Mostrar mensagens com a etiqueta Enrico Letta. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Enrico Letta. Mostrar todas as mensagens

domingo, 19 de janeiro de 2014

O regresso de Berlusconi. Sintonia Renzi/Forza Itália.

Renzi. Sintonia profunda com Forza Itália de Berlusconi. Jan.2014
Menos esquerda na social-democracia italiana.

“Profunda sintonia com Forza Italia” foram as palavras (textuais), do novo secretário-geral do Partido Democrático (PD) Matteo Renzi, após a reunião, de duas horas e meia, com Sílvio Berlusconi, líder do conservador Forza Italia.

A reunião, que se realizou na sede do PD, e que, também por isso provocou acesa polémica na esquerda do PD, ressuscitou politicamente o condenado pela justiça, Berlusconi. Este deu o seu acordo a reformas no sistema eleitoral que reforçarão os grandes partidos.

A reforma eleitoral (cujo texto Renzi apresenta segunda -feira) será no sentido de garantir o “bipolarismo”; uma prenda aos grandes partidos, “eliminando a chantagem” dos pequenos partidos, cujo poder “impede a governabilidade”, isto segundo Renzi.

Renzi e Berlusconi entenderam-se ainda sobre a reforma do “Título V da Constituição”, relativo à administração do território e sobre a transformação do Senado em uma Câmara autónoma sem vencimentos e sem eleição directa dos seus membros.

A viragem à direita do Partido Democrático promovida pelo novo secretário-geral e a sua equipa de jovens, ainda vai dar que falar. Para já, e apesar das ameaças do líder do governo Enrico Letta (também do PD) em demitir-se, caso os pactos com Berlusconi continuem, Renzi leva o seu plano adiante.

Berlusconi é um condenado e num país normal seria um político acabado.

O novo líder do PD, de “centro-esquerda” e partido historicamente opositor de Berlusconi, acaba de contribuir para a sua reabilitação política.

Não vai ser pacífico nas várias tendências do PD.

(em actualização)

Para ver últimos posts clicar em – página inicial









segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Eleições primárias abertas, Louçã e os outros.

Luigi Bersani. Nov.2013

Rui Tavares volta hoje a abordar as primárias abertas, afirma que “Francisco Louçã distorceu completamente a ideia, dizendo que alguém queria impor uma lei aos partidos”. De facto, Louçã baralhou as primárias que já existem no PS, PSD e CDS, com as primárias abertas que nunca por cá houve; juntou ainda direitos constitucionais, dos militantes partidários, e medos vários.

Os militantes dos partidos decidem quem os representa, directamente ou por interposto órgão, como um congresso; mas também decidem de que forma querem que ocorra a eleição desses representantes. Alargar os votantes aos seus simpatizantes declarados, que é o que são directas abertas, não é populismo. Se um partido decide ter primárias abertas é uma decisão democrática.

Nas organizações, onde quem discorda da táctica política do momento, ou sai ou é corrido, ou ainda onde os órgãos dirigentes e intermédios são fruto de nomeações ou cooptações, a democracia é muito menor.

Que não se defenda primárias abertas no próprio partido, é normal; que se recusem nos partidos dos outros, tem de ter razões. Por exemplo, acontecer a maioria absoluta do PS, como aconteceu em França e na Itália. Apesar disso, António José Seguro disse há dois anos sobre o assunto, “gosto muito dos militantes do meu partido”. Percebem-se ambos, Louçã e Seguro.

O BE tem o problema de ser um partido de protesto e minguar agora, quando crescem os protestos, defende-se. O LIVRE tem a vantagem breve de não ter militantes, e as eleições abertas serem uma enorme rede de pesca. Já o PS está em espera, (nas eleições abertas), a proposta existe em carta, António Costa defende-a mas não para já, pelo que Seguro está seguro.

Uma última palavra para o barulho que Louçã fez sobre os eleitores de uns partidos votarem noutros por batota, jogos financeiros clandestinos, o eleito não poder ser escrutinado, etc. Eleições com primárias abertas tivemos há pouco em França e em Itália, não consta nada disso.

Em Itália, nas últimas eleições partidárias que já tiveram evoluções, Luigi Bersani ganhou a Matteo Renzi (que possui grandes meios publicitários mas perdeu) na última das duas voltas de eleições abertas. Bersani não conseguiu impor a sua segunda escolha, Romano Prodi, para presidente, demitiu-se de todos os cargos. Foi substituído no governo pelo Nº 2 do Partido Democrático, Enrico Letta, e no partido foi eleito em assembleia do PD para secretário-geral o ex-líder sindicalista da CGIL, Guglielmo Epifani, até ao próximo congresso. 

O que se passou de estranho? Onde está o populismo? Se há problemas com as eleições directas abertas, não são de democraticidade. 

 Para ver últimos posts clicar em – página inicial








quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Paulo Portas e Maria Luís. Missão secreta em Bruxelas.

Missão secreta junto da troika. Set.2013

Ninguém conhece os objectivos da ida de Paulo Portas e Maria Luís Albuquerque a Bruxelas. As dúvidas, sobre a finalidade da viagem, aumentam por se saber que um e outra têm posições quase opostas sobre as negociações com a troika e a política a seguir.

Os portugueses nunca souberam o que se passa nas reuniões do governo com a troika; nem sabem antes o que o governo vai defender, nem depois o que envolveram as negociações. Não sabe a opinião pública nem o Parlamento (que devia controlar a actividade do governo), não sabe a oposição nem sequer o maior partido da oposição.

O que o governo e a troika fazem - antes, durante, e após as avaliações, cheira a conluio, a cozinhado, e a esturro.

Hoje, pela hora de almoço, segui um pouco da demorada conferência de imprensa de Enrico Letta, primeiro-ministro italiano, presente na reunião do G20 em São Petersburgo. A posição de Itália na Conferência e todos os temas internos e internacionais foram conversados. 

É isso que falta aqui, que conversem connosco, que se deixem de secretismos e não nos briefem com patranhas. A Itália está prestes a entrar numa nova crise da coligação que sustem o governo, apesar disso dão satisfações aos cidadãos. 

É outra cultura…democrática.

 G 20 Letta presta contas em São Petersburgo. Set.2013

 Para ver últimos posts clicar em – página inicial







quinta-feira, 2 de maio de 2013

Coelhos e coelhinhos.

Gráfico. Mai 2013
 
Com o rigor científico possível, quando uma coelha não desova estamos com um problema aviário. Hoje, era mais um dia anunciado para o governo dar à luz as medidas concretas do Documento de Estratégia Orçamental (DEO). Abortaram (outra vez).

Os abortos nos Conselhos de Ministros já são um método anticoncepcional, ali nada nasce como previsto, só germinam novos conselhos de ministros. Silva Pereira traduziu o fenómeno com um slogan publicitário do tempo de Salazar, (adaptado): “Pare, escute e olhe, um conselho de ministros pode esconder outro”. 

Do tempo de Salazar, são também decalcadas as medidas pseudo-salvadoras das finanças e o coerente empobrecimento dos portugueses. Em democracia (mesmo de baixa intensidade) como existe hoje, a coragem dos salazarentos é curta; precisam por isso de lançar na opinião pública ensaios de medidas.

As fugas orientadas de possíveis medidas do governo andam por aí, amontoadas pela ninhada de serviço. Idade da reforma, aumento do horário de trabalho, etc e tal. São preparação psicológica e avaliação de reacções. As medidas, segundo o jornal Público serão anunciadas na sexta -feira, antes, o ministro da presidência tinha dito ser "esta semana".

No entanto, todas as sugeridas provocam mais desemprego jovem, o que é incrível nos tempos (europeus) de hoje. De figuras decorativas como Herman Van Rompuy e Durão Barroso, até políticos no activo, como Hollande ou Enrico Letta, ou até o Papa; todos andam preocupados com o desemprego jovem na Europa. Diz-se que é o objetivo do Conselho Europeu de Junho.

Portugal não segue a inquietação, tem o governo e o presidente mais retrógrados da nossa democracia, somos humilhantemente representados.

------------------------------------------------------

Como habitual no início do mês os títulos mais lidos no mês anterior.

Para além dos artigos lidos no blogue, 3 vídeos (koclarinet) editados no Youtube tiveram em Abril, 6.000 minutos de visualização: “Vítor Gaspar ministro da das finanças da troika” 715 visitas; “João Ferreira do Amaral – sair do euro” 582 visitas e “Adeus Gaspar. Em dez minutos” 83 visitas, (fora do blogue).

Aqui, por ordem:

10/04 – João Ferreira do Amaral, sair do euro, a entrevista.

02/04 – Álvaro, Relvas e tagarela, resolvem desemprego jovem. 

15/04 – Vítor Gaspar ministro das Finanças da Troika.

09/04 – Gaspar manda o Estado gastar mais.

12/04 – Ir aos mercados? Portugal desenganado pela troika.

05/04 – Tribunal Constitucional empurra governo para a rua.

06/04 – Adeus Gaspar. Em Dez Segundos.

25/04 – Discurso do 25 de abril. Obrigado Cavaco Silva. 

21/04 – Alemanha apoia confisco de depósitos bancários.

15/04 – A Europa impede o sucesso de Portugal.

 (clicar nos textos a cor para ler os artigos)

Para ver últimos posts clicar em – página inicial