Mostrar mensagens com a etiqueta Francisco Louçã. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Francisco Louçã. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Militantes do Bloco de Esquerda querem saída do Euro.

oclarinet.blogspot.com - Euro parte Bloco de Esquerda. Dez.2013

A soberania monetária passou a ter defensores (públicos) dentro do Bloco de Esquerda (BE), sair do euro é a discussão.

A actual direcção do BE, e a anterior, de Louçã, são contra. A saída de Portugal da Zona Euro não é matéria que o Bloco tenha discutido publicamente. 

Para quem lê o seu blogue “Esquerda.Net” nem sequer fica a saber que o partido grego Syriza, que apoiam, tem uma tendência apologista da saída da Grécia do Euro. A Plataforma de Esquerda de Panagiotis Lafazanis, vale 30,15% do Syriza unificado, não vale nada nas notícias do BE, suponho eu por ser contra a continuação da Grécia na Zona Euro.

Para os economistas do BE, João Rodrigues, Nuno Teles e Alexandre Abreu, subescritores do manifesto “Um guião político para as Europeias de 2014”, a saída de Portugal do euro devia fazer parte do debate na campanha das Eleições Europeias. 

Estamos de acordo, e se fizer parte da discussão interna no Bloco de Esquerda, também nada se perde, pois todos conhecem membros do BE que são contra a continuação na Zona Euro, pelas razões apontadas no manifesto.

Como por aqui, já há muito se defende a recuperação da soberania monetária e a desvalorização cambial para a competitividade, resta dizer que como os subescritores defendemos a “desobediência democrática à EU e às suas imposições”.

No fim do Manifesto lê-se: -“Assim, a campanha de uma força de esquerda que queira ser portadora de um projecto de esperança para os que aqui vivem, tem de saber articular três grandes linhas: desobediência e recusa das perdas passadas e futuras de soberania, porque quem manda aqui é o povo português; renegociação da dívida, porque esta foi o produto de uma integração disfuncional e constitui um fardo intolerável, e a exigência de saída do Euro, porque é a única forma de recuperarmos os instrumentos de política sem os quais não existe a escolha de que é feita a soberania democrática”.

Ao cuidado do Bloco de Esquerda…entre outros.

O manifesto na íntegra- clicar: Um guião político para as Europeias de 2014


Para ver últimos posts clicar em – página inicial









segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Eleições primárias abertas, Louçã e os outros.

Luigi Bersani. Nov.2013

Rui Tavares volta hoje a abordar as primárias abertas, afirma que “Francisco Louçã distorceu completamente a ideia, dizendo que alguém queria impor uma lei aos partidos”. De facto, Louçã baralhou as primárias que já existem no PS, PSD e CDS, com as primárias abertas que nunca por cá houve; juntou ainda direitos constitucionais, dos militantes partidários, e medos vários.

Os militantes dos partidos decidem quem os representa, directamente ou por interposto órgão, como um congresso; mas também decidem de que forma querem que ocorra a eleição desses representantes. Alargar os votantes aos seus simpatizantes declarados, que é o que são directas abertas, não é populismo. Se um partido decide ter primárias abertas é uma decisão democrática.

Nas organizações, onde quem discorda da táctica política do momento, ou sai ou é corrido, ou ainda onde os órgãos dirigentes e intermédios são fruto de nomeações ou cooptações, a democracia é muito menor.

Que não se defenda primárias abertas no próprio partido, é normal; que se recusem nos partidos dos outros, tem de ter razões. Por exemplo, acontecer a maioria absoluta do PS, como aconteceu em França e na Itália. Apesar disso, António José Seguro disse há dois anos sobre o assunto, “gosto muito dos militantes do meu partido”. Percebem-se ambos, Louçã e Seguro.

O BE tem o problema de ser um partido de protesto e minguar agora, quando crescem os protestos, defende-se. O LIVRE tem a vantagem breve de não ter militantes, e as eleições abertas serem uma enorme rede de pesca. Já o PS está em espera, (nas eleições abertas), a proposta existe em carta, António Costa defende-a mas não para já, pelo que Seguro está seguro.

Uma última palavra para o barulho que Louçã fez sobre os eleitores de uns partidos votarem noutros por batota, jogos financeiros clandestinos, o eleito não poder ser escrutinado, etc. Eleições com primárias abertas tivemos há pouco em França e em Itália, não consta nada disso.

Em Itália, nas últimas eleições partidárias que já tiveram evoluções, Luigi Bersani ganhou a Matteo Renzi (que possui grandes meios publicitários mas perdeu) na última das duas voltas de eleições abertas. Bersani não conseguiu impor a sua segunda escolha, Romano Prodi, para presidente, demitiu-se de todos os cargos. Foi substituído no governo pelo Nº 2 do Partido Democrático, Enrico Letta, e no partido foi eleito em assembleia do PD para secretário-geral o ex-líder sindicalista da CGIL, Guglielmo Epifani, até ao próximo congresso. 

O que se passou de estranho? Onde está o populismo? Se há problemas com as eleições directas abertas, não são de democraticidade. 

 Para ver últimos posts clicar em – página inicial








terça-feira, 25 de junho de 2013

PPP e SWAPS. Negócios milionários para os bancos.


A grande PPP de Cavaco Silva e Eduardo Catroga.Jun.2013

Negócios milionários para os bancos e ruinosos para o país.

 


Para ver últimos posts clicar em – página inicial

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Guardar o dinheiro no carro em vez de no colchão.

oclarinet.blogspot.com Abr.2013

Seguro vai escrever a Portas? Louçã vai escrever a Seguro?

Portugal entre os únicos quatro países da EU onde a venda de carros aumentou.

Embora pareça um contra-senso num país a viver em austeridade rigorosa, o investimento em carro novo compreende-se; por duas razões.

Primeiro, os bancos deixaram de ser seguros após a inteligência do Eurogrupo ter ido aos depósitos dos cipriotas; podem afirmar mil vezes que não é para replicar noutros Estados, que a desconfiança de quem tem dinheiro está instalada. 

Segundo, já haverá quem tenha assumido que Portugal deixará a Zona Euro, brevemente, em princípio empurrado pelas circunstâncias. Nessa situação os bens importados sofrerão um aumento imediato de preço. A maioria dos portugueses não tem agora euros para mudar de carro usado para outro carro usado, mas muitos há que podem comprar carro novo para usar por muito tempo.

O endividamento do país vai continuar a aumentar, como o falhanço troiko do controle do défice; o Estado vai ter receitas inferiores as despesas e a agravar-se, com a destruição da economia e respectivo aumento do desemprego; com os juros a pesar sobremaneira no aumento da dívida e sem perspectiva de crescimento estamos sem saída. Sem saída que não seja sair do euro.

Há no entanto quem acredite, de Francisco Louçã a João Salgueiro, na capacidade dos países do sul da Europa, em inverterem a política da União Europeia. Acreditam que vai ser possível rasgar o Tratado de Lisboa, que o Conselho Europeu não seja só a Alemanha e que voltará um dia a Coesão Económica e Social. Quem acredite nisso, faz asneira em investir em bens duradouros o dinheiro que precisa para outras coisas, incluindo para aforrar. 

As encenações não alteram a realidade, nem o governo nem o PSD têm solução para Portugal ou que influencie positivamente a Europa, Seguro devia reunir com Portas para fazer algo útil de imediato, Louçã devia escrever a Seguro pela mesma razão. 

Querem continuar no Euro mas não estão a fazer por isso, falta encenação. 

Pois - nós sabemos - a encenação não altera a realidade.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial