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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Outro Caminho. Livro de Carlos Leça da Veiga.

Um novo livro - OUTRO CAMINHO.Set.2012
 
Carlos Leça da Veiga lança o seu livro Outro Caminho (Edições Salamandra)
 
Amanhã, dia 6 de Setembro
 
Pelas 18.30h, no Hotel Holiday INN Lisbon Continental
 
Rua Laura Alves, 9 Lisboa
 
Apresentação de Otelo Saraiva de Carvalho
 
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quinta-feira, 15 de março de 2012

Otelo diz que era necessário outro 25 de Abril.

oclarinet.blogspot.com Març.2012
Otelo disse ontem que era necessário um novo 25 de Abril, eu também sou dessa opinião. Se o Ministério Público vai abrir mais um inquérito ao coronel Otelo Saraiva de Carvalho por essas afirmações, pode também abrir um a mim e muitos mais a milhares de cidadãos deste país que pensam o mesmo.

Há quatro meses, Otelo fez umas declarações que foram entendidas como apelo a um golpe de Estado. Na altura não foram, apesar dos esforços de alguma comunicação social em demonstrar o contrário; manipularam vídeos da entrevista, truncaram o discurso, apresentaram o que deu jeito. Agora o Público diz que “Otelo defende actuação das forças armadas em nome do povo face a perda de soberania”.

Com o devido respeito pelos jornalistas, vamos precisar de ouvir as declarações de Otelo na íntegra, para perceber se na sua opinião já foram “ultrapassados os limites”.

Até lá, fiquem cientes que a campanha em marcha do “apoio dos portugueses às medidas do governo” só deixa todos mais descontentes; a perda da independência nacional, de condições de vida e dos direitos sociais, traz os portugueses cada dia mais insatisfeitos. De pouco serve tentar combater o desagrado com propaganda do governo, da Comissão Europeia ou do conjunto da troika, haverá sempre quem não se conforme.

Otelo considerou como “caso notável” a Islândia: “O povo prendeu os políticos, prendeu os banqueiros, disse que não pagava dívida nenhuma, que a culpa não era do povo, e com o poder popular emergente elegeram uma comissão para elaborar uma nova Constituição”.

O que fez o Ministério Público da Islândia? Fez inquéritos? A quem?

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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Mário soares e a revolução na Europa.

Qual Europa.


Soares disse que nutria amizade por Otelo “apesar de (ele), de vez em quando dizer assim a sua asneira”. Soares entende que os militares de Abril “não tinham cultura política”. Pois apesar da imensa cultura política de Mário Soares, dir-se-ia, que ele também diz de vez em quando a sua asneira. Afirmar que “se a Europa não muda, terá de haver uma revolução” é mais ambíguo e duvidoso que um golpe militar num país. Ninguém sabe o que é uma revolução na Europa.

Com a tentativa de um país, a Alemanha, dominar o poder político no Continente, através da imposição da total perda de soberania nacional dos Estados membros, como é um exemplo, a aprovação dos Orçamentos de Estado fora dos parlamentos nacionais; o que espera a Europa não é uma revolução, mas a resistência ao domínio imperialista (termo já usado, calcule-se, por Freitas do Amaral).

A falência do projecto europeu dará aos nacionalismos maior expressão, fechará os países, estabelecerá novas alianças e exclusões. O que se vê no horizonte é a criação de novos “Eixos”, com a tentação de maquinar anexações.

Os novos blocos políticos que se tramam, dividindo a Europa, são mais perigosos que a situação existente antes da União. As condições objectivas que estão a ser criadas, vão mais no sentido do fim da paz entre os povos europeus, que de qualquer ruptura para aprofundar a democracia.

Para isso muito contribuíram as famílias políticas que Soares diz terem sido colonizadas pelo neoliberalismo, a sua, socialista, os democratas-cristãos e os sociais-democratas. E continuam a contribuir, pela passividade nas instâncias europeias eleitas, pela ausência das linhas fundadoras nos grandes partidos nacionais, tomados todos eles, CDS, PSD e PS pelos neoliberais e colaboracionistas do neoliberalismo.

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domingo, 13 de novembro de 2011

Otelo. Golpes de Estado.

Golpe de Estado 25 de Abril Nov 2011


Otelo apelou a um golpe militar? Ouvi a entrevista de Otelo, algumas reacções, pareceu-me tudo “normal”, o costume, o homem fala e deturpam-lhe o discurso, já vem da inexistente conversa sobre o Campo Pequeno. Neste caso esmeraram-se.

Perante a minha dúvida se teria ouvido bem, fui ao Youtube ver uns vídeos da entrevista. Não encontrei um sem corte e costura (manipulado na montagem ou incompleto); não encontrei nenhum em que Otelo apele a qualquer golpe de Estado.

Disse umas evidências e deu a sua opinião. Disse “Os militares têm a tendência para estabelecer um determinado limite à classe política” é lapalissiano, razão do nosso 25 de Abril ou do recente abandono de Papandreou na Grécia; quando a gestão política não consegue manter os equilíbrios na sociedade surge a solução militar, umas vezes trazem ditaduras outras instalam democracias.

Se um golpe militar é mais fácil hoje que em 1974, por haver menos quartéis ou quantos homens seriam precisos, é uma opinião profissional, poderia ser perguntado a qualquer militar e qualquer militar daria a sua resposta.

O comentário à “manifestação da família militar” de ontem, foi o pretexto para a inventona mediática do apelo ao golpe militar de Otelo. Disse, “para mim, a manifestação dos militares deve ser, ultrapassados os limites, fazer uma operação militar e derrubar o governo” e disse a seguir “não digo que deva ser feito já, mas quando forem ultrapassados os limites”. Acabou a dizer, “se me fizer a pergunta de quando estarão ultrapassados – não sei dizer”.

Independentemente da opinião de Otelo, a história indica que “ultrapassados os limites” podem suceder golpes militares, “assassinatos políticos, tentativas de revolução” etc. Quem o diz são os historiadores económicos, como Jachim Voth e Jacopo Ponticelli, autores do estudo “Austeridade e Anarquia: Cortes Orçamentais e Agitação Social na Europa, 1919-2009” e cuja entrevista (de Voth) à Lusa foi publicada no DN e em vários blogues, (alguns dos que criticam as palavras de Otelo nem lêem o que publicam). Os golpes de Estado fazem-se quando estão reunidas as condições para eles acontecerem, sem dúvida quando a política “ultrapassa os limites”.

O general Garcia Leandro afirma que Otelo disse uma asneira, pois o governo, diz o general, tem apoio de 80% dos portugueses. Deixemo-nos entrar em 2012 para ver se o general não terá de rever as casas decimais da asneira que afirmou.
(continua)

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