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sexta-feira, 13 de junho de 2014

Obama prepara bombardeamento no Iraque.

CNN no Curdistão iraquiano. Jun.2014
 
Americanos evacuam do Iraque e jihadistas avançam para a capital. Estarão a 90 quilómetros de Bagdad.

Quando o grupo da al-Qaeda na Síria e no Iraque, ISIS ou ISIL (Estado Islâmico do Iraque e do Levante) declarou Fallujah, no fim do ano passado, um Estado Islâmico, falámos (aqui) em conhecermos da al-Qaeda no Médio Oriente, apenas a ponta do iceberg.

Sabe-se que a al-Qaeda depois de ser armada e treinada pelos Americanos no Afeganistão, esteve nas forças rebeldes da Líbia (ver aqui) desde o início. Na Líbia obtiveram armamento sofisticado (ver aqui) e em grande quantidade; retirado ao exército de Kadhafi e traficado por países da NATO. Essas armas foram dispersas pelas células africanas, do Sahel, do Magreb e pelo Médio Oriente.

Com a Guerra da Síria e a entrega, agora descaradamente (ver aqui), de armas aos rebeldes, os europeus e os americanos armaram directamente e até aos dentes a al-Qaeda da região – o ISIS.

A derrota na Síria, pela resistência do exército de Al Assad, levou boa parte dos jihadistas internacionais da al-Qaeda a partir à conquista do Iraque, um país destruído, sem exército moralizado, com divisões internas inultrapassáveis e alianças previsíveis de sunitas e curdos.

Com as melhores armas dos europeus e dos americanos avançam para Bagdad, mais depressa (em três dias) e com mais facilidade que Bush no tempo de Sadam Hussein.

Obama que diz estar a estudar todas as opções, já descartou o envio de tropas terrestres.

Resta a Obama preparar o bombardeamento do Iraque com o apoio habitual da NATO, e aos europeus prepararem-se para maior actividade da al-Qaeda no seu Continente. O rumo dos acontecimentos facilita o recrutamento para a al-Qaeda, será uma questão de tempo.

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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Escalada para a guerra civil na Ucrânia.

Blindados ucranianos mudam de mãos. Abr.2014

Não é adquirido que o grupo de extrema-direita que tomou o poder em Kiev tenha as forças armadas ucranianas consigo.

O passeio de blindados (abandonados pelos militares ucranianos?) com bandeiras dos opositores pró-russos - mostra o possível sarilho que será recuperar as posições tomadas pelos manifestantes armados, no leste do país.

A União Europeia, os Estados Unidos e a NATO, meteram mais uma vez a pata no charco. Desta vez nas portas da Europa. Os ucranianos russófonos não vão viver em paz com o actual poder fascista de Kiev, nem a Rússia irá ficar a observar passivamente um banho de sangue na região.

Uma guerra pode ser inevitável na Ucrânia, se tal acontecer falta saber com que intensidade e se vai alargar-se envolvendo a Rússia. O “ocidente” meter-se num conflito bélico dessa natureza seria a loucura total.

Há em Kiev, nos Estados Unidos - e na Europa - doidos suficientes para nos levar a uma guerra generalizada.

Que a política conceda, desta vez, uma oportunidade à paz.

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domingo, 2 de março de 2014

Ucrânia. Guerra Fria está a aquecer.

Preparativos de Guerra. Mar.2014

Nato acusa a Rússia de “estar a ameaçar a paz na Europa” e John Kerry ameaça a Rússia de expulsão do G8. A infantilidade da “diplomacia ocidental” para consumo dos “senhores ouvintes” menos exigentes.

A guerra fria voltou, Portugal não tem interesses directos no Mar Morto, na Crimeia ou na Ucrânia. Portugal fez-se membro da NATO quando ela se dizia, (e era discutível) uma estrutura defensiva e pela paz; nada beneficia em dela fazer parte quando a NATO leva a guerra a todo o lado, patrocinando golpes de Estado, de África ao Médio Oriente, e até às portas da Rússia.

A Rússia não deixará de “proteger os cidadãos russófonos” e os seus interesses estratégicos. A carta das Nações Unidas é todos os dias violada por Israel e pelas potências ocidentais, seja com intervenções militares, ocupações ou financiamentos de grupos cuja missão é fazer golpes de Estado.

A hipocrisia não tem limites quando se trata da ingerência dos imperialismos nos assuntos internos de países independentes. Estamos a ser preparados para aceitar uma guerra e um golpe de Estado de uma oligarquia ucraniana contra outra.

A Europa que viveu o terror do nazi-fascismo, ainda há poucos anos, é agora aliada de um poder liderado no terreno por nacionalistas nazis. Se não se percebeu Hitler é natural que se confunda os efeitos de uma guerra na Crimeia, hoje, com a outra do século XIX.

Estamos nas mãos de loucos perigosos.

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No princípio do mês os posts mais lidos no mês anterior:

08/02 – Ucrânia. Uma fotografia perigosa.

03/02 – Ex-guerrilheiro quase presidente de El Salvador.

04/02 – Nicolau Breyner candidato contra o euro.

14/02 – Absolvidos submarinos do processo dos submarinos.

02/02 – Catalunha vai votar.

21/02 – Nós cidadãos. Mais um partido.

01/02 – Manifestação 1 de Fevereiro.

19/02 – Cantar Grândola 40 anos depois.

23/02 – Relvas regressa ao PSD para fazer o que sabe.

09/02 – Vendo o meu Miró.

(clicar nos textos a cor para ler os artigos)

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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Ucrânia – a posição do PCU.

Ligações perigosas na Ucrânia.Fev.2014
Senador John McCain com Oleg Tyanybok (Svoboda)

Chegou-me por e-mail, um texto que acredito ser uma boa tradução da mensagem do dirigente do PCU, Piotr Simonenko, cujo original está em:
http://www.kpu.ua/obrashhenie-pervogo-sekretarya-ck-kpu-petra-simonenko-k-tovarishham-po-partii/

Embora reconhecendo as responsabilidades que os regimes da “cortina de ferro” tiveram no surgimento dos movimentos de extrema-direita nesses países e na influência que os neo-nazis têm hoje, a mensagem do PCU ajuda a compreender a situação actual.

Mensagem do Primeiro Secretário do Comité Central do Partido Comunista
da Ucrânia, Piotr Simonenko, aos camaradas do Partido.

Caros camaradas comunistas!

Dirijo-me a vós num dos momentos mais dramáticos da história do nosso país. Durante os trágicos acontecimentos dos últimos três meses foi derramado sangue, morreram pessoas. Foi ameaçada a integridade territorial da Ucrânia e a sua própria existência como Estado unificado, independente, soberano.

Estes acontecimentos não têm um carácter unívoco. A participação neles de grandes massas de pessoas  reflecte o profundo descontentamento na sociedade com o regime político de Yanukovitch e do seu círculo, que governou o país de forma inepta, enganando as pessoas, abandonando as suas promessas de campanha, e em momentos difíceis abandonando
cobardemente o seu posto. O clã que se formou em torno de Yanukovitch, que recebeu a designação de «Família» e que se enriqueceu de forma desavergonhada, afastou de si a maioria dos seus adeptos e eleitores.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Estado Islâmico da Al-Qaeda. A ponta do iceberg.

Al Qaeda na estrada Síria - Iraque.Jan.2014
 

Enquanto ganhava espaço na Síria, o ISIS ia crescendo no Iraque, onde a autoridade do governo é questionada pelas populações árabes sunitas.

O grupo que representa a presença da Al- Qaeda na Síria e no Iraque, ISIS ou ISIL (Estado Islâmico do Iraque e do Levante) declarou Fallujah, no Iraque, um “Estado Islâmico”. 

O reforço da Al-Qaeda no Médio Oriente e Norte de África é fruto das campanhas ocidentais de interferência na região, os Estados Unidos e a Europa têm feito de aprendizes de feiticeiro armando e treinando milícias, do Afeganistão à Líbia, e agora na Síria, cujo benefício tem sido o reforço do Islamismo radical e a Al-Qaeda.

No Iraque, é patente desde 2011 que os terroristas islâmicos já possuíam meios e organização para aproveitar a incapacidade de pacificar o país. O “ocidente” abandonou o Iraque à sua sorte e as potências (?) regionais não têm influência determinante na Al-Qaeda.

Há quem seja da opinião de que o que sabemos da Al-Qaeda no Médio Oriente é apenas a ponta do iceberg. 

Quando o crescimento e robustez da Al-Qaeda for uma maior ameaça ao “Ocidente”, talvez sejam revistas as iniciativas e prioridades da intervenção da NATO, dos EUA e da Europa, no Médio Oriente.

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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Síria. Assad entrega armas, e os outros?

Síria aceita controlo internacional das armas químicas. Set 2013

Na Síria, está a pôr-se um travão na guerra, ou um pé na embraiagem? A mudança introduzida vai trazer a paz ou apenas atrasar a agressão da NATO e elevar o potencial dos grupos armados opositores ao regime?

O presidente sírio, Bashar al-Assad, confirmou hoje que está disposto a entregar as armas químicas. 

Em entrevista ao canal Russia 24, Assad disse que “enviará à ONU os documentos necessários para um acordo sobre a colocação das suas armas químicas sob controlo internacional”. Também o embaixador da Síria em Moscovo, Riyad Haddad, afirmou hoje estar a Síria pronta a aderir, no mais curto prazo, à Convenção sobre a Proibição das Armas Químicas. (Ag.Novosti)

Um e outro dizem aceitar inteiramente a iniciativa russa, tendo Assad sublinhado que “a Síria porá as armas químicas sob controlo internacional não por causa das ameaças dos EUA mas em resposta à proposta da Rússia”.

Com esta confirmação cai o argumento das armas químicas, Obama tem uma porta de saída da trapalhada com a opinião pública e o Congresso, mas ao nível do conflito no terreno o que acontece?

A Rússia, que sempre criticou o ocidente e os países árabes por armarem os rebeldes, vai pôr algo mais na balança das negociações, além de impedir a intervenção directa, por agora, da NATO?

O treino e a entrega de armas aos rebeldes vão continuar? Israel vai ratificar a Convenção sobre a Proibição de Armas Químicas? Ou este gesto de boa-vontade do regime sírio, que o enfraquece estrategicamente, é uma manobra para melhor o destruir, como aconteceu a Kadhafi.

Se for essa a intenção, a Rússia fica com mais responsabilidades (e justificação) para proteger os seus aliados sírios. 

É por ser a Rússia quem está a ganhar nos últimos lances que muito provavelmente isto não fica por aqui.

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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Síria. Cai argumento das armas químicas.

Uma pergunta de Jornalista. Set.2013

Uma jornalista inglesa perguntou a John Kerry como se poderia travar a intervenção militar dos EUA na Síria e ele respondeu: “Se o presidente Bashar al Assad entregasse as suas armas químicas, já esta semana”. 

Terá sido uma resposta de ocasião, senão os Estados Unidos já teriam feito tal proposta. Kerry sabe que a Síria tem armas químicas porque Israel tem armas químicas, isso mesmo afirmou Assad ontem, em entrevista à CBS. Era uma resposta retórica à jornalista, que John Kerry achava impossível de ser aceite.

Só que, a Rússia, através do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, propôs à Síria que entregasse o seu arsenal de armas químicas à supervisão internacional. 

O ministro sírio das Relações Exteriores, Walid al-Mouallen, em Moscovo, concordou e disse que só precisava do apoio oficial de Assad para considerar formalmente aceite.

Nessa fase, a fundamentação americana para o ataque à Síria, está definitivamente abalada. Os EUA/NATO não precisam destruir os meios do exército sírio, que o torna capaz de utilizar armas químicas… se eles não estiverem na posse das armas químicas.

Umas observações: Afirmou-se, na situação Líbia, que foi a destruição por Kadhafi, promovida pelo ocidente, do seu arsenal de armas químicas, que permitiu a ofensiva da NATO e aliados. 

E Israel? Vai pôr o seu arsenal de armas químicas sob controlo internacional?

(em actualização)

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domingo, 8 de setembro de 2013

Guerra Fria. Submarino português no Mediterrâneo.

oclarinet.blogspot.com - Submarino Tridente. Set.2013

É só juntar as peças. John Kerry diz que mais de dez países estão preparados para participar na operação militar contra a Síria quando publicamente só se conhecem dois, os EUA e a França. O secretário- geral da NATO, autoriza o uso das bases militares para atacar a Síria. O submarino português Tridente integra operação NATO no Mediterrâneo, para onde partiu há dias.

No Mediterrâneo estão forças navais colossais, quer Russas quer da NATO, num ambiente de ameaça bélica que não se via desde os tempos mais perigosos da Guerra Fria. 

As forças NATO onde se integra o submarino português estão numa missão genérica de “dissuasão, defesa e protecção contra actividades associadas ao terrorismo”, como informa em comunicado o EMGFA português. Também antes da intervenção na Líbia, o reforço naval da NATO no Mediterrâneo era apenas para “melhor se cumprir o embargo de armas à Líbia”. Viu-se.

O planeamento das opções militares envolvendo a Síria, segundo informaram os falcões EUA/NATO, está a ser feito prevendo “vários cenários de intervenção”. Os portugueses que não mandataram ninguém para fazer a guerra e estão contra ela, (com excepções) precisam de saber qual o papel dos militares nacionais num “cenário de intervenção” em que a NATO participe.

O submarino português no Mediterrâneo não pode ter ido para uma campanha de agressão contra um país a quem Portugal não declarou guerra. 

O Tridente é para voltar a ver o Cristo Rei e realizar as tarefas para que foi comprado; de manter a soberania nas águas nacionais, dar umas comissões a uns corruptos e muitos euros aos alemães.

PS. O ano passado foi notícia, (no estrangeiro) o envolvimento de para-quedistas portugueses que estariam presos na Síria. Seriam mercenários. A equipagem do Tridente não é mercenária, são militares ao serviço de Portugal.

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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

À espera da América e de santos milagreiros.

Agressão à Síria mal calculada...Set.2013

Nos impasses passa o tempo. Os homens santos passam horas repletos de compaixão para com as misérias humanas - é um modo de passar o tempo. Os homens justos passam anos aguardando pela sensatez dos imponderados.

As misérias humanas e os gestos levianos de homens poderosos estão intimamente ligados. Desde Ronald Reagan e a invasão de Granada, há trinta anos, que os EU não atacam outro país sem o aval da ONU, ou coligados com outras nações. Obama vai perdurar, como os antecessores, no lado negro da História, na ala do uso irrefletido da violência e da agressão (porque são fortes).

Vivemos o dejá vu da invasão do Iraque, da NATO fora-da-lei, agora escondida da opinião pública; tal como no Kosovo, onde países como a Itália "não participaram", mas estiveram lá. 

Portugal, sobre a Síria desovou declarações dúbias e prolixas: Rui Machete diz “parece-nos que isso deverá”; “é desejável”; “na medida do possível”; e… “que o Conselho de Segurança funcione”. Já agora, que funcione com mais nitidez que o nosso ministro.

Na Síria, é novamente a ideologia do imperialismo pseudo-humanitário, ao qual até alguma esquerda cedeu na violação do direito internacional. 

Resta-nos protestar e esperar que se tenham enganado nos cálculos; que na impossibilidade de os deter, a lei do mais forte não os recompense e alguma lição fique para futuro. 

Hoje, na CNN, no programa do jornalista/comentador Fareed Zacarias, dizia-se que a força de Assad está a ser mal calculada por Obama, e não só por Obama.

Haverá santos? E milagres?

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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Obama isolado. Britânicos votam contra ataque à Síria.

Cameron derrotado no Parlamento. Ago.2013

O Parlamento britânico votou contra uma intervenção militar na Síria proposta pelo governo. A medida teve 285 votos contra e 273 a favor.

O Prémio Nobel da Paz Barack Obama está agora isolado para fazer a guerra.

Os falcões da NATO estão divididos sobre o uso da força militar na Síria, a coligação ocidental que permitiu as intervenções anteriores, e das quais resultaram muitos milhares de mortos civis e a destruição conhecida, não está desta vez, e por agora, operacional.

Em Paris, François Hollande disse na manhã de ontem que “deve ser feito todo o possível para chegar a uma solução política” num evidente recuo sobre o acordo com Obama. 

Em Londres, o governo britânico teve de retroceder por imposição do Parlamento; David Cameron comprometeu-se a respeitar a vontade dos deputados, que “inviabilizaram a participação de forças britânicas numa intervenção” independentemente das conclusões dos inspectores da ONU.

Por agora, é um importante revés para a Casa Branca e uma demonstração da vitalidade da opinião pública - pela causa da paz.

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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Síria. Hollande recua e defende uma solução política.

Síria. Hollande pede solução política. Ago.2013

François Hollande afirmou hoje num encontro com jornalistas, que “deve ser feito todo o possível para chegar a uma solução política” para o conflito sírio.

A declaração de Hollande, proferida tendo ao lado o líder da “coligação nacional síria”, Ahmad al-Asi al-Jarba que recebeu em Paris, é uma evolução no discurso da França sobre a ameaça ocidental de intervir militarmente na Síria.

A ONU apresentará no próximo sábado dados sobre o ataque químico na Síria.

Enquanto Londres defende acção militar mesmo sem acordo na ONU e Obama afirma ainda não ter tomado uma decisão, a nova atitude de Hollande representa as dúvidas no seio da coligação de agressão NATO. Poderá estar em causa a “resposta comum” que Obama e Hollande afiançaram no último domingo.

Se o passo atrás de Hollande é genuíno, é um passo contra a guerra.

P.S.: Reino Unido propõe atacar Assad como "intervenção humanitária". Outra...

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sábado, 24 de agosto de 2013

EUA reforçam Mediterrâneo e ameaçam intervir na Síria.

Forças Navais dos EUA no Mediterrâneo. Ago.2013

Decorre na Síria, o clássico jogo político/militar da provocação que justifique uma intervenção militar externa. Pentágono reforça presença naval no Mediterrâneo enquanto o governo sírio acusa rebeldes de usarem armas químicas e vice-versa.

A preocupação de que o conflito sírio dê origem a uma operação militar estrangeira, do tipo da ocorrida na Líbia, já tem dois anos. As armas químicas na Síria e as ameaças da Casa Branca foram, há um ano, um trunfo eleitoral para Obama. (AQUI)

Nessa altura, há precisamente um ano, o governo sírio declarou que “nenhuma arma química seria usada contra cidadãos sírios”, e que estavam “supervisionadas pelas forças armadas” só prevendo o seu uso “no caso de a Síria ser alvo de uma agressão estrangeira”. 

A Síria completava a resposta aos EUA, chamando à atenção para a “possibilidade de estrangeiros armarem grupos terroristas com armas químicas, fazendo-as explodir em aldeias e acusando as forças sírias”.

Sobre o que realmente se passa na Síria tem-se a propaganda de um e outro lado, e alguns jornalistas independentes. O “ocidente” baseia a “informação do interior” na “ONG” do militante da oposição Rami Abdel Rahmane conhecida por “Observatório Sírio dos Direitos Humanos” e pouco mais.

De facto “O ataque químico na Síria é para especialistas” (ver AQUI). Como diz um correspondente da BBC é “difícil acreditar que o governo sírio, que recentemente recuperou terrenos dominados pelos rebeldes, fizesse um ataque com armas químicas enquanto os inspectores estivessem no país”. 

No mesmo sentido vai a crónica do jornalista José Goulão (AQUI) e o senso comum não comprometido com a agenda bélica dos países da NATO.

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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Peixe-Caracol capturado pela Comissão Europeia.

Imagem de um Peixe Caracol. oclarinet.blogspot.com Jun.2013

O peixe-caracol vendido em Portugal, rotulado como bacalhau, é mais inofensivo que os pré-cozinhados Barroso, rotulados como da Comissão Europeia.

A mistela vendida nos Jumbo, aparentemente, não coloca em risco a saúde pública. Durão Barroso, na opinião de Costa-Gravas, é um ingrediente “perigoso para a cultura europeia”.

Toda a alimentação, cultural ou comestível, não pode causar dúvidas nos consumidores, todos devem saber o que manjam.

Em minha casa não consumimos pré-cozinhados (feitos fora), o risco para a saúde física (e mental) da minha família vem mais de produtos da Comissão Europeia. Assim será na maioria das casas dos portugueses.

Se o peixe-caracol (liparis) é desconhecido para a grande maioria, e disfarçado com natas embarca em qualquer refeição, já Durão barroso é por demais conhecido, só come quem quer.

Por isso, é exagerada a reacção da imprensa francesa, que lhe chamou camaleão. Convivem com ele quase há tanto tempo como nós, deviam saber que ele é mesmo assim, não muda nada, é da espécie. 

A mulher queria-o cherne de águas profundas (sem perdão do O´Neill), mas Barroso não passa de peixinho de engodo, dá-se a comer. Sacrificam-no e ele sacrifica-se pelo grande pescador universal, os Estados Unidos da América. 

Como não tem futuro político neste continente a não ser como marioneta dos interesses americanos, iniciou há muito, a passo de cherne-caracol, o caminho para um tacho na NATO, na ONU, ou coisa semelhante. Lá chegará.

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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Guerra do Mali. Apontamentos.

Azawad Independente.Jan.2013

A exportação da guerra santa islâmica para o Sahel e para o Magreb, às portas da Europa, põe em causa a segurança dos europeus? 

Mali. Mais uma guerra com envolvimento europeu. Não é (apenas) uma guerra contra terroristas, tem essa componente mas é mais que isso. Está em causa o direito à autodeterminação dos povos, de viverem em paz, livres do colonialismo e também do fanatismo religioso.

No norte do Mali há tribos abandonadas historicamente pelo poder político e fronteiras territoriais em todo o Sahel que são invenções coloniais sem sentido. O povo tuaregue vive numa área que abrange território da Argélia, Líbia, Mali, Níger e Burquina Faso. Os tuaregues independentistas “do Mali” têm identidade política própria e uma região herdada das divisões coloniais a que chama sua, Azawad.

Os tuaregues, povo berbere semi-nómada com cultura e língua própria, lutam pela independência desde 1916, primeiro contra os colonizadores franceses, depois de 1960 contra o Mali. Revoltaram-se em 1961/1964 pelo direito às suas terras que uma reforma agrária ameaçava e foram brutalmente reprimidos. Voltaram a sublevar-se entre 1990 e 1995, após a grande seca da década de oitenta, e foram novamente alvo de violenta repressão. A terceira grande revolta pela independência foi em 2007; a resposta sangrenta dos militares do Mali levou à fuga em massa de refugiados.

A guerra pela independência do Azawad tem quase cem anos, mas pela primeira vez os tuaregues têm agora armamento capaz e organização política/militar adequada. Iniciaram o levantamento a 17 de Janeiro de 2012 e tomaram as principais cidades da região. A 6 de Abril declararam a criação do Estado Independente de Azawad (não reconhecido pela “comunidade internacional”).

O exército do Mali não tinha meios para enfrentar os tuaregues que regressavam da Líbia bem armados. Um “efeito colateral” da intervenção militar americana e da NATO na Líbia. Americanos que, lembre-se, com a criação de um exército de jihadistas no Afeganistão, lançaram uma força terrorista no Mundo. 

Os tuaregues, organizados no Movimento Nacional de Libertação de Azawad (MNLA), consideram “o Islão como uma religião de tolerância e não-violência”. Os grupos islâmicos (islamistas) de orientação radical são contra a independência e pela guerra santa, mas participaram nas operações contra o poder central do Mali e controlam várias cidades.

 Sobre esses grupos (Ansar Dine, AQIM, MUJAO), os interesses franceses, e as contradições do “Ocidente”, será o próximo post, este vai longo. 

(continua AQUI)

Anterior sobre Mali AQUI

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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Síria. Zona de exclusão aérea e o Bloco de Esquerda.

Doutrina do caos ameaça Síria.jul.2012
O líder da oposição síria no exterior pediu ao Ocidente que “instaure uma zona de exclusão aérea”. Também o líder curdo Abdel Sayda fez o mesmo pedido e um reforço de verbas dos “Amigos das Síria” que já terão entregue 15 milhões de dólares aos rebeldes. Com mais 145 milhões de dólares e uma zona de exclusão aérea a oposição diz que toma o poder na Síria.

Zona de exclusão aérea lembra-nos o Iraque, o Kosovo e ultimamente a Líbia, lembra também as posições políticas do Parlamento Europeu, no qual o Bloco de Esquerda (BE) teve a posição que teve.

Nesta guerra da Síria, no entanto, não parece ser só a Rússia e a China que aprenderam com o desenlace líbio. As zonas de exclusão aérea serviram sempre para o Ocidente atacar os exércitos normais e proteger os rebeldes.

É altura de recordar uma entrevista do bloquista José Manuel Pureza no Brasil, em que este realçou que “qualquer intervenção, por mais bem-intencionada que seja, é uma forma de controlo”.

O dirigente do BE falou ao Opera Mundi do “precedente inédito da autorização do uso da força contra um estado em exercício normal das suas funções”. Cito.

“Esse precedente pode ser encontrado na Resolução 1973 da ONU, relativo ao conflito líbio. Ela autorizou, além de uma zona de exclusão aérea e a imposição de um cessar-fogo, a utilização de todos os meios necessários para a protecção de civis. Essa resolução apenas serviu para que as forças da NATO bombardeassem sistematicamente as forças do governo líbio, facilitando o progresso da oposição e o derrube do governo, meses depois. E, ao contrário do previsto, foi indirectamente responsável pela morte de milhares de civis”.

No artigo titulado “Doutrina do caos”, JM Pureza diz que a “intervenção da NATO na Líbia, em 2011, não contribuiu apenas para derrubar o regime de Kadhafi, como também abriu um precedente para que questões envolvendo violações de direitos humanos, sejam usadas como desculpa para violar soberanias nacionais.
O artigo AQUI

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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ataque NATO? Turquia reforça-se na fronteira da Síria.

Material militar a caminho da fronteira com a Siria.Jun2012
Após a “reunião urgente” (ver aqui) da NATO, na última terça-feira, a Turquia enviou hoje um comboio militar para reforçar a presença bélica na fronteira com a Síria.
Comboio militar a caminho da fronteira com a Siria.Jun2012
A manobra militar realizada por cerca de 30 veículos, incluiu camiões com baterias de misseis, armas anti-aéreas e ambulâncias militares. O material chegou hoje à cidade costeira de Iskenderun, principal porto turco, a 50 quilómetros da fronteira com a Síria.

A agência Anatolia noticiou que veículos blindados foram levados até perto da fronteira; para as cidades de Sanliurfa e Reyhanli, ambas na província de Hatay, onde estão campos de refugiados sírios.

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, que já tinha anunciado que qualquer movimento de tropas ou de material militar sírio que se aproxime da fronteira com a Turquia, seria considerado uma ameaça e um alvo militar, diz agora que não tenciona atacar a Síria, mas retaliará a qualquer acto hostil.

As peças estão montadas no terreno, falta a provocação (coisa que só depende da vontade política de quem quiser uma internacionalização do conflito sírio) para envolver a Turquia e a Síria, e os aliados de ambos, numa guerra.

A “reunião urgente” da NATO foi, pelos vistos, produtiva; o que produziu ainda não se sabe, mas não contribuiu para a paz naquela região e no mundo.

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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Avião turco abatido na Síria mobiliza NATO.

Avião turco abatido na Siria.Jun 2012

Para já é só uma reunião urgente da NATO, o que sair da reunião vai explicar qual a razão de um país membro da NATO ter sobrevoado, com um avião de guerra, o território da Síria.

As forças armadas do Estado Sírio abateram na última sexta-feira um avião turco que violou o espaço aéreo do seu país. No Sábado o chefe de Estado turco admitiu que o avião terá momentaneamente sobrevoado a Síria “devido à grande velocidade a que voava”, citado pela agência Anatolia disse, “quando se pensa na velocidade a que os jactos sobrevoam o mar, é comum que atravessem as fronteiras por um curto espaço de tempo”.

A France Press cita a agência noticiosa síria SANA, e esta uma fonte militar que relatou: - Uma aeronave não identificada proveniente de oeste, violou o espaço aéreo sírio, sobrevoando a muito baixa altitude e alta velocidade as águas territoriais. As baterias antiaéreas abriram fogo, atingindo o avião que estava a um quilómetro de terra e que se despenhou a cerca de 10 quilómetros da costa de Lataquia”.

A NATO tem meios aéreos de espiar a Síria sem riscos, e sem envolver o uso de caças. A incursão só pode ter sido determinada para avaliar a capacidade de resposta militar síria. Apesar de a aeronave voar baixo foram detectados e os mísseis russos funcionam. Isto já se sabe.

Se não foi um teste, pode ser pior; uma provocação para justificar o envolvimento militar da NATO na guerra civil que o Ocidente e os seus aliados árabes têm alimentado. A reunião (urgente) da NATO pode dar a resposta.

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quarta-feira, 21 de março de 2012

Atirador de Toulouse. A Al-Qaeda na Europa.

Al-Qaeda na Europa. Març.2012 

Sarkozy enfrenta uma crise terrorista perpetrada por um membro assumido da Al-Qaeda. O atirador de Toulouse, segundo a imprensa, será um militante recrutado pela Forsane Alizza (Cavaleiros da Liberdade) fundada em 2010, que até ao fim do mês de Fevereiro tinha um site onde colocava vídeos das suas acções e angariava militantes para a sua causa.

As actividades do grupo eram do conhecimento das autoridades francesas; tinha aliás sido “dissolvido por decreto” do governo francês em 29 de Fevereiro último, com a ameaça de prisão se continuassem as suas acções. É uma história de contornos singulares, conhecidas que são as alianças entre governos ocidentais e membros da rede Al-Qaeda no norte de África e Médio Oriente.

Quem lê a imprensa alternativa aos enlatados dos serviços de inteligência ocidentais, que a nossa comunicação social passa, já esperava notícias semelhantes. Em Fevereiro, antes da “dissolução” da Forsane Alizza, num artigo na Rede Voltaire sobre a Síria e o “fiasco dos agentes secretos franceses em Homs”, Boris V. fazia uma premonitória afirmação sobre Nicolás Sarkozy e a França. “Não devemos admirar-nos se um Estado que pratica o terrorismo em terra alheia, se venha a confrontar um dia com ele na sua própria terra”.

A imagem acima, tirada na Líbia, (da Voltaire) mostra o fotojornalista Paul Convoy do Sunday Times, que “escapou do Emirato Islâmico de Baba Amr” na Síria, ao centro, ao lado de Mahdi al-Harati procurado na Espanha pelo envolvimento no atentado de 11 de Março de 2004 e de Abdel Hakim Belhaj “oficialmente um dos homens mais procurados do mundo”, e nomeado pela NATO para governador militar de Tripoli.

A Europa, com agentes secretos que se fazem passar por jornalistas e com amigos destes, de que estava à espera!?

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Investimentos e dividendos

Vão-se embora!Out2011


Ontem não publiquei nada neste blogue o que não é habitual, a ideia é um post por dia, se possível. O que tornou a escrita impossível foi ter dedicado o dia para pagar uma divida e colher dividendos dos meus investimentos, duas actividades que se podem fazer ao domingo.

As notícias do dia (que ouvi na rádio) também não ajudaram. Uma dizia que a NATO apareceu preocupada com os mísseis terra – ar desaparecidos na Líbia, (10 mil dos 20 mil existentes) assunto que já tinha aqui aflorado num dos primeiros posts de Março "Al Qaeda nas forças rebeldes da Líbia”, e novamente a meio de Setembro num outro artigo com o titulo “A Al-Qaeda obteve na Líbia mísseis terra – ar. Receiam-se ataques à aviação civil”.


O número de mísseis admitidos pela NATO como extraviados é extraordinário, e ainda é mais extraordinário que sabendo desde o princípio deste risco, tenham fornecido mais armas sem assegurar o seu destino.

A outra notícia foi sobre a Polícia de Segurança Pública (PSP) que deu fuga a um documento interno, tendo o fugitivo ido parar à redacção do Diário de Notícias. Os papéis evadidos têm um papel a desempenhar, é mais uma provocação policial com intenções intimidatórias sobre quem exerce o direito de se manifestar.

Hoje, ouvi na TSF os porta-voz da PSP e do seu sindicato, afirmarem ser apenas um documento de trabalho, e que, diz o sindico, não há contradição entre os policias que se manifestam e os mesmos polícias dispostos a carregar sobre manifestantes. Dão para os dois lados.

Sabemos que treinam dessa maneira, ora agora levas porrada, ora agora dás porrada. Enquanto se entretêm nessas práticas Sadomasoquistas voluntárias não há mal, quando viram a violência contra o povo têm de contar com as consequências. No fundo é medo das manifestações que aflige este governo, como descrevi no post,  “Passos Coelho tem medo de manifestações. E depois?”

Com o “trabalho” adiantado, dediquei o fim-de-semana a colher dividendos. Não investi em acções do BCP (já valem a fortuna de 18 cêntimos) mas em árvores de fruto, andei na apanha de nozes e amêndoas, e de uvas de mesa (estas desvalorizadas pelo ataque especulativo do míldio). E fui pagar as quotas que devia ao Desportivo de Chaves.

Ainda deu para ver o Chaves – Limianos, os minhotos não jogaram nada e o Desportivo falhou oito oportunidades de baliza aberta, o que vem dar no mesmo. Zero a zero a trazer saudades de outras equipas. Um companheiro da bancada comentava, “a equipa do ano passado era muito melhor e não recebiam ordenado”, ainda lhe perguntei se achava que era disso, e ele descansou-me, “é do treinador!”

No fim do jogo o coro de “vai-te embora” dirigido ao banco confirmava a segunda versão. Pelo menos isso, que trabalhar sem receber, com ameaças da polícia se nos manifestamos, e sujeitos a levar com um míssil da Al Qaeda em pleno voo, não é forma de viver. Só apetece gritar “vão-se embora!”

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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A Al-Qaeda obteve na Líbia mísseis terra-ar. Receiam-se ataques à aviação civil.

oclarinetSet2011



Sumiram da Líbia grande parte dos mais de 20.000 mísseis terra – ar, portáteis, que estavam nos arsenais militares. Mercado negro e Al-Qaeda terão sido os seus destinos.

Um “efeito colateral” da guerra da Líbia, patrocinada pela NATO, pode vir a ser boa parte de África, e não só, vir a ser considerada zona de exclusão aérea para voos civis. O alarme tem sido lançado por líderes políticos, membros de ONGs, especialistas em estratégia e na “luta anti-terrorista”, militares e civis.

Agora (TSF) foi o presidente da Mauritânia a chamar a atenção para o facto da Al-Qaeda se ter armado fortemente na Líbia. Era uma preocupação dos serviços estratégicos ocidentais, anterior à participação da NATO no conflito Líbio. A presença de elementos da Al-Qaeda nas forças rebeldes de Benghazi, já foi aqui abordada, em Março.

A União Europeia foi informada pelo governo líbio, em Fevereiro, de que a Al-Qaeda tinha estabelecido um emirato islâmico em Derna, cidade de maior recrutamento de extremistas islâmicos, situada na região (Cirenaica) controlada pelos revoltosos.

Foi filmado e fotografado por jornalistas, em Benghazi, o assalto aos arsenais e a exibição, entre outras armas, de mísseis terra – ar, entretanto desaparecidos das imagens. Os figurantes televisivos continuaram a dar tiros para o ar usando várias armas, mas os mísseis, pelo seu valor no mercado negro e a procura por extremistas, abalaram. O que se passou em Benghazi repetiu-se pelo resto do país, de cada vez que os bombardeamentos da NATO permitiram o avanço dos insurgentes, aconteceu o assalto (sem controlo) aos depósitos de armamento.

O fornecimento de armas pela França, violando a resolução 1973 do CS da ONU, agravou a situação. Os ministros do interior da União Europeia reunidos em Junho, com a directora de Segurança Nacional dos EUA, Janet Napolitano, disseram através do espanhol Perez Rubalcaba, que as armas líbias traficadas estariam a ir para uma organização do norte de África.

Rubalcaba referia-se à AQMI (AQIM) Al-Qaeda do Magreb Islâmico, (a desenvolver em futuro post) que é uma preocupação da União Africana e particularmente dos países do Sahel (Mauritânia, Mali, Argélia e Níger) que têm exércitos da AQMI nos seus territórios. O presidente do Chade disse ao Jeune Afrique que a Al-Qaeda do Magreb Islâmico está a tornar-se um verdadeiro exército, dos mais bem equipados da região.

A Europa é um objectivo da AQMI, mas por agora basta pensar que o receio de voar pode passar do medo das alturas, para o medo da altura – da altura em que a Al-Qaeda resolva usar um dos mísseis que possui.

PS : Segundo noticia o jornal Público, os rebeldes pediram a Cameron e Sarkozy mais armas. A irresponsabilidade do "ocidente" não terá limites?


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