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terça-feira, 2 de julho de 2013

Posso dizer Catrapum ou espera-se uma semana.

Governo a cair para cima ...de Cavaco Silva.Jul.2013

O balão em queda do governo largou o contrapeso Gaspar para tentar manter-se a voar.

Agora saltou o co-piloto e outros tripulantes preparam os para-quedas.

Será que consegue manter-se até segunda-feira? Ou vai cair para cima…

…para cima de Cavaco Silva.

Está na hora do governo ir embora.Jul.2013

Quando ponho aqui CATRAPUM ?!

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quinta-feira, 27 de junho de 2013

O país não está parado, anda para trás.

O Conselho de Ministro esteve reunido a trabalhar um sound bite que resumisse a sua atitude perante a Greve Geral.
No final da reunião, o ministro da presidência e porta-voz das conclusões de tanto trabalho, enunciou - “o país não está parado”. Está dito. Há matéria para parangonas e fotos ilustrativas.

Greve Geral 27 de Junho - S.Bento. Jun.2013

No outro lado, trabalhadores de todos os dias, pararam. Pararam mesmo, para protestar por o seu país estar a andar para trás. O país real, feito de pessoas e das suas dificuldades quer outra redistribuição do rendimento do trabalho, quer menos dentadas do governo nos seus salários, quer um salário mínimo que não envergonhe a existência e lhes corte a vida, quer a dignidade de fazer parte da discussão sobre o seu futuro, quer negociar a contratação colectiva e saber por onde anda o dinheiro que descontou para a reforma. 

Quer coisas simples.

Quer afirmar - Basta de andar para trás!

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terça-feira, 25 de junho de 2013

Estivadores do Porto de Lisboa. Quase um mês de greve.

Greve no Porto de Lisboa. Jun.2013

Os estivadores do Porto de Lisboa estão de novo em greve parcial, até 22 de Julho. Cumpriram hoje o primeiro dos 20 dias de greve. A paralisação “simbólica” - de uma hora no primeiro turno nas primeiras duas semanas e de duas horas nas seguintes - destina-se a chamar a atenção para as violações do Contrato Colectivo de Trabalho por parte das empresas portuárias.

No dia 27, dia de GREVE GERAL param todo o dia.

Os estivadores ameaçam parar totalmente se “continuarem a utilizar trabalhadores estranhos à actividade, no meio do circuito de operação portuária”, disse António Mariano presidente do sindicato.

As empresas que operam nos portos estão a utilizar “nas últimas semanas” trabalhadores temporários para substituir estivadores profissionais despedidos.

Para os estivadores, os “elementos estranhos” à actividade portuária sem qualquer formação para fazerem esse trabalho, trazem sérios riscos à operação. “Não podemos aceitar esta forma de trabalhar “, afirmou António Mariano.

O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro ameaçou com despedimentos aquando da entrega (em 7 de Junho) do pré-aviso de greve.

A actividade portuária não sofrerá abrandamento significativo, enquanto a greve for simbólica - trabalham 23 em 24 horas – mas se o conflito se agudizar com paragens parciais maiores ou a suspensão de toda a actividade, o governo vai ter um problema com o “motor das exportações”.

Ao proteger os abusos dos patrões dos portos, que “não cumprem nenhumas regras”, compra mais uma guerra.

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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Velhos depois dos 65 e velhos antes dos 50.

Novos velhos - velhos novos. Jun. 2013

Um parecer do Conselho Económico e Social (CES) lembra que idosos pesam 19,2% no total da população, sendo que 90% depende das pensões para sobreviver.

O CES recomenda a “actualização do valor das pensões mínimas” e que o Estado consiga “viabilizar um novo período de vida activa” além dos 65 anos.

Sendo conselhos que merecerão simpatia, esbarram com a realidade de termos o governo que temos. A política actual, de desinvestimento e cortes, é contraditória com o aproveitamento da população disponível para criar ou ajudar a criar riqueza.

Os mais velhos que desejem, e são muitos, poderiam ter ocupações que os realizassem e ao mesmo tempo fossem úteis numa sociedade produtiva e solidária, mas para isso era necessário que o nível de desemprego não fosse o que é.

Com o desemprego jovem existente e a perda de emprego da população na casa dos quarenta e cinquenta anos, (o mais das vezes considerados “velhos” para readquirirem um emprego) ocupar aqueles que atingiram a idade da reforma é problemático e pode ser conflituante.

Mas é de considerar, numa política alternativa da que temos; que liberte os jovens qualificados dos empregos de ocasião, que permita o regresso dos empresários levados à falência pela política e a criação de empregos normais. Pois é de normalidade que Portugal precisa.

É coisa para começar a fazer após a queda deste governo. Logo a seguir.

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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Exames cariC(R)ATOs. Anas fazem – Marias não.

Alunos sem exame desigualdade nas provas. Jun.2013

Uns alunos fizeram exame, outros não. Não houve Exames Nacionais em condições de igualdade. Não farão todos, o mesmo teste, no mesmo dia, à mesma hora. Já se sabia que tal ia acontecer, mesmo com menor adesão à greve. Porque teimou o governo?

Nuno Crato diz que 70% dos alunos fizeram exame, um sorteio onde contou a existência de “vigilantes” e a ordem alfabética do nome dos alunos. Os exames para os outros, (pelo menos 20.000), são a 2 de Julho. Podiam ser dia 20 (próxima quinta-feira) com o incómodo de ser 3 dias depois, sem nenhum dos problemas criados pelo governo.

Segundo os sindicatos a adesão à greve dos professores rondará os 90% (FNE diz acima de 80% Fenprof à volta de 90%). 

O ex-professor de matemática Nuno Crato enganou-se noutras contas. Contava ver a opinião pública contra a classe dos professores e os seus sindicatos e o que se vê é incompreensão generalizada pela arrogância e teimosia do governo.

Alunos a fazer exames em refeitórios, alunos a invadir salas de exame, alunos revoltados por não haver igualdade na prestação de provas. E pais a ameaçar recorrer aos tribunais. A confusão está lançada nas escolas.

Para os exames de 2 de Julho, o ministro promete o “mesmo grau de dificuldade”, mas se as provas serão mais fáceis ou mais difíceis, caberá aos alunos dizer. A trapalhada no ensino pode piorar no próximo mês.

Hoje, a campanha contra a Escola Pública sofreu um revés. Os portugueses querem o serviço público de ensino, inclusivo e sem redução da qualidade, estão solidários com quem está ameaçado pelo desemprego, e percebe as intenções do pior governo da democracia. 

O ministro da Educação e o governo - estão esgotados. Nota zero.

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sábado, 15 de junho de 2013

Grande Manifestação de Professores. 25 de Junho.

Foto Manif.Professores 15 de Junho. oclarinet.blogspot.com - Jun.2013

A manifestação de professores de hoje, em Lisboa, encheu simultaneamente a Avenida da Liberdade e os Restauradores. Uma das maiores de sempre, em dia que poderia ser de praia mas foi de luta. 

Se o governo queria um braço de ferro com os trabalhadores e os sindicatos, os professores demonstraram a sua força e união. Ultrapassaram em muito o número habitual de manifestantes enquadrados pelos sindicatos, o que foi patente na forma menos geométrica e organizada do desfile.

O governo e o ministro Nuno Crato ficam a saber, que neste conflito de poder, a resistência dos trabalhadores é real, unida, e vai continuar. 

As manobras do governo para isolar os sindicatos falharam. Serão mais, a partir de agora, os trabalhadores do ensino dispostos a resistir; viram a força da multidão que se manifestou, sabem que não estão isolados nas suas escolas.

O governo não tem força contra todos os profissionais de uma classe, só lhe resta ceder. Os professores demonstraram determinação e também coragem a enfrentar as campanhas intimidatórias contra os seus direitos, que são os direitos da sociedade democrática.

Uma palavra de ordem da manifestação sobre a greve de segunda-feira, 27:

A convocatória é geral – A Greve É Total.

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Hoje. Manifestação Nacional de Professores.

LISBOA Marquês de Pombal - 15 horas.Jun.2013

Vamos Lá.

Sobre a manifestação clicar (AQUI)


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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Elvas. 10 De JUNHO. O discurso.

O discurso do 10 de Junho.Jun 2013
 
"Milhões de portugueses vivem um presente muito
 
complicado, no limiar da pobreza, ou abaixo desse nível
 
- o que nos deve envergonhar".

José António Rondão Almeida
(Presidente da CM de Elvas)


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sábado, 8 de junho de 2013

A greve dos professores causa impactos sérios.

Patético. Jun.2013
  Nuno Crato está a passar pelo que Manuela Ferreira Leite ou Maria de Lourdes Rodrigues já passaram e a reagir com o mesmo desnorte. Passos Coelho ainda pior (patético).

A greve às avaliações está a ter consequências, como terá a greve marcada para o início dos exames, para mais podendo estender-se por mais 4 dias. Mas se as greves não têm consequências servem de pouco, é algo que a opinião pública entende.

Cada greve em Portugal (e não só por cá) é acompanhada por uma campanha governamental, nos media, sobre os seus efeitos nocivos. São os utentes dos serviços afectados, é a economia nacional ou as exportações, e agora os alunos. 

Alunos e pais estão a ser usados pelo governo para chantagear os professores, não vai funcionar. Os professores fizeram manifestações, fizeram luto, não os ouviram; foi o governo que nada negociou quem criou as condições para a situação extrema da greve.

A intransigência do governo e do ministro é responsável pelos impactos negativos no ano escolar, pelo possível caos. O resto é campanha política de um governo e de um presidente, cada vez menos capazes e mais isolados.

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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Apesar da chuva, aprovado 1º rectificativo de 2013.

Vítor Gaspar não tem condições metereológicas para bem governar.Jun2013

A responsabilidade do Tribunal Constitucional

As condições meteorológicas não impediram a aprovação, pela maioria PSD/CDS, do Orçamento Rectificativo (ainda o 1º deste ano). Choveram críticas das bancadas de oposição, mas foram pelo bueiro da indiferença e arrogância da maioria e do governo.

O Parlamento para pouco mais serve, actualmente, do que para produzir sound bites a reproduzir pela comunicação social. Ditos de espirito e de falta de espirito, como a saída de Vítor Gaspar sobre investimento e meteorologia.

Vítor Gaspar lembra Américo Tomás. Numa resposta ao deputado Pedro Marques, disse:

“Naturalmente o comportamento do investimento é muito preocupante; sendo no entanto, que o investimento no primeiro trimestre deste ano é adversamente afectado, pelas condições meteorológicas nos primeiros três meses do ano. Prejudicaram a actividade da construção”. (fim de citação). É ou não “tipo Tomás”?

À parte as partes gagas, o uso do palco parlamentar para campanha do governo, centrou-se na responsabilidade do Tribunal Constitucional (TC) pelo Orçamento Rectificativo. Já não pega, mas não têm mais nada para plantar.

O Jornal i de hoje, traz para a capa as contas conhecidas sobre a realidade orçamental. Sem chumbo do TC, o buraco chegou aos 4395 milhões de euros - a saber; “2200 milhões de euros para dívidas das câmaras, regiões e saúde; 1595 de quebras fiscais; 500 da Segurança Social e 100 da concessão da ANA”. Recorde-se que as quatro normas chumbadas pelo TC somavam 1274 milhões de euros.

Ainda ontem na SIC Notícias, o insuspeito Bagão Félix, assinalava que já depois do acórdão do TC foi possível a Portugal passar o défice de 4,5 para 5,5% do PIB, (diferença de 1600 milhões de euros), pelo que os 1274 milhões cabem nessa diferença, anulando o efeito do chumbo.

Continuarem a culpar o Tribunal Constitucional pelos erros do governo é tentarem manipular a opinião pública. Também significa que vamos ter mais normas governamentais, voluntariamente anti- constitucionais, que irão pôr à prova o Tribunal Constitucional. 

Se Cavaco Silva contasse para alguma coisa...

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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Cavaco Silva comenta greve dos professores.

Cavaco Silva inclinado para fazer de chefe do governo. Jun.2013

Os estudantes não podem ser meios para atingir fins, disse esta tarde Cavaco Silva, repetindo o sound bite do governo e da maioria, contra a greve dos professores.

Afinal é o seu governo; o governo que só governa por sua iniciativa ou por sua falta de iniciativa.

Uns reconhecerão normal, outros ser anormal.

Não é surpreendente!

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quinta-feira, 30 de maio de 2013

30 de Maio. Dia da reforma estrutural.

Greve do Metro inicia confluência CGTP - UGT (novo líder). Mai.2013
 

O dia de hoje, as zero horas em que se iniciou a Greve do Metro, marca uma mudança estrutural na frente de luta sindical. A CGTP e a UGT, já antes tinham estado juntas em eventos da luta dos trabalhadores, mas obedecendo a episódios de receio de isolamento, perante os que representam, e sob a acusação de obedecerem a estratégias de afirmação político-partidárias. 

Julgo que agora, a união na acção, dos sindicatos da CGTP, da UGT e Independentes, resulta da exigência dos trabalhadores, que nos seus locais de trabalho são afectados por igual, não entendendo a divisão artificial da acção do movimento sindical. 

A mudança de líder na UGT já previa uma mudança, a própria CGTP não resistiu muito tempo com o sectarismo, talvez aceitável pelas anteriores traições da UGT, mas inadmissível perante as vitórias do governo e da troika.

A “confluência na luta” é para durar, pelo menos enquanto a ofensiva do Governo Gaspar/Passos/Portas não recuar. Nesse sentido vai a reunião de amanhã do Conselho Nacional da CGTP, onde a linha de convergência, sectorial e nacional, irá, segundo palavras de Arménio Carlos; Uni-los na acção, “com todos os trabalhadores, independentemente das opções sindicais, e com todos os sindicatos sejam da UGT ou Independentes. 

Maio termina em grande conflitualidade laboral, Junho será um mês de luta, de luta unitária e convergente, contra as medidas do governo e da troika.

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segunda-feira, 27 de maio de 2013

É deselegante mentir aos portugueses.

Meta do défice - Portugal não pediu flexibilização. Mai.2013

Vítor Gaspar zangou-se (disse ser deselegante) com a pergunta de um jornalista na conferência de imprensa conjunta, com o presidente do Eurogrupo. A pergunta, para Jeroen Dijsselbloem, foi, se Portugal tinha pedido alívio nas metas do défice.

O presidente do Eurogrupo admitiu a flexibilização do défice, mas disse que Portugal não a pediu.

A flexibilização da meta do défice, não é uma invenção jornalística; Passos Coelho concedeu isso no Parlamento, os jornais têm trazido, com pormenores, os passos que o executivo tem seguido nessas negociações. 

Ainda hoje, pelo almoço, o canal público de televisão, propagandeava a mexida no limite do défice:

 Deselegante pedir confirmação da propaganda do governo.Mai. 2013

Mas o governo entende continuar a dizer uma coisa e o seu contrário, esperando que da confusão saia outra coisa que não seja uma imagem de desorientação. 

Vítor Gaspar dizia em Março de 2012 que “o valor verdadeiramente importante e vinculativo é a meta de 3% em 2013”. Já não é - nem para 2014. Não se sabe para que ano será tal meta, mas sabe-se, que não se chega lá com “ajustamentos” que destroem a economia portuguesa.

Com o desatino e insensatez deste governo não há, sequer, renegociação adequada. Se é que há renegociação viável continuando Portugal dentro da Zona Euro.

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sábado, 25 de maio de 2013

Milhares em Belém pela demissão do governo.

Foto manifestação Belém 25 Maio. Mai.2013

Cavaco Silva e o governo foram apupados por milhares de manifestantes, que convergiram para o largo frente aos Jerónimos e jardim da Praça do Império.

Foto Manif.25 Maio. Milhares a caminho dos Jerónimos. Mai.2013

A manifestação, organizada pela CGTP-Intersindical, partiu de concentrações por sectores profissionais e regiões do país.

 Foto manif.25 de Maio concentração CGTP. Mai.2013

Para além das palavras de ordem, exigindo que Cavaco cumpra a função de presidente e demita o governo, alguns manifestantes equiparam-se com dísticos que apelidavam Cavaco Silva de “Palhaço”; narizes e outras representações de palhaço, cartazes com palhaços, e, chamaram-lhe palhaço. É uma nomeada já popularizada, efeito da queixa à Procuradoria.

Palhaços às costas! Tinha de ser...Mai.2013

A CGTP marcou nova jornada de luta para 30 de Maio, e Junho vai ser um mês de greves, (Função Pública) podendo haver Greve Geral com convergência das duas centrais sindicais, UGT e CGTP.

Arménio Carlos disse: “Maio vai acabar com uma elevada temperatura no que respeita à conflitualidade social, mas em Junho essa temperatura vai aumentar”.

 Vamos lá!

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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Deputado do PSD escreve a Merkel.

Duarte Marques escreve a Merkel. Mai 2013

O jornal Público escreveu ontem uma notícia com pouco crédito, (falei dela AQUI) hoje desmente-a na primeira página acusando o governo alemão de dizer umas coisas em off e outras em on. O On-offre tem as costas largas quando se fazem interpretações abusivas do que se pensa ter ouvido ou lido.

O que vem na primeira página do Público de hoje é que a Chancelaria alemã emitiu um comunicado; “garantindo que Berlim apoia plenamente os programas de austeridade”. Não aconteceu nada. O Público errou ontem, como o jornal i de hoje. O El País (citado pelo Público e que eu já tinha lido) não fala em austeridade - ninguém falou em austeridade (pelos vistos). Tudo normal na anormalidade germânica.

À parte um pedido de rigor jornalístico, pois nem todos os leitores portugueses leem a imprensa internacional, regista-se um facto político notável:

- O deputado Duarte Marques, presidente da JSD e a fazer carreira para um dia ser candidato a primeiro-ministro deste país, apressou-se a escrever uma carta de censura à chanceler Ângela Merkel. Carta essa - vejam lá - baseada na “notícia do Público”. Para “apurar a verdade”; escreve Duarte Marques a certa altura:

“Esta recente desresponsabilização da Alemanha sobre o “património” da estratégia de austeridade que graça na Europa parece-me de um oportunismo político pouco habitual para as tradições alemãs e sobretudo, pouco digno para um país que, pela mão de Helmut Kohl, nunca sofreu de falta de coragem para assumir o interesse europeu e alemão – mesmo contra a opinião pública alemã. Kohl era de uma casta de estadistas que hoje escasseiam na Europa”. (fim de citação).

Se me é permitido um desabafo, diria que “oportunismo político” é coisa que não escasseia em Portugal, como se nota em Duarte Marques. Mais; a “casta de estadistas” que a JSD tem procriado também não é escassa, é mesmo descomunal – uma enormidade!

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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Passos nega divergências com Portas. Todos mentem?

oclarinet.blogspot.com - Aldraba...Aldrabão...Aldraba..! Maio 2013

É já insuportável a falta de respeito do governo pelos portugueses. Passos Coelho nega em Madrid divergências no governo e as notícias com confirmações e desmentidos sobre a posição do CDS/Portas continuam.

A quem interessa esta falta de informação e objectividade, alguém vai lucrar com o arremesso de sound bites que só causam confusão? Cedeu não cedeu, dizem o mesmo quando ouvimos o contrário, está tudo bem quando vemos todos às turras. 

Clarificação precisa-se. O corte das pensões está no relatório da troika, é o que se sabe ao certo; o resto… (?)

No meio desta balbúrdia, o presidente Cavaco Silva convoca o Conselho de Estado para discutir o sexo dos anjos no pós-troika. 

Como nenhumas manobras de diversão alteram a realidade que os portugueses vivem - vão ter a resposta nas ruas. Cavaco e os outros.

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domingo, 12 de maio de 2013

Conselho de Ministros faz exame de redacção.

Acordo ou desacordo entre Portas e Passos Coelho. Mai 2013

  Está reunido mais um Conselho de Ministros extraordinário

Depois dos alunos do 4º ano, cabe hoje aos meninos Paulo Portas e Passos Coelho, reunidos na presença dos restantes membros do governo, fazer um teste de composição para levar ao júri de repetentes da troika.

Trata-se da 7ª avaliação, e sobre o texto a compor, a duas mãos, existem divergências; Passos quer escrever preto no branco “vai haver uma taxa sobre as pensões” e Paulo Portas faz birra para que seja escrito com tinta invisível, de maneira a poder mostrar aos portugueses que não consta da redacção.

A esta hora ainda não se sabe se chegaram a acordo. Entrou na sala do Conselho de ministros, um auxiliar de acção educativa com uma salva de limões, especula-se cá fora se será para fazer tinta invisível ou umas limonadas. 

Para chutos não deve ser, pois ainda não é hora de recreio.

Post Scriptum: Afinal os limões não foram nem para limonada nem para fazer tinta invisível;
 ....que grande chuto!

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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Motor engasgado.

oclarinet.blogspot.com - Exportações em queda.Mai. 2013

A recessão na zona euro está a condicionar as exportações portuguesas, e, pelo segundo mês consecutivo, a saída de bens nacionais para o estrangeiro está em queda.

Diminuíram em Março 2,8% e já tinham caído em Fevereiro 2,6%. Numa semana de más notícias; do anúncio de mais outro roubo aos pensionistas, da confirmação do aumento do desemprego e da destruição de postos de trabalho; no meio da politiquice na coligação e da impotência parlamentar, o único motor que arrasta a economia portuguesa, no entulho da recessão, está engasgado. 

Para ajudar ao desarranjo, os banqueiros, capitaneados pelo governador do Banco de Portugal, pedem mais flexibilidade laboral - entenda-se, corte nos salários e despedimentos – e o inebriante Ulrich do BPI, considera boa notícia o confisco de depósitos acima de 100 mil euros.

Tudo a concorrer para o desastre. A banca não ajuda o investimento e afugenta investidores; com os mercados externos a reduzirem-se e o consumo interno a sumir-se, onde se vai parar? 

Vai parar a mais malparado. 

Não é, Srs. Banqueiros...?

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