Mostrar mensagens com a etiqueta Austeridade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Austeridade. Mostrar todas as mensagens

domingo, 10 de novembro de 2013

Paul de Grauwe também se engana. Que Comissão Europeia?

Júri troiko a caminho da passarela. Nov.2013

Interessante imagem do professor Paul de Grauwe; “Portugal errou ao querer ganhar o concurso de beleza da austeridade”. Tem sido assim, um país governado por betinhos perigosos sob o olhar inerte de Belém.

Recomendando a leitura do artigo de hoje, do Público; só não se entende o que o economista quer dizer com, “Vocês têm influência na Comissão Europeia, mas não a usam”. Refere-se decerto ao presidente da Comissão, Durão Barroso.

Ora, Durão Barroso tem sido bastante usado pelo governo de Passos/Portas e por Cavaco Silva, precisamente para vender o que chamou “concurso de beleza” e nós por cá designamos por, “fazer o papel do bom aluno”. A Comissão Europeia e Barroso são co-autores e cúmplices do erro português.

Já tínhamos citado Paul de Grauwe em fevereiro do ano passado, (clicar aqui) quando ele afirmou que “ são os portugueses que estão a pagar aos alemães”; numa altura em que Passos tratava os seus compatriotas por piegas e o secretário da troika, Carlos Moedas, escrevia no Wall Street Journal que Portugal “estava a vencer ventos contrários”.

Os ventos continuam contrários e estamos longe de vencê-los, sopram do governo português, de Belém, de Bruxelas, de Berlim e de mais umas capitais do capitalismo financeiro. 

A voz de Paul Grauwe e tantos outros com os mesmos alertas é bem-vinda.

Estamos num remoinho danado.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial






terça-feira, 8 de outubro de 2013

Passos quer os economistas na propaganda do governo.

Propaganda propaganda. Out.2013

Passos Coelho está com medo da reacção dos portugueses ao próximo Orçamento de Estado (OE). Criou expectativas impossíveis de satisfazer, errou nas consequências da política de austeridade “para além da troika”. Sente que há apoios que lhe estão a fugir, e está, pateticamente desnorteado.

Só um primeiro-ministro perdido, se lembraria de fazer um apelo público “aos economistas e comentadores (para) que ajudem a reposicionar as expectativas dos portugueses, pois o OE pode criar um novo choque”. (Público)

O choque é garantido como se vê pela oposição popular à TSU da viuvez. 

Passos Coelho está a pedir para que se publicite o argumentário do governo, do PSD e do CDS, sobre a situação do país; quer os economistas e os comentadores a fazer a propaganda do governo - quer ainda mais economistas e ainda mais comentadores!

Cavaco Silva alinha; já em 2012 Cavaco queria todos a fazer a propaganda do governo, mas pedir o mesmo a alguns profissionais da economia e do comentário põe em causa a sua credibilidade, prejudica o seu ganha-pão.

O governo - e Cavaco Silva - estão cada dia mais longe dos portugueses, mais isolados.

Sobrevivem pela propaganda e ela já falha, não chega; ninguém acredita nas mentiras sucessivas, na palavra falsa dos ministros, no governo.

Passos Coelho tem uma solução de recurso; organizar todos os dias eventos com banqueiros, comparecem de certeza a defender o governo, em todo o lado.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial








segunda-feira, 7 de outubro de 2013

TSU dos reformados – na viuvez, o início do pacote.

TSU dos pensionistas para viuvez. Out.2013

A arte de mal mentir a toda a força. Portas diz que cortes das pensões de sobrevivência não estavam desenhados na quinta-feira. Não precisamos de desenhos para perceber as intenções do governo; a TSU dos reformados na viuvez é o início do novo pacote de austeridade.

Os reformados da Segurança Social têm estado a ver os pensionistas da Caixa Geral de Aposentações (CGA) serem atingidos por cortes múltiplos… na expectativa. A própria Manuela Ferreira Leite queixava-se na televisão, após a conferência de aldrabões, sobre as conclusões da 8ª/9ª avaliação da troika da “linha vermelha de Paulo Portas” ser apenas para o regime geral.

Ferreira Leite acusou Portas, afirmando que “a TSU (das reformas) foi substituída pelos cortes de 10% sobre as pensões da CGA”. Falou cedo de mais, dois dias depois já havia uma parcela do regime geral que vai ser afectada por cortes directos, as viúvas e os viúvos. 

A TSU da viuvez (pensão de sobrevivência ou pensão de viuvez) vai empobrecer e desamparar os mais velhos que perderam o rendimento do cônjuge, até um limite de dificuldades que ainda não sabemos.

Já aqui se anteviu que o governo tentaria “ir às reformas” do regime geral. Esta medida, por extrema e desprezível, e até pelo valor relativamente irrisório da ladroeira (100 milhões de euros), parece ter por missão experimentar a reacção da opinião pública e afinar o conflito com o Tribunal Constitucional. 

O novo pacote de austeridade, peça a peça, sabê-lo-emos aquando do Orçamento de Estado. O que não saberemos é que medidas substitutivas serão implementadas pelo governo, perante os casos esperados de inconstitucionalidade. 

Daí que ninguém possa pensar que não é atingido.

Devia fazer pensar em duas coisas. Primeiro; ninguém está livre de ser abrangido por cortes directos nos seus rendimentos. Segundo; sendo todos os cortes recessivos, todos serão afectados.

Não há motivo para os portugueses se deixarem dividir, para o governo conseguir dividi-los. 



Para ver últimos posts – clicar em página inicial










domingo, 18 de agosto de 2013

Morte na estrada por não ter dinheiro para portagens.

Auto-estradas vazias, morte nas estradas alternativas. Ago.2013

O artigo do jornal Público é elucidativo: 

“Bastaram 24 horas para morrerem nove pessoas no mesmo troço de estrada. Automobilistas voltam ao IC1 para escaparem às portagens. Cinco das vítimas eram jovens”. 

“Uma colisão frontal entre dois ligeiros de passageiros, ocorrida ontem à tarde no IC1, junto a Ourique, matou sete pessoas”. Outro acidente em menos de 24 horas, no mesmo troço, fez também duas vítimas mortais, acrescenta o jornal.

O Público realça que o concelho de Ourique foi “marcado pela sinistralidade rodoviária antes da construção da A2” e que este “fim-de-semana negro” é “revelador da quantidade de automobilistas que passaram a circular pelo IC1 em vez de usarem a auto-estrada, para pouparem o dinheiro das portagens”.

É assim em todo o país, a quebra de tráfego nas auto-estradas com portagem, incluindo as ex-SCUT, vai manter-se enquanto a opção política for de orçamentos restritivos, de baixar o poder de compra e subsistir a alta taxa de desemprego. 

O declínio de tráfego nas auto-estradas e a opção forçada dos automobilistas por troços de dois sentidos na via, é responsável por desastres mais violentos e mortíferos; para haver acidentes mortais na estrada não é necessário excesso de velocidade, basta um choque frontal entre dois veículos dentro de velocidades legais.

O que não está a ser medido, como resultado da introdução de portagens nas ex-SCUT, e do impacto das medidas de austeridade é o número de mortos e inválidos, consequência do aumento de acidentes rodoviários graves.

A austeridade não altera só estilos de vida, nem causa “apenas” pobreza, fome, infelicidade; a austeridade mata e mata também na estrada.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial








sábado, 20 de julho de 2013

Ministro da Saúde grego recebido a soco em hospital.

Os ataques a Adonis Georgiadis sobem de tom, de pastéis a socos. Jul.2013

Portugal a Grécia fazem caminhos semelhantes. Como dizia a semana passada, umas vezes vamos à frente outras atrás. No que toca à recepção popular de ministros, a Grécia deu um passo marcante; marcou o ministro da Saúde, Adonis Georgiadis, a murro.

O caso deu-se há dois dias, aquando da visita do governante ao Hospital Attiko de Atenas. Os funcionários do hospital tinham emitido um comunicado declarando o ministro “persona non grata”, mas ele fez a visita. 

Foi recebido, segundo a imprensa grega, com apupos de dezenas de manifestantes e gritos de “fascista”. Mais uns empurrões e entraram em vias de facto, tendo sido golpeado a soco no pescoço e no rosto, dizem as crónicas.

Os protestos eram contra os cortes na Saúde, o encontro com os manifestantes foi causado pela recusa do ministro em sair pelas traseiras, como aconselhava a polícia. 

Georgiadis chamou “bando de fascistas” aos agressores, que identificou como militantes de uma coligação radical de esquerda (ANTARSYA), enquanto os manifestantes chamaram fascista ao ministro, por ele vir da organização ultra-nacionalista LAOS, onde foi seu porta-voz. (ver aqui partidos gregos).

Como curiosidade diga-se que o LAOS foi fundado, em 2.000, por militantes extremistas expulsos da Nova Democracia, e que o deputado Adonis Georgiadis, foi expulso do LAOS o ano passado, por apoiar as medidas do governo. Agora faz parte do executivo da Nova Democracia.

Nota sobre a imagem acima: Em abril de 2012 o mesmo Adonis foi a uma pastelaria dos arredores de Atenas, supõe-se que para comer um bolo e sofreu um ataque dos clientes que o reconheceram. Levou com bolos, iogurtes, mostarda e outras iguarias à mão, até fugir do estabelecimento.

Por cá temos ficado pelos apupos, a única ocasião de “acção directa” (simbólica) foi aquela do “homem certeiro falha ovo na ministra Conceição Cristas” (ver AQUI).

Para ver últimos posts clicar em – página inicial








sexta-feira, 17 de maio de 2013

Deputado do PSD escreve a Merkel.

Duarte Marques escreve a Merkel. Mai 2013

O jornal Público escreveu ontem uma notícia com pouco crédito, (falei dela AQUI) hoje desmente-a na primeira página acusando o governo alemão de dizer umas coisas em off e outras em on. O On-offre tem as costas largas quando se fazem interpretações abusivas do que se pensa ter ouvido ou lido.

O que vem na primeira página do Público de hoje é que a Chancelaria alemã emitiu um comunicado; “garantindo que Berlim apoia plenamente os programas de austeridade”. Não aconteceu nada. O Público errou ontem, como o jornal i de hoje. O El País (citado pelo Público e que eu já tinha lido) não fala em austeridade - ninguém falou em austeridade (pelos vistos). Tudo normal na anormalidade germânica.

À parte um pedido de rigor jornalístico, pois nem todos os leitores portugueses leem a imprensa internacional, regista-se um facto político notável:

- O deputado Duarte Marques, presidente da JSD e a fazer carreira para um dia ser candidato a primeiro-ministro deste país, apressou-se a escrever uma carta de censura à chanceler Ângela Merkel. Carta essa - vejam lá - baseada na “notícia do Público”. Para “apurar a verdade”; escreve Duarte Marques a certa altura:

“Esta recente desresponsabilização da Alemanha sobre o “património” da estratégia de austeridade que graça na Europa parece-me de um oportunismo político pouco habitual para as tradições alemãs e sobretudo, pouco digno para um país que, pela mão de Helmut Kohl, nunca sofreu de falta de coragem para assumir o interesse europeu e alemão – mesmo contra a opinião pública alemã. Kohl era de uma casta de estadistas que hoje escasseiam na Europa”. (fim de citação).

Se me é permitido um desabafo, diria que “oportunismo político” é coisa que não escasseia em Portugal, como se nota em Duarte Marques. Mais; a “casta de estadistas” que a JSD tem procriado também não é escassa, é mesmo descomunal – uma enormidade!

Para ver últimos posts clicar em – página inicial







quinta-feira, 16 de maio de 2013

Alemanha critica austeridade. Falsa notícia.

oclarinet. Alemanha contra austeridade da troika - querias.Mai.2013

Nada faz supor que a Alemanha tenha deixado de defender a austeridade, a não ser uma notícia (não confirmada por mais ninguém) do jornal Público, que diz:
 - “ Responsáveis alemães demarcam-se da austeridade imposta aos países periféricos”. O título refere a “austeridade das troikas” (!?).

O jornal português não identifica os “responsáveis alemães” que terão veiculado tais críticas. O que se sabe das autoridades germânicas, das suas declarações públicas - vai no sentido contrário da “notícia do Público”.

A Alemanha tem resistido a todas as pressões para ceder à imposição da política de austeridade, lembrando aos países europeus os compromissos que assumiram para reduzir os défices e estabilizar as dívidas.

As criticas alemãs de gestão errada da crise europeia - sejam pela troika, pela Comissão Europeia, ou pelo seu presidente Barroso - não podem ser entendidas como uma critica às medidas de austeridade. Durão Barroso criticou a “política de austeridade de inspiração alemã”, qualquer censura alemã a Barroso só por ingenuidade pode ser lida como um volte face na política alemã.

Aproximam-se as eleições na Alemanha, vai haver muito sound bite a correr pela Europa - para caçar votos germânicos. 

Como nós não votamos lá, são escusadas as campanhas cá.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial







domingo, 5 de maio de 2013

Divergências de Portas. O talento no pântano.

Satisfatório para o CDS - PP impossíveis para o país. Mai.2013

Governo às turras no pântano. Paulo Portas reedita discurso de polícia bom num governo sem coesão. Portas opõe-se à taxa sobre as pensões; é a medida que deixam cair para impingir todas as outras. Já não enganam ninguém. Em 2012 chamaram modulação às medidas suplementares de agora; chegámos aqui.

Já por aqui se escreveu: “Portas quer tirar o cavalo da chuva”. “Mais uma tentativa de descolar o CDS da imagem degradada do governo”. “O CDS é co-responsável das opções do executivo”. “O próprio ministério de andar lá por fora, de Portas, tem servido apenas para este tentar passar despercebido”. Etc.

Portas, em Setembro de 2012, desculpava-se. Que “defendeu outros caminhos” que tinha outra “opinião”. Volta a desempenhar o mesmo papel, viabilizar o governo e aparecer como crítico. O CDS/PP não vai bloquear as decisões que criam a espiral recessiva, as falências, a emigração e o desemprego.

Não é da toca de Portas, nem da toca de Cavaco, que sai o furão para caçar o Coelho.

Já se previa.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial






sexta-feira, 3 de maio de 2013

Com a queda do governo o corte será nos sacrifícios.

Cortes nos salários e pensões mais recessão e desemprego.Mai.2013

As medidas anunciadas por Passos Coelho significam menos dinheiro na economia e mais recessão.

O corte nas pensões e salários, as únicas medidas que o governo concebe para reduzir a despesa, não têm em conta a realidade económica das famílias, com filhos e netos desempregados suportados pelas pensões dos mais idosos.

É um governo fraccionado e descredibilizado que quer enganar os credores e os portugueses. Não vamos atingir qualquer objectivo senão destruir o resto da economia. No euro ou fora do euro a dívida não vai ser paga nos moldes dos acordos actuais.

Não há ajustamento sem produto. A competitividade, a produção e o emprego sem sairmos do euro não se vislumbra, resta uma crença numa Europa solidária que não existe, para um Portugal subsídio-dependente.

Só a queda deste governo poderá cortar os sacrifícios que não servem para nada. Cabe aos sindicatos (e a uma outra UGT) representativos dos trabalhadores afectados, lutar pela falência das intenções do governo. O povo em geral só pode juntar-se à luta, contra a liquidação dos serviços públicos e o empobrecimento geral.

Não há lugar para negociações, é tempo de ruptura política que ruptura social já existe. O agravamento da penúria e decadência não é aceitável, exige-se um novo quadro político.

  Para ver últimos posts clicar em – página inicial





segunda-feira, 15 de abril de 2013

Vítor Gaspar ministro das Finanças da Troika.

Gaspar ministro da troika

Há quem diga que a imagem de Vítor Gaspar é muito importante no estrangeiro.

Apenas envergonha Portugal e os portugueses:
-  O Vídeo (a iniciativa de Sócrates).



Para ver últimos posts clicar em – página inicial

sábado, 13 de abril de 2013

A Europa impede o sucesso de Portugal.

A Zona Euro que vá à fava. Abr.2013

“Não podemos ter sucesso sem uma mudança do enquadramento europeu”, disse Maria João Rodrigues, acrescentando que a crise está actualmente a gerar níveis de divergência inaceitáveis entre os países da zona euro.

Para a conselheira do presidente da Comissão Europeia, Maria João Rodrigues; “Já não é um problema de crise financeira é um problema de crise de integração europeia”, disse na conferência “Portugal na Balança da Europa e do Mundo”.

Maria João Rodrigues (MJR) faz parte daqueles economistas que ainda se podem ouvir, mas quando afirma que “há ajustamentos a fazer mas não podemos pôr em causa funções sociais do Estado”; conhecendo as exigências da Comissão Europeia (de que faz parte) está a dizer o quê?

Não são as imposições da troika que impedem uma política inversa à praticada pelo governo português?

Todos sabemos que mesmo sem troika, a política do governo de Passos Coelho seria esta; mas é a troika, e particularmente na troika a Comissão Europeia, quem incentiva e dá cobertura, à política de violenta austeridade que “põe em causa as funções sociais do Estado” e destrói a economia portuguesa.

“Portugal não pode ter êxito sem mudança no enquadramento europeu” como disse MJR. Ora essa mudança não se vai fazer - numa Zona Euro que já não existe como tal. 

A Zona Euro serve para submeter os países de economias débeis aos países adaptados ao Euro, é esse o “enquadramento europeu” que não vai mudar.

É a Europa e a moeda única europeia que impede o sucesso de Portugal - já esteve mais arredada da opinião pública essa compreensão.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial








quarta-feira, 10 de abril de 2013

João Ferreira do Amaral, sair do euro, a entrevista.

SAIR DO EURO. Livro de João Ferreira do Amaral. Abr.2013

O divórcio necessário para tirar Portugal da crise

Programa Política Mesmo TVI 24 – jornalista Paulo Magalhães 09-04-2013

Para ver últimos posts clicar em - página inicial

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Forte consenso com governo de iniciativa presidencial?

oclarinet.blogspot.com - Cavaco - o - desastre - Abr.2013

A Europa dos “Comissários de Merkel” devia ter pedido a Cavaco Silva para não se isolar no apoio ao governo. Vir agora a Comissão Europeia pedir “forte consenso político”, quando o presidente da República perdeu a posição arbitral e promotora de acordos entre os partidos, (ou do governo com os parceiros sociais) não faz sentido. 

Já era impraticável conciliar o governo falhado e incompetente com a sociedade portuguesa, isso vai acentuar-se. Foram pedidos enormes sacrifícios aos portugueses, sem outro resultado que o aumento da crise social, mais divida e mais incapacidade de a pagar.

 Perante o chumbo do Orçamento fora – da – lei do governo PSD/CDS e os pedidos de demissão (não desmentidos) de ministros, Cavaco viabilizou o seu próprio governo (como bem “viu” Sócrates). 

Do governo de “iniciativa presidencial” sabe-se o nome do primeiro-ministro e do ministro das Finanças, (os mesmos do governo anterior para a mesma política), e conhece-se o fio do programa de governo; Desinvestimento do Estado e Cortes nas Áreas sociais.

Não há consenso possível. Vai haver resistência a mais austeridade e pobreza, por parte da grande maioria dos portugueses e dos partidos da oposição.

O PSD está unido, de Durão Barroso a Cavaco Silva, de Passos Coelho às marionetas laranja na comunicação social.

A campanha começa contra o maior partido de oposição; o argumentário é António José Seguro não ser alternativa, a finalidade é manter uma “dúvida razoável” que deixe o governo Cavaco/Passos cumprir a legislatura. Como habitual, veremos muita gente de esquerda, incapaz de compreender a tática política, a fazer jeitos estúpidos à direita.

Não há governos iguais e pior que o que temos é impossível. De qualquer forma estou convencido que saímos do euro; como saímos (forçados ou preparados) é o mais importante. 

Fazer frente ao governo de Cavaco e Passos, é não deixar que destruam mais o país e o tornem ainda mais difícil de recuperar. Portugal não acaba mas é preciso perservar gerações de portugueses.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial









domingo, 17 de março de 2013

Está perto o anúncio da bancarrota. E sair do Euro?

Daniel Beça avisa da bancarrota. Mar 2013


O ex-ministro da economia Daniel Bessa voltou ao discurso do perigo da bancarrota, diz ele:

“Estamos todos no país a tentar evitar o momento final do anúncio da bancarrota e do incumprimento. Não estou a dizer que estamos em cima desse momento, mas, infelizmente, estamos hoje mais perto do que estávamos há dois meses, estamos mais perto do que estávamos há dois anos. E, portanto, é isso que estamos a tentar evitar”. (Transcrito do Público).

Que este seria o governo da bancarrota, até eu o disse por aqui, ainda antes de se saber que a divida galgaria aos valores de hoje. Incumprimento nos moldes actuais de pagamentos é mais que certo, o que não significa no nosso caso falta de credibilidade do país. Se há reputação abalada é da troika, do PSD, do CDS, e de Cavaco Silva, que deixa Portugal capitular neste desgoverno.

O incumprimento já se assume para além de teórico, também em hostes apoiantes do governo; a governação tem retirado aos portugueses os meios para cumprir quaisquer obrigações.

No Euro, com a dimensão dos juros e sem um plano de pagamentos suportável; com o investimento e o consumo ao nível de um país falido não vamos lá. 

Mas os países não acabam por incumprimento, sofrem mais ou menos o que estamos a sofrer, para recuperar os tempos saudáveis. O esforço que fazemos é inglório, com a austeridade que já se suportou e moeda própria, estávamos no caminho de saída da crise e não a enterrarmo-nos mais. 

A saída de Portugal do Euro, harmonizada com os parceiros europeus e negociada com os credores, é uma solução cujo debate tem de deixar de ser tabu, devia ser já a tarefa das forças políticas nacionais.

No caminho que estamos, a austeridade não nos serve, só nos destrói.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial








sábado, 16 de março de 2013

Para memória futura. Estão a amarrotar um país.

V SM. Há economistas e economistas. Mar.2013

O professor Viriato Soromenho-Marques (V SM) escreve uma coluna de opinião no DN, onde salienta que Vítor Gaspar falando como ministro e não como professor “monetarista”, “devia ter pedido desculpa aos portugueses pela falta de rigor e ausência de credibilidade dos seus cálculos”.

Como a comunicação feita agora pelo ministro das Finanças deverá pecar pela mesma imprecisão, é natural que o desastre anunciado por Gaspar venha a ser ainda mais catastrófico. 

A história, por V SM:

“Em outubro, a previsão para a queda do PIB, contida no OE 2013, era de -1%. No início de março, no Parlamento, Gaspar esclareceu que se tinha enganado. Afinal a queda será de -2%. Um académico honesto teria dito que o seu engano era de 100% (a previsão passava de -1% para o dobro, -2%), mas Gaspar resolveu fazer-se de ingénuo, dizendo que o engano era de 1%. Afinal a recessão vai ser de -2,3%, se ficar por aqui…Gaspar está bem acompanhado, na incompetência, pelos técnicos da troika. Em Agosto de 2011, a troika efectuou uma série de previsões para 2013 que se mostraram totalmente erradas: um crescimento de 1,2% (!); a taxa de desemprego abaixo de 14% (agora a previsão é de quase 19%); a dívida pública perto dos 114% (na verdade, em final de 2012 já estava em 122,5%).
Os políticos são punidos pelas eleições e pela história (o nome do primeiro-ministro ficará na sinistra galeria dos anti-heróis da História de Portugal). Os académicos, quando erram, perdem reputação e emprego. Gaspar e os seus colegas da troika pertencem a uma casta híbrida de inimputáveis. Quando lhes são pedidas responsabilidades políticas, dizem: “somos apenas técnicos”. Quando lhes são apontados os erros científicos, respondem: “O nosso trabalho está condicionado pela política”. Até quando poderá uma democracia suportar ser aterrorizada por incompetentes e irresponsáveis”.

O que é facto; é o governo e o presidente da República andarem por aí no dia seguinte… como no dia anterior. Depois do anúncio do desastre, os aselhas dos condutores que só causam sinistros mantêm-se ao volante do país.

A troika, o governo de Passos Coelho / Paulo Portas, e Cavaco Silva, mais que a dar pancada – estão a amarrotar um país. Um país com gente dentro.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial)






segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Portugal igual à Grécia. Pode acontecer, diz Passos.

Passos Coelho ao Porto Canal.Dez.2012

Passos Coelho disse em entrevista ao Porto Canal que “a ideia de que estamos num círculo vicioso que só produzirá maus resultados como na Grécia, não está a verificar-se”; mas adiantou, “não estou com isso a dizer que não possa um dia acontecer”.

Afirmar uma coisa e o seu contrário é habitual nos porta-vozes deste governo, sempre poderão dizer mais tarde, perante os desastres, que já os haviam referido no passado. Neste caso é avisado, pois são muitas as vozes de que seguimos a Grécia, tintim por tintim.

Nem ganha juizo.Dez.2012

A forma contraditória de como Passos Coelho pinta a situação do país, ora com tons brilhantes de sucesso ora com o breu da tragédia, esborrata-lhe o discurso e confunde o auditório.

Assim, no mesmo dia em que Passos Coelho dizia no Porto que estava a conduzir bem mas não sabia se a viatura tinha travões, foi a Fátima fazer o milagre de pôr a juventude social-democrata a cantar vitória por não ter futuro.

É óbvia a intenção de Passos Coelho - através do medo paralisar a contestação. A ausência do discurso de esperança não é defeito, é estratégico na comunicação do governo. Por vezes exagera.

Diz que faltam 20 a 30 anos para pagar a dívida, que aumenta apesar de os portugueses terem visto cortes de 13 mil milhões de euros e dizerem-lhes que ainda falta cortar mais 4 mil milhões.

Com esses anos ficou a Argentina depois de recusar pagar, correr com o FMI e renegociar com os credores. Não precisa de perguntar a nenhuma troika se pode aumentar o salário mínimo ou de vender as joias do Estado em saldo, e a sua economia cresce acima das economias regionais. E a Grécia vê perdoar 50% da sua dívida.

Passos Coelho promete o pior de dois mundos porque precisa da crise para as negociatas das privatizações e das mudanças ideológicas na sociedade portuguesa. A possível bancarrota de 2013 vai obrigar a uma negociação em piores condições que teve a Argentina. É a Grécia, que num dia de 2013 nos pode “acontecer”.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial








sábado, 24 de novembro de 2012

Itália. Protestos contra Monti e pela Escola Pública.

Manifestantes em Roma.Nov.2012

Este Sábado, muitos milhares de estudantes e sindicalistas pararam Roma; para isso também contribuiu o aparato da segurança policial, montado para impedir que a manifestação chegasse ao parlamento italiano. 

Os protestos, contra os cortes no sector na Educação e a política de austeridade, tiveram em Roma a participação de milhares de sindicalistas das Comissões de Base, professores, e estudantes universitários.

Aos 30% de desemprego jovem em Itália, soma-se uma lei, em discussão no parlamento, para a privatização da gestão escolar. Os estudantes transportaram “escudos” feitos em esferovite, reproduzindo livros de autores universais. Os protestos contra a política de Mário Monti decorreram também em outras cidades italianas.

Manif.Palermo.Nov.2012     Manif.Npoles.Nov.2012    


    Para ver últimos posts clicar em – página inicial











quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O que Ângela Merkel diz de nós.

Para memória futura

As politicas de austeridade.Nov2012

As políticas de austeridade

Destruiram economias.Nov.2012

destroem economias

 
Empobreceram os povos.Nov.2012

empobrecem os povos.

Ângela Merkel - “Seja mal - vinda a Portugal”!

Para ver últimos posts clicar em – página inicial

sábado, 3 de novembro de 2012

Merkel quer mais cinco anos de austeridade.


oclarinet.blogspot.com  Merkel quer marmelada.Nov.2012

Merkel pediu mais austeridade aos seus parceiros europeus. “Precisamos de um grande esforço de mais cinco anos”, disse. 

Defendeu a “necessidade de grandes reformas estruturais” para “recuperar a confiança dos investidores na zona euro”, e que é necessário “rigor para convencer o mundo de que vale a pena investir na Europa”.

Nada de novo no discurso, excepto a fasquia temporal de cinco anos, um prazo para a austeridade. Porque não 4, ou 6 anos, ninguém sabe. É propaganda interna e para ser ouvida externamente.

O discurso foi feito na 27ª Convenção Estadual de Sternberg, na sua região de origem, Mecklenburg – Pomerânea Ocidental, onde esteve em campanha; defendendo subsídios de assistência e lançando um programa tecnológico para a promoção da inovação.

Precisamente o que nós estamos a cortar em Portugal, (entre muitas outras coisas) e está a ser cortado nos outros países a quem Merkel pede mais cinco anos de austeridade.

Em vez de alargar o comentário e mandar recados, lembremos que ela vem cá dia 12 deste mês.

Os portugueses e os outros povos dirão o que pensam de mais cinco anos de empobrecimento.

Dia 12 conversamos.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial








sábado, 20 de outubro de 2012

Merkel e Passos, ou as explicações de Peer Steinbuck.

oclarinet.blogspot.com - Merkel.Passos - Conselho Europeu.Out.2012

O último relatório das Perspectiva Económicas Globais, elaborado pelo FMI, considera que Grécia, Espanha e Portugal, terão em 2013 as recessões mais agressivas do mundo. Diz também que Portugal continuará, até 2017 (inclusive), a ser um dos países do mundo com menor crescimento.

Os primeiros-ministros da Espanha e da Grécia alertaram no Conselho Europeu para o impacto social da crise económica. Portugal (representado por Passos Coelho), não. Por cá ouvem-se críticas ao comportamento do nosso primeiro-ministro; mas é importante ler (em quadradinhos) o que disse Peer Steinbuck, o candidato do SPD à chancelaria alemã:

SPD1.oclarinet.Out.2012 SPD2.oclarinet.Out2012
SPD3.oclarinet.Out2012
SPD4.oclarinet.Out.2012
SPD5.oclarinet.Out2012




Como se vê, demora e dá trabalho explicar a situação aos alemães. Ora, Passos Coelho quando sai de Portugal é para descansar das agruras internas, se possível ouvir elogios da patroa, e receber conselhos e diretrizes.


Quem espera outra coisa pode esperar sentado.





Para ver últimos posts clicar em – página inicial