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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Embargo russo prejudica Portugal.

Nova guerra fria prejudica produtores. Ago.2014
 
A Rússia respondeu às sanções aprovadas na semana passada pelos ocidentais decretando um embargo total à importação de produtos alimentares oriundos dos Estados Unidos, União Europeia, Austrália, Canadá e Noruega.

Tomate, maças, peras e marmelos portugueses, entre outros produtos agroalimentares exportados para a Rússia, pelos produtores nacionais, estão abrangidos pelo embargo anunciado por Moscovo.

Mais de dois séculos de tentativas de normalizar o comércio entre a Rússia e Portugal, e após os bons resultados obtidos pela actual geração de produtores portugueses, a política (que nada fez para abrir as portas russas) vem arruinar os esforços daqueles que neste país trabalham para criar riqueza.

O primeiro-ministro russo Dimitri Medvedev disse que o embargo, decretado por um ano, poderá ser levantado se os parceiros da Rússia demonstrarem uma abordagem construtiva. Citando do Público: “Espero sinceramente que o pragmatismo económico prevaleça sobre considerações políticas estúpidas (…) ”.

Medvedev pode esperar sentado - e os exportadores nacionais também – políticas estúpidas são o forte deste aliado pateta das políticas estúpidas dos Estados Unidos.

Com o embargo ao Irão assinado também por Paulo Portas aumentou-nos o preço dos combustíveis, com estas sanções “ocidentais” vai aumentar o desemprego  na Europa (sobretudo na Alemanha e na Itália) e é mais uma bordoada no “motor português das exportações”.

Em nome de uma Nova Guerra Fria…! É mesmo - política muito estúpida!!!

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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Avaliação. O herói surpresa.

oclarinet.blogspot.com - Aumenta desemprego jovem.Mai.2014
Aumenta desemprego jovem. Melhoras?

Teresa Leal Coelho - vice do outro Coelho, no PSD – felicitou-se, celebrando efusiva e mui alegremente, pela “reversão extraordinária das condições dificílimas em que estávamos há três anos atrás”. Falava aos jornalistas no Parlamento, após a sessão de propaganda de hoje, para as TVs e afins, de Portas e M L Albuquerque. Domingo há mais na base da troika.

A adjectivante deputada bradou ainda, ser “absolutamente intolerável” o não reconhecimento pela oposição de tal “resultado - extraordinário”, obtido com “sacrifícios tremendos”. Anote-se o argumentário.

Mais contou, não revelando a fonte, que Portugal já é apelidado de “herói surpresa”.

O que já não é surpresa? O tom da campanha eleitoralista do PSD/CDS, a que os portugueses vão estar sujeitos diariamente, do levantar ao adormecer.

Que a actual subida de impostos - é outra coisa, será coisa de somenos, comparado com o que é possível fazer com a máquina de propaganda do PSD/CDS.

Os órgãos de comunicação social - as chefias e as obediências, os comentadores encartados; todo o aparelho mediático que fez eleger Passos Coelho e Cavaco está intacto (até fortalecido com algumas limpezas). É uma batalha desigual, pela verdade e pelo esclarecimento - pelo debate de alternativas políticas.

Na oposição à esquerda já se sabe, roer a fatiota do próximo até que nenhum tenha vestimenta para se apresentar com decência. Serve para espantalhar.

O “herói surpresa” ainda vai ser Passos Coelho!?

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domingo, 13 de abril de 2014

A inocência do governo PSD/CDS.

in Jornal Público 13-4. Abr.2014

A direita no poder definiu hoje os termos da sua campanha para as eleições europeias.

Quer apagar da história os seus três últimos anos de governação. O país está “como está”, por causa dos governos anteriores a Passos Coelho - dizem.

O governo Passos Coelho / Paulo Portas / Cavaco Silva, não contará para a actual situação desgraçada do país.

Para que alguma ponta da raiz de tal campanha pegue, é preciso muita colaboração das oposições. Para que tal mensagem passe, é necessária grande aselhice à esquerda.

A esquerda anda desastrada, a parlamentar e todas as outras, incapazes de reformular estratégias e de aproveitar momentos favoráveis. A direita diz que as Eleições Europeias “não são umas primárias das legislativas”.

Vamos ver quem, não sendo de direita, vai nisso…


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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Absolvidos submarinos do processo dos submarinos.

Contrapartida, absolvição nas contrapartidas. Fev.2014

Pode-se juntar o Ministério Público aos ministérios do governo de Passos/Portas/Cavaco. Não conseguem!

Vergonha alheia é o sentimento. Foram absolvidos todos os dez arguidos no processo dos submarinos. Os tribunais portugueses, Portugal, dão uma sensação de mágoa, de impotência.

É a suspeita de um enorme polvo que tudo abarca.

Artigos sobre “submarinos” AQUI;AQUI;AQUI;AQUI; etc. E muitos outros por vários lados. Palavras…

Vassouras!...O que faz falta são vassouras!

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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

TSU dos reformados – na viuvez, o início do pacote.

TSU dos pensionistas para viuvez. Out.2013

A arte de mal mentir a toda a força. Portas diz que cortes das pensões de sobrevivência não estavam desenhados na quinta-feira. Não precisamos de desenhos para perceber as intenções do governo; a TSU dos reformados na viuvez é o início do novo pacote de austeridade.

Os reformados da Segurança Social têm estado a ver os pensionistas da Caixa Geral de Aposentações (CGA) serem atingidos por cortes múltiplos… na expectativa. A própria Manuela Ferreira Leite queixava-se na televisão, após a conferência de aldrabões, sobre as conclusões da 8ª/9ª avaliação da troika da “linha vermelha de Paulo Portas” ser apenas para o regime geral.

Ferreira Leite acusou Portas, afirmando que “a TSU (das reformas) foi substituída pelos cortes de 10% sobre as pensões da CGA”. Falou cedo de mais, dois dias depois já havia uma parcela do regime geral que vai ser afectada por cortes directos, as viúvas e os viúvos. 

A TSU da viuvez (pensão de sobrevivência ou pensão de viuvez) vai empobrecer e desamparar os mais velhos que perderam o rendimento do cônjuge, até um limite de dificuldades que ainda não sabemos.

Já aqui se anteviu que o governo tentaria “ir às reformas” do regime geral. Esta medida, por extrema e desprezível, e até pelo valor relativamente irrisório da ladroeira (100 milhões de euros), parece ter por missão experimentar a reacção da opinião pública e afinar o conflito com o Tribunal Constitucional. 

O novo pacote de austeridade, peça a peça, sabê-lo-emos aquando do Orçamento de Estado. O que não saberemos é que medidas substitutivas serão implementadas pelo governo, perante os casos esperados de inconstitucionalidade. 

Daí que ninguém possa pensar que não é atingido.

Devia fazer pensar em duas coisas. Primeiro; ninguém está livre de ser abrangido por cortes directos nos seus rendimentos. Segundo; sendo todos os cortes recessivos, todos serão afectados.

Não há motivo para os portugueses se deixarem dividir, para o governo conseguir dividi-los. 



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sábado, 21 de setembro de 2013

A tragédia. Portugal vai precisar de segundo resgate?

oclarinet.blogspot.com Lixo Laranja.Set.2013

(Não saímos do fundo - os fundos é que saem daqui.)

Como diria o Artur Albarran, na sua fase da guerra do Solnado, “ O choque! …O horror!… A tragédia…!!!” está aí. A crise da dívida mete-se, em crescendo dramático, pelos ouvidos dos mais ausentes e desatentos.

Os mercados, através dos seus agentes e padrinhos, deram o último alarme. A hora é de fugir de Portugal. Sete por cento, já não é taxa de rendabilidade suficiente para arriscar um possível processo de perdão de dívida portuguesa. Aprenderam com a Grécia enquanto os portugueses não aprendem nada com a Grécia.

As “notícias” chegam em catadupa, como convém numa campanha orquestrada; do segundo maior banco alemão, o Commertzbank, à maior gestora de obrigações do mundo, a Pimco, as campainhas soaram.

Os mercados financeiros ficam “nervosos” e têm as suas razões; têm estado a ganhar balúrdios à conta do empobrecimento dos portugueses sem nada arriscar, não lhes digam que há riscos de que um segundo resgate os venha a afectar.

Tudo isto não é novidade, nem para Paulo Portas. Aliás, culpam-no injustamente pelo alarme dos mercados, (tem culpas mas não são exclusivas). Na verdade, antes da crise de Julho, já o presidente da Pimco, Mohamed El – Erian, dizia ao Der Spiegel (em Março) que Portugal ia precisar de um novo resgate.

Agora é o tempo de todas as pressões, juntam-se as avaliações troikanas ao orçamento (fora-da-lei) de Estado, as nossas autárquicas às eleições alemãs, a decomposição grega ao rotundo falhanço das políticas de austeridade em Portugal.

Os verdadeiros mercados já nem estavam por aqui, apenas especuladores. As pressões vão continuar; de todos os troikos sobre o Tribunal Constitucional (Mexia da EDP mexe-se nesse sentido) e pressões do governo sobre a oposição e sobre os ofendidos pelas suas medidas. 

Também o povo se vai manifestar, uns pelo voto, outros pelo voto e nas ruas, o tempo é mesmo de guerra. Está em causa a soberania do país e a vida da sua população. 

Alguns dos meus votos são: Que se lixe a troika, os mercados especuladores e a Zona Euro dos alemães.

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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Paulo Portas e Maria Luís. Missão secreta em Bruxelas.

Missão secreta junto da troika. Set.2013

Ninguém conhece os objectivos da ida de Paulo Portas e Maria Luís Albuquerque a Bruxelas. As dúvidas, sobre a finalidade da viagem, aumentam por se saber que um e outra têm posições quase opostas sobre as negociações com a troika e a política a seguir.

Os portugueses nunca souberam o que se passa nas reuniões do governo com a troika; nem sabem antes o que o governo vai defender, nem depois o que envolveram as negociações. Não sabe a opinião pública nem o Parlamento (que devia controlar a actividade do governo), não sabe a oposição nem sequer o maior partido da oposição.

O que o governo e a troika fazem - antes, durante, e após as avaliações, cheira a conluio, a cozinhado, e a esturro.

Hoje, pela hora de almoço, segui um pouco da demorada conferência de imprensa de Enrico Letta, primeiro-ministro italiano, presente na reunião do G20 em São Petersburgo. A posição de Itália na Conferência e todos os temas internos e internacionais foram conversados. 

É isso que falta aqui, que conversem connosco, que se deixem de secretismos e não nos briefem com patranhas. A Itália está prestes a entrar numa nova crise da coligação que sustem o governo, apesar disso dão satisfações aos cidadãos. 

É outra cultura…democrática.

 G 20 Letta presta contas em São Petersburgo. Set.2013

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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

U.E. suspende venda de armas ao Egipto, e depois?

Rui Machete foi a reunião extraordinária da UE. Ago.2013

Interromperam as férias a Rui Machete escusadamente; a União Europeia faz de conta em relação ao Egipto, mas…o que havia de fazer?

Os ministros dos estrangeiros europeus decidiram hoje a suspensão da venda de armas ao Egipto. O ministro dos exteriores saudita tinha dito antes de ontem que “os países árabes e islâmicos compensarão o fim da ajuda ocidental ao Egipto” e esclareceu que o apoio era para conseguir “segurança e estabilidade”, leia-se, ajuda militar. 

A União Europeia decidiu apenas reduzir as suas exportações; pelo menos alguma coisa, pois como se sabe, equipamentos militares e de segurança europeus continuarão a chegar ao Egipto (e a todo o lado) pelos meios laterais habituais. 

Fica a intenção e algum prejuízo comercial. Faz lembrar uma canção do Zeca Medeiros (hoje relembrada por uma entrevista sua na TSF) que tem por título “gosto tanto de ti que até me prejudico”. 

O seguidismo da política externa europeia, em relação aos Estados Unidos, é mesmo do tipo “gosto tanto de ti que até me prejudico”. O que aconteceu com o embargo europeu ao petróleo iraniano, assinado por Paulo Portas? Nós sofremos aumento do preço dos combustíveis, o Irão nada.

A União Europeia está neste momento incapaz de influenciar o rumo da crise egípcia, o que atendendo à nefasta intervenção da "Europa" em casos semelhantes - não é má notícia.

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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Paulo Portas demite-se?

Cavaco dá a Portas oportunidade de se demitir.Jul.2013

Paulo Portas em Belém para falar com o presidente Cavaco Silva.

É uma oportunidade de ouro para o ainda ministro dos Negócios Estrangeiros e ex-futuro- vice-Primeiro-ministro pedir a demissão, irrevogável, de todos os cargos no governo.

Depois do discurso, e das propostas, de Cavaco Silva, ninguém  levava a mal – a Portas – que o fizesse.

A vingança serve-se fria e mais instabilidade já não é possível.

PS: Não se demite - voltamos à anormalidade!

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terça-feira, 9 de julho de 2013

Avião de Evo Morales. Portas faz número irrevogável.

O voo do avião de Evo Morales deu em directo na TeleSur. Jul.2013
 o número
 

Paulo Portas confessa razões políticas para não ter autorizado, pessoalmente, a aterragem do avião do presidente Evo Morales em Lisboa.

Hoje, no Parlamento, o ministro Paulo Portas, não conseguiu responder à pergunta várias vezes repetida, de quais foram as “considerações técnicas” ou “questões técnicas” que impuseram a recusa de autorização da escala em Lisboa do voo do presidente da Bolívia. Razão dos protestos da América Latina e da queima de bandeiras portuguesas na Bolívia.

A impreparação do Bloco de Esquerda permitiu a Portas fazer um número sobre o sobrevoo de Portugal; voo que foi televisionado em directo pela TeleSUR. Neste blogue até se colocou uma imagem de quando tocava as Canárias. O problema foi criado com a não autorização de aterrar em Lisboa, na vinda de Moscovo e não pelo sobrevoo.

O deputado Bernardino Soares sintetizou bem as razões políticas que levaram Portugal a obedecer aos EUA e a pôr-se “do lado do cerco do Estados Unidos ao senhor Snowden”.

Para Paulo Portas “a questão central não é Portugal nem Portugal é a questão central”. É falso, o incidente aconteceu devido a Portugal, que não autorizou a aterragem na vinda como autorizou na ida para Moscovo, como é falso que tenham existido quaisquer “razões técnicas” para tal procedimento.

As razões de Portas são políticas e está muito enganado quando defende que as tomou para “não colocar Portugal numa posição excessivamente exposta na questão do senhor Snowden".

A não ser que os governos da América Latina a protestar e bandeiras portuguesas a serem queimadas em manifestações, não seja exposição excessiva do nome de Portugal.

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sábado, 6 de julho de 2013

Manifesto PSD/CDS verso manifestações.

  foto1 Manif.6 Julho Belém-Jerónimos. Jul.2013

Passos Coelho e Paulo Portas trocaram de cadeiras, não mudam as políticas, no fundamental nada muda. A farsa deprimente, de um governo sem governo ou crédito político, a manter-se, é até à próxima crise interna. Tentam resolver os problemas da sua imensa prole autárquica, partidário-dependente, assustada com eleições e a consequente perda de bons negócios ou tão só de emprego certo. 

O PSD e o CDS têm medo das eleições por causa do desemprego (dos seus), os que querem eleições também é por causa do desemprego, mas do resto da população que vive da economia real e não da economia atracada à política.

 foto2 Manif.6 Julho Belém-Jerónimos. Jul.2013foto3 Manif. 6 Julho Belém - Jerónimos Jul.2013











A manifestação de hoje em Belém, com calor tórrido (havia muito mais manifestantes na sombra das árvores do Jardim da Praça do Império que ao sol) significa que vai haver resistência na rua, contra todas as adversidades, seja o tempo, seja a propaganda fascistoide que filou a comunicação social dos grandes meios.

foto4 Manif. 6 julho Belém - Jerónimos. Jul.2013

As virtudes da luta de oposição, nas ruas e nos locais de trabalho, estão confirmadas pelos problemas no seio do poder. Na manifestação de Belém exigiu-se que se ouça o país que quer eleições, é uma reivindicação da democracia perante o espectáculo lamentável de Passos e Portas, e o falhanço das políticas do governo e da troika.

Não se acredita na estabilidade governamental desta coligação PSD/CDS, com o seu passado, o presente, e o futuro próximo, para mais com os cortes programados de 4,7 mil milhões de euros. “Travar esta política derrotar estas medidas” tem sido tarefa do movimento sindical. Manter a pressão para o governo ir embora é encargo para a maioria insatisfeita da população portuguesa.

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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Bolsa afunda. Mercados desconhecem que Passos fica.

não há crise - não há crise...Jul.2013

Os mercados ainda não devem saber que Passos Coelho não se demite, essa lacuna na comunicação (a falha histórica do governo) provocou que tenham reagido no vermelho à demissão de Paulo Portas. 

Nas hostes do PSD acredita-se que logo que a informação de que Passos Coelho não se demite chegue aos mercados, na Bolsa de Lisboa - o índice dispare, e que os juros da dívida desçam vertiginosamente.

As obrigações portuguesas estão a ser vendidas por quem as obteve, sendo o produto nacional mais transacionado nos últimos dias. 

A crise política que a direita provocou sempre ajuda a vender qualquer coisa. 

Os estrangeiros estão a desfazer-se da dívida portuguesa, nós, com esta gente, nunca mais nos livramos dela. 

Ora, venham lá as eleições…

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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Portas no México a vender computadores Magalhães.

Portas segue os passos de Sócrates. Jun. 2013

Paulo Portas, que desde 2011, pela Líbia e pela Venezuela (ver aqui) tem andado a fazer de Sócrates, seguindo-lhe os passos, acaba de vender mais 25.000 computadores portugueses “Magalhães”, ao México.

Os mexicanos dizem conhecer o projecto português há anos, querem avançar para além da experiência piloto iniciada com 7.000 máquinas, para uma cobertura de 750 mil a 950 mil crianças do ensino básico e médio.

O projecto português (que interessou os mexicanos e outros) do programa tecnológico para a Educação conhecido por E-escolas, do governo de José Sócrates, foi abandonado por este governo (o governo do ministro Paulo Portas).

Agora, o governo português vende no estrangeiro o que suspendeu em Portugal. Promove a compra dos computadores para melhorar a qualidade de aprendizagem das crianças de outros países e nega o mesmo aos alunos portugueses.

Não vai haver polémica por causa dos “Magalhães” de Portas, aliás, a controvérsia que cá existiu não foi por causa da máquina ou do ensino, foi mais uma discussão para aproximar a ida ao pote, do PSD e do CDS.

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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Passos nega divergências com Portas. Todos mentem?

oclarinet.blogspot.com - Aldraba...Aldrabão...Aldraba..! Maio 2013

É já insuportável a falta de respeito do governo pelos portugueses. Passos Coelho nega em Madrid divergências no governo e as notícias com confirmações e desmentidos sobre a posição do CDS/Portas continuam.

A quem interessa esta falta de informação e objectividade, alguém vai lucrar com o arremesso de sound bites que só causam confusão? Cedeu não cedeu, dizem o mesmo quando ouvimos o contrário, está tudo bem quando vemos todos às turras. 

Clarificação precisa-se. O corte das pensões está no relatório da troika, é o que se sabe ao certo; o resto… (?)

No meio desta balbúrdia, o presidente Cavaco Silva convoca o Conselho de Estado para discutir o sexo dos anjos no pós-troika. 

Como nenhumas manobras de diversão alteram a realidade que os portugueses vivem - vão ter a resposta nas ruas. Cavaco e os outros.

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domingo, 12 de maio de 2013

Conselho de Ministros faz exame de redacção.

Acordo ou desacordo entre Portas e Passos Coelho. Mai 2013

  Está reunido mais um Conselho de Ministros extraordinário

Depois dos alunos do 4º ano, cabe hoje aos meninos Paulo Portas e Passos Coelho, reunidos na presença dos restantes membros do governo, fazer um teste de composição para levar ao júri de repetentes da troika.

Trata-se da 7ª avaliação, e sobre o texto a compor, a duas mãos, existem divergências; Passos quer escrever preto no branco “vai haver uma taxa sobre as pensões” e Paulo Portas faz birra para que seja escrito com tinta invisível, de maneira a poder mostrar aos portugueses que não consta da redacção.

A esta hora ainda não se sabe se chegaram a acordo. Entrou na sala do Conselho de ministros, um auxiliar de acção educativa com uma salva de limões, especula-se cá fora se será para fazer tinta invisível ou umas limonadas. 

Para chutos não deve ser, pois ainda não é hora de recreio.

Post Scriptum: Afinal os limões não foram nem para limonada nem para fazer tinta invisível;
 ....que grande chuto!

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domingo, 5 de maio de 2013

Divergências de Portas. O talento no pântano.

Satisfatório para o CDS - PP impossíveis para o país. Mai.2013

Governo às turras no pântano. Paulo Portas reedita discurso de polícia bom num governo sem coesão. Portas opõe-se à taxa sobre as pensões; é a medida que deixam cair para impingir todas as outras. Já não enganam ninguém. Em 2012 chamaram modulação às medidas suplementares de agora; chegámos aqui.

Já por aqui se escreveu: “Portas quer tirar o cavalo da chuva”. “Mais uma tentativa de descolar o CDS da imagem degradada do governo”. “O CDS é co-responsável das opções do executivo”. “O próprio ministério de andar lá por fora, de Portas, tem servido apenas para este tentar passar despercebido”. Etc.

Portas, em Setembro de 2012, desculpava-se. Que “defendeu outros caminhos” que tinha outra “opinião”. Volta a desempenhar o mesmo papel, viabilizar o governo e aparecer como crítico. O CDS/PP não vai bloquear as decisões que criam a espiral recessiva, as falências, a emigração e o desemprego.

Não é da toca de Portas, nem da toca de Cavaco, que sai o furão para caçar o Coelho.

Já se previa.

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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Guardar o dinheiro no carro em vez de no colchão.

oclarinet.blogspot.com Abr.2013

Seguro vai escrever a Portas? Louçã vai escrever a Seguro?

Portugal entre os únicos quatro países da EU onde a venda de carros aumentou.

Embora pareça um contra-senso num país a viver em austeridade rigorosa, o investimento em carro novo compreende-se; por duas razões.

Primeiro, os bancos deixaram de ser seguros após a inteligência do Eurogrupo ter ido aos depósitos dos cipriotas; podem afirmar mil vezes que não é para replicar noutros Estados, que a desconfiança de quem tem dinheiro está instalada. 

Segundo, já haverá quem tenha assumido que Portugal deixará a Zona Euro, brevemente, em princípio empurrado pelas circunstâncias. Nessa situação os bens importados sofrerão um aumento imediato de preço. A maioria dos portugueses não tem agora euros para mudar de carro usado para outro carro usado, mas muitos há que podem comprar carro novo para usar por muito tempo.

O endividamento do país vai continuar a aumentar, como o falhanço troiko do controle do défice; o Estado vai ter receitas inferiores as despesas e a agravar-se, com a destruição da economia e respectivo aumento do desemprego; com os juros a pesar sobremaneira no aumento da dívida e sem perspectiva de crescimento estamos sem saída. Sem saída que não seja sair do euro.

Há no entanto quem acredite, de Francisco Louçã a João Salgueiro, na capacidade dos países do sul da Europa, em inverterem a política da União Europeia. Acreditam que vai ser possível rasgar o Tratado de Lisboa, que o Conselho Europeu não seja só a Alemanha e que voltará um dia a Coesão Económica e Social. Quem acredite nisso, faz asneira em investir em bens duradouros o dinheiro que precisa para outras coisas, incluindo para aforrar. 

As encenações não alteram a realidade, nem o governo nem o PSD têm solução para Portugal ou que influencie positivamente a Europa, Seguro devia reunir com Portas para fazer algo útil de imediato, Louçã devia escrever a Seguro pela mesma razão. 

Querem continuar no Euro mas não estão a fazer por isso, falta encenação. 

Pois - nós sabemos - a encenação não altera a realidade.

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domingo, 10 de fevereiro de 2013

Aos cortes chamam-lhe poupança.

Empenhados. Fev.2013

O corte de 4 mil milhões de euros, a tal “questão acessória” para o porta-voz de sound bites do governo, António Borges, passou a ter uma nova terminologia - lançada pela ligação do FMI ao executivo, o secretário Carlos Moedas.

Em vez de “cortes”, palavra em uso, o dito Moedas passou a chamar-lhe poupança. São “Poupança e não cortes”, afirmou.

Empenhado em poupar 1. Fev 2013 Empenhado em poupar 2.Fev.2013










A emenda está a ser seguida. O jornal Público titulou “Carlos Moedas admite que parte da poupança de 4000 milhões pode ter efeito já este ano” e em subtítulo escreveu “ Conselho de Ministros discutiu cortes na despesa, mas secretário de Estado recusa comentar distribuição das poupanças por áreas.”

Aprendam como funciona o marketing político!

Poupança…!? 

Senhores dos jornais – POUPEM-NOS!

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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Acabaram os cuidados do fim do ano.

oclarinet.blogspot.com Jan.2013


Dezembro de 2012 foi um mês de desassossego, aqui e lá fora. Termina à maneira de Hollywood, com o desarme da bomba do “abismo orçamental” americano - no último momento. Aliás, para lá do último momento, o que só é possível nos argumentos cinéfilos e por efeitos especiais, coisa em que o senado americano “vai muito à frente”.

O facto de boa parte da Europa estar já no abismo fiscal, e nós particularmente, em queda desamparada dentro do abismo, não deixa que a nossa querida imprensa se congratule ruidosamente com a boa nova para a classe média americana. Não haverá recessão nos Estados Unidos, o que seria insuportável - por cá a malta aguenta…

O que seria da classe média portuguesa se a sua congénere dos Estados Unidos tivesse de pagar mais impostos? Ao certo ninguém sabe, mas diz o argumento que seria uma tragédia global só equiparada ao futuro choque do asteroide Apophis com a Terra.


No dia 1 de cada mês, os posts mais lidos no mês anterior no “ClariNet”:

No observatório que representa este blogue, os dados dizem, que em Dezembro 2012 havia por aqui duas vezes mais gente preocupada com o bacalhau, que com outra coisa. Não é um fenómeno de Portugal, é de portugueses espalhados pelo mundo e de muitos brasileiros. Dura todo o ano desde que o post foi publicado em 2011, em Dezembro de 2012 excedeu tudo. As primeiras dez publicações:

10/ 12 (2011) – Bacalhau, como escolher, como comprar e preparar.

27/12 – Padre italiano culpa as mulheres da violência sexual.

11/12 – Coligação vai treinar rebeldes sírios.

10/12 – Alemanha. Peer Steinbruck quer governar com Os Verdes.

12/12 – Álvaro o mentor? A reindustrialização da Europa.

16/12 – Passos: Tirar dinheiro das pensões é constitucional. 

15/12 – Manif. 15 Dez. Milhares pedem veto do Orçamento 2013.

26/12 – Um bom discurso de Passos Coelho - e da oposição.

14/12 – CDS sem voz no governo, diz Portas - malandrice (!).

6/12 – Ângela Merkel e Netanyahu concordaram em discordar.

(clicar nos textos a cor para ler os artigos)

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

CDS sem voz no governo, diz Portas –malandrice (!).

mais um perdoai-me de Portas.Dez.2012

Portas diz que voz do CDS “não foi ouvida” no OE, o Raul Solnado diria – malandrice.

Que um governante faça o contrário do que prometeu antes de eleito é uma patifaria. Que um partido que governa em coligação aprove medidas com as quais não concorda em pleno, num processo de negociação e contrapartidas, é a vida. 

Mas um partido, como o CDS/PP de Portas, que viabiliza tudo aquilo que diz discordar e depois vem publicamente queixar-se, é da mais profunda miséria política. Cínico e sem vergonha.

Não há “pé dentro e pé fora” do governo, isso é engenho fantasista do marketing político. O governo Vítor Gaspar/Passos/Portas é coeso até prova em contrário. 

A prova em contrário seria o fim do compromisso que originou a coligação, esse compromisso, como se percebe, é o apoio parlamentar do CDS, em troca de lugares no aparelho do Estado e tachos circunvizinhos bem remunerados.

Portas olha para o seu futuro, uma provável carreira “lá fora”. Não se importa, como Passos Coelho, de prejudicar os seus autarcas de imediato e o destino do partido.

Vamos assistir a mais deste fingimento, da direcção do CDS e do seu grupo parlamentar, até porque o CDS não tem massa crítica interna que o impeça voltar a ser um “partido do táxi”, ou da lambreta.

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