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terça-feira, 12 de março de 2013

Habemus Papam (não tarda)…e papa?

Qual a pegada ecologica das reportagens do Vaticano. Mar.2013

Porque é dia de mudança de lamparina no Vaticano, espera-se que  o próximo iluminado seja de mais baixo consumo.

Os custos dos programas especiais e reportagens, no chamado mundo católico, só podem ser medidos em percentagem do PIB. A Igreja nem renova na encenação.

A propósito uma canção datada (ma non tropo) de Gaber:


Diz a canção. (…)“Embora os negócios obscuros da Santa Sé / sejam parte integrante dos mistérios da fé”(…)

(?)

Actual (!)

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sábado, 2 de fevereiro de 2013

PS. Disputa pela liderança.

Com o nariz acima da testa.Jan.2013

Ausente alguns dias (rurais) volto à urbe e a blogar.

Diz-se que o Sebastião da Autoridade da Concorrência se vai embora, e que o Sebastião do Partido Socialista ainda não chegou ou está a chegar. No primeiro caso nunca se deu pela acção da Autoridade da Concorrência, daí que mesmo saindo um Manuel Sebastião continuamos à espera do “Desejado”, com autoridade e independência para lidar com os vários cartéis.  

No Partido Socialista é semelhante, aquilo funciona assim, qualquer coisa é melhor que Passos Coelho, mas com António Costa a liderar era outra coisa.  

Desligado, perdi alguma informação, e também a contra-informação o que é uma vantagem. Do que me chegou pelos canais abertos de TV parece que o “jornalismo” e o “comentarismo” fizeram a festa toda, foguetes, canas etc. Todos confessam não saber as intenções de A.Costa, (antes, durante, após) mas concluem que o actual presidente da Câmara de Lisboa quis tomar o poder no PS e recuou nos intentos.

Dizer isso e qualificá-lo como político experiente é contraditório, o poder no PS não se conquista no Largo do Rato. Costa agitou o PS mantendo o status quo interno, aterrorizou a direita e por arrasto preocupou os partidos à sua esquerda - todo o espectro partidário prefere ir a eleições com António José Seguro como candidato.  

Não são os opositores ao governo nem os eleitores do PS que vão ao Congresso socialista. António Costa não tem tempo, nem teria decerto disposição, para fazer o trabalho de sapa pelas distritais discutindo as divergências que são evidentes, agora chega a todo o partido.

António Costa parou as acusações de deslealdade e impediu que a direcção do PS se visse livre da oposição interna. Para já cortou o passo a Seguro, posicionou-se, está a contar apoios. O que exige sobre a clarificação histórica e estratégica parece difícil de conseguir desta direcção, pelo que há mais hipóteses (agora que antes da crise) de avançar na disputa pela liderança.

Será matéria para os próximos dias.

Como habitual no início do mês os títulos mais lidos no ClariNet no mês anterior.

26/01 – Professores 26 Jan. Dezenas de milhar em manifestação.

02/01 – La Libertá – Giorgio Gaber.

09/01 – Bufos? GNR dá formação a 1708 parceiros civis.

03/01 – Chile. Justiça detém assassinos de Víctor Jara.

20/01 – Alemanha. Baixa Saxónia – CDU de Merkel desce. (6%).

04/01 – Saúde de Chávez complica jornalismo.

18/01 – Guerra do Mali. Mais apontamentos. Al-Qaeda. França.

24/01 – Enganar os mercados é mais fácil que enganar a fome?

14/01 – Travessa do Fala – só. Imagens que valem mil palavras.

17/01 – Guerra do Mali. Apontamentos.

(clicar nos textos a cor para ler os artigos)

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

La libertá – Giorgio Gaber.

Giorgio Gaber.Jan 2013

Cavaco falou. Para não começar o ano mal, falemos de outra coisa…(enquanto Cavaco falava fazia dez anos que Giorgio Gaber morreu).


Do autor de “Qualcuno era comunista”; (de “duas pessoas em um” a “duas misérias em um só corpo”). Uma história próxima.

Liberdade

Giorgio Gaber (1972)

Eu quero ser livre, livre como um homem.

Como um recém-nascido perante somente a natureza
e que caminha na floresta com a alegria de perseguir uma aventura,
sempre livre e essencial - fazendo amor como se fosse um animal,
inconsciente como um homem satisfeito pela própria liberdade.

A liberdade não é uma estrela sobre uma árvore,
não é sequer o vôo de uma mosca,
a liberdade não é um campo livre,
Liberdade é participação.

Eu quero ser livre, livre como um homem.
Como um homem que precisa procurar com a sua fantasia
e que encontra esse lugar apenas na sua democracia,
que tem o direito de votar e que passa a vida a delegar
que conseguindo controlar encontra a sua nova liberdade.

A liberdade não é uma estrela sobre uma árvore,
não é sequer ter uma opinião,
a liberdade não é um campo livre,
Liberdade é participação.

A liberdade não é uma estrela sobre uma árvore,
não é sequer o vôo de uma mosca,
a liberdade não é um campo livre,
Liberdade é participação.

Eu quero ser livre, livre como um homem.
Como o homem mais evoluído que se eleva com a sua inteligência
que desafia a natureza pela força da incontestada ciência,
que se entusiasma no espaço sem limites do cosmos
convencido de que o poder do pensamento é a única liberdade.

A liberdade não é uma estrela sobre uma árvore,
não é sequer um gesto ou uma invenção,
a liberdade não é um campo livre,
Liberdade é participação.

A liberdade não é uma estrela sobre uma árvore,
não é sequer o vôo de uma mosca,
a liberdade não é um campo livre,
Liberdade é participação.

(Tradução caseira oclarinet)

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