação do nosso país no âmbito dos PALOP, mas já se vêm consequências positivas para os países emergentes, com a criação do Banco de Desenvolvimento. 

Nós, por cá, contamos com um BCE, banco de subdesenvolvimento por “desenho” ou “calibração” germânica.

Submergimos.

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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dilma Roussef avisa UE contra a austeridade.

Dilma Roussef na U.E.Out2011


“Não faz sentido só a adopção de ajustes recessivos”. Afirmou Dilma Roussef na conferência de imprensa, em Bruxelas, por ocasião da V Cimeira Brasil – União Europeia. A presidente do Brasil, avisa os políticos da União Europeia contra a austeridade, que “trás como resultado a regressão produtiva, o aumento do desemprego e das desigualdades sociais”.

Do discurso salientam-se as seguintes passagens: - “A acção conjunta do G20 evitou em 2008 o colapso bancário e a recessão, porém não se conseguiu retomar o crescimento sustentado e novamente enfrentamos um cenário recessivo com elevados índices de desemprego e erosão de conquistas sociais.”

“A política de socorro a instituições financeiras levou a um elevado endividamento público na grande maioria dos países desenvolvidos”

“A história nos mostra que a saída da crise somente virá pelo estímulo ao crescimento económico, por políticas de estabilidade macroeconómicas, conjugadas a políticas sociais de geração de renda e emprego”.
“Não faz sentido só a adoção de ajustes recessivos. É necessário que se tomem medidas macroeconómicas e ao mesmo tempo se busque o combate firme ao desemprego, para que as populações não percam esperança no futuro.”

“A experiência Latino-Americana, em décadas passadas, demonstra que a recessão trás como resultado a regressão produtiva, o aumento do desemprego e das desigualdades sociais. O Brasil sabe por experiência própria que só o estímulo ao crescimento económico é capaz de gerar recursos para o pagamento das dívidas e para o equilíbrio das Finanças Públicas.”

O Brasil e outros países emergentes têm demonstrado nos últimos anos que crescimento, geração de emprego, aumento da renda e da produtividade, são compatíveis com responsabilidade fiscal. Nossa região que foi durante 20 anos sinónimo de crise é uma das que mais cresce no mundo.” (SIC)

O que Dilma disse também se ouve na Europa, mas não na boca dos responsáveis pela política europeia. Por cá vingam as teses neoliberais, as medidas do FMI e as acções ideológicas contra o Estado Social e os direitos de quem trabalha. Provavelmente ainda vai piorar antes de os povos dizerem basta.

Dilma é bem vinda com os ensinamentos de quem viveu em crise e saiu por cima. Como é bem vinda no Conselho de Segurança da ONU onde teve um discurso claro de apoio à causa palestiniana, enquanto a Europa engasga a sua posição. É bom ouvir alguém, com a autoridade de estadista e em português, a defender a justiça para os povos.


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