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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Nicolau Breyner candidato contra o euro.

Nicolau à conquista das europeias.Fev.2014
        (Nicolau Breyner é ou não candidato?) *

A direita “eurocéptica” aposta no actor e realizador Nicolau Breyner como candidato às eleições europeias. Segundo a notícia, a candidatura será de uma coligação de pequenos partidos que incluirá a Nova Democracia (PND).

Quanto a outros pequenos partidos - como o PCP que parece ser contra o euro mas não quer que se saiba (!?), ou ainda a tendência crítica da moeda única dentro do Bloco de Esquerda - calcula-se que não farão parte desta coligação (nem de qualquer outra, para manter a castidade).

Assim vai a estratégia das esquerdas; entre eurocomunistas e neo-reformistas da União Europeia, deixam que a incompatibilidade nacional com o euro seja capitalizada pela direita. Direita que por essa Europa fora capturou as bandeiras sociais da esquerda, enquanto esta ocupou todo o tempo a recrear-se com temas secundários.

Resta à esquerda parlamentar a guerrinha eleitoralista entre ela, os ataques entre claques nas redes sociais, as desculpas e passa-culpas do chumbo do PEC4 e da vinda da troika, o ressuscitar de Sócrates e do argumentário que colocou Passos Coelho no poder.

Nicolau é um bom candidato. É difícil acusá-lo de querer um tacho na política europeia; a manter a coerência de Serpa, não mete lá os pés.

Aquilo que temia e disse-o em vários comentários; que a saída do euro, perante a cobardia da esquerda, acabaria por ser uma bandeira aproveitada por organizações de direita, está aí.

É a política que temos, passatempos entre o mete nojo e o acho graça.

Um vazio.

Post Scriptum: *Corre por aí que Nicolau Breyner desmente ser candidato; a ser assim, deixou-se usar na promoção publicitária desta campanha. Ou foi o realizador do enredo, ou limitou-se a fazer o papel de lebre, coisa fácil para um actor de Serpa.

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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Do bacalhau à forquilha.

Apoio aos protestos dos Forconi. Jan.2014

Um dos entreténs do início do ano é fazer o balanço do ano anterior. Há balanços que espevitam, outros que adormecem e ainda outros que só enervam. As televisões dão as assombrações, Cavaco, Portas e Passos Coelho, mais o pavor de termos de levar com eles em 2014.

Não é maneira de começar o novo ano que todos os portugueses desejaram, uns aos outros, que seja bom. Nada aponta para que haja melhorias colectivas.

Começo a ano cansado (das canseiras que aí vêm); exercícios, só pequeninos.

Como no dia 1 de cada mês publico os títulos mais lidos no mês anterior, aqui vão com o comentário, de haver em dez, dois ligados ao bacalhau e outros dois ao movimento dos "Forconi". O bacalhau é da época embora o primeiro post seja lido todo o ano, por todos os continentes, coisas da Internet.

Já os “Forconi” é fruto da falta de informação geral; só vi um artigo de opinião de Jorge Almeida Fernandes, uma notícia no Expresso e uma salgalhada encomendada pelo Esquerda.Net, a uns trotskistas que em Itália viram num movimento com o apoio de 86% de italianos, uma ofensiva dos fascistas contra a classe operária.

Os dez títulos de Dezembro, por ordem:

(2011) – Bacalhau, como escolher, como comprar e preparar.

01/12 – História. A clandestinidade das Brigadas Revolucionárias.

15/12 – Um Tribunal Constitucional a favor do governo?

26/12 – Militantes do Bloco de esquerda querem saída do euro. 

13/12 – Movimento Forconi despoleta rebelião em Itália.

09/12 – Bacalhau sem fosfatos. Como escolher bacalhau. 

20/12 – Passos Coelho não desiste de baixar pensões.

10/12 – Movimento da Forquilha. A revolta social em Itália. 

04/12 – A mãe de Sócrates. Os professores.

29/12 – Bolívia. Somos Más.

(clicar nos textos a cor para ler os artigos)

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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A mãe de Sócrates. Os professores.

Ministério quer dividir docentes. Dez.2013

Sócrates, nascido no demo de Alopécia, estaria hoje careca de saber que cada vez que se fala nos tabloides da sua mãe, ou dos seus familiares, é para desviar as atenções.

Aproveitar a mãe de Sócrates para fazer política é feio…e daí talvez não!

A mãe de Sócrates chamava-se Feneretes, diz-se que fazia de parteira. 

Feneretes são uma família portuguesa de sindicalistas de direita, uma porção do PS e outros lotes do PSD e do CDS, que dá pelo apelido ou nomeada FNE. 

Os Feneretes da FNE também fazem partos.

Nuno Crato, o grávido, tem contado para a sua prenhe ininterrupta e os seus desmanchos, com os cuidados obstétricos dos Feneretes.

O último desenlace abortivo está a ser a “prova de avaliação de conhecimentos,” um dos estados interessantes de Nuno Crato. Os Feneretes cortaram o cordão umbilical para agradar e a pedido do parturiente, com a paridela mal consumada.

Como resultado, temos uma reacção para debelar a infecção geral, provocada por um parto que não devia ser feito. O Crato não sabe parir e os Feneretes não sabem assistir.

 
Amanhã, quinta-feira, toda a família do corpo docente/doente e maltratado vai-se manifestar frente a São Bento – e lá dentro.

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quinta-feira, 28 de março de 2013

Regresso de Sócrates altera tudo.

Cavaco - a mão escondida atrás dos arbustos - Mar.2013

Com Sócrates na vida política "activa", a oposição ao governo da direita ganha um elemento capital aonde fazia mais falta, a frente mediática; inteiramente preenchida nos lugares de destaque por apoiantes do governo.

É o mais importante. Não somos da mesma área política, mas, na circunstância, é um aliado para a tarefa mais urgente.

Mais de um milhão e meio (1,6) viram Sócrates na televisão a desmontar os “embustes” do argumentário da direita (e não só da direita). Escolheu três temas da narrativa impingida aos portugueses: -“que os problemas do país eram só nacionais”; “Que foi o seu governo que nos levou à ajuda externa”; “que o governo está a aplicar o memorando assinado pelo PS”. 

Foi convincente na argumentação, contou a história (que muitos não queriam que se soubesse) sobre os dias da crise e ajustou contas com Cavaco. Poupou a esquerda (o BE e PCP sabiam que não o calavam, deviam estar quietos) e elogiou a direcção do PS.

Sobre o miolo da entrevista todos viram, apanhei-lhe uma meia mentira nas portagens das SCUTs, assumidas por ele mas impostas por Passos Coelho para aprovar o PEC 3. Que as PPPs são 22 e só 8 dele, pouca gente sabia. Despesismo, défice, endividamento público, perdas de receitas e austeridade, foram temas onde esteve seguro.

Sócrates não veio cedo de mais, muitos ressentimentos são fruto da campanha negra a que foi sujeito e a sua presença vai diluir essa rejeição. O seu regresso e o esclarecimento do passado é elementar para os portugueses perceberem as verdadeiras razões da crise e poderem debater soluções.

Critiquei muito o governante José Sócrates e também apoiei algumas políticas. Como agora veio para se opor ao governo e a Cavaco; bem-vindo e que seja eficaz.


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sexta-feira, 1 de março de 2013

Manifestação 2 de Março vai por marés.

Barroso primeiro-ministro aumentou a dívida, escolhas económicas europeias também - Eu Não. Mar.2013
.
Há quem vá à manifestação de amanhã organizado em marés. A minha é a maré de azar. Somos muitos.

Azar, pelo presidente da Comissão Europeia que temos, Durão Barroso; depois de fugir do país foge às suas responsabilidades, (enquanto primeiro-ministro e como líder europeu) nas “escolhas das políticas” para Portugal.

Azar, por terem elegido o PSD Cavaco Silva, azar por terem elegido o PSD Passos Coelho, juntando uma maioria de direita no Parlamento a um presidente da mesma maioria. O azar é maior porque ambos foram eleitos por quem não votou contra eles abstendo-se ou votando em seco.

Com outro presidente já não havia este governo, mas o outro candidato era um “chucha” e a maré era contra os “chuchas” (os portugueses foram na onda).

A manifestação irá do protesto - ao ódio pelo governo. Uns ainda acreditam que
com Passos Coelho pode mudar a política, outros farão o que aconselhou o merceeiro do Pingo – Doce, apresentarão uma proposta, a única em minha opinião que pode mudar as coisas; demitam-se, demitam-nos, rua.

Como se faz? A solução vem nas marés, é preciso juntar muitas águas, engolir alguns pirolitos e sapos à mistura. É a nossa praia.

VAMOS LÁ!


Como habitual no início do mês os títulos mais lidos no ClariNet no mês anterior:

14/02 – Eleições em Itália. Bersani ou Berlusconi-Monti.

07/02 – Manifestação 16 de Fevereiro. Isto está mesmo mal.

21/02 – Manifestação 2 de Março. Próxima meta.

10/02 – Aos cortes chamam-lhe poupança.

06/02 – TGV. Sócrates telefonou a Vítor Gaspar.

28/03 (2011) - Vagas em lares, um negócio lucrativo.

15/02 – Francisco José Viegas plagiou Beppe Grillo.

05/02 – Fraude do BPN na SIC. Promete mas...

19/02 – Relvas. Grândola é o 25 de Abril – Estúpido!...

26/02 – Um Grillo em Itália. Redes sociais ou televendas. 

(clicar nos textos a cor para ler os artigos)


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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Sócrates governa com Passos Coelho? Não é possível.

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As propostas de governo são um espanto. Começa mal esta campanha eleitoral. Ontem dizia aqui que com sound bites não vamos lá. Os partidos pouco mais têm para oferecer.

Parece haver um concurso entre as forças políticas para apresentar o governo mais irracional. É Sócrates a admitir governar com Passos Coelho e Portas a ministros. É Passos Coelho a dizer não aceitar governar com Sócrates; é Portas a afirmar que nem com Sócrates nem com o PS, e é PC e Bloco a dizer que fazem um governo de esquerda sem o PS – com 15% mais ou menos de votos. Nada disto é sério, e no entanto é central nas campanhas dos vários partidos.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Máquinas de propaganda. Passos Coelho lidera nas notícias de TV.

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Todos os que escrevem sobre as eleições fazem campanha, não há independentes, e muito menos entre os que defendem a abstenção ou o voto branco.
Uns andam a fazer pela vida outros pelas convicções, e muitos outros só pela satisfação do ego. O “egomarketing” era um luxo, só acessível a colunistas e directores da comunicação social até ao advento dos blogues e similares.

A difusão da opinião política individual permitiu uma maior intervenção cívica, o que é bom. Em contrapartida trouxe a democratização da asneira, não do que se diz mas do que se quer conseguir com o que se diz. Anda tudo convencido que tem muita influência sobre os outros, que o povo é estúpido e só precisa de reeducação, que lhe façam a cabeça.

A verdade é que as técnicas de propaganda clássicas estão a falhar, talvez pela primeira vez há atenção da população ao que se diz e faz em torno da política. Há a percepção de que as próximas eleições são cruciais para as suas vidas. E prestar atenção é não ligar ao secundário que enxameia os órgãos de comunicação social e a blogosfera.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Acordo com a "troika" cria problemas à oposição.

Num post do dia 20 de Abril levantava o problema de haver ou não verdadeiras negociações entre o governo e o FMI/CE/BCE. Terminava com uma nota sobre o PS dizendo que quando lhe entregavam o ónus da negociação, isso tanto podia ser mau para o PS como “uma enorme vantagem eleitoral”. A parte do acordo divulgada por José Sócrates das “medidas que não vão ser tomadas” contradiz a análise que a oposição fazia das negociações.
Para o PCP e BE não havia qualquer negociação, por isso nem iam estar presentes, e PS + PSD + CDS concordariam com as medidas porque elas seriam o seu programa de governo. Independentemente de terem de assinar o acordo, e num hipotético governo terem de o seguir, não se pode dizer que são o programa do PSD ou do CDS.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Teixeira dos Santos passou de besta a bestial.

Eis um caso raro. É vulgar uma figura passar de bestial a besta, basta cometer um erro, e ter algum fidalgo que lucre em diminui-lo para cair do pedestal. No futebol, cujas relações entre o público e os actores são uma caricatura impressiva da sociedade, é frequente ver depreciar os heróis que antes se aplaudiam.
O inverso é difícil de encontrar; com esforço, tentando lembrar casos recentes, talvez o do guarda-redes Eduardo, que não valia nada quando foi seleccionado – dizia-se, e depois fez muito boa gente engolir o teclado.

Com Teixeira dos Santos o jogo é outro, como é bom de ver.

Teixeira dos Santos foi premiado nos jornais, e nos amplificadores das redes sociais, com todo o género de ataques, quer pessoais, quer às suas capacidades profissionais (até pelos seus catedráticos pares). Foi considerado por um artigo de tasca, do Financial Times, como o pior ministro das finanças da União Europeia; o que deu um festim de dixotes, rábulas e piadolas, pois isto de ter um estrangeiro a zurzir um português, tem mais patrióticos seguidores que o Facebook de Cavaco Silva. Nunca foi poupado por nenhuma das oposições no parlamento ou pelos comentadores de serão, o homem andava enfiado e percebem-se as suas razões.

Agora não entrou nas listas do PS, e os mesmos mariolas que antes o sovavam, mudaram de guarda-roupa, montaram os ginetes, e espadeiram por tudo quanto é microfone, câmara de TV ou página com letras, a indignação pela traição sofrida pelo douto personagem, agora portador de imensas qualidades e relevantes serviços prestados à governação.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Espanha, próximo destino.

Como as pragas de gafanhotos, os mercados depois de arrasarem um país, dirigem-se ao próximo. Aquele que está tenrinho parece ser a Espanha, e há quem alvitre a Itália e a Bélgica a seguir. Não será assim, no quadro da União, pois os mecanismos existentes não suportam o resgate da Espanha.
No dominó das dívidas cujas peças caiem umas após outras, a Espanha está em maus lençóis. Zapatero já reconheceu que a crise portuguesa poderia condicionar a Espanha.