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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Moody´s corta rating de bancos alemães.

Moody´s baixa nota de bancos alemães e austríacos. Jun 2012

A crise da dívida na Zona Euro atinge a Alemanha. A agência de notação “Moody´s cortou nesta quarta – feira a nota de sete grupos bancários alemães e dos três maiores bancos da Áustria.

A Moody´s realça os riscos da qualidade dos activos da banca alemã e austríaca, pela limitada capacidade de absorverem prejuízos causados por mais choques, resultantes da crise da divida da Zona Euro.

A exposição directa da banca alemã e do Unicredit italiano, proprietário de bancos na Alemanha e na Áustria, à dívida soberana e à crise financeira “a leste”, pode levar a um colapso do sistema financeiro pelos reflexos que teria nos Estados Unidos da América.

Como dizia um ministro francês respondendo às pressões de Obama na cimeira da Nato, “que saibamos a crise não começou na Europa, o Lehman Brothers não era um banco francês ou italiano”, se chegar lá a carambola da crise não é nada que não tenha sido previsto, para não dizer merecido.

Que apareceria à porta dos bancos alemães era mais que certo; ainda tem pouco significado e no fundo têm sido as instituições de crédito alemãs as mais favorecidas pela crise. Quem não merece pagar a crise é quem não contribuiu para ela e têm sido sobretudo esses que estão a pagá-la.

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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Espanha. Controlo partidário da RTVE pelo PP espanhol.

Juan Luis Gordo (PSOE) -  da Comissão Mista de Controle Parlamentar da RTVE. Oposição sem votos para impedir a partidarização da RTVE

A independência da televisão do Estado espanhol está em causa devido a um decreto, aprovado ontem no Congresso dos Deputados, sobre o modelo de governação da RTVE.


Para além desse decreto, a maioria do Partido Popular (PP) de Mariano Rajoy, fez ontem aprovar “o maior corte de serviços sociais da democracia”. Bastaram duas horas, como realça o El País, “para validar dois decretos que reduzem em 10.000 milhões de euros os gastos com a Saúde e a Educação”.

O PP impôs a sua maioria absoluta, votando só contra toda a oposição. Como nota o Jornal; “ a maioria parlamentar do PP é suficiente,” para aprovar leis no parlamento, “mas é politicamente limitada, levando em conta que os cortes (na Educação e na Saúde) devem ser aplicados pelas Comunidades Autónomas, governadas por partidos diferentes”.

A situação política em Espanha está ao rubro, o governo do PP está isolado nas medidas que impõe, voltou a recessão, a Moody´s baixou a nota de 16 bancos, só não há mais dificuldades pela intervenção directa do BCE.

Nesta conjuntura difícil, que a crise grega transformou em aflição, Mariano Rajoy deu um “golpe de mão”. Precisa de ter controlo governamental sobre a RTVE (principal empresa de audiovisual em Espanha) que é, reconhecidamente, um meio informativo plural e independente.

A informação da TVE é uma das melhores do mundo, onde o comentário político é feito por jornalistas de vários órgãos de comunicação, garantindo que não há manipulação política partidária.

A nomeação do presidente da RTVE era aprovada por maioria de dois terços do Congresso dos Deputados e isso acabou, assim como a alteração do regime jurídico do Conselho de Administração que deixa de contar com a presença de forças políticas e sindicais que lhe davam maior pluralidade.

O presidente da RTVE passa a concentrar o poder executivo e é nomeado por maioria do Congresso. Mais precisamente, Rajoy inventou uma nova fórmula, uma Eleição À Espanhola: Findo o consenso anterior, o método consiste agora em fazer uma primeira votação onde se procura uma maioria qualificada, no caso de não se alcançar, repete-se 24 horas depois só requerendo uma maioria simples (metade mais um). Se a ideia pega e se propaga…!?

A informação jornalística em Espanha corre o risco de se partidarizar, com comentadores políticos do regime, telejornais manipulados e tudo o mais que os portugueses bem conhecem (basta ligar qualquer das nossas); para os espanhóis será mau e também para muitos de nós, que ligam habitualmente à TVE para saber mais sobre o que se passa no mundo.

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Portugal não é a Grécia, mas é o quê?

OCDE Actividade económica a cair em Portugal. Fev.2012 

O gráfico acima, da OCDE, publicado ontem no Expresso online, indica a evolução da actividade económica de Portugal (vermelho) comparando com a da Grécia (azul) e da Irlanda (verde) de Fevereiro 2010 a Dezembro de 2011. Enquanto no princípio do último trimestre de 2011 há um ponto de retoma na Grécia e Irlanda, Portugal não pára de descer.

Dados de agora, do INE, dizem que a recessão em Portugal no total do ano de 2011 foi de 1,5% do PIB. De imediato ouviram-se vozes a minimizar a situação pois havia previsões piores, como estratagema é o que é, mas não esconde a realidade; estamos em recessão há quatro trimestres, os seguintes também serão de recessão, vivemos a crise económica mais longa pelo menos da minha existência.

Um factor a ter em conta é a distribuição pelos trimestres de 2011 da queda do PIB, respectivamente; 0,6% – 0,2% – 0,6% – 1,35%, sendo que o quarto trimestre comparativamente ao mesmo de 2010 caiu 2,7%. Há uma evidente mão das medidas de austeridade do governo, no aprofundamento da recessão.

Na Irlanda o problema é mais no sector financeiro e na Grécia ao nível do Estado, como se sabe, mas em Portugal são os particulares e as empresas que não recuperam, os “ajustamentos” empobrecendo as pessoas e asfixiando por falta de crédito as empresas, não são reformas estruturais.

Mesmo as contas externas que contaram com a queda de importações e o bom comportamento das exportações, vão sofrer alterações este ano; as medidas de austeridade em Espanha (o principal parceiro) vão reflectir-se nas nossas vendas ao exterior, e no nível da nossa recessão.

O governo de Passos Coelho entende que com propaganda convence todos, interna e externamente, que vamos no bom caminho, depois aparecem os indicadores económicos e vai tudo por água abaixo. A Moody´s baixou mais o "nível de lixo" apesar da conversa fiada, e o que eu vejo que ando na produção, é que não há trabalho. A economia está paralisada em muitos sectores, a situação ainda vai piorar para a maioria das famílias portuguesas.

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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Moody´s desacredita Cimeira Europeia.

Moody´s Cimeira Europeia


As bolsas caiem e os juros da divida soberana de Portugal, Espanha, Itália e Grécia sobem em todos os prazos. São as notícias, após o comunicado de hoje da Moody´s.

A nota da agência Moody´s parte da análise da Cimeira Europeia de há três dias atrás, considerando que a situação na Zona Euro não se alterou. “As medidas anunciadas não mudam a análise anterior (de Novembro) de que a crise está num estádio critico e volátil, com os mercados da divida soberana e da divida dos bancos predispostos para uma desarticulação aguda que os decisores políticos verificarão cada vez mais difícil de conter”.

Diz ainda que “as medidas anunciadas reflectem uma tensão contínua entre o reconhecimento por parte dos líderes das necessidades de mais apoio para os países fracos em termos orçamentais e uma posição significativa dentro dos países mais fortes para dar esse passo”.

“A ausência de medidas para estabilizar os mercados a curto prazo significa que a zona euro, a União Europeia de forma geral, continuam sujeitas a novos choques e a coesão de Zona Euro permanece sob ameaça persistente”.

Sendo assim, por causa da “ausência continuada de medidas de política decisivas” a Moody´s vai rever o rating dos países da Zona Euro e da União Europeia, no primeiro trimestre de 2012.

Pronto! A “Cimeira Para Convencer Os Mercados” foi um flop! A Moody´s desacredita a Cimeira Europeia e os comentadores que embandeiraram em arco nas televisões e nos jornais, após a pífia reunião, estão em parte incerta. Nem o agente José Gomes Ferreira aparece para minimizar o frangalho.

Como por aqui nunca houve esperanças nesta Cimeira e o problema é de política asinina, resta-me fazer um apelo à Moody´s:
- Ó Moody´s, aguenta aí os cavalos mais um bocadinho, enquanto se mudam as Mulas, lá para o primeiro trimestre vai-se um da parelha e a outra fica à nora.

(Os burros que têm seguido a carroça é que não conseguimos ver-nos livres deles, quem os pariu ainda não deixa).

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Fitch baixa Portugal a "lixo" por falta de crescimento.

Carvalho da Silva (Greve Geral) Nov.2011
No dia em que se realizou em Portugal a maior Greve Geral de sempre nos sectores público e privado, outra das grandes agências de rating – depois da Moody´s a 5 de Julho – dá nota “junk bond” (lixo) a Portugal. A Fitch Ratings considera o “cenário macroeconómico negativo” para além do desequilíbrio orçamental e o elevado endividamento conhecido.

Também a agência chinesa Dagong baixou o rating de Portugal para a mesma condição. O nível “lixo” significa que é desaconselhável o investimento em divida portuguesa.

Não vai haver crescimento devido à austeridade imposta pela troika e às medidas do governo de Passos Coelho que vão no sentido de aumentar ainda mais a recessão. Sem criação de riqueza é impossível pagar os empréstimos contraídos, é a perspectiva das agências. Após a classificação da Fitch subiram naturalmente os juros das Obrigações do Tesouro portuguesas.

A Fitch, que tinha ameaçado com o corte agora feito, acrescenta que Portugal continua sobre observação e que a tendência negativa pode levar a novos cortes no rating.

A agência de rating “percebeu” que o objectivo de baixar o défice em 2011 só fui possível com os fundos de pensões da banca, e entende que “para 2012 o risco de derrapagem é grande”.

A política de empobrecimento dos consumidores internos e de asfixia das empresas com a falta de crédito bancário, está a deixar a economia sem meios de funcionar. O que espera os portugueses são mais medidas de consolidação para 2012, ou seja mais cortes nos rendimentos, mais impostos e menos serviços públicos essenciais. Foi contra isso a Greve Geral de hoje.

O governo vai teimar na ofensiva contra a população, os trabalhadores, os pensionistas e os jovens vão ter de endurecer a luta contra a agressividade do governo.

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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Moody`s. A resposta dos portugueses.

RatingJul2011


A indignação geral contra a Moody`s é demasiado geral para ser séria.
Há aqueles (gastos - agastados) que sempre acharam que a “mão invisível” dos mercados não são quem promove o bem-estar na sociedade, e os outros, que ganharam o poder político nas nossas últimas eleições, com o seu enxame de peões no poder mediático, cujas cenas de cólera só podem ser fita.

Quem ontem lesse editoriais dos jornais económicos (entre outros) ou ouvisse os costumeiros comentadores liberalóides de Tv, rádio, ou da blogosfera, ficaria espantado. Quem ligasse o canal ETV e visse gente nova e (ultra)passada a esbracejar raiva e revolta contra os malvados das agências de rating, diria que estávamos perante um cisma contra o Deus Mercado.

Depois tive a sorte de ver num dos canais televisivos o ex-jornalista de economia e actual opinion maker, José Gomes Ferreira, contorcionista do Circo dos Amadores do Mercado, que explicou aos portugueses que a tramóia da Moody`s durou 24 horas. Está portanto ganho, vencemos a batalha contra a ofensa de desconsiderarem Portugal até ao nível do lixo.

Não há nada como uma campanha publicitária para adormecer o povinho, a partir de agora é só não fazer ondas e cumprir patrioticamente o que diz a troika. Pois eu acho que se enganam em relação às ondas; vai haver grossa tempestade, e também leram mal o que anda no ar. Os ventos que vêm da Europa não foram de solidariedade com Portugal nem tratamento de favor; O BCE não leva em conta as notações da Moody`s, como já não levava em relação à Grécia e à Irlanda, é público.

A notação da Moody`s para os seus clientes (os investidores) não se alteraram, nem se alterou a politica das instituições europeias em relação à defesa do euro. Não está tudo na mesma; piorou e muito, com a agora maior exposição da Espanha. Ficámos todos a saber, e os próprios, que termos um governo liberal não trás vantagens ou qualquer protecção contra os abusos da especulação. O “mercado” é bicho habituado a comer as próprias crias.

A solução está na União Europeia, mas o nosso presidente ou o nosso governo não têm a mínima influência por aqueles lados. Fiquemos pelo manguito à Moody`s.