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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Eleitores europeus interessados nas sondagens.

Sondagens europeias - da treta.Mai.2014

Há sondagens e sondagens, aquela referida hoje no jornal Público, retira conclusões do estilo “seis em cada dez europeus” (!), tendo entrevistado “eleitores” de apenas 12 dos 28 países da União Europeia. Numas europeias, com as mudanças políticas que tem havido, não há países tipo.

Os inquiridos são menos de 9 mil pessoas - façam as contas pela soma dos eleitores europeus existentes, e verificarão a representatividade da sondagem.

Em Portugal ninguém foi sondado, nem interessa quem foi sondado em tal sondagem.

Se me perguntassem se estou interessado nas eleições europeias diria que estou pouco interessado e diria também que vou votar. Só baralhava a sondagem.

Está explicado porque Portugal não participou nas sondagens, tiveram receio de me apanhar do outro lado da linha telefónica.

Agora a sério…levem estas coisas a brincar. Pela nossa saúde.

Post Scriptum 1. Afazeres profissionais impediram-me de seguir os telejornais e as reportagens televisivas da chegada dos ministros (disseram-me que em directo e um-a-um) a uma reunião qualquer. Espero que repitam tantas vezes como os golos do Benfica, pois quero confirmar se meteu motas com câmaras móveis.

Post Scriptum 2. Isto vai uma azáfama na edição da comunicação social; Fátima, Bola e Promoção do Governo – Bola, Promoção do Governo, Fátima - Promoção do Governo, Fátima, Bola – Bolas! Não está nada fácil fazer o alinhamento…Né?

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quarta-feira, 19 de março de 2014

Centro-esquerda baixa na Europa.

o que Passos prometeu a Merkel...Mar.2014

Em Portugal os “conservadores” do PSD e os “socialistas” do PS andarão empatados, segundo a última sondagem Poll Watch para as eleições de Maio para o Parlamento Europeu, citada pelo jornal Público.

Na União Europeia o resultado é o mesmo, empate técnico, entre a direita do grupo Partido Popular Europeu (PPE) e o centro – esquerda do grupo Socialista e Democrata (S&D). Como curiosidade o PPE reduz em 16 deputados a diferença que tinha há um mês para o centro-esquerda (agora; socialistas 214 – conservadores 213, para 751 lugares).

A social-democracia europeia experimenta uma crise histórica. A adesão às regras ditadas pelo sistema financeiro internacional e o abandono de qualquer matriz ideológica trabalhista deixa o centro-esquerda sem rumo. Já nem o Estado Social é bandeira da nova geração de líderes vacilantes do centro-esquerda.

A terceira força no Parlamento seriam os Liberais com 66 deputados e a quarta a Esquerda Unida com 59. Em que Europa estará Portugal no futuro próximo? Numa Europa sem diferenças relevantes entre poder e oposição? Um bloco central de defensores e rendidos ao neo-liberalismo?

Se a próxima campanha eleitoral para as Europeias, servir para discutir o que faz Portugal nesta Europa, vale a despesa.

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sexta-feira, 7 de março de 2014

Sondagem. Esquerda a descer, governo sobe.

Sondagem Fevereiro. Mar.2014
(clicar p/ampliar)

A oposição parlamentar desce 3,2 % nas intenções de voto, (de Janeiro para Fevereiro) segundo uma sondagem i/pitagórica. PSD e CDS sobem em proporção semelhante. No entanto a esquerda consegue a maioria com 52,6% contra 37,1% dos partidos do governo. O PS estabiliza nos 37,2%; empata com os partidos da maioria juntos; PSD (28,4%) e CDS (8,7%).

A CDU, apesar de vir a descer nos últimos 6 meses, ainda se mantém acima dos 10% (10,5) e como terceira força eleitoral. Quem também desce há mais de meio ano, e agora a pique, é o Bloco de Esquerda (BE) que está com 4,9%, abaixo do resultado de 5,2% das eleições legislativas de 2011.

Sondagens como esta significam que a poderosa máquina mediática do governo, é capaz de inverter qualquer tendência que se acharia normal perante as medidas impopulares implementadas.

A falta de alternativa clara e compreendida do Partido Socialista, quer à austeridade quer à crise da Zona Euro tem fragilizado a oposição parlamentar; o auto-isolamento e indefinição política do PCP e do BE ajudam a folia. Das disputas eleitoralistas na esquerda e centro-esquerda só têm resultado mais debilidades.

Neste caminho… a direita parlamentar, depois dos estragos que causou ao país e aos portugueses, ainda vai dar uma festa.

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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Esquerda. Sondagens dão Bloco em baixo e PS em cima.

Campanhas & campanhinhas.Out.2013

A palavra “campanhinha” não existe no português escrito (não existia!) mas não encontro melhor para expressar a minha percepção do fundamental do marketing político à esquerda. De tão primário nem sei a que alvo medíocre se destina.

Segundo uma sondagem da Pitagórica publicada no Jornal i, o PS sobe nas intenções de voto - tem agora 36,7% - o seu melhor indicador, deixando o PSD a 13 pontos. O PSD com 23,7% regista o seu pior resultado este ano.

A maior queda nas intenções de voto, nesta sondagem, é para o Bloco de Esquerda (BE), que com 6,6 % tem o mais baixo resultado deste ano. 

Haverá causas várias, mas há uma “campanhinha” que, já se viu, não funciona; a de tentar, por todos os meios, ir buscar votos aos eleitores do Partido Socialista. Penso que não funciona, simplesmente, porque para ir buscar votos aos eleitores do Partido Socialista, não pode ser por todos os meios.

Os votos que o BE perdeu, ganhou-os o PS, logo, a “campanhinha” é contraproducente. Antes das “Europeias” o BE tem de apresentar algo de afirmativo, relevante e alternativo. Não vão chegar as “campanhinhas” já muito repetidas; “votam sempre nos mesmos” e “não votem no PS/PSD/CDS” ou coisas do mesmo jeito, não é por acaso que o Bloco vai para baixo e PS vai para cima.

O BE se é alternativa ao PS é em quê? O BE se é alternativa ao PCP é em quê? Isto perguntará a maior parte das pessoas. Eu gostaria de saber como é que o BE vê Portugal a continuar na Zona Euro? O BE e os outros.

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domingo, 19 de maio de 2013

Sondagem. Mais de 80% contra a troika. Democracia já!

oclarinet.blogspot.com - Denunciar acordo com a troika. Mai.2013

Dos inquiridos pela Eurosondagem só 10,8% consideram que o memorando da troika deve ser cumprido.
41,5% Defendem a denúncia do memorando e 41% a sua renegociação.

A maioria política da Assembleia da República já não representa o desejo da maioria dos portugueses.

O presidente da República, eleito por 23,15% dos eleitores, também não interpreta o sentimento maioritário existente na sociedade portuguesa.

É hora de povo português voltar a votar para eleger um Parlamento representativo da sua vontade.

Eleições!

Em nome da Democracia!

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Alemanha. Peer Steinbruck quer governar com Os Verdes.

O rival de Merkel. Dez.2012

Há menos de uma semana, quando o congresso da CDU alemã reelegeu Ângela Merkel por mais de 90% de votos, foi notícia de abertura em todos os órgãos de comunicação portugueses. “Rainha e senhora da Alemanha” chamaram-lhe.

Ontem, Peer Steinbruck foi confirmado (com mais de 90% de votos) pelo Partido Social Democrata (SPD), candidato contra a reeleição de Merkel nas eleições de 2013, nem primeiras páginas nem relevo algum. Não pode ser obra de Miguel Relvas, há um leque referencial de merkelianos que domina os media portugueses. Adiante.

Steinbruck, não sendo do sector mais à esquerda do SPD, fez um discurso contra os excessos do sector financeiro, o isolamento a que Merkel leva a Alemanha com a análise e terapêutica unilateral da crise, a desvalorização do trabalho e o aumento das desigualdades entre ricos e pobres, provocado pelos salários baixos. Teve o apoio dos ex-chanceleres Schroeder e Helmut Schmidt.

É muito pouco provável, segundo as sondagens, a continuação da actual coligação de governo na Alemanha. A alternativa adiantada pela maioria dos analistas alemães, é de uma coligação de democratas-cristãos (CDU) e sociais-democratas (SPD) a grande coligação (o nosso bloco central). 

Steinbruck que foi ministro das Finanças num governo desse tipo, diz não querer repetir a experiencia. Tem defendido para mudar de política, uma coligação do SPD e dos Verdes.

As sondagens do duelo Merkel/Steinbruck têm grandes variações, quatro meses de 2011 (ainda hipotéticos candidatos) tiveram Steinbruck na frente, este mês têm uma diferença de dez pontos a favor de Merkel (reduzindo-se a diferença de Novembro) tendo ela descido 4% e ele subido 3%. 

Ângela Merkel pode encetar medidas populares, mas tem também problemas na economia alemã, de que é sinal o anúncio agora, do encerramento da Opel em Bochum, o que representa 3.100 postos de trabalho.

Trabalhadores da Opel em luta pelos postos de trabalho.Dez 2012

As mudanças no poder político na Alemanha têm reflexos decisivos na política europeia, no nível de submissão da europa ao poder financeiro, no projecto europeu e no futuro dos países intervencionados. 

CDU e SPD não são a mesma coisa, o fim do domínio da CDU na política alemã transforma tudo. 

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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Sondagem. Maioria de esquerda e grande descida do PSD.

Sondagem.Partido Socialista vale tanto como PSD e CDS juntos.Set.2012

PS com mais sete pontos que o PSD, esquerda (PS, CDU, BE) com mais 24 pontos que a soma do PSD e CDS; é a conclusão da primeira sondagem (Universidade Católica) após a grande manifestação de 15 de Setembro.

PS - 31%; PSD – 24%; CDU – 13%; BE – 11%; CDS – 7%; Outros – 3%;
 Brancos e Nulos – 11%.

O Partido Socialista já estava ligeiramente à frente do PSD na sondagem (Eurosondagem) realizada de 10 a 13 deste mês, após os anúncios, na semana anterior, sobre a “Redução dos Escalões do IRS”, e de “Menos um Salário no Privado”. 

O tombo significativo do PSD, de 12 pontos no barómetro da “Católica” ou de 9 pontos em relação à “Eurosondagem”, após a manifestação de 15 de Setembro, significa uma perda de confiança de difícil reversibilidade, com os maiores números de sempre nos votos brancos e nulos. Desta vez é a base social de apoio do PSD que está desiludida com quem elegeu. 

Os partidos claramente anti-troika sobem no conjunto aproximadamente 33,5%, o que quer dizer que a contestação não é apenas sobre a TSU, enquanto o Partido Socialista lidera não subindo e há maioria de esquerda por causa da grande descida do PSD. O CDS não acompanha o desastre PSD. Resultou o distanciamento de Portas em relação à política de austeridade; em rigor não é verdade, mas funcionou.

O plano de António José Seguro é chegar a primeiro-ministro como chegou a líder do PS, esperando que o desgaste governativo elimine o adversário. Tal atitude, quando se está a implementar a destruição do país, é cobardia e colaboracionismo com um programa ideológico contrário aos fundamentos do período democrático pós 25 de Abril.

O governo de Passos Coelho como existia no início do mês foi ao ar. Não são operações de cosmética, mostrando-se agora bom aluno em relação às críticas internas, da sociedade e do próprio PSD, que alteram a matriz extremista que tem evidenciado. 

Já antes anunciaram predisposição para o diálogo, com recaídas constantes na arrogância de cariz totalitário. Nenhum indicador diz que o plano da troika terá sucesso ou que este governo será, algum dia, capaz de inverter a situação de penúria generalizada para onde caminhamos.

A sondagem só confirma; este governo, como o conhecemos, tem os dias contados, e quanto menos tempo exercer o poder menos difícil será a recuperação do país.

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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Maio, mês da Grécia.

 oclarinet.blogspot.com Tsypras uma voz da Grécia.Jun2012

Na habitual sondagem mensal de O ClariNet, feita a partir das publicações mais lidas neste blogue, o tema Grécia foi o mais procurado em Maio. Os quatro posts mais vistos foram sobre as eleições gregas, os “pré resultados”, os “resultados finais”, seguido por “quem são os partidos” (uma publicação que deu algum trabalho) e “Grécia sob chantagem”; destes, os três primeiros fazem parte dos dez mais lidos desde sempre no “oclarinet”.

Dois temas correntes e de previsível sucesso (!?) vêm a seguir, “Miguel Relvas pede desculpa ao Público” e “Duarte Lima entrega polvo político”. Por ser uma matéria em que nos antecipámos à comunicação social em português “a moeda de Geuro (e o Peuro)” teve muitas pesquisas. Depois as “eurobonds” que o PS retirou do anexo ao pacto orçamental.

Dois assuntos da política internacional fecham os dez mais lidos neste blogue no mês de Maio; “Egipto. Presidenciais segunda volta”, (que é tema para Junho tal como as novas eleições na Grécia) e o vídeo institucional “Competir em solo Inglês treinando em solo argentino”.

Junho prevê-se um mês quente, na Europa, no Médio Oriente, acerca do futuro do euro, dos povos europeus, e do caminho da Primavera Árabe e da causa da Paz. Essas e outras matérias da actualidade política farão as próximas edições de O ClariNet.

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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Abril 2012. Sondagem ClariNet.

Obrigado pelo serviço. Abr.2012

Marcelo Rebelo de Sousa dizia ontem que o Abril dos militares perdeu, não só o Abril do PREC, da Revolução, mas o Abril de Vasco Lourenço, do “grupo dos nove”, no fundo o 25 de Novembro. Obrigado militares pelo 25 de Abril, obrigado pelo 25 de Novembro, muito obrigado que agora é tempo dos herdeiros da Acção Nacional Popular retomarem as rédeas da nação.

Para vermos como aqui chegámos precisamos pôr os olhos no Chile, como os herdeiros de Pinochet retomaram o poder; a mesma táctica, o mesmo período e calculismo, os mesmos resultados. Terão apoio popular ou é só propaganda?

A maioria dos portugueses que sem dúvida perdem com as políticas actuais, terão noção que há alternativas? Para a resposta vai ajudar o tsunami que se prevê na União Europeia com as eleições na Grécia, França e Holanda, as crises espanhola e italiana. Cá, estamos na fase das preocupações, há procura de explicações sobre o que se passa, e os blogues são alternativa à imprensa controlada.

Pelos textos mais lidos num blogue podemos fazer uma sondagem das preocupações dos leitores? Sim, se soubermos ler as razões da pesquisa, não é menos “científico” que as consultas feitas aos proprietários de telefone fixo.

A “Culpa de Sócrates”, que liderou as visitas ao ClariNet este mês, dever-se-á à composição do título, a “culpa” judaico-cristã e o nome Sócrates (que vende mais que o Pai Natal) ajudaram, o argumentário de suporte do governo fez o resto, tal como Rajoy, para agarrar o seu eleitorado diz que vai fazer o contrário do que defende o PSOE, aqui, na falta de um PS na oposição, o governo identifica o antagonista no governo anterior. Tem funcionado neste país pouco politizado.

Mas logo a seguir vêm publicações sobre os problemas concretos, os “Cortes de Subsídios”, a “Suspensão das Reformas”, a “Taxa Alimentar”, o “Aumento dos Combustíveis”; pelo meio meteu-se “D. Juan Carlos na caça”, entre o sério e o fait diver com público determinado. O discurso de “Cavaco” no 25 de Abril depois, enquanto a “Regra de Ouro (que) não é consensual nem na Alemanha” indica que os temas de conjuntura político-económicos têm fregueses. As diatribes da ministra “Cristas e do M.A.M.A” e o “BPN” de ontem acabam os dez posts mais lidos.

Os portugueses estão preocupados com as medidas que os afectam directamente, serão inquietações individuais, mas que atingem a maioria da sociedade; transformar o descontentamento particular em força colectiva é o desafio.

Amanhã é 1º de Maio, de luta por tradição; neste período de todas as ofensas aos trabalhadores, será uma jornada de protesto contra as políticas do governo e da União Europeia. A Europa vai sair à rua. Os trabalhadores portugueses têm de fazer a sua parte – o tempo é de mudança.

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domingo, 15 de janeiro de 2012

Sondagem. 64% Contra actuação do governo Passos Coelho.

Reflexos. Jan 2012


Contrariando a percepção geral de quem fala com portugueses e os ouve; na rua, nos mercados, nos locais de trabalho etc., têm saído umas sondagens na comunicação social, que sugerem o apoio da maioria dos portugueses às medidas do governo PSD/CDS, a última dava subida de intenções de voto no PSD. Tem surpreendido muita gente, e sido razão para primeiras páginas nos jornais e relevo nas televisões. Há até, quem por causa dessas sondagens, se interrogue se os neurónios dos entrevistados não estarão chantados, e por isso, incapazes de tremeluzirem a comunicação cerebral. Um case study pela singularidade entre os países em crise.

Um dos jornais que tem pago e divulgado essas sondagens é o Expresso. Pois o Expresso desta semana, cita uma outra sondagem, não na primeira página, mas no interior do caderno de economia, com o título “38% dos portugueses querem regressar ao escudo” que diz a determinada altura o seguinte: “Sem surpresa, entre os países abrangidos por este inquérito, são os gregos que pior classificam a atuação do seu governo em relação à crise da dívida soberana europeia: 79% consideram-na má ou mesmo muito má. Seguem-se Espanha (78%), Itália (75%) e Portugal (64%), tudo Estados com uma situação financeira vulnerável e que já adoptaram pacotes de austeridade”.

O inquérito é da GfK (Investment Barometer) uma das maiores empresas de pesquisa do mundo. De realçar que o Expresso escreve “sem surpresas” (!) – o que deixará mais sossegados os que se surpreendem pelas sondagens de primeira página do Expresso.

As perguntas do inquérito serão diferentes, provavelmente a GfK ligou para telemóveis e não para telefones fixos, decerto isto e talvez aquilo. A mim ninguém me convence que os portugueses (64%) que dizem ser a actuação do governo má ou muito má em relação à crise da dívida, compensem essa certeza com o apoio à actuação do governo Passos/Portas naquilo que melhor sentem, a austeridade.

Já agora, logo abaixo dos portugueses, também 63% dos alemães consideram má ou muito má a gestão da crise por Angela Merkel, e 56% dos franceses acham o mesmo de Nicolas Sarkozy, isto antes de a França ter perdido a cotação AAA. Cada um acredite no que quiser mas poupem-nos aos barretes.

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sábado, 2 de julho de 2011

Ministro Vítor Gaspar à frente nas sondagens.

brilhoJul2011

A comunicação social resolveu definitivamente transformar-se em intoxicação social. A forma como foi apresentada uma sondagem da “Eurosondagem” só pode ser para confundir toda a gente. O ministro mais “popular” é o das Finanças, Vítor Gaspar, seguido de Portas e Miguel Relvas, ouvi. As intenções de voto (!) dão o PSD a subir e o PS a descer (!?).

A primeira impressão com que ficamos é que Passos Coelho cometeu o erro da vida dele. Se após dizer que vai tirar 50% do subsídio de Natal a 4 milhões de portugueses eles reagem subindo a sua “votação”, teria sido melhor “roubar” os 150% que precisa. Se a sondagem é verdadeira também é possível tirar 150% aos 100% do subsídio, digo eu.

Depois lá fui confirmar na escrita, que já duvido dos ouvidos. O Expresso confirma em título “Gaspar, Portas & Relvas: a troika popular”, mas quem ler as letras mais pequenas tem a pergunta que foi feita para a sondagem – Dos onze ministros quais acha que vão desempenhar melhor o seu papel? Bom, aqui fica-se mais sossegado, não estamos todos no manicómio, só estão os tipos que fazem jornais.

Fiquei ainda mais tranquilo quando li nas letras ainda mais pequeninas da ficha técnica que o “estudo de opinião” foi feito de 26 a 28 de Junho, antes portanto do anúncio de Passos Coelho do saque de 50% do subsídio. O Expresso também diz que a decisão do governo é anterior ao relatório do INE, o que vem juntar a mentira da justificação à mentira maior de Passos e Portas de que não aumentavam impostos. Mentem como os outros e começam mais cedo a mentir.

Estudos destes ou são rappel ou dinheiro mandado à rua. Propaganda ou “estratégia de comunicação” é muito infeliz. A Vítor Gaspar, ninguém tinha ouvido uma palavra ou sequer um espirro, quando muito serve para aferir o sucesso dos meios de comunicação na promoção de figuras do governo.

Se calhar não é por acaso que o ministro Álvaro é o último da fila, não se cala desde que foi a uma feira advogar o trabalho manual. É que “trabalho de mãos”, seja de ministros, de empresas de sondagens ou da comunicação social, já estamos fartos de ver fazer.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Sondagens dão vitória ao PSD e maioria de direita no Parlamento

2011junho


Pela leitura das sondagens só os abstencionistas e votantes em branco podem impedir a maioria de direita na Assembleia da República.

A sondagem da Universidade Católica, representativa da tendência se voto pelos 3963 inqueridos e por ser por voto em urna, dá para PSD e CDS juntos 115 a 130 deputados, (a maioria são 116 deputados), os indecisos reduziram-se de 28% para 12% e a diferença do PSD para o PS deixou de estar dentro da margem do empate técnico. O PSD mantém o valor das percentagens médias de há uma semana, o PS baixa, o que significa que a campanha generalizada contra José Sócrates, nos meios de comunicação social e pelos partidos à esquerda do PS surtiram algum efeito. PCP e Bloco de Esquerda continuam (juntos) com os mesmos 15% de intenções de voto do início; da sua campanha contra Sócrates e o governo, resultou terem atirado muitos eleitores do centro-esquerda para a abstenção, Passos Coelho para primeiro-ministro e uma maioria de direita para o parlamento – para aplicar o memorando da troika e mais uns trocos. Isto se este cenário se confirmar no dia 5 de Junho

Nesta recta final das eleições a decisão (pelo voto útil à esquerda) está na possível alteração das intenções daqueles que decidiram votar em branco, boa parte deles gente politizada que, creio, não ficam indiferentes perante a percepção que com o seu voto em branco, objectivamente e em função da realidade actual, estão a votar em Passos Coelho e Paulo Portas.

sábado, 7 de maio de 2011

Passos Coelho quer maioria absoluta, ou não governa.

P5060062.JPGsondagemRTP
(sondagem actualizada -1/6- aqui)

 
Passos Coelho, diz que ou governa ele ou o PS; nenhuma sondagem se aproxima do que precisa para isso. Ou lhe dão uma vitória muito tangencial, ou inclusive a derrota perante Sócrates. Ontem foi a Universidade Católica num estudo para a RTP, Antena 1, Diário de Notícias, e Jornal de Notícias; e no dia 21 de Abril o barómetro Marktest para o DE e TSF.
Com os maiores partidos empatados, o CDS a subir e a sonhar alto, e, à esquerda do PS a falar-se em governo da esquerda, com 15% de intenções de votos – 10% PCP e 5% (!?) do BE – o melhor é desligar das contas das sondagens, ou desligar de os ouvir.
O mais realista ainda é Paulo Portas vir a ser primeiro-ministro, ele ou eu!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

PS à frente nas sondagens, PSD e BE descem.

(sondagem actualizada-1/6-aqui)

Primeira pergunta; para que vão servir as eleições? PS sobe 12% em um mês, PSD perde 11%, CDS e CDU sobem um ponto, Bloco de Esquerda desce dois.

O PS vai buscar votos directamente ao PSD e recupera do BE, PSD perde para o CDS e PS, CDU fixa o seu eleitorado e o BE desce dois pontos confirmando-se partido refúgio dos votos descontentes do centro-esquerda; o voto útil a começar a fazer a sua caminhada.

Uma sondagem ainda com 36% de indecisos, e antes da campanha eleitoral não é muito significativa, ou seja, é tanto como as anteriores que davam maiorias de direita. Serve para recentrar a campanha e a discussão política, confirmando que não basta ao PSD controlar a grande comunicação social para ganhar eleições.

A maioria dos portugueses acreditam hoje na inevitabilidade das medidas de austeridade, apenas estão com dúvidas se essas políticas devem ser aplicadas por um governo mais do centro-esquerda ou do centro-direita.

Não surpreende o empate técnico entre PS e PSD, e deixa no ar a interrogação pertinente; para que vão servir estas eleições? O mesmo é dizer, para que foi o derrube do governo? Só para os PSDs tentarem ir ao pote? Com estes custos?

Significativo é o facto de Cavaco Silva ser o primeiro presidente da República com popularidade negativa. Aqui acredito em pleno na sondagem. Cavaco é o obreiro da trapalhada política em que estamos metidos, e isso os portugueses perceberam.