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quinta-feira, 1 de maio de 2014

Manifestação do 1º de Maio é na rua.

Abstenção, nulos e brancos são votos no governo. Abr.2014
 

Como se ainda faltassem argumentos, os anúncios de aumento do IVA, da TSU e dos cortes nas pensões para 2015 vieram dar força às críticas que esta quinta-feira se vão ouvir nos discursos dos sindicatos nas comemorações do 1 de Maio e das gargantas dos manifestantes um pouco por todo o país.

O 1º de Maio, desde as suas origens é a celebração da luta dos trabalhadores, hoje é na rua. Mas, a luta dos trabalhadores, continua para além do dia comemorativo, de todas as formas e em todas as ocasiões.

Contra um governo que está a destruir as funções sociais do estado, que corta salários e pensões e transforma cortes provisórios em definitivos, que destrói empregos e recusa a protecção social no desemprego, que mente todos os dias, aumenta impostos e protege rendas capitalistas, que destrói a Escola Pública e o Serviço Nacional de Saúde, que empobrece os portugueses e entrega a soberania nacional; contra um governo que só protege os mais ricos há que lutar hoje – e até à sua saída do poder.

A luta é hoje na rua, continuará nas empresas, com os sindicatos defendendo mais contratação colectiva e a reposição dos direitos dos trabalhadores; pelo emprego pelo desenvolvimento.

A luta pelo derrube do governo será também nas eleições, na discussão da Europa e da Zona Euro, no voto contra a maioria de direita que governa em Portugal e na União Europeia. Ir votar contra a direita, recusar a inutilidade dos votos nulos e brancos ou da abstenção politizada (!?) é cortar o passo ao Governo Troiko de Passos/Portas e Cavaco.

Nenhum governo é pior que este! (Essa campanha serve esta gentalha)

Até logo na Alameda. Viva o 1º de Maio.

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domingo, 6 de abril de 2014

Passos Coelho–sem novidade no salário mínimo.

Salário Mínimo da UGT não repõe poder de compra.Abr.2014

Hoje, no 13º congresso nacional dos TSD, em Albufeira, Passos Coelho afirmou: “Digo hoje perante o país que o governo está disponível para aprofundar o esforço de concertação (…), de modo a trazer para cima da mesa a discussão da melhoria de salário mínimo nacional (…).

Diz, hoje, o que já tinha dito em 2013, aquando da discussão do Orçamento para 2014. “Aprofundar o esforço de concertação” não significou nada em 2013 nem significa nada para 2014.

Um eventual aumento do Salário Mínimo vai ser deixado para o ano de eleições, e, pela proposta da UGT, não chegará para repor o poder de compra.

Carlos Silva da UGT defendeu na abertura do congresso dos TSD, um aumento de 15 euros (dos actuais 485 para 500 euros), quando lemos que para recuperar o poder de compra perdido desde 2011, o salário mínimo nacional teria de aumentar 5,1% - para os 510 euros - no próximo ano.

A CGTP, que já em 2013 defendia um aumento do Salário Mínimo para 515 euros, propõe um aumento mínimo dos salários em 1 euro por dia, (30 por mês) para 2014.

A UGT reivindica metade do valor proposto pela CGTP para o salário mínimo. Como já se sabe o que é a negociação do governo com os “sindicatos”, (quer dizer UGT), o salário mínimo mais as “cedências” dos “representantes dos trabalhadores” vai dar em quê?

Têm de ser os trabalhadores, nas empresas e nas ruas, a reivindicar um salário digno.

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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Hoje – 27 Fevereiro – São Bento.

Todos a São Bento 27 Fevereiro.Fev.2014
 
Portugal é cada vez mais uma sociedade dividida entre pobres e ricos, entre os que têm poder e influência e os que sofrem as consequências da política do troica e da direita, entre os que acumulam benesses e riqueza e os que são desprovidos de direitos, entre os que têm dinheiro para a ceder à saúde e educação, e os que deles são excluídos.  (do Manifesto - 27 de Fevereiro – CGTP-IN)




Pré-Concentrações Hoje 18.30 H nos Ministérios:

S. Social/Trabalho – Saúde – Educação



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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

27 de Fevereiro. Marcha para São Bento.

Marcha S.Bento 27 Fevereiro. Fev.2014
 Marcha S.Bento

18.30h Concentrações nos Ministérios TRABALHO/SAÚDE/EDUCAÇÃO



Marcha Porto 27 de Fevereiro 18.30h - Largo Loios para Via Catarina






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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

1 de Fevereiro. Empregos–Direitos–Demissão!

oclarinet.blogspot.com Com os trabalhadores.Jan.2014


As 25 maiores fortunas existentes em Portugal representaram em 2013, 10,1% do PIB. Entre 2010 e 2013, mais 17,8% da riqueza produzida pelos trabalhadores foi transferida para o capital. MANIFESTO (clicar aqui)



1 de Fevereiro - Dia Nacional de Luta - convocatória da CGTP-Intersindical com concentrações e manifestações 
(ver aqui) em Faro-Aveiro-Beja-Braga-Bragança-Covilhã-Coimbra-Évora-Guarda-Leiria-Lisboa/Setúbal-Portalegre-Porto-Santarém-Viana do Castelo-Vila Real-Viseu-Angra do Heroísmo-Ponta Delgada-Funchal.

As concentrações Lisboa/Setúbal são no Cais do Sodré e nos Restauradores pelas 15 horas do próximo sábado.

Vamos Lá!


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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Manifestação 26 Nov. Marca 19 de Dezembro.

Foto1- Manif.S.Bento rejeita Orç. de Estado 2014.Nov.2013

Este ano já fui mais vezes a São Bento, em manifestação, que à minha terra transmontana. As razões ligam-se, é mais caro e tenho menos dinheiro para me deslocar e é também essa penúria que me carrega para a correnteza das manifestações. 

Lá marcham iguais, por motivos semelhantes. Não são os mesmos, são mais. Nota-se o desacostumado das andanças de rua contra qualquer coisa, observam-se principiantes de muita idade, gente surpreendida mas não assustada, ora alegre ora irritada, lançando acusações aos sem vergonha da governação.

Ladrão, gatuno e muito calão se grita. “Eu salvei o BPN quem me vai salvar a mim?” Veio na frente e de táxi, muitos táxis, enfileirados e irados com o aumento do pagamento especial por conta.

 “É preciso é urgente correr com esta gente”! “Fartos de aldrabões, queremos eleições!”E contam-se histórias de vida, de falta de vida, enquanto se aguardam os discursos. A CGTP através de Arménio Carlos falou, está nos jornais, passa nas televisões, ao vivo sentiu-se.

O que se sente nos presentes, é que vão estar na rua até o governo ir para a rua.
Vão estar nos locais de trabalho, frente aos ministérios ou nas galerias da Assembleia da República a baterem-se pela dignidade de quem trabalha, de quem trabalhou toda a vida e de quem não tem trabalho.

O Dia de Protesto e Luta foi o dia da Rejeição do Orçamento para 2014  - na Rua.

Tem continuação: Concentração-vigília junto à presidência -  19 DEZ. Nov.2013 
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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Vaga de greves começa mal para fura-greves.

Greve dos CTT- contra privatização. Out.2013

Grevistas e PSP impedem camiões privados de levar correspondência da central dos CTT em Cabo Ruivo.

O piquete de greve impediu a saída de dois camiões da central dos correios, os motoristas privados chamaram a PSP, e esta, alertada pelos trabalhadores dos CTT constatou a não existência das obrigatórias guias de transporte. Ficaram todos parados, grevistas e fura-greves.

Os privados contratados pela administração dos CTT, de tão acelerados esqueceram a papelada. Tudo em volta dos CTT tem estado muito apressado. 

O modelo de privatização dos CTT foi aprovado logo na primeira reunião do governo remodelado, em Julho, e a urgência na privatização foi entendida na oposição como de carácter puramente ideológico.

Sendo a receita da privatização para abater ao défice e à dívida pública, a verdade é que não há consolidação das contas públicas e os limites exigidos pela troika são “para mercados-ver”. 

Os CTT deviam ser das privatizações a rever com a troika. Não se justifica perder uma fonte de receita solidificada do Estado e um serviço público essencial. O encerramento de centenas de estações de correio é já um sinal da degradação do serviço postal nacional.

A seguir aos Correios continua a vaga de greves com o Metro de Lisboa, a Carris, Refer, CP, STCP, Transtejo, Soflusa, e a Função Pública que fará uma greve geral.

Várias manifestações estão marcadas para os primeiros dias de Novembro.

Amanhã é dia do movimento “Que Se lixe a Troika” sair à rua
em 13 cidades do país. 
 Que Se Lixe a Troika.out.2013 

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quinta-feira, 27 de junho de 2013

O país não está parado, anda para trás.

O Conselho de Ministro esteve reunido a trabalhar um sound bite que resumisse a sua atitude perante a Greve Geral.
No final da reunião, o ministro da presidência e porta-voz das conclusões de tanto trabalho, enunciou - “o país não está parado”. Está dito. Há matéria para parangonas e fotos ilustrativas.

Greve Geral 27 de Junho - S.Bento. Jun.2013

No outro lado, trabalhadores de todos os dias, pararam. Pararam mesmo, para protestar por o seu país estar a andar para trás. O país real, feito de pessoas e das suas dificuldades quer outra redistribuição do rendimento do trabalho, quer menos dentadas do governo nos seus salários, quer um salário mínimo que não envergonhe a existência e lhes corte a vida, quer a dignidade de fazer parte da discussão sobre o seu futuro, quer negociar a contratação colectiva e saber por onde anda o dinheiro que descontou para a reforma. 

Quer coisas simples.

Quer afirmar - Basta de andar para trás!

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quarta-feira, 26 de junho de 2013

O Povo Unido – É Mais Bonito.


oclarinet.blogspot.com - Greve Geral 27 de Junho. Jun.2013

A Greve Geral é dos trabalhadores. Passos Coelho é o único primeiro-ministro da democracia punido com três greves gerais, duas das quais (24 Nov.2011 e amanhã) convocadas em conjunto pelas centrais sindicais, CGTP e UGT. Terá efeito relevante nos transportes e espera-se grande adesão com as críticas balofas do costume. A greve geral junta o movimento sindical, é o mais valioso politicamente.

Para Carlos Silva, líder da UGT, “o dia 27 é o dia de um grito de insubmissão às políticas de austeridade” e o “momento que o movimento sindical tem, para dizer basta a quem nos governa”. 

O secretário-geral da UGT sustenta que “esta política, implementada nos últimos dois anos falhou,” pois “ o país continua a empobrecer, o desemprego aumenta, a economia não cresce, os empresários não investem”. “Basta de políticas de austeridade”, diz Carlos Silva.

Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, afirmou que “uma grande adesão dos trabalhadores à próxima greve geral corresponde a uma grande derrota do governo e uma fragilização da sua base de apoio”. 

O líder da CGTP diz ter assistido nos plenários que realizou, à disponibilidade de trabalhadores que votaram PSD, para participar na greve geral. Arménio Carlos acusa o governo de provocar o conflito quando aprova legislação que desregula as relações laborais e reduz a protecção social e as condições de trabalho. (imprensa)

CGTP e UGT juntas novamente numa greve geral. Falava-se disso desde a Jornada de Luta da CGTP de 29 de Setembro, que transformou o Terreiro do Paço no Terreiro do Povo. João Proença (ex-líder da UGT) ficou pelos ameaços, acreditando nos acordos na Concertação Social. Já nessa altura Carlos Silva defendia a renúncia do acordo tripartido, há portanto, circunstancialmente, novas condições no movimento sindical.

Os trabalhadores portugueses têm neste momento, sindicatos independentes e as duas centrais sindicais a bater para o mesmo lado, é o instante para – unidos - afirmarem a urgência da mudança de governo. 

O governo está unido contra todos os trabalhadores…

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terça-feira, 25 de junho de 2013

Estivadores do Porto de Lisboa. Quase um mês de greve.

Greve no Porto de Lisboa. Jun.2013

Os estivadores do Porto de Lisboa estão de novo em greve parcial, até 22 de Julho. Cumpriram hoje o primeiro dos 20 dias de greve. A paralisação “simbólica” - de uma hora no primeiro turno nas primeiras duas semanas e de duas horas nas seguintes - destina-se a chamar a atenção para as violações do Contrato Colectivo de Trabalho por parte das empresas portuárias.

No dia 27, dia de GREVE GERAL param todo o dia.

Os estivadores ameaçam parar totalmente se “continuarem a utilizar trabalhadores estranhos à actividade, no meio do circuito de operação portuária”, disse António Mariano presidente do sindicato.

As empresas que operam nos portos estão a utilizar “nas últimas semanas” trabalhadores temporários para substituir estivadores profissionais despedidos.

Para os estivadores, os “elementos estranhos” à actividade portuária sem qualquer formação para fazerem esse trabalho, trazem sérios riscos à operação. “Não podemos aceitar esta forma de trabalhar “, afirmou António Mariano.

O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro ameaçou com despedimentos aquando da entrega (em 7 de Junho) do pré-aviso de greve.

A actividade portuária não sofrerá abrandamento significativo, enquanto a greve for simbólica - trabalham 23 em 24 horas – mas se o conflito se agudizar com paragens parciais maiores ou a suspensão de toda a actividade, o governo vai ter um problema com o “motor das exportações”.

Ao proteger os abusos dos patrões dos portos, que “não cumprem nenhumas regras”, compra mais uma guerra.

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terça-feira, 18 de junho de 2013

Parque Industrial da Autoeuropa adere à Greve Geral.

Greve Geral 27 de JUNHO. Jun.2013
As Comissões de Trabalhadores do parque industrial da Autoeuropa decidiram hoje aderir à Greve Geral do próximo dia 27.

A decisão foi tomada em reunião, na fábrica da Volkswagem, pelos representantes das Comissões de Trabalhadores das empresas instaladas no Parque.

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quinta-feira, 30 de maio de 2013

30 de Maio. Dia da reforma estrutural.

Greve do Metro inicia confluência CGTP - UGT (novo líder). Mai.2013
 

O dia de hoje, as zero horas em que se iniciou a Greve do Metro, marca uma mudança estrutural na frente de luta sindical. A CGTP e a UGT, já antes tinham estado juntas em eventos da luta dos trabalhadores, mas obedecendo a episódios de receio de isolamento, perante os que representam, e sob a acusação de obedecerem a estratégias de afirmação político-partidárias. 

Julgo que agora, a união na acção, dos sindicatos da CGTP, da UGT e Independentes, resulta da exigência dos trabalhadores, que nos seus locais de trabalho são afectados por igual, não entendendo a divisão artificial da acção do movimento sindical. 

A mudança de líder na UGT já previa uma mudança, a própria CGTP não resistiu muito tempo com o sectarismo, talvez aceitável pelas anteriores traições da UGT, mas inadmissível perante as vitórias do governo e da troika.

A “confluência na luta” é para durar, pelo menos enquanto a ofensiva do Governo Gaspar/Passos/Portas não recuar. Nesse sentido vai a reunião de amanhã do Conselho Nacional da CGTP, onde a linha de convergência, sectorial e nacional, irá, segundo palavras de Arménio Carlos; Uni-los na acção, “com todos os trabalhadores, independentemente das opções sindicais, e com todos os sindicatos sejam da UGT ou Independentes. 

Maio termina em grande conflitualidade laboral, Junho será um mês de luta, de luta unitária e convergente, contra as medidas do governo e da troika.

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terça-feira, 14 de maio de 2013

Relatório, ou manifesto da OCDE? Quem governa isto?

Os portugueses têm de impedir a degradação do país. Mai.2013

Depois do relatório do FMI concebido a pedido do governo, outro da OCDE por igual combinação. É um governo aflito, incompetente e desnorteado, que procura socorro. O manifesto da OCDE podia chamar-se, “ Destruir o Estado Democrático e Promover o Crescimento do Desemprego e da Pobreza”, deram-lhe outro nome para iludir papalvos.

Quem redigiu o relatório e quem assim o encomendou sabe que não é exequível em democracia, sabe que é um manifesto para um Golpe de Estado e deve assumir as consequências.

É uma declaração de guerra aos trabalhadores de hoje, de ontem, e do futuro. Há leis, há partes e negociações nas relações laborais, há valores civilizacionais que não se podem continuar a degradar, há caminhos que não sejam as condições de trabalho do Bangladesh. Não é esse o ajuste que os portugueses aceitam.

Propor o congelamento do salário mínimo, propor que se reduzam ainda mais as indeminizações por despedimento, renegar a contratação colectiva e apontar a abolição das portarias de extensão, são um conjunto ideológico de atentados ao direito em vigor e aos acordos já firmados. A crise é uma oportunidade para o extremismo, mas vai haver resistência.

Querem mais tempo de trabalho por menos remuneração, a redução da protecção social e a constituição de um exército de desempregados prontos a aceitar qualquer trabalho por qualquer salário. Mas estão a esticar demasiado a corda.

Tornem os Sindicatos e a Concertação, obsoletos por irrelevância, aqui e lá fora, e vão ver a reacção dos povos.

A resposta à violência não vai ser a passividade.

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terça-feira, 23 de abril de 2013

A promessa. Outra UGT com o novo líder Carlos Silva.

Uma nova UGT. Abr.2013
O post (aqui) de há precisamente um ano.

Prometia muito e afinal…! Pode vir a ser o epílogo da história da mudança de secretário-geral da UGT. Quero crer que com Carlos Silva, a submissão da UGT às conveniências da troika contra os interesses de quem trabalha, não continue.

Carlos Silva já assumiu querer outra atitude; perante os “acordos na concertação”, o governo e os credores. Também indiciou maior abertura à colaboração com outros sindicatos e a CGTP. 

No entanto, o que revelará uma viragem fundamental, será não permitir o uso da sua assinatura para dar no exterior a ideia de haver acordo social em Portugal, quando é generalizada a oposição à política do governo e da troika.

João Proença fica historicamente ligado ao pior período da UGT, de colaboracionismo com interesses anti-patrióticos, mais graves que a infidelidade aos anseios dos trabalhadores que representa. 

Proença ameaçava muito, mas demonstrou ser um “encolhido”; Carlos Silva promete, espera-se que não seja uma decepção. Os mais sectários, dentro e fora do movimento sindical, nada esperam da UGT, eu confio na neutralização do papel negativo que a central sindical tem tido. 

A UGT, se não for a bandeira virtual (mas usada), da chamada paz social, já é um pau. Um pau a bater para o lado certo.

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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Conselheiro de Estado compra ATMs na China.

Importado da china porquê...Abr.2013

Vítor Bento compra na China caixas multibanco.

O único fabricante na Europa de máquinas ATM (caixas multibancos) está em Portugal, tem a fábrica em Torres Vedras e pretende encerrá-la em Junho. A Talaris Portugal (antiga Papelaco) emprega 200 trabalhadores fixos mais 40 subcontratados, dados do Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI).

O SIESI refere-se de forma crítica ao Conselheiro de Estado Vitor Bento, nomeado por Cavaco Silva em 2009 para o lugar deixado vago por Dias Loureiro (escândalo BPN). Vítor Bento é presidente da SIBS, Sociedade Interbancária de Serviços, entidade que gere a rede nacional de Multibancos, e, segundo se pode ler na página do sindicato “tem vindo a deixar de encomendar à fábrica portuguesa e a importar os equipamentos da China”.

No texto, o sindicato afirma: “A Talaris, adquirida em Julho de 2012 pela multinacional japonesa Glory, regista, anualmente, lucros superiores a 1 milhão de euros. É o único fabricante europeu de máquinas multibanco e de outros equipamentos de gestão de numerário que destina ao mercado nacional e à exportação. As exportações da Talaris para o mercado europeu atingem, anualmente, os 8 milhões de euros.

O plano da administração da Talaris, com o encerramento da fábrica, que é lucrativa, passa por importar da China equipamentos que agora exporta. Paralelamente, tem vindo a substituir progressivamente os trabalhadores que asseguram a manutenção dos equipamentos junto dos bancos, por outros, subcontratados e em condições de trabalho precárias.” (Texto integral aqui).

O economista e conselheiro Vitor Bento, comentador encartado e teórico neo-liberal, já muito antes do “aguenta, aguenta” do banqueiro Ulrich, dizia (em 2011) que “enquanto sociedade não há limites para o sacrifício” para contradizer Cavaco Silva que tinha acabado de dizer precisamente que “há limites para o sacrifício”. 

De 2011 para cá, Cavaco tem demonstrado ter apreendido a lição do conselheiro Bento, desde o governo Passos Coelho que não tem preocupação com “limites para o (nosso) sacrifício”.

O conselheiro Bento também já disse coisas acertadas, uma é que em Portugal o sector não transacionável foi artificialmente rentabilizado; “excessivamente atractivo em desfavor da indústria” (Público 2010). 

Palavras, conversa…quando toca a comprar nacional ou estrangeiro, a opção é pela caixa multibanco fabricada na China. 

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segunda-feira, 4 de março de 2013

Ministro Álvaro com bilhete só de ida para o Canadá.

Ministro Álvaro pode partir hoje para Toronto. Mar.2013

Inserida na semana de luta dos trabalhadores dos transportes, que se inicia hoje, os trabalhadores da TAP manifestam-se no Largo de Camões, em Lisboa, e entregam no Ministério da Economia um bilhete “só de ida”, para Toronto, ao ministro Álvaro Santos Pereira.

A TAP (SA) fechou o ano de 2012 com lucro de 16 milhões de euros. Os oito sindicatos que representam os trabalhadores da TAP entregaram hoje um pré-aviso de greve, para os dias 21,22, e 23 de Março.

Os trabalhadores protestam contra os cortes salariais e a política do governo, que está a provocar uma razia de quadros qualificados da TAP, cuja opção vem sendo a emigração.

É contra o “desfalque de quadros técnicos da manutenção e voo da TAP” que os trabalhadores fazem o gesto simbólico de entregar um bilhete de regresso (a Toronto) ao ministro da pasta dos transportes. 

O ministro Álvaro tem vários voos para Toronto. Podia aproveitar a borla.

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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Alterar Lei da Greve. Direito Constitucional em perigo?

Greve direito dos trabalhadores. Dez.2012


A justificação próxima é o prolongamento da greve dos estivadores até vésperas do Natal, a verdadeira razão é limitar o direito à greve conquistado pela democracia, com a Revolução de Abril.

A TSF ouviu hoje João Carvalho, presidente do Instituto Portuário, que deixou o aviso ameaçador de que poderá haver “mudança de atitude” e “medidas mais drásticas” por parte das administrações dos portos, como o despedimento de trabalhadores.

Despedimento por fazerem greve, a lei em vigor não permite.

No mesmo noticiário da TSF, Ferraz da Costa, ex-presidente da CIP e actual do Fórum para a Competitividade, disse a propósito; “a única solução é regulamentar a lei da greve” coisa “que tem de ser feita em acordo com o Partido Socialista” sem o qual “nada se pode alterar em Portugal”.

Ferraz da Costa disse agora que a “regulamentação” seria para que “não houvesse tantos excessos”; considerava em Outubro que a lei da greve devia ser regulamentada para evitar paralisações convocadas sem terem existido negociações prévias.

Ora, a greve dos estivadores tem sido contra a imposição da lei portuária e pela negociação do governo com os sindicatos. Com a “regulamentação à Ferraz da Costa” bastaria aos patrões não abrir negociações para que as greves fossem ilegais. 

A lei portuguesa considera a greve; “um direito dos trabalhadores”, que compete a eles “definir o âmbito de interesses a defender através da greve” e que é um direito “irrenunciável”.

Não vai ser fácil ao governo e aos patrões alterar a lei da greve, como agora se propõe, mas é urgente uma reacção do Partido Socialista, (de António José Seguro), às actuais pressões. 

Há matérias, como os Direitos e Liberdades Fundamentais consignadas na Constituição, que não podem suscitar dúvidas.

Deter a revolução anti-democrática em curso compete a todos, é uma tarefa anti-fascista.

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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

29 Novembro. Manifestação de Estivadores.

oclarinet.Desemprego e trabalho precario nos portos. Nov.2012

Na Assembleia da República debate-se hoje a proposta da nova lei sobre o regime jurídico do trabalho portuário. Na rua estarão os estivadores, suas famílias e outros apoiantes da sua luta, em mais uma manifestação contra as intenções do governo de precarizar o trabalho nos portos portugueses.

Já em Agosto se antevia que as greves nos portos podiam estender-se a outros países; hoje, vários portos europeus paralisam entre as 13.00h e as 15.00h, em solidariedade com a luta dos estivadores portugueses. Delegações de sindicatos dos portos europeus juntam-se à manifestação dos estivadores, que se concentra às 13.00h na Praça do Município em Lisboa, de onde partirá para a frente da Assembleia da República.

in Estivadores de Aveiro.Nov.2012
A nova lei, origem de várias greves nos últimos meses, tem vindo a ser contestada pelos trabalhadores portuários com bastante firmeza. Passaram por ameaças de requisição civil, por exigências patronais de substituir os estivadores por militares e pela intransigência do governo em não negociar com os sindicatos.

No dia em que está agendada a discussão da proposta de lei, pelos deputados, é altura dos portugueses demonstrarem, mais uma vez, apoio à luta dos estivadores. A sua luta é pelo trabalho com direitos e contra a precariedade laboral, reivindicações de todos os trabalhadores.

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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Substituir os estivadores por militares. A demência.

Estivadores contra a precariedade.Nov.2012
 
Os agentes de navegação devem ter visto na carga policial de ontem uma oportunidade para subir a parada e pedir a militarização do país. A sua associação (Agepor) desafiou, segundo os jornais, o governo a substituir os estivadores em greve, por militares.

Diz a Agepor que a requisição civil não resolve o problema, o que já se sabia.

A greve na estiva (ver aqui) tem estado sujeita à mais descarada contra-informação, continuando os jornais a relatar que há impasse nas negociações entre o governo e os sindicatos, e o próprio ministro Álvaro a dizer nas televisões que continuam a negociar, quando não houve reuniões entre o governo e os grevistas, coisa que os sindicatos vêm pedindo há meses.

Não é a greve mas a causa da greve que está a prejudicar as exportações e a economia. Antes do governo querer precarizar o trabalho portuário nada de anormal se passava nas exportações e na actividade da estiva. É mais uma das asneiras deste governo com efeito lesivo na economia.

A proposta dos operadores portuários é inqualificável, substituir trabalhadores em greve parcial por militares, decerto para fazer as horas extra, pagas por não sei quem e a que preço, só lembra a um cabo feito general num golpe de Estado. 

Militarizar a função de quem tenha contratos normais de trabalho seria o cúmulo da desfaçatez fascistoide. 

Precários e militares, o sonho duma sociedade em que o chefe dá elogios muito fortes a quem tem a coragem de ir trabalhar pois está a lutar por Portugal e por vencer adversidades. (já ouvi isto em qualquer lado)

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