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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Insultos. Sócrates – José Rodrigues dos Santos.

José Rodrigues dos Santos - o ofendido - Abr.2014
Quem insulta quem na RTP1? No seguimento da tensão criada há duas semanas, no espaço de comentário de José Sócrates na RTP, esperava-se que, em conformidade com a defesa que José Rodrigues dos Santos fez do seu comportamento agressivo, o jornalista continuasse ao ataque.

Afinal amansou. Foi José Sócrates o belicoso e provocador.

Responde Sócrates a José Rodrigues dos Santos:
“Eu compreendo o seu ponto de vista. Você acha que se deve comportar de forma adversarial, no sentido de se colocar no papel do advogado do diabo. Mas até o advogado do diabo pode ser inteligente e pode perceber. Não basta papaguearmos tudo aquilo que nos dizem para fazermos uma entrevista”, ao que José Rodrigues do Santos respondeu: “Fica registado o seu insulto, ao qual não vou responder.”

José Rodrigues dos Santos ficou-se… provavelmente para respeitar o espaço de opinião do ex-primeiro-ministro; Sócrates é da opinião que o jornalista é burro e presta-se a fazer fretes. Opiniões.

Há poucas semanas, no Bar Santa Maria, em Chaves, propriedade de um jornalista, conversávamos, eu e o dono, sobre a manipulação das notícias engendrada pelos profissionais da informação. Dizia-me o César, o jornalista dono do bar. - Já viste que o José Rodrigues dos Santos foi à Crimeia enviado especial da RTP (nas vésperas do referendo), e entrevistou quatro pessoas, todas elas contra a anexação russa, não encontrou ninguém que fosse pró-russo para entrevistar… na Crimeia?

Curiosamente, as palavras do César, foram, ipsis verbis, o comentário que fiz em casa quando vi a reportagem de José Rodrigues dos Santos, em directo.

O jornalista da RTP já disse que foi educado no estrangeiro e por isso percebe mal os portugueses. Digo-lhe eu; se pensa que engana todos os portugueses com os fretes as manipulações que faz, é burro.

Há um “jornalismo”, neste país, que é um insulto aos portugueses e um insulto à profissão de jornalista.


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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Passos Coelho não gosta dos seus conterrâneos.

Avião de Bragança  - vigarice .Jan.2014
Portugueses que gostam mais dos alemães, (ou dos americanos, ou dos russos, ou dos espanhóis) que dos seus compatriotas, há muitos. Que detestem os patrícios da sua terra, daquele lugar primeiro do nascimento é mais raro.

Ontem, José Sócrates contou um episódio da indecência da política eleitoralista, que merece ficar para memória futura.

Sócrates também tem histórias, outros políticos terão outras, mas a de Passos Coelho com a linha aérea Trás-os-Montes/Lisboa é uma nojeira exemplar.

Este governo, em Novembro de 2012, retirou o subsídio de rota à carreira aérea Lisboa-Vila Real- Bragança. O transporte por avião que funcionou ininterruptamente durante 15 anos ficou suspenso, porque, dizia o governo, Bruxelas não permitia esse financiamento.

No fim de 2012, o governo anunciou uma solução (subsídio por bilhete) para repor a ligação aérea. Sérgio Monteiro, secretário de Estado dos Transportes, informou estar dependente da aprovação de Bruxelas.

Sócrates disse ontem no seu programa na RTP, que recentemente o primeiro- ministro informou não ter ainda “luz verde da Comissão Europeia” para o novo modelo de financiamento. Mas, “acontece que deputados do PCP perguntaram à Comissão” pela proposta do governo português e a Comissão Europeia respondeu: “não tomamos posição pela simples razão de o governo português não ter cá proposta nenhuma, já teve mas retirou-a”, conta Sócrates.

Pior, ainda, que esta aldrabice obscena, são as datas em que a proposta entrou e foi retirada da Comissão Europeia.

Segundo o comentador averiguou, o governo fez um decreto-lei (o tal dependente de Bruxelas) e anunciou-o, com promessas, em 13 de Agosto (período da campanha autárquica). Em 29 de Setembro deram-se as eleições autárquicas, e no dia 30…no dia seguinte à votação – o governo retirou a proposta de Bruxelas.

Passos Coelho enganou os transmontanos indecentemente.

Passos Coelho não tem raízes - nem aprumadas, nem murchas. Dizem-no transmontano, fizeram-no presidente da assembleia do município de Vila-Real, mas não passa de uma infiltração de sujidade nas terras asseadas de Trás-os-Montes.

Passos Coelho obrigou as portagens na A 24, parou o Túnel do Marão, extinguiu o museu do Côa e quer fazer o mesmo ao helicóptero de Macedo, encerra serviços hospitalares, escolas e tribunais; mas ainda o recebem em Trás-os-Montes.

E recebem-no bem…e voltam a votar nele?!


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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A posição do Partido Socialista sobre a Guerra Síria.

Regime de Assad pediu inspectores da ONU. Ago.2013

O Partido Socialista veio pedir ontem, através do seu coordenador parlamentar Paulo Pisco, uma posição clara do governo português sobre o conflito sírio. Também faz falta uma posição clara do Partido Socialista.

O que Paulo Pisco disse à TSF (ouvir aqui) não corresponde ao que os jornais escreveram. Todos os títulos afirmaram que o PS é a favor de uma intervenção militar na Síria; ora, Paulo Pisco, diz no final da declaração, (toda ela bastante infeliz): “provando-se que foi o regime de Assad que utilizou armas químicas”.
Faz toda a diferença.

Mais tarde, ainda ontem, o porta-voz do Partido Socialista, João Ribeiro, na mesma TSF (AQUI) desmentia o deputado dizendo que as declarações de Paulo Pisco refletiam uma posição pessoal, não a do partido. 

Mais confusão, quais declarações? As publicadas ou as ditas na rádio? Como o porta-voz do PS disse que oportunamente a posição oficial do partido será pública, esperam-se para muito breve.  Até agora, nada.

Lembremos que José Sócrates considerou um erro a intervenção no Iraque e que os portugueses precisam de saber que PS é este, o da direcção de António José Seguro.
A política internacional, a guerra e a paz, são assuntos chave na orientação dos partidos.

Aproximam-se eleições, da posição oficial socialista sobre a agressão programada à Síria, para mais nas condições de ilegitimidade actual, dependerão, estou convencido, muitos votos.

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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Sinais Positivos, Dívida Pública e relatório do FMI.

Obra de passos Coelho.Ago.2013

Em Outubro do ano passado publiquei aqui um texto que fale a pena recuperar - agora que a Dívida Pública subiu para 131,4% do PIB no 1º semestre deste ano e uma vez que tanto se apregoam os sinais positivos.
Nessa altura - Outubro de 2012 - o FMI previa 123,7% do PIB, para 2013.

Do post de 2012: FMI. Previsões da dívida pública 2013/2017

«Quando Passos Coelho entendia estar preparado para governar, mas não governava, pedia “objectivos ambiciosos” para a redução da dívida pública. Passos Coelho entendia que o governo devia comprometer-se “nos próximos quatro anos a reduzi-la pelo menos em 10 pontos, regressando portanto a um valor perto de 75 por cento”. (in JN)
 
Era na altura em que Passos Coelho também queria que o governo se comprometesse a não aumentar a carga fiscal. Adiante.

Hoje, (9 Out 2012) os jornais dão conta de previsões do FMI para Portugal. O Fundo acompanha Vítor Gaspar sobre o valor para 2012, uns 119,1% do PIB (muito longe dos 75%, ou do que havia quando Passos fazia exigências ao governo anterior).

A previsão do FMI para os próximos anos também não condiz com a perspectiva de Passos Coelho. Em 2013, o FMI profetiza um indicador de 123,7%, em 2014 ainda acima de 123%, e em 2015,2016,1017, respetivamente, 120,8%,117,6% e 115,1%. O ano em que será 75% do PIB, o FMI não diz.

A dívida pública não será 75% em 2014, como queria Passos do governo Sócrates, estará acima de 123% do PIB, muito acima do que havia no tempo de Sócrates.

Mas o pior do relatório do FMI sobre a divida portuguesa é dizer (o que já se sabia) que os juros exigidos ao país são muito superiores à taxa de crescimento da economia. O FMI diz que Portugal é dos países do mundo com mais dificuldades em reduzir a dívida pública devido à falta de crescimento.

As medidas do governo para 2013 são altamente recessivas, a redução do défice através dos impostos e corte de investimento “é mais penalizador para o crescimento” também o diz o FMI.» (fim da citação do post de 2012)

Comentário em 2013: Vendem-se sinais positivos mas os números reais das metas estão muito piores que o previsto.

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segunda-feira, 15 de julho de 2013

As PPPs de José Sócrates.

oclarinet.blogspot.com - PPPs de Sócrates. Jul.2013
Ver vídeo em baixo

A polémica das Parcerias Público Privadas do governo de José Sócrates, e as outras; os encargos, os sobrecustos, a campanha negra e a cobertura da comunicação social, a nova censura e o conluio de certo jornalismo com o jogo político mais rasteiro. A outra versão. 

A versão que após passar ontem na RTP (no programa do ex-primeiro ministro), não merece agora qualquer discussão pública, isto depois de se ter andado anos a espalhar o contrário. 

Sabendo-se as divergências ideológicas profundas que me separam de José Sócrates, penso que aqueles que prezam a verdade e a justiça aderem à necessidade de fixar estas imagens para memória do nosso tempo e da história dos últimos anos.



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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Portas no México a vender computadores Magalhães.

Portas segue os passos de Sócrates. Jun. 2013

Paulo Portas, que desde 2011, pela Líbia e pela Venezuela (ver aqui) tem andado a fazer de Sócrates, seguindo-lhe os passos, acaba de vender mais 25.000 computadores portugueses “Magalhães”, ao México.

Os mexicanos dizem conhecer o projecto português há anos, querem avançar para além da experiência piloto iniciada com 7.000 máquinas, para uma cobertura de 750 mil a 950 mil crianças do ensino básico e médio.

O projecto português (que interessou os mexicanos e outros) do programa tecnológico para a Educação conhecido por E-escolas, do governo de José Sócrates, foi abandonado por este governo (o governo do ministro Paulo Portas).

Agora, o governo português vende no estrangeiro o que suspendeu em Portugal. Promove a compra dos computadores para melhorar a qualidade de aprendizagem das crianças de outros países e nega o mesmo aos alunos portugueses.

Não vai haver polémica por causa dos “Magalhães” de Portas, aliás, a controvérsia que cá existiu não foi por causa da máquina ou do ensino, foi mais uma discussão para aproximar a ida ao pote, do PSD e do CDS.

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quinta-feira, 28 de março de 2013

Regresso de Sócrates altera tudo.

Cavaco - a mão escondida atrás dos arbustos - Mar.2013

Com Sócrates na vida política "activa", a oposição ao governo da direita ganha um elemento capital aonde fazia mais falta, a frente mediática; inteiramente preenchida nos lugares de destaque por apoiantes do governo.

É o mais importante. Não somos da mesma área política, mas, na circunstância, é um aliado para a tarefa mais urgente.

Mais de um milhão e meio (1,6) viram Sócrates na televisão a desmontar os “embustes” do argumentário da direita (e não só da direita). Escolheu três temas da narrativa impingida aos portugueses: -“que os problemas do país eram só nacionais”; “Que foi o seu governo que nos levou à ajuda externa”; “que o governo está a aplicar o memorando assinado pelo PS”. 

Foi convincente na argumentação, contou a história (que muitos não queriam que se soubesse) sobre os dias da crise e ajustou contas com Cavaco. Poupou a esquerda (o BE e PCP sabiam que não o calavam, deviam estar quietos) e elogiou a direcção do PS.

Sobre o miolo da entrevista todos viram, apanhei-lhe uma meia mentira nas portagens das SCUTs, assumidas por ele mas impostas por Passos Coelho para aprovar o PEC 3. Que as PPPs são 22 e só 8 dele, pouca gente sabia. Despesismo, défice, endividamento público, perdas de receitas e austeridade, foram temas onde esteve seguro.

Sócrates não veio cedo de mais, muitos ressentimentos são fruto da campanha negra a que foi sujeito e a sua presença vai diluir essa rejeição. O seu regresso e o esclarecimento do passado é elementar para os portugueses perceberem as verdadeiras razões da crise e poderem debater soluções.

Critiquei muito o governante José Sócrates e também apoiei algumas políticas. Como agora veio para se opor ao governo e a Cavaco; bem-vindo e que seja eficaz.


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sexta-feira, 22 de março de 2013

Petição contra Manuela Ferreira Leite. Já.

Manuela Ferreira Leite também vai fazer anúncios. Mar.2013

Manuela Ferreira Leite regressa ao comentário político na TVI. Com Marques Mendes (SIC), Marcelo Rebelo de Sousa (TVI) e Santana Lopes (TVI 24/Correio da Manhã TV); são - já - quatro antigos presidentes do PSD com poiso em programas especiais nas televisões. “Ajudam” os portugueses a compreender a política, obviamente com a visão, (independente?) que o seu passado e presente na política permitem.

Neste quadro, as reacções pela futura presença de José Sócrates na RTP, são ainda mais ridículas. As justificações para contrariar o regresso de Sócrates são as mesmas da campanha contra ele, antes e depois da troika. 

Escrevi aqui sobre a culpa de Sócrates há um ano, agora o terror aumentou e com cenas de histeria sem sentido. Uma petição contra Ferreira Leite teria o mesmo nexo, nenhum.

Eu defendo a saída de Portugal do Euro, Sócrates decerto que não; mas quero ouvir o que um ex-líder do centro-esquerda tem para dizer sobre a situação do país, mais não seja, porque é de certeza mais claro que a actual liderança do PS.

Hoje, um deputado do PSD disse no Parlamento que o regresso de Sócrates é a razão da moção de censura do PS. Não sei, mas já vimos pela acção de António Costa que António José Seguro precisa de uns “encostos de bateria”.

Os meus amigos que odeiam Sócrates, e são muitos, tenham paciência; pode-se continuar a bater no ceguinho, mas não vai estar amordaçado. Uma noia diria o boneco do Marques Mendes.

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terça-feira, 5 de março de 2013

Freitas do Amaral ataca Sócrates, Marcelo reabilita-o.

Pesquisar por Marcelo na TVI 3 de Março. Mar.2013

O ex-ministro de José Sócrates e fundador do CDS, Freitas do Amaral, defendeu que Sócrates já devia ter “assumido as suas culpas” na crise.

Sócrates terá a sua parte de culpas, como o próprio Freitas e muitos outros que se desculpam no antigo primeiro-ministro. Sócrates figurar como o principal causador da crise, que toda a gente minimamente atenta e informada sabe que é fundamentalmente europeia e internacional, já cansa pela tolice.

Mas é o que vem à boca de cena, em todos os períodos de dificuldades para o governo da coligação PSD/CDS (não sai do palco tão cedo). Faz parte da “AgiProp” que o professor Marcelo gostaria de ver mais activa nas hostes do seu PPD/PSD.

Curiosamente, na última reunião com Judite de Sousa, (sessões que a TVI transmite aos domingos) o professor Marcelo resolveu reabilitar Sócrates. A causa aparente é a futura eleição presidencial, em que quer Durão Barroso quer Marcelo Rebelo de Sousa são putativus candidatos.

Como se sabe, Barroso afirmou que a crise portuguesa devia-se às nossas “escolhas económicas” erradas. Houve agitação por cá, mas ninguém foi tão claro como Marcelo no domingo passado, disse na TVI: “ele (Durão Barroso) era presidente da Comissão europeia quando a Europa deu luz verde a Sócrates para gastar dinheiro”… e precisou: “As pessoas já esqueceram que a Europa mandou gastar (na crise de 2008); houve cobertura Europeia e cobertura dele” (Barroso).

Assumir que a “Europa mandou gastar”, até aflige alguns partidários de Tó Zé Seguro que antes da intervenção de António Costa abusavam do argumentário da direita sobre as culpas da crise. 

As “ingerências” do ex-ministro Freitas do Amaral apenas demonstram a sua adaptabilidade aos tempos da política e do poder. Apesar de dizer ter pouca saúde, executa cambalhotas como um ginasta olímpico.

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

TGV. Sócrates telefonou a Vítor Gaspar.

TGV arranca governo contradiz-se. Fev. 2013

Governo português obteve a garantia em Bruxelas de financiamento comunitário que permitirá voltar a pôr nos carris o projecto de alta velocidade.

Em 2 de agosto de 2011, o ainda ministro da economia, Álvaro Santos Pereira, gozava com os defensores do TGV qualificando o dito de “comboio modernaço”; em 22 de Março de 2012, o ainda primeiro-ministro Pedro Passos Coelho considerava a recusa da alta velocidade um assunto arrumado.

Que se passou entretanto? O ClariNet sabe, por uma daquelas fontes habitualmente citadas pelos jornais, (deve ser a mesma do Correio da Manhã) que tal contorcionismo se deve a um telefonema de Sócrates, para (convencer) o ministro das Finanças. 

Este, como outros casos anteriores, assinalam como determinante para a instabilidade política nos partidos do arco governativo e para o perigoso investimento público, o saldo do telemóvel de José Sócrates.

Quem diria?

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terça-feira, 9 de outubro de 2012

FMI. Previsões da dívida pública 2013/2017.

Passos Coelho estava preparado para governar. Out.2012

Quando Passos Coelho entendia estar preparado para governar, mas não governava, pedia “objectivos ambiciosos” para a redução da dívida pública. Passos Coelho entendia que o governo devia comprometer-se “nos próximos quatro anos a reduzi-la pelo menos em 10 pontos, regressando portanto a um valor perto de 75 por cento”. (in JN)

Era na altura em que Passos Coelho também queria que o governo se comprometesse a não aumentar a carga fiscal. Adiante.

Hoje, os jornais dão conta de previsões do FMI para Portugal. O Fundo acompanha Vítor Gaspar sobre o valor para 2012, uns 119,1% do PIB (muito longe dos 75%, ou do que havia quando Passos fazia exigências ao governo anterior).

A previsão do FMI para os próximos anos também não condiz com a perspectiva de Passos Coelho. Em 2013, o FMI profetiza um indicador de 123,7%, em 2014 ainda acima de 123%, e em 2015,2016,1017, respetivamente, 120,8%,117,6% e 115,1%. O ano em que será 75% do PIB, o FMI não diz.

Passos Coelho candidatou-se à liderança do PSD e depois do país, com exigências ao governo anterior e promessas próprias. Não as conseguirá cumprir como está demonstrado, isso não lhe retira legitimidade para governar?

A dívida pública não será 75% em 2014, como queria Passos do governo Sócrates, estará acima de 123% do PIB, muito acima do que havia no tempo de Sócrates.

Mas o pior do relatório do FMI sobre a divida portuguesa é dizer (o que já se sabia) que os juros exigidos ao país são muito superiores à taxa de crescimento da economia. O FMI diz que Portugal é dos países do mundo com mais dificuldades em reduzir a dívida pública devido à falta de crescimento.

As medidas do governo para 2013 são altamente recessivas, a redução do défice através dos impostos e corte de investimento “é mais penalizador para o crescimento” também o diz o FMI. Cavaco adverte em Espanha para o efeito recessivo da austeridade e para as expectativas negativas dos empresários. 

Fala, fala, fala, e no fim lá vem o “sentido de responsabilidade do povo português”. Assistam passivamente à destruição do país, é o convite do governo e do Presidente da República.

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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Chávez reeleito presidente da Venezuela.

Hugo Chavez reeleito.Out 2012

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ganhou as eleições para um novo mandato de seis anos.

O Conselho Nacional Eleitoral anunciou o triunfo de Chávez com 90% dos votos escrutinadas; ganhou com 54,42% dos votos, contra 44,97% do candidato da direita, Capriles Radonski. Os outros candidatos não chegaram (entre todos) a 0,50% dos votos.

Com estes votos apurados tinham participado 80,94% dos eleitores, o que significa uma ida em massa às urnas, desde as cinco da manhã que havia eleitores esperando votar.

mais de 80 por cento de votantes. Out.2012

Com a vitória do presidente Hugo Chávez, os predadores internacionais interessados nas maiores reservas de petróleo do mundo, que estão na Venezuela, vão ter de aguardar por melhores dias.
 Direita venezuelana aceita derrota eleitoral.Out.2012

O nosso ministro Paulo Portas - enquanto não sai do governo - pode ir à Venezuela para continuar a negociar com Hugo Chávez (fazer de Sócrates).

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sábado, 1 de setembro de 2012

Escutas a Portas seguram coligação?

Escutas a Portas submergiram.Ago.2012
 
Mais uma prova de que as notícias que envolvam “os submarinos de Portas”emergem e submergem. Ontem foram notícia (primeira página do DN e referência em todos os canais TV e jornais) as escutas em que Paulo Portas foi apanhado. Hoje submergiram - já nem se vê rasto do periscópio.

O Expresso esmerou-se; para além de ignorar o tema por completo, levou à primeira página (e dedicou uma página inteira do miolo) ao Freeport, e a Sócrates, claro.

De tanto uso, o Freeport está tão esfarrapado que não tapa nada, mas há quem insista… (ver aqui “a culpa de Sócrates”).

Segundo o artigo do Diário de Notícias (DN), Paulo Portas falou duas vezes com Pedro Brandão Rodrigues (ex-deputado do CDS e presidente da Comissão de Contrapartidas) que estava sob escuta do Ministério Público, por causa da investigação do negócio dos submarinos.

Mensão curiosa, do DN, ao facto de Paulo Portas ter querido falar com Brandão Rodrigues “mas só por telefone fixo” e ter-lhe enviado um SMS “ a dizer para trocar de número de telemóvel”. Portas avisou mas ele próprio estava mal avisado, o seu parceiro estava sob escuta no “móvel” e no “fixo”.

Por ordem do juiz Carlos Alexandre, as conversas de Portas, “consideradas relevantes”, foram transcritas para o processo. 

Noutras alturas (no governo anterior) já se saberia o conteúdo das escutas e o conteúdo das entrelinhas das escutas. Já haveria jornalistas a constituírem-se assistentes do processo e era assunto para abrir e fechar telejornais e promover comentadores; agora convém não fazer ondas.

Aqueles que acham que Cavaco Silva está tolhido pelo caso BPN, podem imaginar que as escutas de Portas não se conhecem porque têm mais efeito no recato da investigação. Se calhar é mais uma teoria da conspiração e a Justiça está somente a funcionar melhor, pelo menos a guardar melhor a matéria em segredo de justiça.

 Pode ser que sim…como pode ser outra coisa.

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quinta-feira, 26 de julho de 2012

A carta de Portas aos militantes.

Na verdade - o PS que assinou com a troika era o único que se oponha à troika. Jul.2012

Portas quer tirar o cavalo da chuva, a carta aos militantes é uma tentativa de descolar o CDS da imagem degradada do governo.

Portas tenta justificar as políticas do governo com o cumprimento das “obrigações do acordo externo”, mas o que é facto é que o partido minoritário da coligação deixou passar todas as medidas “para além da troika”.

Acusaram Hermano Saraiva de contar estórias em vez de contar a história e é o que vemos todos os dias fazer-se na política do dia-a-dia, Portas tenta condicionar o PS, com o argumento já muito gasto, de que “a troika entrou em Portugal pela mão do PS”, quando é sabido que o PS de Sócrates (que negociou juntamente com Eduardo Catroga pelo lado do PSD) era o único que se opunha à entrada da troika.

A estupidez política da actual liderança do PS não resistirá muito tempo, ou os socialistas mudam de estratégia ou deixam de ser relevantes no país. Se até Paulo Portas procura distanciamento em relação à governação, não se percebe porque o Partido Socialista e a UGT continuam a colaborar com Passos Coelho.

O CDS de Portas é co-responsável do actual nível de impostos.Jul.2012

Portas diz que os “impostos atingiram o limite”. Foi ele que os levou ao actual limite.

O CDS é co-responsável das opções do executivo, que em larga medida correspondem ao seu programa ideológico. 

Os seus ministros, no ministério da caridade e no agrupamento de pastas de Cristas, têm sido responsáveis por arruinar tudo o que a sociedade democrática pós- 25 de Abril conquistou.

O próprio ministério de andar lá por fora, de Portas, tem servido apenas para este tentar passar despercebido. Mas não há nada a fazer, a descredibilizada actuação do governo, é do PSD e é do CDS. Nenhuma carta é capaz de esconder essa verdade.

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domingo, 15 de julho de 2012

JSD apoia Miguel Relvas e acusa Mariano Gago.

JSD -o futuro PSD - defende licenciatura de Miguel Relvas.Jul.2012
Duarte Marques, líder da juventude do PSD, lançou nos Açores “o desafio de perguntarem ao antigo ministro Mariano Gago, que foi responsável pela criação dessa lei, o que entende da mesma”. 

O jovem líder da JSD (de 31 anos, uma idade em que a maioria já possui tino) referia-se à “lei das equivalências”, que Miguel Relvas e doutos professores da Lusófona dizem ter usado para “licenciar” o ministro sem a chatice de fazer cadeiras universitárias.

Já cá faltava o governo Sócrates para justificar a trafulhices do PSD, o que é que o Doutor Mariano Gago tem a ver com o caso Miguel Relvas? Há, como o próprio Duarte Marques diz, uma lei “transposta de uma directiva comunitária”. 

A opinião da maioria dos académicos é que essa lei foi abusivamente utilizada por Relvas em conluio com uma universidade privada. A opinião pública é conhecida, está farta de intrujices de políticos de má nota.

Fica a mensagem de Duarte Marques. Como aqui dizia ontem; Miguel Relvas representa bem, grande parte do PSD actual – pode-se acrescentar – representa também o PSD futuro, aquele que está a ser fabricado na actual JSD. Uma náusea.

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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Abril 2012. Sondagem ClariNet.

Obrigado pelo serviço. Abr.2012

Marcelo Rebelo de Sousa dizia ontem que o Abril dos militares perdeu, não só o Abril do PREC, da Revolução, mas o Abril de Vasco Lourenço, do “grupo dos nove”, no fundo o 25 de Novembro. Obrigado militares pelo 25 de Abril, obrigado pelo 25 de Novembro, muito obrigado que agora é tempo dos herdeiros da Acção Nacional Popular retomarem as rédeas da nação.

Para vermos como aqui chegámos precisamos pôr os olhos no Chile, como os herdeiros de Pinochet retomaram o poder; a mesma táctica, o mesmo período e calculismo, os mesmos resultados. Terão apoio popular ou é só propaganda?

A maioria dos portugueses que sem dúvida perdem com as políticas actuais, terão noção que há alternativas? Para a resposta vai ajudar o tsunami que se prevê na União Europeia com as eleições na Grécia, França e Holanda, as crises espanhola e italiana. Cá, estamos na fase das preocupações, há procura de explicações sobre o que se passa, e os blogues são alternativa à imprensa controlada.

Pelos textos mais lidos num blogue podemos fazer uma sondagem das preocupações dos leitores? Sim, se soubermos ler as razões da pesquisa, não é menos “científico” que as consultas feitas aos proprietários de telefone fixo.

A “Culpa de Sócrates”, que liderou as visitas ao ClariNet este mês, dever-se-á à composição do título, a “culpa” judaico-cristã e o nome Sócrates (que vende mais que o Pai Natal) ajudaram, o argumentário de suporte do governo fez o resto, tal como Rajoy, para agarrar o seu eleitorado diz que vai fazer o contrário do que defende o PSOE, aqui, na falta de um PS na oposição, o governo identifica o antagonista no governo anterior. Tem funcionado neste país pouco politizado.

Mas logo a seguir vêm publicações sobre os problemas concretos, os “Cortes de Subsídios”, a “Suspensão das Reformas”, a “Taxa Alimentar”, o “Aumento dos Combustíveis”; pelo meio meteu-se “D. Juan Carlos na caça”, entre o sério e o fait diver com público determinado. O discurso de “Cavaco” no 25 de Abril depois, enquanto a “Regra de Ouro (que) não é consensual nem na Alemanha” indica que os temas de conjuntura político-económicos têm fregueses. As diatribes da ministra “Cristas e do M.A.M.A” e o “BPN” de ontem acabam os dez posts mais lidos.

Os portugueses estão preocupados com as medidas que os afectam directamente, serão inquietações individuais, mas que atingem a maioria da sociedade; transformar o descontentamento particular em força colectiva é o desafio.

Amanhã é 1º de Maio, de luta por tradição; neste período de todas as ofensas aos trabalhadores, será uma jornada de protesto contra as políticas do governo e da União Europeia. A Europa vai sair à rua. Os trabalhadores portugueses têm de fazer a sua parte – o tempo é de mudança.

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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Sócrates Freeport - Freeport Sócrates.

A Culpa de José Sócrates. Abri 2012A culpa de Sócrates (AQUI)


Testemunha do caso Freeport diz que Sócrates sugeriu arquitectos. Titula o Público.

A notícia é uma testemunha a dizer que fulano lhe disse que Sócrates tinha dito. Também “admite” a testemunha “ter tido conhecimento de conversas sobre Lobbying”. Ouviu a expressão “envelopes castanhos” e afirmou em tribunal: - “não tenho conhecimento de ter sido feito qualquer pagamento”. Ora bolas pró epilogo!

Assim vão os julgamentos chamados mediáticos.

Este continua à tarde e terá direito a transcrição em discurso directo do que lá for dito; quem está a ser julgado são uns tais Manuel Pedro e Charles Smith, os únicos acusados neste caso, (de qualquer coisa) pela Justiça. Relato da Lusa, foto da AFP, primeiras páginas garantidas em jornais e TVs.

Mas agora, que já “convenceram” toda a gente do crime ambiental que foi fazer um centro comercial onde existiu uma fábrica de pneus, e que não há mais nada; não era tempo de um jornal, nem que seja de província, mandar um aprendiz de jornalista ou um estagiário das novas oportunidades, ver o que se passa no julgamento do caso BPN?

Nem que acabe como o Caso dos Sobreiros e as dádivas do Sr. Jacinto Leite Capelo Rego ao CDS/PP, os leitores merecem saber qualquer coisinha.

Como não há decerto “envelopes castanhos”, a obstruir o relato do julgamento do caso BPN, não se entende o silêncio.

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segunda-feira, 2 de abril de 2012

A culpa de Sócrates.

José Sócrates. Abri 2012 

Fátima, futebol e Sócrates, é a trindade do momento que, como a outra que durou 48 anos, cumpre a missão de desviar o olhar da realidade e dos problemas.

Fátima tem ministério da caridade, protecção e promoção do assistencialismo militante nas suas IPSS e fundos da educação deitados para a doutrina católica; a Igreja é um pilar do regime, como nos (seus) melhores tempos do salazarismo.

Futebol há todos os dias, para prazer dos adeptos (como eu) mas cujo papel de enterteiner político não passa despercebido nem ao Dr. Marcelo. Se o fisco quisesse, este futebol profissional acabava de um dia para o outro, mas perdoa-se o que devem em função do bem que fazem. É um investimento caro mas com retorno garantido e nem parece propaganda.

Se a religião e o futebol continuam a cumprir o seu papel histórico; são aliás um direito adquirido – o direito à alienação – que devia constar na Constituição, já o Fado, subtraído às tabernas e promovido a arte de vanguarda da burguesia urbana, largou o povão e cedeu o seu lugar na trindade; os três efes já não existem.

Sócrates preenche, a sumiço do fado, não o homem mas a Instituição Sócrates, uma fantasia mafarrica que arde todos os dias no pelourinho mediático para gáudio da populaça. Como dantes, os possessos estão na multidão, atiçados pelo justicialismo; já não se juntam na praça; e-maillam-se, twitam-se e facebookam-se em comunidades ululantes de semelhante acuidade visual dos simplórios medievos.

Não é difícil perceber o papel de Sócrates (nem o papel do sistema financeiro internacional, dos líderes europeus e da banca nacional) na crise portuguesa. A propaganda contra Sócrates tem menos a ver com peripécias do governo anterior que com a prática do governo actual.

Sócrates também existe para expiar os pecados de quem chumbou o PEC IV; não se sabendo se a situação financeira aguentava até ao reforço do FEFF, sabe-se que se o BCE tivesse as funções que tem hoje com Draghi, não haveria assistência externa.

A campanha contra Sócrates serve essencialmente a direita no poder e (doseada) é conveniente à esquerda parlamentar e ao próprio Partido Socialista, versão Tó Zé Seguro. Para os portugueses em geral só contribui para a sua estupidificação e para o alheamento da política, como se sabe a antecâmara de males maiores.

P.S. : Um bom trabalho jornalístico de Cristina Ferreira no jornal “Público”, sobre os últimos dias do governo socialista, com o título comercial “O dia em que Sócrates pediu a Cavaco para o salvar da troika”, tem elementos que ajudam a compreender os tempos anteriores à cedência da intervenção estrangeira em Portugal – recomenda-se.

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domingo, 11 de março de 2012

Economia alemã procura trabalhadores mais velhos.

Emprego por grupos etários. Març.2012
Potencial inexplorado - Taxa de emprego por grupos etários, em 2010.


O diário alemão Die Welt trazia ontem preocupações com a dívida soberana portuguesa. Afirmava-se que Portugal precisará de novo resgate até ao fim do ano. Não é sinal para alarme, continue a dar-se importância às campanhas contra Sócrates, às diabruras de Cavaco, e a outras cortinas de fumo, que a realidade passa ao lado.

Hoje, o mesmo Die Welt, trás uma preocupação interna alemã que faz todo o sentido olharmos com atenção. O emprego daqueles que estão no limite da idade da reforma ou já a ultrapassaram.

Diz o diário que as empresas alemãs estão a encontrar benefícios em empregar trabalhadores mais velhos. A ministra do Trabalho, Úrsula von der Leyen fez notar que os alemães “vivem mais 15 anos que no tempo de Adenauer”, pelo que “precisam de mais flexibilidade para os últimos anos de trabalho”. No fundo trata-se da idade fixa de reforma. O mercado de trabalho alemão não prescinde da experiencia profissional e procura gente qualificada entre os que, por sua iniciativa, se dispõem a continuar a trabalhar.

Visto daqui, do país das reformas antecipadas, desejadas por quase todos e promovidas pelos governos, parece uma enormidade. A demagogia e a ignorância de como funciona a economia real, tem levado os governos (principalmente o actual) a promover o desemprego e a passagem à reforma de trabalhadores competentes e necessários; diz-se até que para a nossa economia funcionar é preciso substituir os mais velhos pelos jovens “altamente qualificados”.

Nada disso se passa. Na realidade, a crise está a levar para o desemprego jovens de quarenta e tal anos, que são (cá) já demasiados velhos para voltar a encontrar ocupação. A crise também levou para o desemprego os melhores profissionais de várias actividades, porque eram quem tinha melhores salários e é por aí que se corta nas empresas em dificuldades (quase todas).

Não se trata da idade da reforma, o único indicador que parece preocupar toda a gente, mas de não dispensar competências seguras por aprendizes sem mestre. A nossa economia está dependente (caso dos call centers) de contratados que quando adquirem alguma experiencia são substituídos por outros em formação, e isso reflecte-se na produtividade geral.

Não há temas tabus, as empresas ganhariam em manter empregos de mais velhos. Ao contrário do que se apregoa, há escassez de competências feitas da experiencia profissional e há muita gente “de mais idade” que está interessada em trabalhar desde que a um ritmo apropriado. Não me perturbam os princípios e é falso que os mais velhos tirem trabalho aos mais jovens.

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Manifesto contra energias renováveis. Sócrates e o nuclear.

Mira Amaral (BIC laranja). Jan2012


O lóbi da energia nuclear apresenta hoje, pela terceira vez, um manifesto contra as renováveis. A altura não podia ser pior e os argumentos tão pouco convincentes. Como vem anunciado ser contra o “monstro eléctrico” “consequência da política do governo de José Sócrates”, pode-se pensar ser mais da clássica fumaça para desviar atenções, no dia em que os portugueses são massacrados por mais aumentos brutais nos transportes.

A não ser assim louva-se a insistência, particularmente após os incidentes de Fukushima que aconselhariam a hibernação por uns tempos de propostas para centrais nucleares. Não significa que não se possa discutir o Nuclear, mas tem de ser com argumentos sérios. As alcavalas na factura da EDP e os preços da energia para 2013 não é o caso, são um embuste porque não vai haver energia nuclear portuguesa para o ano, nem que estivesse decidido há dez anos atrás.

O manifesto foi anunciado como sendo de especialistas em energia, mas só se vêem banqueiros e Industriais a assiná-lo. Desta vez não é encabeçado por Mira Amaral, como em 2010, (está assinado por ordem alfabética) devido a ter-se sabido que Mira Amaral, que agora é contra a energia eólica dinamizada pelo governo Sócrates, apresentou a esse mesmo governo Sócrates um projecto de parque eólico off-shore ao largo de Aveiro; foi-lhe recusado por Manuel Pinho. Se lhe tivessem dado luz verde seria hoje um industrial das “eólicas” como o seu camarada de partido Carlos Pimenta, e nós teríamos mais alcavalas na factura da EDP, para pagar o custo mais elevado dos parques off-shore.

A “factura” da EDP tem de ser renegociada (como as parcerias publico privadas) mas isso nada tem a ver com o diferencial de custos entre fontes energéticas, são contratos e não opções, não há solução que não seja diversificar as formas de produzir energia, dizem os especialistas e parece ser de bom senso. A União Europeia aposta nas renováveis e Obama enfrenta o poderoso lóbi dos petróleos para fazer o mesmo.

O preço da energia de origem fóssil tem tendência a subir e a aproximar-se dos valores da eólica. É para isso que Paulo Portas está a trabalhar no Conselho de Segurança da ONU, promovendo novas aventuras bélicas na Síria e no Irão. Ai está o verdadeiro problema, que ameaça elevar o custo do crude a valores incomportáveis pelas economias globais.

Ainda ontem vi na televisão um especialista dizer que em condições normais o preço do barril devia estar à volta de 45 dólares, está a mais de 110 e o Irão afirma que ultrapassará 150 dólares em caso de conflito no Estreito de Ormuz.

Este é o problema nuclear, nada tem a ver com a energia nuclear.

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