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domingo, 26 de agosto de 2012

Líbia. Islamistas destroem mesquita, à luz do dia.

Governo libio incapaz de controlar islamitas radicais. Ago.2012

A mesquita de Al-Shaab, junto ao centro de Trípoli, na Líbia, foi demolida em plena luz do dia, no sábado, e os túmulos sufistas no interior foram profanados por grupos de islamistas armados. A operação envolveu o uso de um bulldozer.

A história da Líbia, os seus monumentos e escritos estão a ser destruídos e os mausoléus profanados e danificados, pelo ultra conservadorismo salafista. 

Organizados em milícias, os extremistas islâmicos contam com a passividade das forças de segurança estatais. Uma testemunha da destruição da mesquita disse à BBC que os militares “pareciam estar a supervisionar o processo em vez de evitá-lo”.

Destruio da mesquita de Al-Shaab. Ago.2012

Se o governo da Líbia não chega ao centro da capital, Trípoli, em pleno dia, onde estará?  


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terça-feira, 5 de junho de 2012

Líbia. A 15 dias das eleições milícias ocupam aeroporto.

Milícias tomaram aeroporto internacional de Trípoli.Jun.2012
A 15 dias das eleições na Líbia, milícias ocuparam o aeroporto internacional de Tripoli. Um grupo armado de cerca de 200 homens – da milícia Al Awfia oriunda de Tarhuna, cidade considerada fiel a Kadhafi e situada a cerca de 60 km a sudeste da capital – usou armas pesadas montadas em dezenas de veículos para controlar o aeroporto civil mais importante da Líbia.

A milícia exigia a libertação do seu líder, o coronel Abu Ujeila al-Habashi desaparecido no domingo e que, segundo a Al-Jazzera, teria ido à capital entregar uns tanques do exército regular. O Conselho Nacional de Transição (CNT) no poder na Líbia negou qualquer envolvimento no desaparecimento do líder da Al Awfia, responsabilizando “rebeldes armados desconhecidos” pelo seu rapto.

Forças líbias já recuperaram o aeroporto, há notícia de membros das milícias detidos e o CNT tinha prometido nas negociações, através do seu presidente Mustafá Abdul Jalil, um inquérito ao desaparecimento do chefe da Al Awfia.

Fica do acontecimento mais uma prova de que dificilmente há condições para a realização de eleições livres e sérias na Líbia, no prazo previsto, que é no próximo dia 19.

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Líbia o fracasso anunciado. Milícias são o poder.

Milícias controlam a Líbia.Fev.2012 

Para se saber algo do que se passa na Líbia é necessário procurar na imprensa mais longínqua como a turca ou russa que a ocidente caiu um manto de silêncio (censura?) nas redacções. Alguma coisa está errada na “revolução Líbia” para não ser seguida pelo jornalismo ocidental.

Como amanhã o levantamento de Benghazi faz um ano, não há como continuar a esconder a realidade líbia. O jornal Público, a partir de um relatório da Amnistia Internacional publica hoje um artigo. As violações de direitos humanos cometidos “com toda a impunidade” por diferentes milícias ameaçam a “nova Líbia” que deveria surgir com a vitória da revolta contra Muammar Khadafi.

A democracia, que estava logo ali, bastava “derrubar o ditador”, não aparece, o poder está dispersado por milícias armadas de obediências várias, umas “naturais”, das tribos, outras dos novos senhores da guerra, facções das forças vencedoras ou representantes de forças externas à Líbia.

Entre as milícias dos “revolucionários” que não desarmam por não confiar no caminho que o CNT poderá dar à Líbia e as milícias tribais que simplesmente não obedecem nem reconhecem o poder que o ocidente arranjou para o país, serão centenas. O CNT dividido por querelas internas e cuja legitimidade é posta em causa permanentemente, não controla nem as grandes cidades. As milícias exercem o poder livremente.

Em Tripoli manda a “lei” das milícias que conquistaram a cidade, são polícias, exército e poder judicial, prendem, torturam, pilham e lutam entre si; o governo provisório é incapaz de as controlar.

Continuam os ajustes de contas com os vencidos, as prisões arbitrárias e a tortura; os Médicos Sem Fronteiras abandonaram Misrata por em vez de assistirem vítimas de guerra, estarem “a tratar repetidamente os mesmos pacientes entre várias sessões de tortura”.

Espera-se que a situação na Líbia sirva para mais alguém que aos russos e chineses, (arrependidos de não vetarem a “no-fly zone” origem da intervenção estrangeira) agora que se ensaiam novas Líbias em nome dos mesmos “direitos humanos”, que pioraram na Líbia após a Guerra feita em seu nome.

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