Mostrar mensagens com a etiqueta António Costa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta António Costa. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Passadores, escorredores e outros filtros.



“A troika só sairá de Portugal quando Passos Coelho sair” poderia ter sido um útil sound bite de António Costa. Os jornalistas não adotaram esse como não quiseram passar outros.

A campanha eleitoral que agora termina é a primeira em que a generalidade da chamada comunicação social (toda?) tomou partido, ora às claras ora de forma subliminar.

A CDU e o Bloco tiveram de atacar o PS. Independentemente das divergências políticas, que as há e muitas, se não atacassem António Costa forte e feio não teriam a presença que tiveram nos jornais, rádios e televisões, dominados pela máquina do PSD; editores, jornalistas e jornaleiros, comentadores e mentideiros.

O Livre desapareceu dos favores da comunicação social, apesar de ter quadros mediáticos já feitos e tarimbados (não precisavam inventar personagens) por isso mesmo; não fez do ataque a António Costa o móbil da campanha.

No dia seguinte às eleições se verá as consequências destas estratégias de sobrevivência. Caso António Costa perca e seja substituído por qualquer Assis; – o que vão fazer as esquerdas no Parlamento, com um PS revirado a suportar o governo de Passos Coelho. Um bloco central sem discordâncias de fundo e a continuação da austeridade – desta vez a pedido.

António Costa não descolou nas sondagens porque teve contra, além dos partidos da esquerda e da direita, quase todos os passadores de mensagens e comentadores encartados. Passadores modelo coador, que filtraram e manipularam as mensagens da oposição que podia obrigar Passos Coelho a sair.

Mas votem, é o meu apelo: Pelo menos para que a percentagem que agora vota contra a coligação do governo seja uma grande maioria.


Para ver últimos posts clicar em – página inicial

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Para mais tarde recordar.

Mudar de política. Jul.2014

Promessas/compromissos - para mais tarde recordar:

Promessas de Costa. Jul.2014


Costa (ou Seguro) não poderão cumprir esta promessa, coligados com os partidos defensores da política do actual governo. Eles sabem, que todos sabem, que é assim.

A campanha interna no Partido Socialista é interessante de seguir, quer dentro, quer fora; seja na comunicação social controlada pelos governantes, seja nas várias esquerdas (aflitas).

No final (das tricas dos entusiastas) o que conta são este tipo de propostas, porque têm a ver com a vida das pessoas, porque é dito que algo vai ser feito, para repor alguma coisa do muito que foi roubado.

O resto, são bolas para o quintal.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Razões marxistas para manter Passos Coelho?

Quem manda é o Capital. Jul.2014
 
Dei com isto no Facebook: - “Mais do que uma mudança de governo, do que precisamos é do fim deste regime de castas (…) ”

Numa leitura rápida, o governo é secundário, o regime tem de ser alterado. O regime é alterado antes das eleições legislativas de 2015? Ou é indiferente ter Passos ou Seguro ou Costa como primeiros-ministros deste país?

Parecia-me aquilo em voga, nos debates abreviados e com carimbo aviados; fulano não é de esquerda, são todos iguais, vai fazer assado, é pior que o outro e vices-versas até serem todos sociais-democratas, coisa que – dizem – já não existe.

Do Facebook enviam-nos para o jornal i, onde Nuno Ramos de Almeida fez um artigo interessante. Diferente da leitura rápida da frase descontextualizada, concordo que alegar uma política realista pode ser perigoso. Tem limites óbvios e na matéria versada (as posições de Ana Drago) parecem-me estar balizados.

Não consta que os dissidentes do Bloco de Esquerda aceitem ir para o governo com quem tenha uma posição “ortodoxa” sobre o Manifesto da Troika e o Pacto Orçamental. Passos, Seguro ou Costa têm, cada um deles, posições díspares sobre esses assuntos. Costa, pelas intervenções na Quadratura do Círculo, é um crítico (é agora, mas é) dos dois papéis.

Depois, há dentro da “política realista” aritmética simples, como a necessidade dos votos do PS (só Costa chega lá) para tirar Passos Coelho do governo. Não será preciso apresentar razões; fundamentais como o Serviço Nacional de Saúde ou a Escola Pública bastariam para procurar entendimentos muito alargados nessas causas.

Penso que é possível uma política hegemónica a partir da recomposição inevitável das forças políticas e sociais existentes, defensoras da Constituição. Mais que doutrina a maioria dos portugueses afectados pelas crises esperam soluções. A decisão do “Fórum Manifesto” é uma demonstração de insatisfação com o impasse da representação política.

Ana Drago era das políticas da esquerda mais elogiadas e partilhadas nas redes sociais, agora, para alguns é social-democrata quando não pior. Mas atrás dos tempos vêm tempos e em política as coisas medem-se pelos resultados.

A cena política vai mudar porque tem de mudar.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial









quarta-feira, 4 de junho de 2014

E que tal – um governo constitucional?

Já não vale a pena criticar o governo. Jun2014
 
O governo de Passos e Portas lançou a sua máquina mediática infernal contra o Constitucional, até o futebol passou para segundo plano nas televisões. 

Devia alertar os democratas defensores de um Estado de Direito, devia mobilizar toda a sociedade, independentemente de serem muito à esquerda ou mais ao centro ou além de tudo isso. Temos o governo mais retrógrado da democracia.

Já não vale a pena criticar o governo, tem de se tirar Passos Coelho do poder. Não se pode permitir que só ou acompanhada, esta direita continue no próximo governo.

Hoje escrevi na caixa de comentários deste blogue (acerca de António Costa) o seguinte:

Há uma esquerda que prefere um governo de direita ou do bloco central. Limita-se à denúncia ou à contestação aos governos e tem vivido (muito bem) assim - e disso.

Costa é um inconveniente, pois conseguiu quer como líder parlamentar quer na Câmara de Lisboa, aproximações à sua esquerda e trabalhar com eles; é também estranho ao aparelho do PS que já anda às turras com a proposta de eleições primárias abertas de Seguro (não são nada abertas como se confirmará brevemente) que lhes iria aos tachos.

A campanha contra Costa já anda em “blogues de esquerda” (aliada da primeira tropa do Relvas) ao estilo negro anti-sócrates. Os votos em partidos pequenos reflete a penetração da publicidade contra a política mas dispersa-se num primeiro momento para reagrupar mais tarde, estamos a ver em Itália. Pode demorar muito ou pouco tempo, depende da acção dos governos sem oposição, como o actual.

Para mim, e para aqueles que vivem o dia-a-dia semelhante ao meu (e percebem porquê), o primeiro objectivo é tirar esta gente de qualquer governo, o resto é cavaqueira (muito politizada) com promessas de desenlaces lindos e utópicos para antes de 2015, ou qualquer dia. Nenhum governo será igual ao que temos hoje é para mim uma observação objectiva e que vai haver um governo a seguir a este também.

Como os portugueses têm quase todos a 4ª classe, sabem somar. Somando os partidos pequenos que não querem governar, às tertúlias que nem votam não dá para fazer um governo. Dá apenas para passar o tempo na conversa.


Para ver últimos posts clicar em – página inicial








domingo, 1 de junho de 2014

Directas abertas à moda de Seguro.

Costa enfrenta blindados de Seguro. jun.2014

Eleições primárias abertas, na boca de António José Seguro são um ardil. Tal proposta mereceu uma carta de militantes socialistas ao último Congresso do PS (ler aqui) e Seguro impediu a sua discussão. Tal proposta foi aliás defendida por António Costa (ler aqui) o ano passado. E tal proposta não vem secundada, por Seguro, da forma de a viabilizar. O facto de não ser para a eleição do secretário-geral do PS mas apenas do candidato a primeiro-ministro é a outra armadilha.

Controlar o partido mais votado é controlar o apoio parlamentar ao primeiro-ministro. O caso italiano e a ascensão de Matteo Renzi, do Partido Democrático, ao governo, é exemplo disso. As eleições abertas para serem sérias e não à moda de Seguro, terão de ser para secretário-geral, como proposto na carta ao Congresso do PS. A oposição ao método com os argumentos de batota dos eleitores, (ouvi ontem Marques Mendes, ouvimos antes Louçã) não faz sentido. Nunca aconteceu nos outros países.

Seguro está convicto que se não se demitir não há candidatura de Costa, como ditam os estatutos - que Seguro assegurou, para se apropriar do PS. Depois destas cenas, se Seguro ganha (com ou sem congresso) abre-se um espaço imenso no centro-esquerda português para novos e emergentes partidos… como o Livre.

No dia um de cada mês, os títulos aqui mais lidos no mês anterior:

06/05 – Zona Euro - O pior de dois mundos.

02/05 – Avaliação. O herói surpresa.

27/05 – António Costa agita o pântano.

30/05 – Mário soares explica com desenhos.

10/04 (2013) – João Ferreira do Amaral, sair do euro, a entrevista.

18/05 – TSU dos pensionistas vai acabar. Diz o PS.

01/05 – Manifestação do 1º de Maio é na rua.

23/05 – Abstenção e apelo ao voto. Marinho e Pinto.

03/05 – Massacre em Odessa.

26/05 – Abstenção promove bloco central.

(clicar nos textos a cor para ler os artigos)

Para ver últimos posts clicar em – página inicial














sexta-feira, 30 de maio de 2014

Mário Soares explica com desenhos.

Mario Soares apoia António Costa.Mai.2014

Mário Soares, o que assina fundador do PS, nestes dias tresmalhados volta a mostrar símbolos que marcavam as esquerdas - sinais extraviados quando Blair/Giddens desencaminharam o “trabalhismo” pelo caminho de cabras da terceira via.

Mário Soares vê em António Costa o líder do partido "do punho erguido à esquerda e dos socialistas que não têm medo de ser tratados por camaradas”. Pronto, está feito, Mário Soares ditou o seu testamento. O filho, João Soares, está por agora politicamente deserdado - mas a família é imensa.

O sistema político-partidário português permite que uma ínfima minoria, composta de dirigentes locais de um partido (o aparelho),possa decidir quem se vai candidatar a próximo primeiro-ministro. No caso actual, decide se o governo de Passos/Portas e Cavaco continua no poder para além de 2015, ou não.

Não é o PS nem figuras públicas do PS que estão em jogo, esses problemas são alheios à maioria dos portugueses, é a continuação do actual governo.

Uma liderança António Costa no PS altera tudo, altera a vitória fácil, já prevista por quase todos, de Passos Coelho sobre António José Seguro em 2015.

Mesmo sendo só isso…é pouco?

Para ver últimos posts clicar em – página inicial





terça-feira, 27 de maio de 2014

António Costa agita o pântano.

António Costa vai encontrar resistências. Mai.2014
 
Entre a primeira volta das legislativas, que foram as europeias, e a segunda parte, prometem-se mexidas nas equipas e revolução no balneário. António Costa avança para a liderança do PS.

Altera tudo.

Quando em Janeiro de 2013, António Costa simulou a vontade de tomar o poder no PS, conseguiu parar o empenho saneador interno e posicionar-se. Sabia que o aparelho do PS, controlado por Seguro, não lhe daria qualquer hipótese de sucesso. Contou apoios e esperou por melhores dias, ou seja, dias piores para o partido.

O tempo que deu a Seguro para descolar dos empates técnicos com os partidos do governo acabou no resultado das europeias. O que o PS de Seguro tem para oferecer ao país, em 2015, é a participação num governo de “bloco central”. Só uma dinâmica vencedora, que Costa está bem colocado para desenvolver, pode alterar a rota pastosa socialista até às legislativas.

O sucedido em Itália, com o Partido Democrático é elucidativo, ganharam e nem a abstenção subiu. Mas o êxito italiano é também um problema para o actual presidente da Câmara de Lisboa; António Costa defende directas abertas nos partidos, (que salvou o centro esquerda italiano) e isso é uma atitude que os aparelhos partidários toleram mal.

Entre as blindagens estatutárias que António José Seguro inventou para ir a eleições em 2015, e a vontade dos militantes do PS, joga-se o futuro do próximo governo.

Costa tem coragem e uma tarefa difícil, é-lhe mais complicado ganhar o PS que ganhar o país.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial







segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Eleições primárias abertas, Louçã e os outros.

Luigi Bersani. Nov.2013

Rui Tavares volta hoje a abordar as primárias abertas, afirma que “Francisco Louçã distorceu completamente a ideia, dizendo que alguém queria impor uma lei aos partidos”. De facto, Louçã baralhou as primárias que já existem no PS, PSD e CDS, com as primárias abertas que nunca por cá houve; juntou ainda direitos constitucionais, dos militantes partidários, e medos vários.

Os militantes dos partidos decidem quem os representa, directamente ou por interposto órgão, como um congresso; mas também decidem de que forma querem que ocorra a eleição desses representantes. Alargar os votantes aos seus simpatizantes declarados, que é o que são directas abertas, não é populismo. Se um partido decide ter primárias abertas é uma decisão democrática.

Nas organizações, onde quem discorda da táctica política do momento, ou sai ou é corrido, ou ainda onde os órgãos dirigentes e intermédios são fruto de nomeações ou cooptações, a democracia é muito menor.

Que não se defenda primárias abertas no próprio partido, é normal; que se recusem nos partidos dos outros, tem de ter razões. Por exemplo, acontecer a maioria absoluta do PS, como aconteceu em França e na Itália. Apesar disso, António José Seguro disse há dois anos sobre o assunto, “gosto muito dos militantes do meu partido”. Percebem-se ambos, Louçã e Seguro.

O BE tem o problema de ser um partido de protesto e minguar agora, quando crescem os protestos, defende-se. O LIVRE tem a vantagem breve de não ter militantes, e as eleições abertas serem uma enorme rede de pesca. Já o PS está em espera, (nas eleições abertas), a proposta existe em carta, António Costa defende-a mas não para já, pelo que Seguro está seguro.

Uma última palavra para o barulho que Louçã fez sobre os eleitores de uns partidos votarem noutros por batota, jogos financeiros clandestinos, o eleito não poder ser escrutinado, etc. Eleições com primárias abertas tivemos há pouco em França e em Itália, não consta nada disso.

Em Itália, nas últimas eleições partidárias que já tiveram evoluções, Luigi Bersani ganhou a Matteo Renzi (que possui grandes meios publicitários mas perdeu) na última das duas voltas de eleições abertas. Bersani não conseguiu impor a sua segunda escolha, Romano Prodi, para presidente, demitiu-se de todos os cargos. Foi substituído no governo pelo Nº 2 do Partido Democrático, Enrico Letta, e no partido foi eleito em assembleia do PD para secretário-geral o ex-líder sindicalista da CGIL, Guglielmo Epifani, até ao próximo congresso. 

O que se passou de estranho? Onde está o populismo? Se há problemas com as eleições directas abertas, não são de democraticidade. 

 Para ver últimos posts clicar em – página inicial








sexta-feira, 4 de outubro de 2013

António Costa defende directas abertas nos partidos.

António Costa na quadratura do círculo. Out.2013

O dirigente socialista António Costa defendeu, no programa Quadratura do Círculo, alterações à lei eleitoral contraditórias com o entendimento que a actual direcção do Partido Socialista tem sobre a matéria.

A comunicação social releva ele ter afirmado que o PS ainda não é alternativa clara e imediata ao governo, mas mais importante, porque mexe com o sistema representativo nesta democracia, é a sua adesão a um novo sistema eleitoral.

Para o presidente da Câmara de Lisboa, “devíamos adoptar um sistema eleitoral misto, tipo alemão, com círculos uninominais (mantendo a proporcionalidade), combinado com um sistema de directas abertas nos partidos”. 

António Costa junta-se assim, pelo menos em parte, ao grupo de militantes socialistas que apresentaram no último Congresso um documento a defender, entre outras alterações estatutárias a realização de primárias abertas.

Já várias vezes aqui referi a propósito de eleições em Itália e em França, o sistema de directas abertas, que permite a simpatizantes dos partidos participar nas eleições dos seus representantes:

A escolha dos dirigentes partidários, quer do PS quer do PSD, por uma pequena parcela de socialistas ou de sociais-democratas, tem criado dirigentes cuja maior capacidade é o domínio da “aparelho”. Dominar o aparelho partidário tem sido o caminho mais curto para a candidatura a primeiro-ministro.

“A desconfiança dos eleitores em relação aos partidos” e a necessidade de “obrigar os partidos a mudar de atitude”, leva o autarca socialista a propor que se leve à Assembleia da República uma nova lei eleitoral. Costa diz que “pelo menos para os grandes partidos”.

Lembro que em Espanha, O PSOE defende uma reforma da lei dos partidos, que obrigue todos eles a introduzir o sistema de primárias abertas.

Cá, é um movimento que tanto pode ser para “depois de” António José Seguro, como para antes; depende do evoluir da crise política e da crise nos partidos, ambas impossíveis de esconder.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial









quinta-feira, 3 de outubro de 2013

5 de Outubro, Lisboa. Implantação da República.

5 de Outubro - Lisboa - Praça do Município. Out.2013

Celebrar em Lisboa; a Independência, a Liberdade e a República, nas respectivas datas históricas, foram promessas do presidente da Câmara António Costa, em 2012.

Estranhamente não há qualquer anúncio de cerimónias oficiais da iniciativa da autarquia, no dia 5 de Outubro. Ao que sei vão-se realizar na Praça do Município, sem qualquer aviso público (até agora, a 2 dias da data). Depois das vicissitudes das comemorações de 2012 é algo inesperado. 

No discurso das comemorações do ano passado, António Costa garantiu: - “A Câmara Municipal de Lisboa continuará no futuro a organizar as cerimónias comemorativas da implantação da República, no dia 5 de Outubro, e a participar nas comemorações do 1º de Dezembro". Disse.

Lembremos que o governo actual tirou os feriados nacionais às datas do 5 de Outubro e do 1º de Dezembro, e que em 2012 as celebrações foram recheadas de peripécias, da bandeira portuguesa içada ao contrário ao novo cenário. 

Em 2012, pela primeira vez desde 1910, as celebrações oficiais não aconteceram na Praça do Município, tendo sido desviadas para um local fechado, o Pátio da Galé. Segundo a imprensa noticiou há um ano, a alteração terá sido por pedido de Cavaco Silva, a António Costa, evocando razões de segurança, concretamente o “risco de manifestações populares”.

Como sabemos, Cavaco não se livrou nesse dia, das sacudidelas das manifestações populares. O que se passará este ano? O medo de manifestações populares alastrou?

Celebrar o 5 de Outubro, dia da Implantação da República em 1910 e também o dia da assinatura do Tratado de Zamora de 1143, do reconhecimento da soberania portuguesa, é dia de Manifestações Populares. 

Queiram ou não queiram.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial








sexta-feira, 22 de março de 2013

Petição contra Manuela Ferreira Leite. Já.

Manuela Ferreira Leite também vai fazer anúncios. Mar.2013

Manuela Ferreira Leite regressa ao comentário político na TVI. Com Marques Mendes (SIC), Marcelo Rebelo de Sousa (TVI) e Santana Lopes (TVI 24/Correio da Manhã TV); são - já - quatro antigos presidentes do PSD com poiso em programas especiais nas televisões. “Ajudam” os portugueses a compreender a política, obviamente com a visão, (independente?) que o seu passado e presente na política permitem.

Neste quadro, as reacções pela futura presença de José Sócrates na RTP, são ainda mais ridículas. As justificações para contrariar o regresso de Sócrates são as mesmas da campanha contra ele, antes e depois da troika. 

Escrevi aqui sobre a culpa de Sócrates há um ano, agora o terror aumentou e com cenas de histeria sem sentido. Uma petição contra Ferreira Leite teria o mesmo nexo, nenhum.

Eu defendo a saída de Portugal do Euro, Sócrates decerto que não; mas quero ouvir o que um ex-líder do centro-esquerda tem para dizer sobre a situação do país, mais não seja, porque é de certeza mais claro que a actual liderança do PS.

Hoje, um deputado do PSD disse no Parlamento que o regresso de Sócrates é a razão da moção de censura do PS. Não sei, mas já vimos pela acção de António Costa que António José Seguro precisa de uns “encostos de bateria”.

Os meus amigos que odeiam Sócrates, e são muitos, tenham paciência; pode-se continuar a bater no ceguinho, mas não vai estar amordaçado. Uma noia diria o boneco do Marques Mendes.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial.






terça-feira, 5 de março de 2013

Freitas do Amaral ataca Sócrates, Marcelo reabilita-o.

Pesquisar por Marcelo na TVI 3 de Março. Mar.2013

O ex-ministro de José Sócrates e fundador do CDS, Freitas do Amaral, defendeu que Sócrates já devia ter “assumido as suas culpas” na crise.

Sócrates terá a sua parte de culpas, como o próprio Freitas e muitos outros que se desculpam no antigo primeiro-ministro. Sócrates figurar como o principal causador da crise, que toda a gente minimamente atenta e informada sabe que é fundamentalmente europeia e internacional, já cansa pela tolice.

Mas é o que vem à boca de cena, em todos os períodos de dificuldades para o governo da coligação PSD/CDS (não sai do palco tão cedo). Faz parte da “AgiProp” que o professor Marcelo gostaria de ver mais activa nas hostes do seu PPD/PSD.

Curiosamente, na última reunião com Judite de Sousa, (sessões que a TVI transmite aos domingos) o professor Marcelo resolveu reabilitar Sócrates. A causa aparente é a futura eleição presidencial, em que quer Durão Barroso quer Marcelo Rebelo de Sousa são putativus candidatos.

Como se sabe, Barroso afirmou que a crise portuguesa devia-se às nossas “escolhas económicas” erradas. Houve agitação por cá, mas ninguém foi tão claro como Marcelo no domingo passado, disse na TVI: “ele (Durão Barroso) era presidente da Comissão europeia quando a Europa deu luz verde a Sócrates para gastar dinheiro”… e precisou: “As pessoas já esqueceram que a Europa mandou gastar (na crise de 2008); houve cobertura Europeia e cobertura dele” (Barroso).

Assumir que a “Europa mandou gastar”, até aflige alguns partidários de Tó Zé Seguro que antes da intervenção de António Costa abusavam do argumentário da direita sobre as culpas da crise. 

As “ingerências” do ex-ministro Freitas do Amaral apenas demonstram a sua adaptabilidade aos tempos da política e do poder. Apesar de dizer ter pouca saúde, executa cambalhotas como um ginasta olímpico.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial.







segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

António José Seguro está na moda.

Seguro nos jornais e TVs.Fev.2013

Tal foi o susto que António Costa ferrou no país político, da direita troikana à esquerda eleiçoeira, que a comunicação social correu (fugiu) a promover o Tó Zé Seguro. 

É Seguro ao pequeno-almoço, é Seguro a meio da manhã com directos em todos os canais informativos por cabo, é Seguro ao almoço e vai ser Seguro (pelo menos até domingo) a todas as santas horas.

É de meter inveja a qualquer político ávido de microfone (com ou sem pés) ligado às televisões. É de meter pena a forma como Seguro não aproveita o tempo de antena que lhe concedem. A cada pergunta uma resposta seca, a cada reformulação da pergunta, a pressa de dizer que já respondeu, ele ou alguém por ele.

Parece que tem sempre muito que fazer longe dali e mais importante que comunicar com os portugueses. Se é assim na oposição, no governo iriamos esquecer o seu tom de voz. 

Falta - a Seguro - a segurança dos políticos bem preparados, daqueles que não têm receio das perguntas, ou porque têm as respostas ou possuem a astúcia de contornar temas aproveitando para falar no que lhes convém.

Seguro está a passar pelo melhor período de “boa imprensa” desde que está à frente do PS; não pelas suas capacidades, mas apesar delas. É uma simpatia dos média, com prazo e com doseamento a rectificar. 

Na esquerda e direita eleitorais e fundamentalmente nos grandes meios de comunicação/propaganda, a promoção de Seguro e os ataques a António Costa pode rebentar-lhes nas mãos.

Se a propaganda negativa atingir o ponto de impedir a vitória de Costa na Câmara de Lisboa liberta-o definitivamente para tarefas partidárias. 

O melhor é António José Seguro desfrutar as amáveis primeiras páginas - enquanto duram. 

Para ver os últimos posts clicar em – página inicial









sábado, 2 de fevereiro de 2013

PS. Disputa pela liderança.

Com o nariz acima da testa.Jan.2013

Ausente alguns dias (rurais) volto à urbe e a blogar.

Diz-se que o Sebastião da Autoridade da Concorrência se vai embora, e que o Sebastião do Partido Socialista ainda não chegou ou está a chegar. No primeiro caso nunca se deu pela acção da Autoridade da Concorrência, daí que mesmo saindo um Manuel Sebastião continuamos à espera do “Desejado”, com autoridade e independência para lidar com os vários cartéis.  

No Partido Socialista é semelhante, aquilo funciona assim, qualquer coisa é melhor que Passos Coelho, mas com António Costa a liderar era outra coisa.  

Desligado, perdi alguma informação, e também a contra-informação o que é uma vantagem. Do que me chegou pelos canais abertos de TV parece que o “jornalismo” e o “comentarismo” fizeram a festa toda, foguetes, canas etc. Todos confessam não saber as intenções de A.Costa, (antes, durante, após) mas concluem que o actual presidente da Câmara de Lisboa quis tomar o poder no PS e recuou nos intentos.

Dizer isso e qualificá-lo como político experiente é contraditório, o poder no PS não se conquista no Largo do Rato. Costa agitou o PS mantendo o status quo interno, aterrorizou a direita e por arrasto preocupou os partidos à sua esquerda - todo o espectro partidário prefere ir a eleições com António José Seguro como candidato.  

Não são os opositores ao governo nem os eleitores do PS que vão ao Congresso socialista. António Costa não tem tempo, nem teria decerto disposição, para fazer o trabalho de sapa pelas distritais discutindo as divergências que são evidentes, agora chega a todo o partido.

António Costa parou as acusações de deslealdade e impediu que a direcção do PS se visse livre da oposição interna. Para já cortou o passo a Seguro, posicionou-se, está a contar apoios. O que exige sobre a clarificação histórica e estratégica parece difícil de conseguir desta direcção, pelo que há mais hipóteses (agora que antes da crise) de avançar na disputa pela liderança.

Será matéria para os próximos dias.

Como habitual no início do mês os títulos mais lidos no ClariNet no mês anterior.

26/01 – Professores 26 Jan. Dezenas de milhar em manifestação.

02/01 – La Libertá – Giorgio Gaber.

09/01 – Bufos? GNR dá formação a 1708 parceiros civis.

03/01 – Chile. Justiça detém assassinos de Víctor Jara.

20/01 – Alemanha. Baixa Saxónia – CDU de Merkel desce. (6%).

04/01 – Saúde de Chávez complica jornalismo.

18/01 – Guerra do Mali. Mais apontamentos. Al-Qaeda. França.

24/01 – Enganar os mercados é mais fácil que enganar a fome?

14/01 – Travessa do Fala – só. Imagens que valem mil palavras.

17/01 – Guerra do Mali. Apontamentos.

(clicar nos textos a cor para ler os artigos)

Para ver últimos posts clicar em – página inicial




















sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Aldrabice do FMI. António Costa/Marques Mendes

Quadratura do Circulo Pacheco Pereira. Jan.2013

Relatório do FMI. Os consultores do FMI, convidados por Vítor Gaspar, queriam fazer passar um documento ideológico como um estudo técnico, mas não estão a conseguir enganar ninguém.

No último programa da SIC Notícias, “Quadratura do Círculo”, António Lobo Xavier só suscitou críticas de forma, enquanto Pacheco Pereira e António Costa evidenciaram bem as intenções do relatório e desmontaram com fortes argumentos os propósitos políticos do governo.

(O programa repete, integralmente, hoje às 13.10h na SIC Notícias. A ver.) 


Antonio Costa Quadratura do Circulo.Jan.2013

António Costa acusa o relatório de não ter “nada de técnico” e de ser “essencialmente político”, apresentando vários dados concretos que põem em causa os pressupostos do “chamado estudo”.

Pacheco Pereira coloca em causa o método do estudo que “não leva em conta a realidade portuguesa” e de ser “o programa que o governo gostaria de pôr em prática, mas não tem coragem”. Ambos consideram que o documento não tem a menor credibilidade, para servir como qualquer base de discussão.

António Costa diz mesmo que “se passasse pela cabeça do PS, sequer discutir com base neste documento, o que quer que seja, seria a explosão imediata a nível nacional”.

Marques Mendes, acusado por António Costa de ser o “chico-esperto” que já tinha anunciado estas medidas, disse na TVI 24 que o dossier da reforma do Estado (motivo do relatório) pode levar à queda do governo.

Está bem. Pode ser. 

Nesse caso, o relatório sempre servia para alguma coisa útil.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial











sexta-feira, 5 de outubro de 2012

5 de Outubro. Incidentes nas comemorações.

oclarinet.Bandeira portuguesa as avessas.Out.2012
Bandeira içada ao contrário na Praça do Município

 
As comemorações do 5 de Outubro deste ano ficam marcadas por vários incidentes; Cavaco Silva e António Costa içaram a Bandeira Nacional atabalhoadamente, e… ao contrário – (assim permaneceu).

Manifestantes conseguiram furar a segurança e intervir nas comemorações, ainda no discurso do presidente da República; uma jovem fê-lo cantando e uma senhora contando a situação de dificuldade por que passa. 

 Manifestante gritante metida na rua.Manifestante cantante.


                                                                    Cavaco não disse nada e António Costa fez um discurso que chateou os apoiantes do governo. 

Realce para a confirmação, pelo presidente da Câmara de Lisboa de que continuará a haver cerimónia oficial (tal como do 1º de Dezembro) no dia das comemorações do 5 de Outubro, na capital, apesar do fim do feriado decretado pelo governo.

Espera-se que as próximas comemorações não obedeçam, como estas, à indecente rejeição do Presidente da República em ir para o local próprio e histórico, seja por razões de segurança ou outras. 

Meterem-se num pátio, escondidos, com medo de vaias, é ridículo e não funciona como método de esquiva. O melhor era o Sr. Presidente pensar porque é que o povo o persegue com apupos.

 (Para ver últimos posts clicar em – página inicial)