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terça-feira, 25 de junho de 2013

Estivadores do Porto de Lisboa. Quase um mês de greve.

Greve no Porto de Lisboa. Jun.2013

Os estivadores do Porto de Lisboa estão de novo em greve parcial, até 22 de Julho. Cumpriram hoje o primeiro dos 20 dias de greve. A paralisação “simbólica” - de uma hora no primeiro turno nas primeiras duas semanas e de duas horas nas seguintes - destina-se a chamar a atenção para as violações do Contrato Colectivo de Trabalho por parte das empresas portuárias.

No dia 27, dia de GREVE GERAL param todo o dia.

Os estivadores ameaçam parar totalmente se “continuarem a utilizar trabalhadores estranhos à actividade, no meio do circuito de operação portuária”, disse António Mariano presidente do sindicato.

As empresas que operam nos portos estão a utilizar “nas últimas semanas” trabalhadores temporários para substituir estivadores profissionais despedidos.

Para os estivadores, os “elementos estranhos” à actividade portuária sem qualquer formação para fazerem esse trabalho, trazem sérios riscos à operação. “Não podemos aceitar esta forma de trabalhar “, afirmou António Mariano.

O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro ameaçou com despedimentos aquando da entrega (em 7 de Junho) do pré-aviso de greve.

A actividade portuária não sofrerá abrandamento significativo, enquanto a greve for simbólica - trabalham 23 em 24 horas – mas se o conflito se agudizar com paragens parciais maiores ou a suspensão de toda a actividade, o governo vai ter um problema com o “motor das exportações”.

Ao proteger os abusos dos patrões dos portos, que “não cumprem nenhumas regras”, compra mais uma guerra.

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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Substituir os estivadores por militares. A demência.

Estivadores contra a precariedade.Nov.2012
 
Os agentes de navegação devem ter visto na carga policial de ontem uma oportunidade para subir a parada e pedir a militarização do país. A sua associação (Agepor) desafiou, segundo os jornais, o governo a substituir os estivadores em greve, por militares.

Diz a Agepor que a requisição civil não resolve o problema, o que já se sabia.

A greve na estiva (ver aqui) tem estado sujeita à mais descarada contra-informação, continuando os jornais a relatar que há impasse nas negociações entre o governo e os sindicatos, e o próprio ministro Álvaro a dizer nas televisões que continuam a negociar, quando não houve reuniões entre o governo e os grevistas, coisa que os sindicatos vêm pedindo há meses.

Não é a greve mas a causa da greve que está a prejudicar as exportações e a economia. Antes do governo querer precarizar o trabalho portuário nada de anormal se passava nas exportações e na actividade da estiva. É mais uma das asneiras deste governo com efeito lesivo na economia.

A proposta dos operadores portuários é inqualificável, substituir trabalhadores em greve parcial por militares, decerto para fazer as horas extra, pagas por não sei quem e a que preço, só lembra a um cabo feito general num golpe de Estado. 

Militarizar a função de quem tenha contratos normais de trabalho seria o cúmulo da desfaçatez fascistoide. 

Precários e militares, o sonho duma sociedade em que o chefe dá elogios muito fortes a quem tem a coragem de ir trabalhar pois está a lutar por Portugal e por vencer adversidades. (já ouvi isto em qualquer lado)

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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Ameaça de requisição civil na greve dos estivadores.

Pre-aviso de greve Estivadores Novembro.Out.2012

A última vaga de greves nos portos portugueses iniciaram-se em Agosto, como aqui demos nota. Em Setembro aumentou a contestação, após o governo ter chegado a acordo com alguns sindicatos minoritários, (representam de 15 a 20% dos trabalhadores), sobre um novo regime jurídico do trabalho portuário.

Outubro foi um mês de greves rotativas dos trabalhadores dos portos, pilotos de barra e administrativos. As associações patronais reagiram, ainda na primeira quinzena, pedindo a aplicação de medidas drásticas. A requisição civil foi um “instrumento” nomeado pelos empresários, e chegou ao parlamento pela voz do PSD e do CDS.

O sindicato dos estivadores marcou um novo período de greve de 23 até ao fim deste mês, e na semana passada emitiu um pré-aviso de greve, prolongando a greve de 31 de Outubro até às 8.00horas de 7 de Novembro. Hoje, na comunicação social, volta a falar-se em requisição civil.

No dia do “Cerco a S. Bento” um manifestante/estivador entregou-me um panfleto que procura esclarecer a “importância da greve”. Está em "estivadeportugal" (clicar aqui)  com o seu manifesto. Esclarece.

A batalha dos trabalhadores portuários é provavelmente a mais importante e com melhores condições de sucesso, das lutas contra a precariedade no trabalho e os despedimentos; deve por isso ser seguida e apoiada.

A greve dilata-se no tempo, porque o governo nada fez para negociar com os sindicatos que representam 80% dos trabalhadores portuários.

Tal como as manifestações de rua, de centenas de milhares de pessoas, vão ter de se repetir, até que o governo entenda que não pode ir contra a vontade da maioria.
 

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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Greve nos portos pode estender-se a outros países.

Portos parados. Ago.2012

Portos sem actividade por causa da greve convocada pela Confederação dos Sindicatos Marítimos e Portuários (Fesmarpor).

A greve dos trabalhadores dos portos prolonga-se até quarta-feira dia 15; dia em que estão em greve várias outras empresas, com realce para os transportes de passageiros e de mercadorias.

O protesto dos trabalhadores portuários é contra a revisão, pelo governo, do regime jurídico do trabalho portuário. Os sindicatos afirmam que estão em causa pelo menos 500 postos de trabalho (metade dos trabalhadores dos portos) e a precarização do emprego no sector.

O Governo quer entregar parte das tarefas da actividade portuária a trabalhadores sem qualificação ou qualquer certificação, ameaçando o emprego dos profissionais.

Delegações de sindicatos de Espanha e França, juntam-se hoje aos trabalhadores portugueses, no porto de Sines, para “dizer de viva voz” que os trabalhadores espanhóis e franceses então com os portugueses nesta luta.

Em reacção a Comunidade Portuária de Sines (CPS) manifestou-se contra a “ingerência externa” de “elementos de fora, estranhos ao porto de Sines” que podem “dar uma imagem da existência de um clima de conflito laboral neste porto”. 

Para a CPS, esta greve, pelas razões que é, não é um conflito laboral…

Também o Conselho Português de Carregadores (CPC) reagiu à greve, considerando-a “inoportuna e sem sentido”. Para o CPC a “lei do governo aproxima ao que está disposto no Código de Trabalho” e é “positiva” porque vai “aumentar a eficiência e reduzir custos”.

Para o CPC, aumenta-se a eficiência, logo a produtividade, substituindo trabalhadores profissionais por gaibéus das docas…

Só falta ouvir mais do género - de Passos Coelho - se o buzinão do Pontal o permitir.


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