Eleições primárias abertas, na boca de António José Seguro são um ardil. Tal proposta mereceu uma carta de militantes socialistas ao último Congresso do PS (ler aqui) e Seguro impediu a sua discussão. Tal proposta foi aliás defendida por António Costa (ler aqui) o ano passado. E tal proposta não vem secundada, por Seguro, da forma de a viabilizar. O facto de não ser para a eleição do secretário-geral do PS mas apenas do candidato a primeiro-ministro é a outra armadilha.
Controlar o partido mais votado é controlar o apoio parlamentar ao primeiro-ministro. O caso italiano e a ascensão de Matteo Renzi, do Partido Democrático, ao governo, é exemplo disso. As eleições abertas para serem sérias e não à moda de Seguro, terão de ser para secretário-geral, como proposto na carta ao Congresso do PS. A oposição ao método com os argumentos de batota dos eleitores, (ouvi ontem Marques Mendes, ouvimos antes Louçã) não faz sentido. Nunca aconteceu nos outros países.
Seguro está convicto que se não se demitir não há candidatura de Costa, como ditam os estatutos - que Seguro assegurou, para se apropriar do PS. Depois destas cenas, se Seguro ganha (com ou sem congresso) abre-se um espaço imenso no centro-esquerda português para novos e emergentes partidos… como o Livre.
No dia um de cada mês, os títulos aqui mais lidos no mês anterior:
06/05 – Zona Euro - O pior de dois mundos.
02/05 – Avaliação. O herói surpresa.
27/05 – António Costa agita o pântano.
30/05 – Mário soares explica com desenhos.
10/04 (2013) – João Ferreira do Amaral, sair do euro, a entrevista.
18/05 – TSU dos pensionistas vai acabar. Diz o PS.
01/05 – Manifestação do 1º de Maio é na rua.
23/05 – Abstenção e apelo ao voto. Marinho e Pinto.
03/05 – Massacre em Odessa.
26/05 – Abstenção promove bloco central.
(clicar nos textos a cor para ler os artigos)
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